Visita ao Matagal
Ao entardecer, por volta das 3hs da tarde,
Alice, Perinho e Carolina atenderam ao chamado e foram para o Laboratório
Noturno, Anna foi acompanhada, com o “garoto” David, para a casa da Alice.
Local onde o esconderijo dos Feras Noturnas permanece.
- Anna é melhor
ter um bom motivo, pra mandar aqueles dois pirralhos, pra minha casa a essa
hora, estou perdendo a minha novela!
- Mas a reunião,
foi ordem do David. – Alice abriu um enorme sorriso.
- Ah, minha casa
estará sempre de portas abertas para vocês, vocês sabem disso não é gente? –
David falou:
- Claro Alice,
me desculpe por, tomar tanto o seu tempo.
- Sem problemas,
gato. – Anna rosnou.
- Então, a
Carolina e o Pedrinho, já estão esperando?
- Sim, estão
esperando no laboratório. Venham. – Alice levou Anna e David até o seu quarto,
chegando lá, Alice se dirigiu ao seu armário, ela pôs a mão na porta direita e
um laser começou a fazer leitura de suas digitais. E então as duas portas do
armário se abriram automaticamente, as roupas penduras que havia lá dentro se
afastaram e as portas duplas do elevador se abriram.
- Vamos? – Chamou Alice. David,
Anna e Alice entraram no elevador, que fez a sua vagarosa decida até o
laboratório no subterrâneo. Quando as portas do elevador se abriram,
encontraram Pedrinho e Carolina sentados na mesa das reuniões, a espera.
- Até que enfim, vocês chegaram. – Murmurou Carolina.
- Anna meu amor! – Gritou Pedrinho. Alice falou a Anna:
- Anna você tem que dar um jeito, nesse garoto, ele não para de falar
de você! – David falou:
- Pessoal obrigado por terem vindo...
- Ahm, David? – Falou Alice. – Nós estamos todos em um local bem
escondido, então você bem que podia ficar na sua forma natural se quiser.
- Não, obrigado
Alice. – Anna e Alice sentaram-se a na mesa.
- Feras, reuni
vocês aqui porque queria falar sobre o nosso treinamento... – Antes que David
terminasse Pedrinho o interrompeu dizendo:
- Já vamos
terminar o treinamento?
- Não,
Pedrinho... – Alice perguntou:
- Já estamos
liberados para acabar, com a raça do Refugio dos Lobos?
- Ahm, não. –
Carolina perguntou:
- Vamos lutar
contra animais menos ferozes?
- Também não. –
Anna perguntou:
- Vamos convidar
o Refugio dos Lobos para um piquenique? – Todos se voltaram para ela.
- Nem todos os
problemas, precisam acabar em brigas! – Disse Anna.
- Não é briga
Anna, é proteção. O que eu queria dizer pra vocês é que os treinamentos
precisam ser reforçados. – Todos começaram a reclamar.
– Silencio, por
favor? Feras antes de chegar ao assunto chave da reunião, eu queria falar para
vocês sobre outro fato, que eu temia que acontecesse. – Alice deu um palpite.
- O fim do
mundo, ganhou uma nova data? É todos nós temíamos isso meu querido! – David
murmurou:
- Não, Alice não
é isso! Para que vocês intendam melhor quero que assistam uma coisa. – David
tirou de seu bolço um pen drive e o conectou em um notebook e projetou em um
telão, uma meteria de jornal.
“A cidade de São Paulo está em pânico...” Dizia a jornalista.
- Viemos aqui
pra assistir jornal? – Murmurou Pedrinho.
- Cala a boca! –
Sussurrou Carolina.
“Como se não bastasse os frequentes
desaparecimentos de crianças e adolescentes e os assassinatos em série, que
está deixando os cidadãos apavorados, os paulistas estão sofrendo ataques de
vândalos, um cinegrafista amador que presenciou um dos ataques, em um
supermercado disse que os vândalos não eram jovens comuns, pois eles tinham
habilidades incomuns, assista ao vídeo.” E então, as próximas imagens que apareceram no telão, eram de uma
câmera de celular, que uma pessoa filmava escondida atrás de um balcão. No
vídeo apareciam muitas pessoas gritando e correndo assustadas, ouviam também
sons e rugidos de animais ferozes, porém em todo o supermercado não avistaram
nenhum animal e sim jovens, descontrolados destruindo o estabelecimento
roubando comida e atacando pessoas, e então o cinegrafista para de filmar e a
jornalista voltou a falar.
“Entrevistamos um senhor que mora próxima ao
supermercado e que viu tudo acontecer.” E então as imagens mostraram um senhor, parecia estar próximos aos 80
anos e falava descontroladamente com a jornalista.
Pode
nos dizer como eram esses vândalos? , O velho respondeu:
Esses mutantes, não são de Deus, não minha
filha eram horríveis!
Porque acham que são mutantes?
Eu não sei de nada! É como as pessoas chamam
eles, gente metade bicho, mas não são é gente! – David deu pausa na matéria.
- Esse jornal
foi exibido ontem em São Paulo.
