Progressos
Os feras treinaram incansavelmente, passando
por lugares cada vez mais perigosos e enfrentando os mutantes mais traiçoeiros.
Como homens cobras, em pântanos lamacentos, crianças roedoras, em tuneis
subterrâneos e mutantes abutres, em pontes de cordas a mais de 100 metros do
chão. Os treinamentos foram tão rigorosos que Pedrinho havia emagrecido até 2
quilos. Anna, Alice, Pedrinho e Carolina não haviam só aprimorado suas
habilidades, como também suas técnicas de lutas, David havia os ensinado
estratégias e táticas de luta humana, que poderiam vir a calhar, como socos,
rolamentos, chutes e saltos.
Na medida em que os Fera Noturnas evoluía o
Refugio dos Lobos também progrediam, recrutando novos mutantes, atacando
cidades como, Aracaju em Sergipe, Maceió em Alagoas e Recife em Pernambuco.
Passando-se dois dias, chegando à quarta-feira Priscilla e Mateus chamaram
Dennis, para mais uma conversa em particular no matagal.
- Dennis, temos
algo importante para falar com você. – Disse Priscilla em um tom sombrio.
- O que ouve? –
Mateus respondeu.
- Nós achamos
que os Feras Noturnas, podem ter uma nova ameaça. – Dennis deu uma risada.
- Uma ameaça?
Dos Feras Noturnas? Sério? Pensei que tinham algo “importante” pra falar
comigo. – Priscilla falou:
- Isso é sério,
Dennis!
- Priscilla,
você mesma viu como eles ficaram implorando de joelhos, quando eu os enfrentei
há um tempo atrás. Os Feras Noturnas, não são
uma ameaça. – Priscilla voltou a falar.
- Dennis, eu
acho que você deve conhecer... E é obvio que conhece um novo morador da casa de
sua tia... Um garoto.
- Ah sim, o
David, oque que tem ele? Acham que ele é a
ameaça?
- Temos certeza.
– Respondeu Mateus.
- Pessoal, por
favor? Todos nós aqui sabemos que aqueles cinco, não são páreo contra o nosso
exercito! Nem mesmo o David, ele nem é mutante. – Priscilla retrucou:
- Como sabe
disso? – Mateus disse:
- Dennis o
David, pode não ser uma ameaça para nós, mas pode ser pra você!
- Mas eu já
falei! Os Feras Noturnas e muito menos alguém, não é páreo pra min e o David
não é um mutante, ele humano.
- Você o conhece
bem mesmo? – Perguntou Priscilla.
- Ahm... Sim,
ele é da família da Anna, veio de Messejana e tá passando uns dias...
- E ninguém
nunca tinha ouvido falar dele? – Sugeriu Mateus.
- Ah sim, mas...
- E de uma hora
pra outra se tornou amiguinho de sua prima e os amigos dela. – Disse Priscilla.
Dennis ficou um minuto em silêncio.
- Dennis, nós
não sabemos quem é aquele garoto. – Dizia Priscilla. – Mas você precisa saber!
Sei que eles não tem chance com o nosso exercito, mas o nosso exercito não mora
com eles naquela casa, só você. Precisa manter os olhos abertos. Aquele garoto
é aliado dos Feras Noturnas e com certeza, esta os ajudando a tramarem contra
você. – Dennis falou:
- Pode ser...
Poder ser que você esteja certa sobre isso, mas eu não posso simplesmente tirar
o David do caminho.
- Por que não? –
Perguntou Mateus.
- Ele não fez
nada contra min e eu não tenho provas de que ele seja um mutante...
- Temos sim. –
Disse Mateus.
- Não, não
temos! – Priscilla o repreendeu. – Você tem razão Dennis, mas quem avisa amigo
é. Lembre-se do que eu disse: Você precisa manter os olhos abertos.
- Pode deixar e
obrigado pelo “aviso”. – Dennis se foi, deixando Priscilla e Mateus sozinhos.
- Porque não
contou a ele sobre o que os nossos garotos viram? – Perguntou Mateus.
- Prefiro que
Dennis, veja com seus próprios olhos.
Depois de mais um dia de treinamento, Anna,
David, Alice, Pedrinho e Carolina foram para a casa de Anna, mas estranharam
quando viram um caminhão na frente da casa dela, enchendo a lanchonete de
materiais de construção.
- Anna você vai
se mudar? – Perguntou Pedrinho desesperado.
- Claro que não!
Acho que a reforma da lanchonete vai começar. Chegando ao local, João estava
com uma prancheta na mão, conferindo os materiais e orientando os pedreiros,
aonde deveriam guardar.
- E agora...
Oito sacas de cimento. – Dizia João conferido na prancheta. – Podem colocar
ali.
- Oi João. –
Disseram Anna, David, Alice, Pedrinho e Carolina, todos de um por um.
- E aí,
galerinha? – Anna perguntou:
- Acha que a
lanchonete, vai demorar, a voltar a funcionar? – João voltou a olhar para a
prancheta.
- Talvez, não.
