A Volta de um Amigo do Passado
Em quanto isso
na cidade de Fortaleza, duas motos estavam sendo perseguidas por viaturas da
policia, depois de um assalto, feito por uma gangue de quatro homens, em um
restaurante. Os dois homens que seguia em frente, que estavam com o dinheiro
fugiam em alta velocidade enquanto os dois de trás trocavam tiros com a
polícia. Os bandidos foram perseguidos por quase duas horas pelas ruas e
avenidas da cidade até que, chegaram à periferia da Barra do Ceará, lá
conseguiram despistar a policia entrando em um beco, como as viaturas não
podiam entrar em um beco tiveram que dar a volta. Mesmo não estando mais sob a
perseguição da polícia, os assaltantes continuaram a correria, até que todos se
depararam com uma menina de salto auto, usando uma mascara de gato preto e
segurando espadas, que gritou:
- Feras
Noturnas, parados, vocês estão completamente cercados!
- Essa garota tem espadas nas mãos? –
Perguntou um dos bandidos. Logo atrás dessa garota surgiu um menino moreno,
baixinho e gordinho.
- Alice como é
que alguém pode ser cercado só por uma pessoa?
- Ai cala a
boca Pedrinho! Não tá vendo que você tá queimando o meu filme, aqui com os
bandidos? – Esses eram Alice, que agora com 13 anos e Pedrinho, agora com 11.
- Olha aqui ô
molecada eu não sei que palhaçada é essa, mas é melhor saírem do caminho! –
Disse o piloto da moto da frente acelerando a moto sobre Alice e Pedrinho, que
saíram da frente para não serem atropelados deixando os bandidos passarem.
Pedrinho apertou em um dos botões do seu dispositivo R.N.G. e disse:
-
Garota-Fênix, Aquática? Deixamos os assaltantes saírem.
- Tudo bem já,
vi eles. – Respondeu Carolina, a Aquática, diretamente do Jato Noturno, o mesmo
jato que utilizaram para lutar contra o seu ultimo vilão, só que agora pintaram
o jato de preto para se camuflar no céu da noite.
- Onde está a
Garota-Fênix? – Perguntou Alice.
- Está em casa
esperando o primo dela. – Respondeu Carolina. Em quanto isso pelas avenidas de
Fortaleza, um carro seguia em alta velocidade, mas não era um carro da polícia
era apenas um carro pertencente a Francisco, o pai de um garoto, chamado
Dennis, depois que de receber o chamado de sua prima, imediatamente suplicou ao
pai, pedindo que o levasse de volta ao bairro de sua prima, para passar as
férias do mês de Janeiro por lá. Porém o pedido de ultima hora não deixou
Francisco de bom-humor.
- Eu sei o
quanto você quer passar as férias na casa de sua tia, mas não dava pra esperar
até amanhã de manhã? – Perguntou Francisco.
- Não, pai é
que vai haver uma festa de aniversário da Alice e ela não vai me perdoa se eu
não for então. – Respondeu Dennis.
- Ai cadê você
Dennis!? – Cochichou Anna ansiosa na varanda de sua casa. Mas logo depois que
viu o carro do pai dele entrar em sua rua, ficou bem mais aliviada. Depois de
olhar para sua prima na varanda do 3° andar, que estava muito contente em
vê-lo, Dennis se despediu de seu pai e saiu do carro. Com muita ansiedade,
entrou e foi até sua prima que lhe abraçou.
- Dennis você
veio mesmo! - Gritou Anna. - Eu pensei que o seu pai não ia te trazer.
- Você não vai
acreditar, eu tive que mentir pro meu pai para ele me trazer! – Disse Dennis.
- E dai?
- Sim, o que
tá acontecendo de tão importante, pra vocês precisarem de min?
- Assaltantes
fizeram um arrastão em um restaurante lá na Beira Mar, a polícia os seguiu até
aqui, mas a Alice e o Pedrinho os encurralaram em um beco.
- E eles
conseguiram pega-los? – Perguntou Dennis.
- Não! –
Murmurou Anna. Ela apertou um botão em seu dispositivo R.N.G. deixando sair
suas asas compridas e castanhas, a sua cauda de duas pontas, lançando penas
para rodos os lados.
