Todas as Perguntas são Respondidas
Depois de passarem, algum tempo dopados,
Dennis, Pedrinho, Anna e Carolina acordaram, ouvindo a um som de bip, mas não
era de seus batimentos cardíacos, era de uma bomba, em contagem regressiva, bem
em frente a eles. Todos estavam acorrentados em cadeiras, no laboratório
secreto de Janderson e perceberam que a parede ainda estava destruída, devido
ao plano improvisado de Pedrinho.
- Ah, que bom que acordaram!
Disse Janderson, latejando a cabeça de todos
com a sua voz. Dennis, Anna, Carolina e Pedrinho já havia acordados, mas os
dardos tranquilizantes ainda estavam sobre efeito.
- É mais divertido matar
pessoas acordadas, do que desmaiadas. – Brincou Julie.
- Vocês são muito audaciosos
mesmo, não é? – Perguntou Janderson – Vocês atrasaram os meus planos, e pra
melhorar, destruíram as chances de uma futura parceria minha!
- O que... Você fez com
agente, dessa vez? – Perguntou Anna com sonolência.
- E o que foi, que eu fiz,
com vocês antes? – Disse Janderson.
- Da última vez que
acordamos aqui... - Disse Dennis se esforçando para falar - Descobrimos, no
outro dia, que o nosso DNA foi alterado. Então...
Janderson riu ironicamente.
- Vocês invadem a minha
casa, invadem os meus arquivos, usam a minha máquina transmutadora e destroem o
meu laboratório! – Gritou Janderson.
- O mínimo que podiam
receber, como consequência era se tornarem mutantes. Eu avisei que, se quiserem
continuar a ter a saúde perfeita, não deveriam invadir a minha casa. – Já
estando bem melhorado, Dennis protestou:
- Espera um pouco aí,
Janderson! Nós invadimos a sua casa e entramos no seu laboratório, isso é
verdade. Mas você e os seus amigos, apareceram e nos doparam, com alguma coisa,
e então destruímos o seu laboratório. E para termos uma oportunidade de fugir,
usamos a sua aeronave, mas agora dizer que invadimos os seus arquivos e usamos
a sua máquina, de sei lá o quê. É uma grande mentira!
- Como assim, uma grande
mentira? Vocês não se lembram da máquina, e de terem acessado o meu computador?
- Claro que não! – Respondeu
Carolina.
Janderson ficou confuso.
- Priscilla, pensei que
agente não tinha, conseguido implantar os microchips neles?
- E não implantamos nenhum
microchip... – Priscilla arregalou os olhos lembrando-se de algo. – A fórmula!
Talvez, tenha provocado uma amnésia, como um efeito colateral! É a única
explicação para não se lembrarem.
Janderson, Julie, Priscilla e Junior sorriram
com diabolicamente.
- Ok – disse Janderson –,
será que podem me explicar, qual o motivo para me procurarem na festa e como
sabiam que eu estava lá?
- Sonar, uma técnica que os
morcegos usam para caçar. - Respondeu Dennis.
- Estávamos à procura de
respostas. – Prosseguiu Anna.
- Por que vocês nãos se
lembram, do que aconteceu? – Adivinhou Janderson. Os outros confirmaram.
- Tudo bem vocês querem
saber o que aconteceu? Certo, logo depois de terem entrado no meu laboratório,
vocês acessaram o meu computador e abriram os meus arquivos.
Na medida que Janderson contava, todos
começavam a se lembrar de o que havia acontecido naquela noite. Pedrinho estava
fascinado olhando para as aeronaves que descobriu em um hangar.
- Maneiro aí!
Dennis estava com Carolina explorando os
arquivos do computador.
- O que é o projeto Chuva
Mutante? – Perguntou Carolina.
Dennis viu uma foto que lhe pareceu familiar e
então falou:
- Carolina, abri aquela
imagem? Acho que vi alguma coisa. – Carolina clicou na foto e a expandiu.
- Eu não acredito nisso! –
disse Dennis espantado, Alice curiosa perguntou:
- O quê? O que encontraram
dessa vez?
