15. Um Plano de
Mestre
Dennis abaixou os olhos.
– Talvez eu não esteja destinado a ser um herói – disse
ele – não sou tão puro de coração assim.
– E por que acha isso?
– Eu já fiz coisas horríveis, coisas que herois não
fazem. Tentei matar meus famíliares, tentei matar meus amigos!
– Meu jovem, você pediu perdão a eles?
– Sim, mas...
– Isso tudo foi no passado, não foi?
– Ahm, sim...
– Então não ah mais do que se lamentar. Já passou, já
aconteceu. Somente pessoas puras de coração reconhecem seus erros e pedem
perdão.
– E se sacrificão por aqueles que amam. – Completou
Carolina, ao por sua mão no ombro de Dennis.
Dennis ficou um
momento em silêncio, conseguiu sorrir e disse:
– Bom, acho que temos um plano de batalha para elaborar.
De volta à
"superfie", Dennis, Carolina, Isáby e seu pai se reuniram com os
Feras Noturnas na grande mesa do pátio principal, juntamente com todos os
líderes animalios.
O rei Ezórius
apresentava um mapa com a localização da resistência de Animália e a base dos
arghatianos. E todas as tentaivas de ataque.
– A 3,4 quilômetros e a sudeste daqui, Lorde Rázarac construiu
sua base. E em volta, um campo com cerca cento e vinte quilômetros, suas
máquinas derrubam mais de vinte árvores por dia, para expandir mais e mais seu
imperio nesse planeta. Já tentamos invadir algumas vezes, mas toda a base é
protegida por um campo de força.
– Eletrostático? – Perguntou Carolina.
– Magnético. – respondeu Ezóriu.
– Nada mal. – Carolina deu de ombros.
– Já tentaram raio laser? – Perguntou Pedrinho.
– Não temos raio laser. – Respondeu Isáby.
– Pensei que todo alienígena tivesse raio laser. – Alice
murmurou:
– Quer parar de falar besteira, seu cara de rato?!
Alguém cutucou
Alice no ombro. Ela olhou para trás e viu uma senhora roedora lhe fuzilando com
o olhar que lhe perguntou.
– O que você disse? – Alice forçou um sorriso.
– Ah, me desculpe, velha com cara de rato. – Dennis
perguntou:
– Então quer dizer, que nunca conseguiram lutar com os
arghatianos?
O rei Ezórius
respondeu:
– Nunca
conseguimos entrar armados, qualquer objeto metálico, nos faziam ser expelidos
da base. Já tentamos por baixo da terra, mas a base também consiste no subsolo.
Não importa qual o plano mais elaborado ou a estratégea de batalha que
usassemos, os arghatianos estavam sempre na nossa frente. Principalmente,
porque eles roubaram nossas armas e tecnologias, e as aprimoraram para eles.
– Sem ofenças, magestade – disse Carolina –, mas acho que
é por isso que sempre fracaçam.
– Por quê acha isso, jovem sábia?
– Vocês confrontam os arghatianos em um lugar onde eles
têm vatagens... Onde eles têm apoio tecnológico. Não é a toa que estão
derrubando suas àrvores, porque o habitat deles não é na floresta.
– Exatamente. – Concordou Dennis. – Devemos enfrentá-los
aqui, na floresta, onde eles são mais vulneráveis sem a tecnologia.
A senhora com cara
de rato, perguntou:
– E que horas vocês prentem partir para enfrentarem os
arghatianos?
– De noite. – Respondeu Junior.
– Ao anoitecer? – Perguntou Ezórius – Muitos de nós não
temos hábitos noturnos.
– Mas eles têm. – Respondeu Isáby.
O rei Ezórius
olhou para sua filha, confuso.
– É, eu também não entendi – disse Isáby –, mas vai por
min, eles são muito abilidosos à noite. – Ezórius suspirou:
– Que o Grande Espírito do Céu esteja conosco.
Isáby perguntou:
– Tá, mas se vamos ao território deles enfrentá-los, com
que armas vamos nos defender? Vamos usar arco e flechas contra armas de fogo?
– Vocês são animais! – Disparou Pedrinho – Quer dizer,
todos nós somos, mas vocês têm garras, presas, sentindos aguçados... Alguns de
vocês podem voar, outros saltar. Usem seus instintos para lutarem, porque ao
que sabemos esses arghatianos, são apenas homenzinhos verdes.
– Pedrinho está certo – Concordou Carolina –, a força que
todos vocês tem, pode ser a fraqueza deles.
O rei Ezórius
perguntou ao Dennis:
– E como você pretende confrontar os arghatianos e
trazê-los até aqui?
Dennis não
respondeu, ficou um minuto em silêncio e então, com um sorriso sarcástico erespondeu:
– Eu tenho um plano.
No cóvil do Lorde
Rázarac, o plano que estava sendo executado, era o de Oziel, mas para isso,
Anna gritava escandalosamente, com todo o despero possível na voz, ao lado de
Oziel, aparentando estar inconcênte.
– Socorro, socorro! Alguém me ajuda!
Anna não esperava
que alguém viesse lhe ajudar, mas alguns minutos gritando, as portas da sala se
abriram e o general arghatiano surgiu acompanhado de três réptilianos.
– Seus imoblizantes, estão matando ele! Por favor, o ajudem!
O arghatiano
compreendeu todas as palavras de Anna, ele olhou para Oziel ao seu lado, com os
olhos revirados, mechendo a cabeça de um lado para o outro inconciente. O
general percebeu a gravidade da situação e gritou um comando para os
réptilianos, que foram imediatamente ajudar Oziel. Usando minúsculas pistolas,
com grossas agulhas, nas pontas. Eles aplicaram uma substância nos
imoblizantes, que imediatamente fizeram a gosma se dissolver.
