A Fuga
Mesmo
depois de ter acordado, Dennis ficou por algumas horas sem poder sentir,
escutar, enxergar e se mexer. Ele enxergava somente um clarão. Até que em um
momento, a visão de Dennis voltou ao normal e todos os seus outros sentidos,
ele se deu de conta que estava deitado numa maca, com um aparelho, preso ao seu
polegar, medindo seus batimentos cardíacos, ele também percebeu que seus amigos
também estavam deitados em macas ao seu lado, não em um hospital, mas no
laboratório ainda e Priscilla, estava lendo uns papéis, escutando música nos
fone de ouvido, no volume máximo.
Sem se lembrar de nada do que havia
acontecido, Dennis não sabia o que fazer. A pessoa à sua direita era Alice, que
tentou acorda-la empurrando seu ombro. Depois de algum tempo Alice que acordo
atordoada perguntando:
-
Estamos mortos? – Dennis a fim de ordenar que ela fizesse silêncio, pois o dedo
no meio dos lábios e fez:
-
Shhhhhh, não faça barulho! Priscilla esta bem aqui.
-
Aqui? – Perguntou Alice confusa. – Onde nós estamos?
-
No laboratório.
-
E os outros?
-
Hummm a nossa volta, desacordados ainda. – Alice murmurou:
-
Que ótimo – Alice passou a mão em seu cabelo –, minha chapinha tá acabada e o
meu cabelo tá fedendo a vinagre! – Dennis falou a Alice.
-
Acorde o Pedrinho, ele está bem aí do seu lado... – Alice o interrompeu
dizendo:
-
O que? Porque tinham que me colocar, logo do lado do pateta do Pedro?
Dennis falou:
-
Vamos tentar ir embora desse lugar, enquanto ainda, só tem a Priscilla por
aqui.
-
Isso eu gostei de ouvir!
Do lado de Dennis estava, Alice e Pedrinho no
outro lado, Anna e Carolina. Dennis foi acordar Anna. Ela era difícil de
acordar. Ele começou a dar tampinhas no rosto dela, Anna acordou desorientada e
falou:
-
O que aconteceu?
-
Sobrevivemos a, seja lá, o que tiver acontecido com agente e ainda estamos no
laboratório. Agora acorde Carolina e façam silencio! – Alice cutucou o ombro de
Dennis. Pedrinho queria falar com ele.
-
Ei. Então Dennis, qual é o plano?
Antes
que Dennis respondesse, o elevador voltou a descer. Dennis então falou:
-
Escutem: Finjam que ainda estão desacordados e só se levantem ao meu sinal! Ok?
O elevador desceu e dele saiu Janderson, Julie
e Junior. Janderson perguntou a Priscilla:
-
Então, eles sobreviveram à simulação?
-
Sim. – Respondeu Priscilla.
-
E quais foram os resultados?
-
Estão geneticamente modificados, todos eles.
Ao escutar isso, Carolina abriu os olhos, mas
depois os fechou rapidamente. Janderson voltou a perguntar.
-
E eles vão obedecer as minhas ordens? –
Priscilla respondeu:
-
Bom. Eles não participaram da Chuva Mutante, então, não vão. Isso é ruim?
-
Claro que sim! Eles vão acabar com os nossos planos se agente não der um jeito
neles. – Janderson Suspirou – O que você
sugere?
Priscilla
mostrou um tubo de ensaio com um chip minúsculo dentro.
-
Eu sugiro que devemos implantar um desses microchips nos cérebros deles. Eles
vão te obedecer e não se lembraram de mais nada, ao mesmo tempo e se por acaso,
eles desenvolverem alguma coisa, pode ser que sejam úteis.
-
Faça isso! – Disse Janderson com impaciência. – Apaguem as memórias deles.
Dennis gritou:
-
Agora!
E então todos os cincos pularam de suas macas
e se prepararam para a uma possível luta. Mas Janderson tentou acalma-los.
-
Gente, gente. Vamos com calma, não vamos tomar atitudes precipitadas, certo?
-
Carolina, quais são as nossas vantagens? – Perguntou Dennis.
-
Somos cinco contra quatro e se o Junior não for tão forte o quanto parece ser,
poderemos fugir. – Jandersom exclamou:
-
Por favor, escutem vocês não são mais o que pensam o que são! Mas se unirem a
nós poderemos ajudá-los.