Pedrinho olhou para a foto que na verdade, era
o desenho de Dennis.
- Mas que desenho mais
esquisito – dizia Pedrinho –, um pássaro pegando fogo, um morcego, um
porco-espinho branco, um golfinho azul e... Aquilo é um gato rosa? Que mente,
tão sem noção, faria isso?
- Eu! – Respondeu Dennis e
explicou aos amigos a história do seu desenho.
- Então você fez isso? –
perguntou Anna a Dennis.
- Fiz, eu tinha colocado no
meu bolso antes de vir pra cá, só que eu não encontrei depois, aí eu achei que
tinha perdido, no carro do meu pai. – Alice começou a rir.
- Uma pantera cor-de-rosa?
É. Isso sim é a minha cara! – De repente o elevador começou a descer era
Janderson e seus amigos. Anna se desesperou:
- Essa não. Tem alguém
vindo! – Dennis ordenou:
- Escondam-se! – Carolina
perguntou:
- Mas aonde? – Pedrinho
sugeriu:
- Nas jaulas? – Alice
murmurou:
- Nem morta eu entro ali
dentro, lá é nojento!
- Que tal ali? – Perguntou
Pedrinho enquanto apertava um botão, no controle universal.
E então, no fim do laboratório, acenderam-se
algumas luzes e onde todos puderam ver, uma câmara de vidro esverdeado, tinha
um formato de um cilindro gigante, com uma tranca eletrônica, ao meio de portas
duplas, Pedrinho apertou um outro botão e as portas se abriram, luzes no
inteiro da câmara se acenderam. Dennis falou:
- Todos pra dentro rápido,
rápido!
Com um pouco de esforço, todos couberam na
câmara. O ambiente era um bom esconderijo, mas o vidro e as luzes os
denunciavam. Alice ordenou a Pedrinho:
- Desligue as luzes, daqui
de dentro, ô Mané!
- Tá bom! – Respondeu
Pedrinho, que desligou as luzes da câmara com o controle.
O elevado, em sua decida vagarosa, finalmente
chegou ao chão, às portas se abriram e todos ficaram intrigados ao ver,
Janderson e seus comparsas. Julie percebeu o computador ligado e perguntou:
- Alguém deixou o computador
ligado? – Dennis percebeu que Janderson e seus amigos estavam se aproximando,
cochichou.
- Pedrinho? Fecha as portas!
Pedrinho apertou o botão e as portas de vidro
se fecharam, mas eles não sabiam que a câmara em que estavam, era a máquina
transmutadora e que estava programada para fazer uma experiência.
Quando Pedrinho fechou as portas, sem querer
ele acionou a programação. De repente, o computador fez uma voz dizendo:
“Simulação iniciada”. As luzes da câmara se acenderam – expondo a todos – e do
teto, começou jorrar água, como um alarme de incêndio. Mas aquela água, não era
uma água qualquer, era diferente, estava esverdeada e fazia um cheiro
semelhante ao de vinagre. Janderson
gritou:
- Eu não acredito! Mas o que
vocês estão fazendo aqui? – Alice respondeu:
- Isso não importa agora,
tire agente daqui! – Janderson falou.
- Eu avisei, oque
aconteceria a vocês, se virem aqui. Agora sofram as consequências!
- Janderson. – Disse
Priscilla – O processo de transmutação foi iniciado, não vai dá pra parar,
vamos ter que esperar terminar.
Enquanto Priscilla falava, Carolina sentiu
tontura e desmaio, Pedrinho perguntou:
- Carolina, você esta bem?
Mas depois logo depois de perguntar, Pedrinho
também desmaiou. Dennis também começou a sentir tontura. Todos os pontos de
iluminação, começaram a ofuscar sua visão, mas ele se esforçou, para se manter
em pé e acordado. Janderson perguntou a Julie:
- O que está havendo com
eles? – Julie respondeu:
- Acho que já está fazendo
efeito! – Alice falou:
- Gente? Eu não estou me
sentindo muito bem, acho que eu vou... – E Alice desmaio.