No momento em que
uma das mãos de Oziel, ficou livre, ele arranhou o rosto de um réptiliano. O
que estava do outro lado da mesa, tentou imobilizá-lo, mas Oziel conseguia ser
bastante agilidoso e rápido com apenas uma mão. Ele socou o alien, tomou a
pistola dele e libertou sua outra mão. Outro répitiliano tentou atacá-lo, mas
Oziel enfiou a agulha de sua pistola, no olho dele e aplicou a substância. O
alienígena gritou em agonia e caiu, os outros dois réptilianos e o general
arghatiano ainda tentaram conter Oziel, mas usando uma série de movimentos
sicronizados, com giros, golpes e arranhões em cima da mesa, ele conseguiu
colocar todos no chão.
Oziel olhou para
Anna, que sorria admirada.
– Puxa... isso foi incrível.
– Obrigado – disse ele com preça –, agora fique quieta.
E usando a
pistola, Oziel soltou os pulsos e tornozelos de Anna. Assim, que os
imobilizantes nervosos se dissolveram, liberando sua força vital, seus poderes,
Anna sentiu uma onda de calor muito forte se formar dentro de seu corpo.
– Oziel se abaixa! – gritou ela.
Oziel não
compreendeu o motivo, mas mesmo assim se jogou de bruços no chão. O corpo de
Anna explodiu, deixando todo ambiente em chamas. A sala de operações que era
branca e iluminada se tornou escura.
Oziel se levantou
atônito. Os réptilianos e o arghatiano estavam carbonizados. Oziel procurou por
Anna, ela se levantou atrás de trás da mesa. Em suas costas, asas com penas
castanhas e uma calda de ponta dupla fluia de suas costas, seus anti-braços
estavam cobertos por penas da mesma cor e em seu rosto, pequenas penas também
brotavam.
– Parece que
atmosfera poderosa de Animália, lhe deu as boas vindas. – disse Oziel.
– Na verdade, acho que é porque estou sem meu dispostivo
R.N.G. Devem ser só os meus genes aprisionados. Também já aconteceu com o meu
primo.
Enquanto
conversavam, o arghatiano, que havia sobrevivido se erguia usando suas últimas
forças e pressionou um botão de alarme na parede. Imediatamente um som agudo,
soou por todo um ambiente e luzes vermelhas se assenderam na sala. Anna
simplesmente apontou para o arghatiano, para que Oziel o visse, mas assim que
Anna ergueu a mão em direção ao alien. Uma coluna de fogo brotou de sua mão,
cremando por completo o alienígena.
Oziel e Anna
ficaram igualmente pasmados, Anna olhou para sua mão assustada, Oziel lhe
perguntou:
– O que foi isso?
– Eu não sei. – disse ela fitando sua mão.
O alarme ainda
soava.
– Mas também não é hora pra saber – completou Anna – vamos
logo sair daqui, antes que nos prendam de novo!
Oziel e Anna
sairam correndo daquela sala, com todo o prazer e fugiram sem nenhum rumo pelos
corredores. Depois de pegarem algumas direitas e esquerdas, os dois se deram de
cara com uma tropa armada de arghatianos. Oziel e Anna ficaram imóveis e
puseram as mãos para cima.
– Odeio ter que matar seres intergaláticos, mas se eles
não sairem do nosso caminho vou fulminar todos eles! – disse Anna.
– Não, Anna, espera. – Disse Oziel – Vou querer aquelas
armas.
O garoto feliniano
avançou contra os arghatianos, que abriram disparos contra ele, mas Oziel era
muito rápido. Nenhum raio disparado lhe antigiu, ele desarmou um soldado e usou
sua arma, contra os arghatianos. Uma espécie de fuzil, com mira a laser.
Enquanto isso,
naquela mesma noite, a alguns quilômetros dali, Dennis voava em direção à base
arghatiana, junto com cinco avianos que transportavam Isáby, Junior, Julie,
Alice e Pedrinho, que estavam todos com os rostos pintados como indígenas.
Carolina viajava nos braços de Dennis, levando consigo uma bolsa de água, nas
costas. Abaixo deles, rei Ezórius, e todos os líderes de Animália e seus
exercitos, os seguiam por terra.
Algum tempo
voando, Carolina avistou luzes no horizonte, como se estivessem se aproximando
de uma cidade, mas logo depois percebeu que não havia cidade alguma.
– Chegamos – anúnciou Isáby –, esse é o território
arghatiano.
Um grande campo de
terra desmatada, iluminado por postes de luz, todo o campo era cercado por algo
grande e transparente, com o formato de uma cúpula. O campo de força
eletromagnético. A frente dos limites do território arghatiano, veículos
enormes, que lembravam tratores, eram tripulados por dois seres e derrubavam
árvores com bastante facilidade. No meio do campo, Carolina havistou algo
esplêndido e inesplicavél. No meio da base havia uma fileira de três pirâmides,
assim como as de Gizé, no Egito. O quanto mais se aproximava, elas pareciam
ficar cada vez maiores e eram iluminadas por milhares de pontos brilhantes, que
deviam ser janelas.
– Pirâmides?! – Indagou Pedrinho – Achava que pirâmides
só existissem no Egito.
– É o cóvil do Lorde Rázarc. – Explicou Isáby.