- Segura a
minha mão. – Dennis segurou bem forte a mão de Anna que deu um salto se jogando
da varanda junto com seu primo e logo depois bateu asas e levantou voo. Os
Bandidos saíram do beco aproveitando que a polícia não estava por perto, mas
passaram a serem perseguidos por Alice e Pedro. De repente bolas de fogo foram
lançadas sobre eles, os assaltantes olharam para cima e se espantaram ao ver
uma garota com asas. Vestida de vermelho, voando sobre eles. O atirador de trás
não perdeu tempo e começou a atirar nela. Mas Anna se desviava de cada bala,
Anna sobrevoo sobre eles aterrissou na frente dos bandidos, abrindo suas asas,
fazendo com que parassem.
- Rendam-se! –
Gritou um garoto surgindo de um beco escuro, com uma pele muito pálida, vestido
de preto e olhos castanhos claro, brilhando a luz do luar.
-
Garoto-Batman! – Falou Alice.
- É
Garoto-Morcego! – Corrigiu Dennis.
- O que são
vocês? – Perguntou um bandido.
- Nós somos
mutantes. – Respondeu Anna.
- Pior nós
somos os Feras Noturnas. – Acrescentou Dennis, mostrando os seus dentes de
morcego, ou vampiro. De longe se ouviram o som das viaturas da policia.
- Aí, eu num
tô a fim de saber que droga vocês são, saiam da frente que é melhor pra vocês!
– Disse o piloto da moto de trás, que acelerou junto com os outros saindo
imediatamente daquela rua, Anna teve que levantar voo para não ser atropelada.
- Não dá pra
dialogar com bandidos não é galera? – Disse Pedro.
- Vamos pegar
eles! – Disse Dennis. E os quatro bandidos continuaram a sua fuga da policia,
Pedro apertou o botão de seu dispositivo R.N.G. liberando os seus espinhos pelo
corpo. Pedro lançou espinhos nos pneus de trás das motos, derrubando os
bandidos, nessa hora eles perderam a paciência. Levantaram-se e apontaram as
suas armas, mas Alice com suas espadas desarmou dois bandidos, Dennis com a sua
velocidade desarmou os outros dois e Pedro lançou espinhos nas roupas deles
fazendo com que ficassem pendurados em um muro. Dennis, Pedro, Anna e Alice
saíram de lá deixando eles para polícia que havia chegado para prendê-los. No
Laboratório Noturno, o mesmo local onde foi usado como covil secreto de Janderson,
agora pertencente aos Feras Noturnas, a passagem secreta que levava ao
elevador, estava posicionada nos fundo de um armário no quarto da Alice, todos
comemoravam por mais uma quadrilha de bandidos ter sido presa com a ajuda
deles.
- Uma salva de
palmas para os FERAS NOTURNAS! – Gritou Pedro.
- Pessoal.
Vocês foram incríveis, estou muito orgulhoso! Parabéns. – Disse Dennis.
- Pois é pena
que agente não possa dizer o mesmo de você! – Falou Alice dando risadas.
- O que? –
Perguntou Dennis confuso.
- Dennis, você
acha que agente vai querer um líder que tá sempre ausente? – Antes que Dennis
falasse, Carolina gritou:
- Mas agora
vamos deixar isso pra lá que, nos temos mais uma vitória dos Feras Noturnas pra
comemorar! – Anna falou. - Que tal um lanchinho por conta da casa na, Lanchonete Srtª Tereza? – Todos
aprovarão sugestão de Anna, mas ao chegarem à lanchonete, foram abordados, mas
não por um policial e sim por Tereza, mãe de Anna.
- Já estava
demorando pra, vocês mostrarem as caras por aqui! – Anna perguntou.
- Como assim
mãe? – João, o irmão de Anna respondeu.
- É que agente
acabou de ver um noticiário, os Feras Noturnas pegaram uma gangue, aqui por
perto, agora pouco e...
- E acontece.
– Continuou Tereza. – Que sempre que vocês somem, os cinco mutantes do bairro
aparecem e justamente cinco. Logo agora que você apareceu por aqui Dennis!
- Mãe a
senhora acha mesmo que eles são os Feras Noturnas? – Perguntou João.
- Eu não acho
João eu tenho toda certeza! Sempre que eles saem os Feras Noturnas aparecem e
todo mundo que diz ter visto eles, diz que eles são cinco jovens iguaizinhos a
esses. – João continuou.
- Mãe eu acho
que a senhora está exagerando.
- Não é você
que tem que dizer alguma coisa, é eles! – Tereza fixou o olhar em Dennis, Anna,
Carolina, Pedro e Alice.