-
É mentira! – Protestou Pedrinho. – É claro que eu ainda sou o que penso que
sou, porque se não eu saberia, que não sou mais quem eu penso que sou!
Os outros ficaram se entreolharam confusos.
-
Tem certeza disso? – Perguntou Priscilla – Devem se considerar em perigo,
principalmente porque um de vocês é uma ameaça a todos que o cercam! –
Priscilla olhou para Dennis.
-
Não se preocupem galera – Garantiu Julie –, neste bairro é bem comum ouvir
noticias sobre crimes bárbaros, não seria grande coisa se souberem de um
assassinato de cinco crianças!
-
Espiões! – Disse Dennis em voz alta. – Atacar!
E então Janderson e seus amigos foram
surpreendidos. Dennis foi lutar com Junior, Anna investiu contra Julie, Alice
atacou Priscilla, Carolina fugiu de
Janderson e Pedrinho saiu de fininho. Dennis tentava nocautear Junior, mas ele
se desviava de todos os golpes e antecipava todos os seus movimentos. Junior
chutou Dennis no peito, fazendo com que ele praticamente fosse lançado para
trás. No fim Junior disse:
-
Este lugar é não recomendado para menores de 13 anos, pivete! – Junior teria
rido da sua pida tosca, mas ao invés disso se espantou ao ver Dennis se
levantar do chão como se nada tivesse acontecido.
-
É não recomendado, certo? – Disse Dennis. – Você não disse que é proibido!
Enquanto isso Alice e Priscilla brigavam tanto verbalmente quanto fisicamente.
Alice falou:
-
Sua testa é tão grande que as moscas se esbarram nela! – Priscilla respondeu:
-
Pelo menos o meu cabelo é tudo. E esses seus cachos? Parecem fios de macarrão
grudados na sua cabeça! – Alice exclamou:
-
Retire o que disse sobre as mechas da sorte!
Priscilla empurrou Alice, fazendo com que ela
se jogasse numa parede; e dela se abriu uma passagem secreta para um arsenal de
armas. Alice fugiu para dentro, pegou duas espadas samurais e a advertiu
dizendo:
-
Chega perto que eu te passo a faca, vagabunda!
-
Vagabunda!?
Priscilla pegou um bastão de aço e começou
lutar com Alice. Naquele mesmo instante, Julie perseguia Anna por todo
laboratório, até que Julie agarrou Anna e a jogou dentro do elevador,
deixando-a sem saída. Julie sorriu para Anna.
-
Garota você e seus amigos se meteram aonde não deviam!
De repente Anna puxou Julie
violentamente, para dentro do elevador e
saiu de lá, depois apertou o botão, para subir. Julie tentou sair, mas as
portas se fecharam e o elevador subiu. Anna disse:
-
É e agora, você está num lugar aonde não devia.
Janderson estava perseguindo Carolina, até que
a deixou encurralada.
-
Vamos lá, sem estresse! – Dizia Carolina para si mesma, decidida a ter coragem
para lutar e começou a falar consigo mesma. – Faça igual nos filmes de luta.
Uma, duas, meia e já!
E então Carolina avançou para Janderson dando
socos e chutes no ar, enquanto dizia para si mesma: "Socar. Chutar. Socar.
Chutar." Janderson não fazia nada, apenas observava Carolina gritando e se
esperneando, quando ela fez o último “chutar” Janderson segurou o pé dela, que
parou a alguns centímetros de seu rosto.
-
É parece que eu preciso praticar mais, ao invés de só assistir filmes.
E novamente Carolina estava correndo e
gritando enlouquecidamente fugindo de Janderson.
Pedrinho que estava tentando sair de perto da
confusão pegou, sentiu um estranho objeto em seu bolço, ele olhou o que era e
encontrou um controle remoto. Porém ele não fazia ideia de como aquilo havia
parado ali.
-
Por favor. Faça algo útil! – Disse Pedrinho.
Ele começou a apertar todos os botões do
controle, um deles que fez abrir um enorme portão para um hangar, onde estavam
as aeronaves, naquele mesmo instante Pedrinho teve uma ideia. Enquanto isso
Anna, que estava despreocupada foi surpreendida ao ver Julie saindo do
elevador.
-
Está contente em me ver? – Anna nervosa respondeu:
-
Não sabe o quanto!
