Tomando uma Inciativa
Já era 18hs e 30min e Pedrinho e Alice, estavam
na casa de Anna, com suas “malas”, depois de muita imploração aos pais, eles
conseguiram a permissão para passarem noite na casa da vizinha. Todos estavam reunidos na sala de
estar, assistindo TV aguardando a chegada de Carolina. David que estava com o
controle da Televisão encontrou um noticiário que falavam sobre os mutantes. O
jornalista dizia:
“Hoje o governador do Estado do Ceará em
respeito aos pais das vitimas dos desaparecimentos, o governador disse que
novas munições estão sendo enviado para a 3° CIA do Batalhão de Policia de Choque,
o GATE. Ao invés de armas de fogo, os argentes irão usar sedativos nos
mutantes, para que não ajam mortes, os jovens serão levados para hospitais
especializados em genética onde ficaram sob custódia. Tropas do Exercito
Brasileiro, estão se dirigindo nesse momento para a cidade de Fortaleza,
garantindo a segurança dos cidadãos.” Quando o jornalista começou a falar sobre outra noticia, David
desligou a TV.
- Ah não! –
Murmurou Anna. – Agora os humanos vão se envolver nisso.
- Mas Anna isso
é até bom. Embora o Exército Brasileiro não tenha experiência com mutantes ou
tenham capacidade de detê-los, eles podem garantir muita ajuda. – Dona Tereza
veio da cozinha, trazendo uma bandeja com bata-frita, sanduiches e latas de
Coca-Cola. Chamando a atenção de Pedrinho.
- Dona Tereza,
valeu mesmo por deixar agente passar a noite aqui na sua casa - Dizia Pedrinho
indo em direção a ela, ou a comida. -, espero que agente não esteja
incomodando... Precisa de ajuda com a comida? – Tereza colocou a bandeja na
mesa da sala.
- Ah Pedrinho,
muito obrigada. Na verdade eu que agradeço pela visita, não é sempre que eu
recebo crianças aqui em casa. – Ela fez um olhar de desgosto para Alice e falou
baixinho:
- Mesmo que
algumas delas sejam sonsas!
- Mãe? –
Perguntou Anna.
- Ah nada filha,
pois é, esses últimos dias tem sido complicados pra min, com a reforma da minha
lanchonete e o acidente do meu filho! – David se levantou o colocou a mão no
ombro de Tereza.
- Vai ficar tudo
bem tia.
- A obrigada meu
rapaz. Agora comam! – Tereza desceu a escada.
- Ahm, Alice? –
Chamou Anna.
- Oque? –
Perguntou Alice enquanto mordia um pedaço minúsculo de batatinha-frita.
- Posso falar
com você um instante?
- Fala. – Anna
revirou os olhos.
- Em particular!
– Alice imediatamente largou a batatinha e se levantou. As duas foram para o
quarto de Anna.
- Ai fala, fala,
fiquei curiosa!
- Alice, eu
preciso da sua ajuda, com aquele meu problema em particular.
- Qual deles, cólica, TPM...? – Perguntou Alice.
- Ahm, não é nenhum desses.
-... Gases, bipolaridade, caspa?
- Alice quer me escutar? – Gritou Anna irritada.
- Amiga você quer que eu te ajude ou não?
- Quero, mas, por favor, me deixa falar! Preciso que você me ajude, a
acabar com aquele meu sentimento, compulsivo, que eu sinto pelo David. – Alice
levou um tempo para raciocinar as palavras de Anna, mas foi em vão.
- Tá legal Anna,
mas será que você podia me dizer em que você quer que eu te ajude? – Anna
fungou.
- Preciso parar
de gostar do David! – Alice deu uma risada.
- Ah! Por que
você não disse antes? E menina oque é que foi aquilo que rolou na hora do
treino de hoje hein? Eu sabia que você era safadinha, mas nem tanto!
- Tá, obrigada,
mas será que você me dizer como eu faço isso parar de uma vez?
- Anna você já
se apaixonou antes, não já?
- Algumas vezes,
mas...
- Então você
sabe muito bem que não dá pra parar assim, de uma hora pra outra!
- Então oque eu
faço, me ajuda!
- Olha eu iria
te dar algumas instruções, mas a guerra está quase chegando então... Se
entrega, diga a ele oque você sente, sem ter medo das consequência, viva o
momento, seja a fera noturna que você é.