Carolina falou:
– Pirâmides são obras de arquiteturas usadas por muitas
civilizações antigas, não duvido que essas civilizações tenham aprendido com
povos de outros planetas.
Isáby apontou para
frente.
– O campo eletromagnético!
A grande barreira
transparente e tremeluzente estava bem perto. Quando estava prestes a se
chocarem, Carolina fechou os olhos e ouviu um zumbindo em seus ouvidos. Quando
abriu os olhos, já estavam sobrevoando sobre o território inimigo.
Dennis avistou as
máquinas que derrubavam as árvores entrarem e sairem por um grande portão na
primeira pirâmide da fileira.
– Já sei como vamos entrar. – disse Dennis.
– Mas como vamos passar por eles? – Isáby perguntou.
Ela apontou para
um grupo de arghatianos, que estavam no alto de uma plataforma vigiando o
lugar. A alguns quilômetros próximos a primeira pirâmide, havia outro grupo de
vigia. Dennis mergulhou em direção ao primeiro grupo e os avianos formaram uma
fileira atrás dele e o seguiram. Sem pensar duas vezes, ou abordá-los, Dennis
aterriçou na plataforma e os atacou.
Isáby armou seu
arco, Pedrinho eriçou seus espinhos, Julie e Alice esticaram suas garras,
Carolina removeu a água de sua bolsa e Junior, com seus punhos, esmagou os
capacetes dos arghatianos. Com a ajuda dos avianos e de Isáby, os Feras
Noturnas venceram os arghatianos com facilidade e rápidez. Logo Dennis, ordenou
que os seguissem para o outro posto de vigia, onde também não tiveram problemas
em derrotá-los, mas um dos arghatianos estava ciente de que estavam em
desvantagem. Então ele saltou da plataforma e com sua arma, começou a fazer
disparos contra as bases da plataforma.
Enquanto lutavam,
um som agudo de alarme soou de algum lugar na pirâmide, Anna e Oziel tramavam
seu plano de fulga, mas isso, os feras não sabiam.
– Acho que descobriam a gente! – disse Dennis.
– Ué, por quê? – Perguntou Isáby.
A plataforma
balançou de um lado para o outro, todos que estavam lá cambalearam, mas se
conteram em pé. O arghatiano que estava no chão continuava a disparar contra as
bases da plataforma, até que elas se arrebentaram e sederam. A plataforma caiu,
os avianos voaram e os Feras Noturnas foram despejados no chão, junto com os
arghatianos.
– Vocês estão bem? – Perguntou Dennis.
– Esses caras com asas não deviam ajudar a gente? –
Perguntou Pedrinho.
O alarme ainda
soava. Carolina viu uma das máquinas de desmatamento, virem na direção deles.
– Gente, é hora ir!
Um enorme
automovel com farois altos parou de ante deles, outros dois surgiram em sua
esquerda e direita formando uma meia lua em torno dos Feras Noturnas. Quando
tentaram furgir, um exército de arghatianos armados vinha em sua direção e mais
tropas saiam de dentro da pirâmide.
– Dennis o que vamos fazer agora? – Perguntou Isáby.
– Não vamos conseguir – alertou Carolina –, eles são
muitos.
Dennis viu que as
outras máquinas de desmatamento, estavam se retirando para a pirâmide. Algo de
grave estava acontecendo lá dentro, pensou Dennis, algo mais importante do que
os invasores?
– Avianos! – Chamou Dennis – Sigam o plano, atraiam os
arghatianos para a floresta, mas antes leve nos para um dos tratores.
Os homens falcões
ouviram e o obedeceram. Eles levantaram voo e pegaram Isáby, Junior, Julie,
Alice e Pedrinho, Dennis pegou Carolina nos braços e juntos voaram, descrevendo
um circulo completo no ar. Os arghatianos fizeram disparos contra eles, mas não
foram atingidos. O Garoto-Morcego e os avianos mergulharam em direção a ultima
máquina que estava se retirando, Os avianos largaram seu pássageiros na máquina
e se foram em direção à floresta, com o exército arghatianos.
Isáby, em cima do
trator gigante, observou seu pai e toda sua tropa, escondidos na floresta
aguardando o encontro com os arghatianos.
– Espero que tudo saia bem.
Dennis a olhou nos
olhos e disse:
– Nós vamos conseguir e eles também.
Os arghatianos que
estavam pilotando o automovel de desmatamento, não perceberam a presença dos
Feras Noturnas e com isso, conseguiram pegar uma carona clandestina para dentro
da pirâmide.
No interior da
pirâmide, o alarme ainda soava. Comandos para os arghatianos soavam por
alto-falantes pelos corredores. Oziel e Anna colocavam todos os arghatianos que
surgiam no chão. Oziel lutava com eles, usando sua arma de raios e Anna os
fulminava com seu fogo. Depois de derrotarem a quinta tropa que encontraram
pelo caminho, chegaram ao que parecia uma central de elevadores. Uma sala
cercada por elevadores, que poderia levá-los para qualquer direção.
Oziel murmurou
alguma palavra em seu idioma, com bastante alegria.
– Anna, estamos livres!
– Essas coisas vão nos levar à saída? – Perguntou ela.
– Não, mas podem nos levar para algum lugar, que nos leve
à saída.
– Que exclarecedor! Mas antes, temos que encontrar os
humanos. Muitos deles ainda devem estar aqui, precisamos ajudá-los.
– Claro, tudo bem. Eu já vi para onde eles são levados,
me lembro onde é que fica.
– Então nos leve pra lá.