Anna fugiu imediatamente, Alice e suas espadas
estavam em uma batalha épica contra Priscilla, que lutava com um bastão de
ferro, Alice recuo para perto de uma estante onde havia bombas e granadas,
Alice por ser ingênua confundiu uma bomba de fumaça com uma latinha de bebida.
-
Hum Refrigerante! - Pedrinho correu para o elevador e gritou:
-
Pessoal. Venham todos pra cá. Rápido!
Todos ouviram Pedrinho e foram para o
elevador, exceto Alice, que respondeu:
-
Já estou indo.
Alice socou a o rosto de Priscilla, fazendo
com que ela ficasse atordoada e então deu atenção o seu
"refrigerante".
– Que estranho uma latinha de refrigerante com
uma chave!
Alice puxou o pino liberando a fumaça.
-
Ai que espuma é essa? Não gostei, fica pra vocês!
Alice jogou a bomba de fumaça para Julie,
deixando todo o laboratório sob uma enorme nébula de fumaça. Janderson, Julie,
Priscilla e Junior ficaram completamente desorientados. Carolina murmurou:
-
Vamos deixar ela e dar logo o fora daqui!
Carolina apertou botão do elevador para subir,
quando as portas do elevador estavam quase se fechando, Alice passou entre elas
no último instante.
-
Viram só? – Falou Alice – É por essas e outras que devemos ter o corpinho,
sempre em forma, como o meu, escutou Pedrinho?
Pedrinho apertou um dos botões de controle
remoto ligando a aeronave no hangar. De repente o laboratório inteiro começou a
tremer. Janderson murmurou:
-
Essa não! Gente se abaixem.
E então, veio à aeronave fazendo decolagem
dentro do hangar, mas Pedrinho utilizando o controle universal, fez com que ela
desviasse da pista de voo, destruindo a parede e invadindo o laboratório.
Priscilla olhou para cima e vil a gigantesca aeronave A400M voando sobre eles.
Quando a aeronave atingiu a outra parede fez
todo o apartamento tremer. A mãe de Janderson, que estava de baixo da mesa da
cozinha começou a gritar. E os cinco foram arremessados para foras do
guarda-roupa, devido ao tremor.
-
Pedrinho – Disse Dennis enquanto todos ainda estavam no chão – O que foi que
você fez?
-
A mesma coisa que eu fiz no jogo “A Torre da Princesa”. Só que eu usei um
dragão ao invés de uma aeronave
E então naquela noite Dennis, Anna, Carolina,
Pedrinho e Alice conseguiram sair da casa de Janderson a qual tentaram tanto
entrar. Dennis e Anna estavam, indo para casa ao chegar à lanchonete perceberam
alguns vizinhos estavam lá. Quando Dona Tereza notou a presença dos dois,
gritou:
-
Ali estão eles! – Um dos vizinhos murmurou.
-
Até que enfim! Podemos ir embora? – Tereza resmungou:
-
Dennis seu pestinha! Aonde foi que você meteu a minha filha? – Anna respondeu:
-
Mãe, mãe! Tá tudo bem, eu chamei o Dennis para... Ver um filme na casa da
Carolina com os outros! Só isso.
-
Mas eu liguei pra mãe da Carolina e ela disse que vocês estavam na casa da
Alice! – Dennis corrigiu:
-
Pois é agente estava assistindo um filme no apartamento da Alice! - A mãe de Anna falou:
-
E eu fui ao apartamento da Alice e a mãe dela me falou que vocês entraram no
apartamento da irmã dela a Dona Rosa! Mas ninguém saiu de lá depois que vocês
entraram. – Anna explicou.
-
Foi isso que o que aconteceu nós íamos ver um filme na casa da Alice, mas
primeiro fomos falar com o Janderson, o filho da Dona Rosa, pedir um filme. –
Dennis estava começando a ficar com sono. – Mas quando chegamos à casa da Alice
o pai dela nos falou que o aparelho de DVD estava com defeito e então fomos ver
o filme na casa da Carolina. – Tereza sem palavras falou:
-
Ah! Eu... Me esqueci de ligar de novo pra casa da mãe da Carolina – Anna correu
para abraçar o seu irmão, João Mateus, que havia acabado de voltar de um
intercambio. Anna falou:
-
João que bom que você voltou! Estava com tantas saudades!