Quando Anna, começou a sentir, todos os
sentidos, de seu corpo desaparecer, achou que era a única que ainda estava
acordada, e então viu que Dennis ainda permanecia em pé e disse-lhe:
- Dennis não se preocupe,
aconteça o que acontecer, vai ficar tudo bem.
O seu esforço para falar, acabou lhe esgotando
e Anna desmaiou. Dennis não queria se entregar a Janderson, mas já não
aguentava mais, de repente o seu corpo inteiro adormeceu e caiu no chão, mas
ainda permaneceu de olhos abertos, até que um grande clarão dominou a sua
visão, sem poder enxergar nada, nem as gotas de água caindo em seu rosto.
- E quando acordaram – Dizia
Janderson. - Eu tentei conversar e tentei ajudar vocês, mas aí atacaram agente
e fugiram feito um bando de loucos.
- Não tentaram nos ajudar
não! – Disse Carolina. – Lembro-me perfeitamente de vocês estarem conversando,
sobre implantar microchips em nossos cérebros, pra agente obedecer às ordens de
vocês.
- É verdade – Confessou
Janderson -, mas como nada sai do jeito que eu quero... – Dennis perguntou:
- Janderson, como foi que
você e os seus amigos, conseguiram tudo isso, o laboratório, armas, aeronaves...?
- Com muito trabalho, eu lhe
garanto. – Respondeu Priscilla.
- Eu tenho acesso a clínica,
que o meu pai trabalha – Dizia Janderson –, a maioria das coisas que eu tenho
aqui, roubei de lá. O resto, consegui com traficantes de armas, fazendo assalto
à bancos, com uns amiguinhos meus...
- Vocês não fazem ideia de
quantos menores de idade são envolvidos com o crime. – Falou Julie.
- Mas pra que serve, mesmo,
essa tal máquina transmutadora? – Perguntou Anna.
- Como o nome já fala, ela
serve para causar uma mutação genética, através de uma fórmula chamada Eau
mutant, que do francês, Água mutante, nessa fórmula contém o DNA de várias
espécies de animais, de todas as famílias: caninos, felinos, répteis e etc.
Quando essa fórmula, entra em contato com a pele, através dos esporos, ela
entra em contato com o organismo, transformando totalmente o material-genético
da pessoa. Só que nunca se sabe, no que você vai se transformar. No entanto
essa máquina só foi criada para o projeto Chuva Mutante, é apenas utilizada
para simular a chuva. – Dennis Perguntou:
- Janderson, você disse que
nessa fórmula contém o DNA de varias espécies de animais, não é?
- Exato!
- Então por quê a Anna
controla o fogo e a Carolina controla a água? Porque, pelo o que eu sei, isso
são coisas que nenhum animal pode fazer.
- Tem razão. – Janderson
tirou do bolço um papel. - lembra-se disso Dennis?
- O meu desenho! – Disse
Dennis lembrando-se imediatamente. – Achei que tinha perdido. Por quê o pegou?
- A ideia de implantar,
genes de animais em pessoas, explodiu como uma bomba, na minha cabeça. Mas
quando eu encontrei, o seu desenho naquela noite, da galeria, na lanchonete, eu
pensei: já que um dia eu vou transformar todas as pessoas em mutantes, por que
transforma-las em híbridos de animais, se as posso transforma-las em armas? O
poder de Anna e Carolina foi complicado, mas com certeza, eu consegui criar
ótimas telepatas.
- Telepatas? – Perguntou
Carolina.
- Sim. O seu poder de
controlar a água e o da Anna de controlar o fogo, são poderes telepáticos. Na
Anna eu só tive que acrescentar o gene de ave para faze-la tornar-se uma
autentica mutante fênix.
- Ô Janderson? – Perguntou
Pedrinho. - E que outras pessoas são essas que você disse que quer transformar
em mutantes?
Janderson e os seus amigos caíram em
gargalhadas.
- Quem são essas pessoas?
Somente toda a raça humana! – Disse Janderson com o tom perverso.
- E como você pretende fazer
isso? – Perguntou Dennis.
- Através da Chuva Mutante.