Os dois entraram
em um dos compatimentos, lá dentro havia um mapa completo da pirâmide. Oziel
selecionou para onde queriam ser levados e o elevador, os levou para várias
direções, fazendo curvas, subidas e descidas.
No saguão da
entrada da pirâmide, os Feras Noturnas executavam seu plano de ataque, fazendo
uma perfeita confusão. Pedrinho havia conseguido dirigir uma das máquinas de
desmatamentos, e a usava para destruir tudo que via pela frente, inclusive
atropelar alguns arghatianos. Alice revesava a guarda de sua esquerda e direita,
suas garras feriam os repitlianos ora de um lado, ora de outro, um repitiliano
baixinho se atrepou em suas costas, como um macaco, deixando Alice um pouco
desequilibrada, ela comçou a bater nele com os punhos, mas não teve sucesso. Então
Alice, direcionou suas garras para suas costas e cravou-as nas costas do repitiliano,
no mesmo instante outro avançou em sua direção pela frente, com a mão, ela descreveu
um arco, ferindo a garganta do feliniano. Alice estava livre, mas não gostou do
resultado, pois seu estômago, instantaneamente se embrulhou.
Isáby usava suas
flechas explosivas, explodindo flechas com bombas de gás venenosos, ácido e
outros truques da natureza. Carolina usou a água em sua bolsa, para criar um
punho de água, o qual usava para lutar, mas devido a um golpe que levou em
cheio no rosto, deixou o punho de água desmanchar no chão ao mesmo tempo em que
tombou desnorteada. Um repitiliano vinha em sua direção, mostrando-lhe as
garras e as presas, Carolina começou a se rastejar para trás, quando de repente
um vulto passou em sua frente e num piscar de olhos, o repitiliano estava no
chão e Dennis estava em cima dele. O homem réptil começou a lutar
enfurecidamente e mordeu o ombro de Dennis, que o socou e o mordeu no pescoço
até que ele ficou quieto, logo depois, Dennis gruniu e cuspiu o sangue.
– Agh! – Murmurou ele, com nojo – Sangue de lagarto!
Carolina riu.
Junior, com seus
fortes punhos, socava e esmagava todos os repitilianos que via pela frente.
Julie era baixinha, mas lutava bravamente contra três repilianos ao mesmo
tempo, sem ao menos se fatigar. Com suas garras, rasgou o rosto de um a sua
esquerda, socou o que estava a sua frente e o agarrou, e o jogou no que estava
lhe atacando pela direita. Outro vinha em sua direção por trás, mas Julie,
ainda de costas, contorceu sua perna e chutou a cabeça do repitiliano. No
saguão da entrada, além dos portões de entrada, havia apenas uma única porta
que dava acesso para um corredor, que seguia para o interior da pirâmide.
Dennis viu que essa passagem estava sendo obstruida, uma porta de metal descia
do teto bloqueadondo a passagem.
– Querem impedir a nossa entrada. – Deduziu ele – Para o
corredor principal! Corram!
Isáby, Junior,
Julie, Alice, Pedrinho e Carolina recuaram de seus oponentes, e foram para o
corredor. Os repitilianos perceberam isso e tentaram impedi-los, mas a porta de
metal descia lentamente, o que ainda lhe davam algum tempo para lutar.
Dennis e Junior
foram os primeiros a chegarem ao corredor, à porta de metal já estava a quase
dois metros do chão e os outros ainda estavam tentando fujir das garras dos
repitilianos.
– Precisamos ajudá-los. – disse Dennis.
– Mas vamos ficar presos do lado de fora! – Retrucou
Junior.
– Então o que vamos fazer?
Junior ficou
surpreso e Dennis também, ele esperava nunca fazer essa pergunta a alguém, mas
naquele momento estava sem ideia.
– Vou impedir que a passagem se feche. – Disse Junior.
E Junior levantou
as mãos e segurou a porta de metal, impedido que ela continuasse a descer.
Dennis olhou para seus amigos lutando e disse:
– Junior, isso vai doer um pouco.
– Isso o quê?
Sem responder,
Dennis foi ao patiu e gritou:
– Galera, tampem os ouvidos!
Sabendo do que
estava por vir, taparam os ouvidos imediatamente. Dennis arreganhou mandíbula e
soltou seu sonar. Poderosas ondas sonoras ecoaram e vibraram por todo o saguão.
Os reptilianos sibilaram e se contorceram em agônia, Junior também sofreu com o
som, por estar segurando a porta de metal, não podia se proteger do sonar. A maioria
dos reptilianos cairam desacordados, mas alguns ainda resistiram, mas Dennis se
encarregou de cuidar deles, para dar tempo aos seus amigos fugirem. Junior
estava atordoado e com tontura, todos os sons ao seu redor pareciam distantes,
suas pernas tremiam e a porta de metal começava a pesar. Então passou a segurar
a porta de metal, com os lombos, mas ele não sedeu. Concentrou-se em sua força,
seus músculos se enrijeceram e seu corpo cresceu mais dois metros, fazendo seu
traje se rasgar nos braços, tórax e pernas.
Pedrinho e
Carolina passaram por Junior. Dennis socava os repitilianos, os que restaram
tentavam pegar Isáby, Julie e Alice, mas Dennis os impedia. Isáby conseguiu
passar por Junior, o garoto resistia, mas o quanto mais ele usava sua força, mais
fraco ficava. Ele vacilou um pouco, mas ainda segurava. Logo em seguida, Julie
passou por ele e Alice veio logo atrás. Junior começou a encurvar a coluna e
com muito esforço, disse:
– Todos já foram Dennis... Vá!