- E então? Eu
estou esperando! – Dennis respondeu:
- Ahm, agente
só estava brincando. – Pedrinho continuou:
- E viemos
aqui tomar um lanchinho. – Tereza soltou uma risadinha.
- Oh é mesmo?
E estavam brincando de que, Policia e
Ladrão?
- Mãe já chega!
– Disse João. – Galera pode subir eu levo um lanche pra vocês. – Todos subiram
calados, brancos de preocupação e Tereza ficou gritando na lanchonete fazendo
baderna enquanto todos olhavam boquiabertos pra ela e João tentando lhe
acalmar. Na manhã seguinte Pedro, Alice e Carolina foram à casa da Anna.
- Oooooiii!
Porque vocês vieram aqui, há essa hora? – Perguntou Anna.
- Eu e o
Pedrinho viemos aqui pra falar sobre um assunto com você. – Respondeu Alice.
- Já a
Carolina. – Disse Pedrinho. – Ela veio porque estava nos perturbando, dizendo
que queria ver o Dennis. – Respondeu Alice.
- O quê, eu?
Mentira! – Falou Carolina toda envergonhada.
- Bem o Dennis
ainda não acordou, sabe com é, Garoto-Morcego, só conseguiu pegar no sono
quando estava amanhecendo, mas entrem acabamos de tomar o café-da-manhã. –
Alice, Pedro e Carolina entraram, e passaram pela área da lanchonete e subiram
para o andar de residência, lá encontraram João, o irmão mais velho de Anna e a
mãe deles a excêntrica Tereza.
- Olá
crianças, bom dia, é tão bom vê-las tão cedo de manhã! – Dizia Tereza toda
carinhosa. – Pedrinho, Carolina como está o papai e a mamãe de vocês?
- Estão bem. –
Respondeu Pedro e Carolina. Tereza olhou para Alice e o sorriso e a voz
harmônica imediatamente desapareceram.
- Olá Alice! –
Rosnou Tereza.
- Olá pra você
também veia. – Respondeu Alice.
- Tenha mais
respeito comigo, menina!
- Mãe, mãe,
por favor, nada de discursão a essa hora da manhã! – Disse João, interrompendo
sua mãe. – E ai gente?
- E ai João. –
Responderam os outros.
- Ô Mãe, o
Dennis já acordou? – Perguntou Anna.
- Tá falando
do seu primo vagabundo? Ele mal acordou, já foi logo pra televisão! – Anna
olhou para a sala e Dennis estava lá, ainda de pijama sentado no sofá
assistindo TV.
- Mãe! –
Murmurou João lá da cozinha.
- Desculpa! –
Respondeu Tereza. Alice, Pedro, Anna e Carolina foi até Dennis que estava
assistindo atentamente á um noticiário, que mostrava a foto de um garoto
desaparecido, ele era branco, cabelo castanho e olhos verdes. A jornalista
dizia:
- “O menino de 14 anos, Mateus Aguiar, foi
misteriosamente desaparecido na noite passada, na Grande São Paulo. E as
investigações até agora não tiveram sucesso!”. – Dennis disse:
- Pena que os
Feras Noturnas, só patrulham o estado do Ceará. – Alice falou.
- Ah, Dennis
ontem os Feras Noturnas estavam muito ocupados prendendo uma gangue. Esses
desaparecimentos de crianças e adolescentes vivem acontecendo por ai!
- Alice! –
Murmurou Anna. De repente um gato branco pulou sobre a cabeça da Alice, indo
para o colo de Anna.
- Oh Xandre,
bom dia meu amor! – Disse Anna fazendo carinho em seu gato. Alice murmurou:
- Anna, dá pra
você manter essa “bola de pelos” longe de min? – Carolina perguntou:
- Achei que
todos os felinos se davam bem?
- Eu me dou
bem com ele, o problema é que esse gato não se da bem comigo!
- Esse gato não Alice! O Xandre.
- E que diabo
de nome é esse menina? – Gritou Alice.
- Na verdade o
nome dele é Alexandre, mas ele gosta mais de Xandre!
- E a sua mãe
deixou você ficar com ele? – Perguntou Pedrinho.
- A minha mãe
disse que ele trazia uma imagem de elegância para a lanchonete. – Dennis
perguntou:
- Mas porque
vocês vieram aqui, de manhã? – Alice respondeu.