Não sei se vocês ouviram falar, mas a nossa cidade vai receber a maior chuva de
todos os tempos e é ai que eu entro, eu coloquei a fórmula Eau mutant em
capsulas na minha aeronave, que vocês usaram para fazer aquele vandalismo aqui
no meu laboratório. Quando a chuva chegar, eu vou despejar a fórmula nas nuvens,
contaminando toda a chuva, transformando as pessoas da cidade inteira em
mutantes e depois, irei obriga-las a me obedecerem em troca de cura para elas.
E como todo água de chuva, evapora e vira nuvem, A Chuva Mutante, vai se
espalhar por cada cidade do estado, e do país e em seguida, por todo o mundo!
Ah-ah-ah-aaaaaaaaah! – Berrou Janderson.
- Eu não acredito – Disse
Pedrinho com emoção –, pela primeira vez na vida eu estou conhecendo, um super
vilão de verdade! – Pedrinho, de repente, apareceu ao lado de Janderson. – Me
dá um autografo?
- Mas quem deixou esse
garoto desacorrentado? Prendam ele!
- Mas Janderson – disse
Dennis –, com a Chuva Mutante, você não vai só alterar toda a espécie humana na
Terra, mas também a animal e vegetal do planeta. Vai destruir o ecossistema no
mundo!
- Essa é a intenção, garoto!
Fazer o mundo com uma nova imagem.
- Brincar de ser Deus, pode
trazer serias consequências sabia?
- Ah é? – Perguntou
Janderson, fazendo careta. – Por quê?
- Porque você acha que só
porque vai transformar todo mundo em mutante, as pessoas vão te obedecer –
Perguntou Anna –, você não acha que elas vão querer te matar primeiro?
- Boa pergunta, por isso eu
desenvolvi um purificador de gene, caso as coisa "saiam do controle".
E porque as pessoas vão me obedecer? Porque elas vão, ora! Eu sou cruel,
maligno e muito autoritário! – Dennis Perguntou:
- E então vai escravizar até
os seus próprios pais?
- Eles já estavam na minha
lista negra mesmo.
- Maluco! – Disse Carolina.
- O que disse!? – Gritou
Janderson.
- Ah, nada! – Carolina
forçou um sorriso – Hã... Você não acha que vai se sentir um pouquinho
solitário, sabe? Sendo o único humano na face da terra?
- Ah, Minha cara, eu nunca
estarei sozinho! – Disse Janderson sorrindo para Julie.
Ele piscou para ela, que quando
percebeu, o que ele estava querendo dizer, ficou enojada.
- Hum? Foi mal aí, mas eu
acabei de entrar em um relacionamento! – Disse Julie saindo de perto de
Janderson.
- Enfim, meus queridos
filhos A Chuva Mutante ira começar essa noite, mas vocês se tornaram mutantes
antes dela, então fiquem com a bomba!
- Então é isso? – Exclamou
Carolina.
- O quê? – Murmurou
Janderson.
- O motivo pra você nos
querer longe da sua casa, ou por querer implantar microchips na gente, é porque
poderíamos descobrir o seu plano sujo e você sabia que poderíamos impedir o seu
plano de dominação do mundo!
- Muito esperta Carolina,
mas vocês não me impediram coisa nenhuma, só apenas me atrasarão, falando
nisso, faltam poucos minutos para a bomba explodir. Ao contrário de vocês, a
garota pantera, a que odeiam tanto...
- Alice! – Lembrou-se Anna.
- ...ela foi a única a fazer
um ato de inteligência, saindo do meu caminho, afinal de contas.
Janderson foi até Dennis, segurou o seu queixo
e falou:
- Que pena você ter que
morrer Dennis, mau nos conhecemos e já somos inimigos.
- É dever de qualquer um
deter pessoas como você! – Rosnou Dennis.
Janderson deu uma risada.
- Vamos galera. – Disse
Janderson – aos seus amigos indo em direção ao hangar.
- Não! – Gritou Pedrinho. –
Nunca vão nos capturar vivos!
- Já nos capturaram vivos,
Pedrinho! – Murmurou Carolina.
- Cala a boca!
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