- Hum, mas só
espero que agente não vá à falência de novo! – Disse Anna com um tom de
preocupação.
- Anna. Não
vamos voltar à falência, e se voltarmos... Sei que você pode ter outra ideia
brilhante, como aquela que você teve de, fazer uma exposição de obras de artes
feitas de materiais recicláveis.
- Ou eu poderia
cantar aqui outra vez. – Sugeriu Alice. – Admitem, eu arrasei no show que dei
aqui, naquela vez não foi não?
- Falando
nisso... – Disse João. – Onde está o Dennis?
- Com a turma
dele. – Murmurou Carolina.
- O que?
- Ahm, nada! –
Disse Anna. – João, estamos subindo.
Anna chamou David, Alice, Pedrinho e Carolina,
que subiram a escada e encontraram Dona Tereza na sala, assistindo a uma
reportagem exclusiva que falava sobre
mais um ataque do Refugio dos Lobos. David sussurrou:
- Essa não! Eles
estão aumentando o bando, mais uma vez.
Dessa vez, o ataque havia acontecido em João
Pessoa, no estado de Paraíba. Onde a jornalista fazia uma reportagem.
“Estamos aqui, diretamente do centro da cidade
de João Pessoa...” Dizia a
repórter apavorada, escondida atrás de um muro. “... são exatamente 22hs da noite, em horário de Brasília, os mutantes, que antes estavam atacando
outras cidades, agora chegaram ao estado de Paraíba, e estão atacando nesse
exato momento!” De repente ouviram-se disparos de armas e grunhidos de
animais.
“As coisas estão serias aqui!” O cinegrafista mantinha o foco no rosto da jornalista,
mas ainda assim dava para se ouvir, gritos de pessoas apavoradas, viaturas da
policias se aproximando, rosnados de mutantes ferozes e muitos disparos de
armas de fogo. “Eles vieram de repente em
grande numero, assaltando banco, lojas e restaurantes. Mas o pior de tudo é que
não a só a mutantes atacando, como também a... Lobisomens e alguma outra
criatura, parecida com um morcego gigante, que segundo os moradores, sequestra
crianças e adolescente...” A repórter olhou para o céu e ouviram um som de
bater de asas. “Ali está ele! Ele
voltou!” E então o cinegrafista apontou a câmera para um helicóptero com
farol aceso, onde um homem armado mirava nos mutantes que atacavam e então a
criatura na qual a repórter se referia, apareceu e no mesmo instante, Anna a
reconheceu.
- Dennis! –
Murmurou ela.
- O que? –
Perguntou sua mãe, confusa.
- Nada.
Camuflado no céu da noite, Dennis atacou o
soldado e o jogou para fora do helicóptero. Em seguida ele fez o mesmo com
piloto e o copiloto. Atacou os dois e os jogou para fora da aeronave. Deixando
o helicóptero a deriva, que começou a rodopiar no céu e explodiu, se chocando
em um prédio.
“Ah meu Deus!” Chorava a repórter. Logo em seguida ela,
respirou fundo e olhou seriamente para a câmera. “A cidade prevista que está para o próximo ataque dos mutantes, é Natal,
no Rio Grande no Norte.” E então ela abriu um leve sorriso e disse: “Aqui é Miranda Vasconcelo para o Jornal...” A
expressão no rosto da repórter mudou quando ela olhou para algo que se
aproximava atrás do cinegrafista e então ela começou a gritar: “Corre, corre Aaaaah!” A câmera apontou
para o chão e desligou, e então as imagens mudaram para o jornalista ancora.
“As cidades de Natal e Fortaleza estão em
suspeita, de serem as próximas vitimas da onda de sequestros de crianças e
adolescentes e dos ataques de mutantes.”
- Então é isso?
– Perguntou Pedrinho. – Estão sequestrando pessoas para criar um exercito de
mutantes? – Alice respondeu:
- Não. O
exercito da salvação, é claro que é de mutantes, balofo!
“Fortaleza se tornou conhecida por ser a
cidade que abriga cinco mutantes heróis, conhecidos como Feras Noturnas, será
que os mutantes de Fortaleza são capazes de lidar com esse problema, ou se são
eles os responsáveis por tudo isso?”
- Que absurdo! –
Murmurou Carolina.
“Mais noticias, no próximo bloco.”
- Pois é! –
Disse Tereza se levantando do sofá, criando uma cena dramática. – Será que os
Feras Noturnas, são capazes de lidar com isso, ou são eles os responsáveis? –
Ela olhou no rosto de cada um e foi para a cozinha.
- Ahm por
acaso... – Dizia David. – A sua mãe suspeita que vocês sejam os Feras Noturnas?
- Umhum. –
respondeu Alice.
- Tá e vocês não
ficam nem um pouco preocupados com isso? – Anna respondeu:
- Desde que apenas, a minha mãe suspeite disso...
Não.
João estava começando a repara, que o
relacionamento de Dennis e de sua irmã, não era mais o mesmo, isso o estava
preocupando então, ao anoitecer, João foi ao quarto de Anna, para conversar com
ela, antes que ela dormisse.
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