–
Eu também, maninha. Dennis, á quanto tempo você não anda por aqui! – Esse é
João Mateus irmão mais velho da Anna ele era um jovem bem alto, assim como
Pedrinho sua pele era morena, mas ao contrário de Pedrinho ele não era gordo e
sim magro. Dennis respondeu:
-
Oi João, eu só vim passar as férias desse mês de julho aqui... E de onde você
voltou?
-
Eu acabei de voltar de uma viagem de intercambio e se você quiser pode me ver
na competição de Skate, no final desse mês! – Respondeu João.
-
Competição? Tipo para o melhor do bairro? Da cidade? – Anna respondeu:
-
De todo o estado do Ceará bobinho! – João perguntou ao Dennis:
-
E quando você vai para o concurso de artes?
-
Eu!? – Dennis exclamou.
-
É você! Eu vi as fotos da galeria à mãe disse que as maiorias das coisas foram
feitas por você. – Tereza confirmou.
-
É... Foi, foi.
-
E também eu me lembro de que você quando era menor fazia uns desenhos bem
legais. – Tereza voltou a suspeitar.
-
Hmmm não sei não, Esperem ai? Acabei de me lembrar da Dona Rosa ela me falou
que não viu ninguém entrar apartamento dela e a mãe da Alice me contou que a
Anna pediu a chave do apartamento e ainda não foi devolvida. Algo para dizer em
sua defesa senhorita Anna? – Anna respondeu gaguejando.
-
Eu não sei do que a senhora tá falando.
-
E você nobre Dennis pode me dizer algo a respeito disso?
-
Disso o que? – Dona Tereza revirou os olhos e falou:
-
Não me obrigue a te fazer falar! – João interrompeu dizendo:
-
Mãe! Não acredito que a senhora acha que essas crianças iriam planejar invadir
a casa de alguém, como se fossem argentes secretos? – Anna e Dennis olharam um
para o outro.
-
Não é da Anna e do Dennis que eu estou suspeitando, é só do Dennis mesmo! –
Respondeu Tereza.
-
Tia Tereza! – exclamou Dennis com uma voz de decepção.
-
Ô moleque? Não vem com essa de “Tia Tereza” eu não nasci ontem, tá?
-
Isso tá na cara! – Dennis respondeu numa risada. Tereza deu uma gargalhada em
voz alta.
-
Eu sei o que está fazendo... – Quando a Tereza disse isso Dennis fez uma careta
de confuso. -... Eu não sei como o povo do seu bairro costuma fazer, mas não é
muito difícil adivinhar que você e aquela sonsinha da Alice estão ensinando a
minha pobre, filha ingênua e aquelas outras crianças a entrarem no mundo do
crime! – Dennis falou nervoso.
-
Tia Tereza! Espera um pouco ai, a senhora está me chamando de criminoso por
causa do bairro que eu moro? – Tereza fez beicinho e disse:
-
Como eu posso dizer, sim! – João falou:
-
Já chega! Sem discursão por hoje, hora de dormir. – E então todos naquela casa
foram dormir. Uma chuva forte estava chegando, fazendo o céu escuro da noite se
transformar em um grande cobertor cinza. Quando Anna já havia saído do banho
Dennis bateu na porta do quarto de Anna para conversar com ela.
-
Anna, você tá ai? – Anna abriu a porta e estava com um ridículo pijama, uma
camisola laranja, com um desenho de um pato, e uma calça de algodão rosa.
Dennis vendo a roupa que Anna iria usar para dormir, começou a segurar o riso
para não ofende-la porém Anna já havia notado o esforço que ele fazia para não
rir. Dennis então perguntou em quanto segurava sua pesada mochila.
-
Anna será que eu posso dormir no seu quarto?
-
Por quê?
-
Por favor? Não quero dormir naquele sofá de novo! – Antes que Anna respondesse
João respondeu enquanto saia do seu quarto.
-
Pode ficar no meu quarto.
-
É sério? – Perguntou Dennis com um enorme sorriso de alivio no rosto.
-
Claro cara, enquanto você estiver aqui este quarto é seu! – Ao ouvir isso
Tereza correu até eles e gritou:
-
Eu ouvi direito?! Você vai deixar esse pestinha dormir no seu quarto?
Nenhum comentário:
Postar um comentário