Dennis socou mais
um repitiliano, mas então, viu que os outros que estavam caídos começaram a se
reerguer. Dennis olhou para Junior, todas as veias em seu rosto estavam
salientes. Junior não resistiria conter a todos aqueles repitilianos, se o
deixasse para trás para seguir o caminho, concluiu Dennis. Então ele voltou às
costas para Junior e pegou uma arma de raios, de um dos repitilianos caídos.
– Vá você. Eu cuido deles.
Todos que
esperavam no corredor murmurarão entre si: "O Dennis enlouqueceu, o que
ele está fazendo?", "Por que ele não vem logo pra cá?".
Junior franziu a testa.
– O quê?
Os repitilianos
avançaram e atacaram Dennis, mas ele os enfrentou.
– Você não vai conseguir resistir a todos eles. – disse
Dennis.
– Dennis assim que eu soltar isso, essa porta vai cair.
Não vai dar tempo. Anda logo!
Dennis atirava nos
repitilianos.
– Dennis – chamou Carolina, em baixo da axila de Junior
–, não ah tempo a perder! Os repitilianos e os arghatianos foram para floresta,
mas ainda a muitos aqui, precisamos encontrar a Anna e ir logo embora lembra?
Dennis, lembrou-se
do plano. Aqueles repitilianos eram persistentes, mas eles não eram seu alvo,
ainda precisava encontrar a sua prima que devia estar em uma daquelas pirâmides
e sair de lá com vida, precisava seguir para a batalha na floresta, para
defender Animália. Dennis teve que tomar a seguinte decisão: abrir mão de um
dos seus. Depois de descarregar sua arma de raios em todos os repitilianos que
pôde, Dennis foi até Junior e disse-lhe:
– Eu sinto muito.
Com esforço Junior
disse:
– Olha pelo lado bom, pelo menos uma vez eu estou fazendo
algo de útil por essa equipe.
Os repitilianos
corriam logo atrás, sibilando e fazendo disparos. Dennis passou por Junior e
foi de encontro aos seus amigos. Logo em seguida, Junior desabou. Ele rendeu
suas forças e imediatamente a porta de metal caiu sobre seu corpo, impedindo
que os repitilianos entrassem no corredor.
– Junior! – gritou Julie.
Se esforçando para
não olhar pra trás, Dennis ordenou:
– Vamos, não a tempo a perder.
Isáby, Pedrinho,
Alice, Carolina e Julie (em choque), seguiram Dennis pelo corredor.
Oziel e Anna
saíram na entrada de uma sala com grandes portas e aparelho na parede ao lado
delas, Oziel foi examinar o pequeno aparelho no lado direito das portas.
– Essa não – murmurou ele –, aqui pede uma complexa
combinação de letras e algarismos arghatianos. Nunca vamos conseguir entrar...
– Com licença?
Anna lhe deu um
empurrãozinho para o lado, estendeu a mão para o aparelho e o encinerou. As
portas se abriram automaticamente, liberando uma nuvem de fumaça de nitrogênio.
– Ah – disse Oziel –, a menos que você fizesse isso.
Anna e Oziel
entraram na sala, esperando verem milhares de rostos aflitos de seres humanos
aprisionados à decadas naquele lugar, mas o que viram foi algo muito pior. Ao
entrarem na sala, notaram que ela era muito fria e silênciosa. Anna pôs a mão
no rosto ao ver centenas de humanos de todas as idades, deitados em fileiras e
fileiras de estantes. Todos sem vida. Como se fosse um grande estoque de carne
humana.
– Ah meu Deus! – Anna soluçou.
– Anna eu sinto muito – Oziel pôs sua mão no ombro dela
–, não ah nada que a gente possa fazer por eles.
– Você disse que já tinha visto os humanos serem trazidos
pra cá, certo? Mas por acaso você já viu algum sendo trazido com vida?
– Sempre que passava por aqui, eu estava sobre efeitos de
rémedios. Me desculpe Anna, eu nunca reparei que eles já estavam mortos.
Antes que Anna
dissesse "tudo bem", o chão tremeu, ouviram um estrondo, disparos de
armas de fogo e em seguida uma gritaria.
– O que foi isso? – Perguntou Anna.
– Ou os arghatianos acabaram de sofrer um acidente ou a
base está sofrendo um ataque. – Anna franziu a testa.
– Quem você acha iria tentar invadir essa
fortaleza?
Os olhos de Oziel
se iluminaram ao imaginar a resposta. Seria sua tribo vindo lhe resgatar? Oziel
saiu disparado do lugar.
– Vem comigo. – Chamou ele com empolgação.
– O que foi?
– Venha!
Dennis, Carolina,
Isáby, Julie, Pedrinho e Alice chegaram numa especie de oficina, onde se deram
de cara com mais repitilianos. Era um grande armazém com máquinas enormes,
discos voadores em construção e alguns em pedaços.
Alice era uma
máquina de destruição, a garota rodopiava e girava com suas garras, derrubava
muitos, Julie lutava com garra, literalmente, suas unhas apesar de curtas e
pequenas, cortavam as armaduras dos reptilianos, Carolina usava o seu punho
d'agua, Dennis lutava com uma ferocidade que jamais tivera antes e Isáby
combinava sua superagilidade felina com seu arco e flecha e se tornava uma
poderosa guerreira, não havia um repetiliano que passasse vivo ou ileso por
ela.