- Então... Eu
tenho que tomar uma inciativa?
- Não sei oque
essa palavra significa, mas acho que ela tem haver com oque eu estou falando. –
Um leve sorriso se formou no rosto aflito de Anna, mas logo ele sumiu.
- Acho que sei
como a Carolina se sente agora.
No andar inferior, os pedreiros estavam
terminando o serviço e Dona Tereza foi conferir. Ela olhou para a parede do
lado direito da lanchonete, que estavam terminados de pintala de cor rosa.
- MAS QUE DIABO
É ISSO? – Gritou Tereza assustando aos homens.
- O que foi
patroa? – Disse um deles.
- Eu disse que queria a parede do lado
direito pintada de rosa pink!
- E não está? –
Perguntou outro.
- Não! Ah uma
jaula pra esse bando de animais! Eu disse que queria rosa pink e vocês pintaram
de pink rosa!
- E qual é a
diferença? – Perguntou um outro deles.
- Ah eu vou te
mostrar qual é a diferença! – E então o portão se abriu e alguém entrou.
- Oi Dona
Tereza? – Disse Carolina que estava com uma mochila nas costas.
- Ooooi
Carolina! – Disse Tereza toda carinhosa, Carolina estranhou a gritaria.
- Seus amigos
estão lá em cima lhe esperando.
- Tá. – Disse
Carolina forçando um sorriso. Ela subiu a escada, indo para a sala de estar, ao
encontro de seus amigos. Pedrinho foi o primeiro a perceber sua presença.
- Ela conseguiu!
– Disse ele apontando para a escada. Alice olhou curiosa e viu que era
Carolina.
- Desculpa o
atraso pessoal. – Alice revirou os olhos e virou o rosto para a TV, o
telejornal estava falando sobre esportes, mas ela não queria olhar para
Carolina. David falou a todos:
- Bom pessoal,
obrigado por vocês terem vindo. – Alice não resistiu e acabou virando o rosto e
disse:
- De nada.
Porque você não sabe, oque eu tive que fazer, para os meus pais deixarem eu
passar a noite aqui!
- É, fazer a
minha mãe deixar, eu ficar a noite aqui, também não foi nada fácil. – Concordou
Pedrinho.
- Muito bem,
galera. – Dizia Anna. – Mas agora que todos vocês estão aqui, preciso que ajam
com calma e naturalidade quando ele
chegar! – Carolina perguntou:
- Quando quem
chegar? – Antes que Anna dissesse, seu primo apareceu subindo a escada e abriu
um enorme sorriso notando todos ali reunidos, com mochilas e bolsas.
- Ora, ora, ora!
Oque que tá rolando aqui, festinha do pijama? – Todos ficaram sérios e não
disseram uma palavra.
- Ah... Ele! –
Disse Carolina.
- E então? –
Perguntou Dennis esperando uma resposta. David olhou para Anna, que estava com
os punhos cerrados e estava prestes a dizer algo, mas David a interrompeu
dizendo:
- Pois é Dennis,
é... É uma festa do pijama, sim, mas é só
para as garotas. – David começou a forçar um sorriso. – Mas não é por isso que nós garotos, não vamos nos divertir essa
noite não é? – David olhou para Pedrinho, esperando que ele tivesse algo a
fizer, mas ao invés disso ele lhe lançou um olhar furioso que dizia: “Cara do que, que cê tá falando? Ficou
Maluco?”.
- Não obrigado,
eu passo. – Respondeu Dennis. – Vou
ter um dia cheio amanhã, mas tudo bem podem festejar. Você sabe como eu durmo
feito uma pedra! – Dennis deu uma risada e David forjou uma.
- Tá legal,
valeu Dennis! – Dennis subiu a escada e todos puderam acalmar os nervos.
Algumas horas se passaram e todos na casa se recolheram para dormir, 5 minutos
que Anna havia se deitado, ela se levantou e saiu do quarto, olhou para Alice
que dormia junto com ela em sua cama (como sempre faziam quando uma dormia na
casa da outra) e depois Anna olhou para Carolina que dormia numa rede, ambas
parecia estar em sono profundo. Anna decidiu ir à cozinha tomar água, ela
estava pensando muito nos conselhos de Alice, em sobre “tomar uma iniciativa.”. Enquanto descia a escada, ela pensava
bastante em simplesmente esquecer David, mas quando Anna havia chegado à sala
de estar, desistiu imediatamente. Sentado no sofá, estava David, assistindo
televisão.