- Pois é
Dennis, agente queria falar pra você sobre uma nova conclusão que nos tomamos
sobre a nossa equipe. Ai arrasei, com as palavras, agora!
- Alice me
desculpa, mas eu não sei do que você tá falando! – Disse Anna.
- Também não.
– Falou Carolina.
- Nem eu! –
Confessou Pedro.
- Não se façam
de que não sabem de nada, todos vocês estavam de acordo, daquela nossa conversa
que tivemos antes do Dennis chegar!
- O que Alice?
– Perguntou Dennis.
- Tudo bem
então eu falo, eu mesma. Nós estávamos planejando fazer uma votação para um
novo líder. – Respondeu Alice.
- O que, por que!? – Perguntou Dennis.
- Alice é
sério, eu não lembro nem um pouco sobre agente ter falado sobre isso! – Falou
Anna.
- Ora, mas
foram vocês mesmo que disseram que não queriam um líder ausente, que não
queriam esperar pela permissão de alguém para fazer novos projetos. – Dennis perguntou:
- E isso é
verdade? – Todos tentaram pensar em uma resposta, para contraria o que Alice
havia dito, mas todos acabaram não dizendo nada.
- Não foi
verdade Anna? – Perguntou Alice a Anna.
- Pode ser que
agente tenha dito isso sem pensar direito! – Respondeu Anna. Dennis lançou um
olhar de angustia para todos que os deixaram sem jeito. De repente João surgiu
na sala e disse:
- Anna? Tem
alguém lá fora que você vai querer ver!
- Quem? –
Perguntou Anna.
- Se lembra da
casa daqui de frente que estava à venda?
- E agora
estava em reforma? Sim.
- Os novos
vizinhos chegaram! Se bem que, eles não são novos, na verdade são velhos. –
Todos desceram e foram para a rua para ver os vizinhos novos, que pareciam já
estar bem acomodados. Na rua havia alguns garotos jogando bola, um deles era,
bronzeado, magro, cabelo sufista, que Anna logo o reconheceu.
- Renan?
Caramba eu não acredito! – Gritou Anna correndo em direção ao garoto.
- Aninha, é você mesma? – Anna e Renan se
abraçaram alegremente. Os dois eram grandes amigos, se conheceram depois que
Dennis parou de frequentar a casa de sua prima nas férias e antes dela conhecer
Alice, Pedro e Carolina.
- Puxa, você
tá muito bonita! – Disse Renan.
- Obrigada,
você também. – Dennis não havia percebido, mas havia seguido Anna. Alice, Pedro
e Carolina ficaram observando da calçada.
- Ah eu quero
te apresentar... Aqueles ali na calçada são Alice, o Pedrinho e a Carolina e
esse aqui é o meu primo Dennis. Eu vou chamar os outros pra cá, só um instante.
– Anna foi lá à calçada e começou a arrastar, Alice, Pedro e Carolina para
conhecer o seu amigo do passado.
- Então você é
o Dennis? – Perguntou Renan.
- Ah, sim
prazer em conhecê-lo! – Renan e os seus amigos caíram em gargalhada. Deixando
Dennis confuso.
- Por que
estão rindo?
- Por nada. –
Respondeu Renan ainda rindo. – É só pelo seu jeito mauricinho de falar!
- O quê?
- Ah qual é
cara, você não fala desse jeito todo “educadinho” com as pessoas, fala?
- Claro. Por
que não? – Renan e os seus amigos riram mais alto ainda.
- E esse
cabelinho ai penteadinho de meio é alguma zoação com a nossa cara? – E então,
Renan e seus amigos tiraram sarro de Dennis pra valer, com coisas do tipo,
“Perdeu o caminho, pra creche?”, “Pessoal vamos pegar leve ele é só uma
garotinha!” Dennis ficou muito envergonhado, ele nunca havia passado por uma
situação daquela em sua vida ele não sabia o que dizer e nem o que fazer. Anna
ficou perplexa em ver o seu amigo tão especial de infância dizendo aquelas
coisas.
- O que deu em
você!? – Gritou Anna indo em direção a Renan.
- Aninha qual
é você tem que admitir que esse seu primo é meio...
- Se toca
garoto! Vamos Dennis. – Quando Anna se virou Renan puxou o seu braço e disse:
- A Aninha,
qual é só foi brincadeira!
- Me larga e
vá brincar com a sua família!
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