Tudo parecia sob
controle. Estavam conseguindo derrotar rápidamente os repitilianos, mas um
deles ligou uma máquina de guerra poderosa, um robô. O chamou tremeu, todos
cambelaram com o susto e viram um android corcunda, com três metros de altura,
vindo em sua direção, seu braço esquerdo era uma metralhadora giratoria e o seu
braço direito era um canhão de raios. Os Feras Noturnas bateram em retirada e
se esconderam na presença do robô, que destruia tudo que estava vivo ou se
movendo no armazém, incluíndo os repitilianos.
– Feras Noturnas – chamou isáby –, a sáida fica logo ali!
Isáby apontou para
o outro lado do armazém, havia uma porta dupla. Depois que viu todos tentarem
ir para aquela direção, mas o android era mais rápido e àgil do que pensavam.
Ele os interceptou em alguns metros próximo à saída e fez disparos contra eles.
Isáby subiu em cima de um disco voador, que estava pendurado no teto, ela
apontou para o robô uma de suas flechas, mas antes de atirar o android lhe viu,
ele disparou raios contra o disco voador que explodiu e caiu, mas Isáby saltou
dele antes que isso acontecesse.
– Vamos vê se esse robô é aprova d'água! – disse
Carolina.
Ela removeu a água
de sua bolsa e com ela, formou um cobertor em volta do android, que não
demostrou encomodo algum.
– É, parece que ele é aprova d'água.
O android lançou
uma chuva de balas em Carolina, que se escondeu dentro de uma caixa.
Dennis e Isáby se
esconderam atrás de um caixote.
– Ele não vai nos deixar sair. – Murmurou Dennis.
– Talvez eu possa destruí-lo. – Disse Isáby mostrando-lhe
uma flecha, com um dispositivo de baixo da ponta.
– O que é isso?
– Flecha explosiva – respondeu Isáby com um pouco de excitação
–, pode destruir ele, mas preciso de um lugar para mirar, o que vai ser meio
difícil, já que esse robô tem uma boa visão.
– Eu posso fazer isso. – disse Julie que saltou para trás
do caixote, se juntando a eles.
– Não, você não pode – discordou Iáby – Logo depois de
acionado, o dispositivo irá explodir em alguns segundos, não vai dar tempo pra
você fugir.
Julie a encarou.
– Não importa. Aquela máquina não vai nos deixar sair e a
Anna não tem todo o tempo do mundo.
Dennis pôs a mão
no ombro dela.
– Agradeço por estar fazendo isso pela minha prima, mas
nós já perdemos um fera noturna muito importante, não podemos perder mais um!
Julie sorriu.
– Veja isso como um gesto de retribuição, Dennis. Eu já tentei
matar a sua prima uma vez e aí depois, ela simplesmente me perdoou e me deu uma
família. Agora eu estou fazendo isso por ela.
Dennis sorriu com
gratidão.
– Isso é que é ser uma Fera Noturna.
– Mande lembraças pra Anna por min, tá?
O android explodiu
a caixa em que Carolina estava escondida, logo depois que ela saiu. Isáby
entregou a flecha para Julie, o dispositivo começou a piscar uma luz vermelha.
– Então – Julie hesitou –, alguns segundos depois e...
– Vai explodir. – Completou Isáby.
– Ok – disse Julie, com ferocidade –, eu estou pronta!
– Feras Noturnas – Chamou Dennis –, corram para a saída
ao meu sinal!
– Mas ele vai matar a gente! – falou Alice
chorando.
– Confie em min!
Dennis olhou para
o robô, pastorando a saída. Dennis olhou para Julie, que estava incrivelmente
tranquila e determinada.
– Agora. – Disse Dennis a Julie.
– AGORA! – Julie gritou.
Carolina, Alice e
Pedrinho saíram de seus esconderijos e foram em direção à saída, Isáby e Dennis
também foram. O sistema de mira do robô ficou confuso, ao ver todos todos os
cinco vindo em sua direção e não soube em quem atirar. Dennis, Isáby, Carolina,
Alice e Pedrinho passaram por ele ilesos, logo em seguida, veio Julie que
saltou em cima do robô e cravou a flecha em sua cabeça.
Isáby abriu as
portas e assim que todos passaram, ela as fechou imediatamente e a última coisa
que viram, foi o robô explodir em uma bola de fogo. Antes que o choque da
explosão os antingisse, as portas se fecharam. A pirâmide inteira tremeu com a
explosão. Oziel e Anna sentiram a explosão enquanto fugim pelos corredores. Os
dois cambelearam quando o chão tremeu.
– Ouviu isso? – Perguntou Oziel.
– Acho que alguma coisa explodiu. – Disse Anna.
Os sons que
ouviram em seguida foram gritos, berros e rugidos que soaram muito famíliares
para Anna. Ela ouviu um:
“Wuaaargh!”
– Dennis? – Surrou Anna. Logo em seguida, ouviu um rugido
felino. – Alice...?! Impossível.
Oziel apontou para
o corredor a esquerda e disse:
– Veio naquela direção, vamos!
Oziel disparou
pelo corredor, correndo de quatro como um gato domestico e Anna, foi seguindo
logo atrás. No final do corredor, havia mais uma porta dupla, acima dela havia
uma placa com um triângulo e Anna, avistou mais um elevador, mas Oziel passou
por ele sem nenhum interesse. Pouco antes de chegarem ao final do corredor,
ouviram ao que parecia ser uma briga. Oziel parou de correr hesitando e então,
viram o corpo de um repitiliano ser arremeçado contra a parede.