- Anna? - Disse
ele dando um pulo do sofá.
- David?
- Oque está
fazendo acordado, há essa hora?
- Sem sono.
- Está nervosa,
com medo?
- Não. – Disse
Anna sacudindo a cabeça.
- Teve a sua
última conversa, com a sua mãe antes... Da Guerra? – Anna sentou-se ao lado
dele no sofá.
- Tive. – Anna
não estava, nem um pouco preocupada como exercito do Refugio dos Lobos, mas
David ainda não estava convencido.
- Anna? – David
colocou a mão sobre a de Anna, fazendo o coração dela disparar. – Eu sei que
está com medo, do que vai acontecer amanhã e que está nervosa, mas é
supernatural, eu sei. Mas não tem com oque se preocupar, o governo está
enviando tropas, para a cidade, vocês vão se sair bem, afinal foram treinados
por min!
- David, já que
não sabemos oque nos aguarda amanhã, quero te contar uma coisa. – Anna virou-se
para David e o olhou nos olhos dele. – Quero que saiba, que a sua vinda para cá
foi a melhor coisa, que, que já me aconteceu. – David sorriu.
- Obrigado Anna,
eu também preciso dizer, essa foi a melhor missão que já me enviaram.
- David você
acredita no amor?
- Claro, mas por
que...?
- Você acredita, que para o amor não tem
idade?
- Ahm... Sim.
- Bom. Essa é a
verdade sobre min, eu amo você. – David sorriu.
- Oh Anna,
também amo você! – Anna teria adorado ouvir aquilo, se David soubesse do que
ela estava falando, mas não sabia. Isso há deixou um pouco irritada.
– Você é sem
duvida, a melhor...
- Não David! Não
estou falando desse tipo de amor, do
tipo que se ama um familiar, ou um amigo. Estou falando... Desse. – Anna se
curvou sobre David e o beijou.
Sem querer Anna se apoiou sobre o dispositivo
R.N.G. de David, que acabou desativando seu modulo de metamorfose. E naquele
momento, o mesmo que aconteceu, quando David teve que, assumir sua verdadeira
forma, para salvar Anna e seus amigos aconteceu. Os músculos se projetaram de
seu corpo, transformando suas roupas em farrapos, em alguns segundo Anna já não
estava mais beijando um garoto e sim um homem. David empurrou Anna, de vagar.
- Ops, desculpa!
– Disse Anna, não parecendo muito arrependida.
- Anna oque você
estava pensando?
- Como assim?
Era sobre isso que agente estava conversando. – David respirou fundo.
- Anna escuta:
Você está confusa, tá legal?
- Confusa? Não paro de pensar em você
desde o dia em chegou no meu quintal, perdi até o sono por causa de você! – Os
olhos de Anna se encheram de lágrimas.
- Anna você já
tem idade suficiente para saber, que duas pessoas da nossa idade, não podem ter
um relacionamento amoroso como um casal comum.
- Você tem a minha idade... Ou tinha.
- Era só um
disfarce! Se soubesse quem eu sou no futuro, odiaria chegar perto de min.
Anna sentiu um nó na garganta, aquilo que
David disse lhe fez pensar, que ele poderia ser um familiar dela no futuro,
como um filho isso, explicaria porque Anna o achava tão familiar em sua forma
juvenil, mas ela resolveu não acreditar nisso.
- Mas e tudo que
aconteceu com agente e que passamos juntos? Olhe nos meus olhos e diga que você
não gosta de min, que não sente nada por min! – David piscou os olhos
pesadamente, mas não era de sono.
- Eu não gosto
de você Anna, lamento, mas é verdade. – Os olhos de Anna transbordaram de
lágrimas. Os dois ficaram um instante em silêncio, sem olhar uma para o outro.
David colocou sua mão no ombro da Anna e disse:
- Escuta: Um
dia, quando você estiver mais velha talvez... – Anna se esquivou da mão de
David.
- Não. Guarda
pra você! Não vamos alterar a linha do tempo, certo? – Anna se levantou
rapidamente.
- Anna, espera,
volta aqui? Anna! – Mas ela não respondeu e subiu a escada o mais rápido que
pôde.
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