Oziel se aproximou
com curiosidade e então se deu de cara com Dennis. Os dois ficaram imóveis
encarando um ao outro, sem expressarem alguma palavra ou gesto até que a voz de
Anna quebrou o silêncio.
– Dennis?
Anna entreitou os
olho, achou estar enlouquecendo. Então, a certeza veio sobre si.
– Dennis! – Gritou Anna.
Dennis viu uma
garota correndo em sua direção, vestida com uma saia social, blazer vermelho e seu cabelo, todo assanhado e preso em
algo que devia ter sido um coque. Em seu rosto, lágrimas de emoção escorriam.
– Anna! – Gritou Dennnis, depois de correr para sua
prima.
Os dois se abraçam
e choraram como um só.
– Não é possível... – Anna suspirava – Como você me
encontrou...? E os outros... Que roupa é essa e como você chegou aqui?
Dennis soltou uma
risada froucha.
– É uma história, muito, mais muito longa!
Dennis olhou para
trás, estranhando a presença do garoto felino, lhe observando.
– Ah, Dennis – disse Anna – quero te apresentar alguém,
se bem que você já o conhece.
– Eu sei quem ele é. Você é deve ser o príncipe...
– Xandre. – Interrompeu Anna.
Dennis franziu a
testa.
– Xandre?
– Como já deve ter notado as coisas por aqui são meio
loucas. Ele, no nosso planeta era um gato, mas aqui ele é...
– Oziel, o príncipe dos felinianos. – disse Dennis com
uma cara de pasmo e choque.
Oziel se aproximou
e fez um gesto com a cabeça.
– Não sabe o quanto eu ansiava que fossemos apresentados
de forma civilizada. E se eu posso se lhe confeçar uma coisa, eu amava o geito
como você coçava atrás da minha orelha!
– É mesmo? Hum... Obrigado!
Isáby, Alice,
Carolina e Pedrinho entraram no corredor. Eles viram Annna, e foram até ela,
Isáby viu Oziel e correu para os seus braços.
– Minha irmã! – disse Oziel – Eu pensei que nuca mais
fosse te ver... Está tão crescida!
– Eu sei. Papai, eu e todo o reino, sofremos muito com a
sua falta!
– E como eles estão?
Alice abraçou a
Anna, soltando gritinhos.
– Mentira!
– Alice, senti sua falta! – Anna voltou a chorar.
Alice soltou uma
risada.
– Anna, grande amiga minha! Tmabém senti sua
falta. A gente estava te procurando menina, onde é que tu tava?
Anna parou de chorar
e encarou Alice nos olhos.
– Onde é que eu tava? Ah, eu fui abduzida por
alienígenas, fui drogada, fiquei presa em uma mesa de experiências, dei umas
voltinhas por aí, mas tá tudo bem. Eu tô legal! – Uma fagulha saiu das
narinas de Anna.
– Eu ficaria longe dela, se fosse você. – Advertiu Oziel.
– Anna, meu amor! – Pedrinho agarrou Anna e lhe deu um
beijo na bochecha.
Mas Anna, apenas
sorriu.
–Pedrinho, também senti sua falta.
– Anna. – disse Carolina.
– Carolina – Anna lhe abraçou –, você não vai acreditar
nas coisas que eu descobri...
– Anna – Carolina voltou a falar –, o que fizeram com
você? Você está muito quente! E têm penas crescendo no seu corpo.
– Ah, é verdade – Anna mostrou o pulso nu –, estou sem
meu dispositivo R.N.G., por isso, como o Oziel disse, é melhor ficarem longe de
min.
– Muito bem, vamos embora daqui – disse Dennis –, o povo
de Animália precisa da nossa ajuda nesse exato momento.
A porta dupla, no
final do corredor se abria atrás de Dennis e de lá, alguém disse:
– Vocês não vão a lugar algum.
Alice soltou um
grito, Dennis se voltou para trá imediatamente e viu uma tropa de arghatianos,
todos armados, com armaduras tecnologicas e capacetes, mas havia um no meio
deles que se destacava. Ele era o mais alto de todos, devia ter mais ou menos
três metros de altura, além disso, sua aparência demostrava poder e altoridade,
ele não usava armadura e sim, uma roupa, feita com o que parecia ser couro
sintético e de seus lombos pendia uma capa negra.
– Quem é você, coisa feia? – Interrogou Alice.
O arghatiano,
maior de todos, demostrou regozijo em Alice. Ele sorriu e disse:
– Eu sou lorde Rázarac.
Ao ouvirem aquele
nome todos ficaram imóveis, no entanto, que a única coisa que se ouvia, era a
voz de Rázarac ecoar naquele corredor.
– Eu sei de tudo que acontece nessa base, não ah nada que
aconteça nessa pirâmide sem que eu fique sabendo. Vocês; instrusos, fugitivos,
achavam mesmo, que podiam fazer o que bem entenderem por aqui?
Lorde Rázarac, ao
contrário de Isáby, Oziel e do rei Ezórius, ele falava em um perfeito inglês,
sem sotaque. Como se fosse um brasileiro nativo.
– Seu império chegou ao fim, Rázarac! – Declarou Isáby –
Sei que nunca se importou com o povo de Animália e suas crenças, mas você sabe
quem eles são?
Isáby apontou para
Dennis, Anna, Alice, Pedrinho e Carolina. Lorde Rázarac, por um momento
demostrou espanto. Isáby sorriu.
– Eles, são os cinco terraqueos da profécia feliniana. Os
humanos que vão trazer a paz e a liberdade a Animália e também, a sua derrota.
Anna olhou em
volta e sussurou para Dennis.
– Cadê a Julie e o Junior?
Dennis a olhou nos
olhos aprensivo e sussurou de volta.
– Somos só nós agora.
Anna não lhe fez
mais perguntas. Naquele momento, Dennis percebeu o quão real era profecia que
os animalios acreditavam. Estava havendo um desequilivrio no destino, como
Ezórius havia dito. Julie e Junior não faziam parte da profecia dos cinco
terraqueos e então, morreram. Concluíu Dennis.
– Eu sei exatamente, quem são esses jovens
extraordinários. – Disse Rázarac, mais uma vez com regozijo no rosto – A equipe
de mutantes heróis do planeta Terra, os Feras Noturnas.
– Você nos conhece? – Indagou Dennis.
– É claro, vocês fazem tanto parte dos nossos planos para
a Terra, como para todo o universo.
Dennis quis saber
mais, mas Isáby não havia terminado.
– Mas se por acaso, eles não lhe assustam. Saiba que
agora mesmo, todas as suas tropas de arghatianos e repitilianos, estãos sendo
mortos a fio de espada pelos os animalios agora mesmo.
Lorde Rázarac deu
um passo a frente.
– Eu tenho que admitir. Isso realmente me assusta, pensei
que os animalios estavam extintos. – Rázarac se curvou para Isáby – Mas
acredite minha cara, logo, logo vocês vão ficar. – Os globos negros óculares de
Rázarac, se voltaram para Dennis – E eu digo o mesmo para os terraqueos,
afinal, nós já vivemos tempo demais escondidos dos humanos. – Rázarac se
aproximou de Dennis – Ao acabarmos com o que restou dos animalios, vamos
destruir aquele grão de poeira espacial que é o seu planeta, começando pelo seu
país, naquele palácio do seu rei.
Carolina deu um
chute.
– O Congresso Nacional? – Mas logo percebeu que falou
alto demais.
– Isso mesmo – Rázarac confirmou –, Brasília.
– Então, você vai destruir Brasíla? – Perguntou Pedrinho.
– Bom, então vá em frente!
Pedrinho começou a
rir, mas logo percebeuque ele era o único.
– Não teve graça?
Dennis olhou para
Rázarac e disse entredentes
– Você não vai destruir o nosso planeta!
Rázarac gargalhou.
– É o que vamos ver. – Ele endireitou a coluna – Eu
poderia eliminar vocês, eu mesmo, mas não está a altura para isso.
Rázarac se voltou
para os arghatianos e disse:
– Mantem-nos.
Lorde Rázarac
gritou um comando em seu idioma, para suas tropas e se foi. Os arghatianos
avançaram. Eram muitos, apesar de o corredor não ser bem espaçoso, a tropa
arghatiana lotava o ambiente. Eles avançaram contra os Feras Noturnas, mas
apenas Anna, Pedrinho e Isáby contra-atacaram. Anna ergueu as mãos e lançou
colunas de fogo, carbonizando dezenas na linha de frente, Pedrinho lançava
espinho e Isáby atirava flechas. Mas não importa o quanto derrubassem, mais e
mais arghatianos surgiam.
– Nada vão adiantar – disse Oziel –, eles são muitos.
– Ele tem razão – concordou Dennis – temos que fugir.
– Pra onde vamos? A saída fica naquela direção. – Disse
Carolina apontando para a direção dos arghatianos.
– Talvez tenha um atalho. – Disse Oziel.
Ele olhou para
trás e viu o elevador e os chamou.
– Sigam-me!
Anna criou uma
parede de fogo, separando eles dos arghatianos, o que não os segurou por muito
tempo já que seus trajes eram a prova de fogo. Dennis, Anna, Isáby, Oziel,
Alice, Pedrinho e Carolina entraram no elevador, as portas se fecharam, mas os
arghatianos continuaram a atirar do lado de fora. Dennis observou o painel no
elevador, mostrando um mapa da pirâmide e viu que a base arghatiana também
consistia no subsolo, com uma pirâmide de cabeça para baixo.
– Oziel nos leve para a saída, agora! – Ordenou Anna.
– Não. – Disse Dennis.
– Por que não? – Perguntou Isáby.
– Todas as tropas estão sendo encaminhadas para a
floresta, certo? Então vamos aproveitar para deixar um lembrete de que
estivemos aqui e garantir que os arghatianos nunca mais vão voltar a esse
planeta.
– E você quer aprontar o que Dennis? – Perguntou Alice.
Dennis observou o mapa
da base arghatiana, e apontou bem entre a pirâmide, no centro do mapa.
– O que tem aqui? – Oziel respondeu.
– O núcleo – respondeu Oziel – o gerador de energia de
toda a base, por quê?
Dennis olhou para
Isáby.
– Você ainda tem alguma flecha explosiva?
– Só uma, por quê...?
– Ótimo, vamos precisar só de uma. Oziel nos leve para o
núcleo.
Sem fazer
perguntas, Oziel o obedeceu e os levou para onde queria, pois já tinha ideia do
que Dennis pretendia fazer. Chegando lá, as portas do elevador se abriram em um
salão no subsolo, no centro dele havia um enorme e ofuscante globo de vidro,
dentro, mais de duzentos e vinte mil volts corriam em correntes elétricas e em
volta do globo, centenas de fios, saiam de todoas as direções nas paredes e se
conectavam ao globo.
– Aí deve ter energia suficiente para iluminar metade do
planeta Terra! – disse Carolina boquiaberta.
Dennis olhou para
Isáby.
– Isáby, prepare o seu arco e mire naquilo.