- Ô David, -
Falou Pedrinho, sorrindo. – Isso por acaso é o trailer de algum filme? Porque
sabe, isso não tem como ser verdade...
- Nós somos os
únicos mutantes na face da terra! – Interrompeu Alice.
- Não somos
mais. – Disse David. - Não temos certeza do que está atacando São Paulo, mas
não é humano. Os jovens daquele vídeo têm todas as características, de seres
criados em laboratório e com certeza o chefe, está planejando algo. Anna
perguntou:
- O Chefe, como assim, você acha que alguém
criaria aqueles mutantes? – Carolina também perguntou.
- Espera aí
David, você já viu isso antes?
- No meu tempo,
ataques de mutantes como esses são muito comuns, esses bandos são criados por
uma pessoa, que nós chamamos de “chefe”, geralmente são criados para algum
objetivo: rebelião, protesto... E geralmente os bandos agem assim, atacando
comércios, para obter alimentos e dinheiro para sobreviverem, sequestram outros
para serem transformados e assim aumentam seu número. - Pedrinho falou:
- David será que
você pode nos dizer... Como as pessoas vão ter tanta facilidade para criar
mutantes, no futuro?
- A mutação dos
caninos, felinos, répteis e entre outras, são mutações com uma facilidade muito
grande de transmissão. – Anna perguntou:
- Então quer
dizer que, se, por exemplo, a Alice morder uma pessoa, ela pode criar um bando
de mutantes panteras?
- Com certeza.
Mas a pergunta é: Quem está começando isso? – Carolina disse:
- Vou pesquisar
na internet, cientistas com alguma ficha criminal. Se bem que, eu acho que
nenhum cientista daqui do Brasil, faria uma coisa dessas.
- Priscilla. –
Sussurrou Anna.
- O que disse
Anna? – Perguntou David.
- Galera? –
Disse Anna. - Mutantes não caem do céu, ou surgem do nada, isso só pode ser
obra da Priscilla! Ela era amiga do Janderson, sabia tanto de genética quanto
ele e a Priscilla é a única pessoa num raio de 1000 quilômetros, capaz de criar
um mutante. – David falou:
- Se essa tal de
Priscilla, for a responsável por isso, devemos detê-la o mais rápido possível.
Por mais que ela não seja o alvo da minha missão.
- Mas gente. –
Disse Carolina. – Mesmo que a Priscilla, ainda tenha algumas amostras de Eau Mutant, ela não poderia estar
fazendo isso sozinha, é gente demais pra uma só. – Pedrinho falou:
- Ah, mas isso é
fácil, ela tem o bando dela e também o... O Dennis.
- Ele não está
no meio disso! – Disse Anna.
- Tem certeza,
Anna? – Perguntou Alice. - Ele pode voar agora, isso deve facilitar o trabalho
dela. – Carolina se levantou, deu um murro na mesa e gritou:
- Pessoal, eu
sei que o Dennis, está em maus caminhos agora, mas ele não é idiota ele sabe
muito bem, que criar mutantes iria gerar um grande descontrole! – Todos olhavam
para Carolina, com espanto. Depois que ela percebeu isso, se sentou e baixou a
cabeça.
- Que estranho
geralmente é a Anna, que tem um ataque quando falamos do Dennis. – Observou
Alice
- Bem... – Disse
David. - Agora o verdadeiro assunto que eu queria falar com vocês. É sobre
aquilo que a Anna, disse mais cedo, precisamos de outro lugar para os nossos
treinamentos, algum lugar que seja mais isolado, seguro e com mais espaço.
Alguém conhece algum? – Pedrinho respondeu:
- Quando agente
tinha acabado descobrir que nós somos mutantes, nós fomos para um lugar para
descobrir os nossos poderes, não foi galera?
- Foi. –
Respondeu Anna. – Nós fomos para um matagal, que fica embaixo de um morro, no
final da Rua Larga. – Alice falou:
- É, mas a
última vez que nós fomos lá, foi no ano passado, já devem ter derrubado aquele
mato pra fazer casas.
- Se isso ainda
não aconteceu, quero conhecer esse lugar mesmo assim. Podemos ir agora. – Disse
David.
- Então vamos
lá? – Perguntou Pedrinho.
- Vamos. – Todos
se levantaram, Carolina foi a primeira que se levantou e foi em direção ao
elevador com pressa, falar do Dennis a deixou, muito nervosa.
- Anna? – David
cochichou no ouvido dela. – Não conte pra eles, sobre tudo aquilo que eu te
falei tá? Sobre a invasão dos mutantes e sobre estarmos em desvantagem, não
quero deixa-los assustados.
- Tudo bem. –
Quando saíram da casa de Alice, foram a Rua Larga e desceram ao morro, o tempo
que havia se passado, havia feito com que a vegetação crescesse bastante no
matagal, dificultando muito a passagem e deixando o lugar bastante sombrio.
Quando estavam quase chegando à clareira, que um dia, lá estiveram levaram um
grande susto e se esconderam atrás de um tronco de uma árvore caída.
Pois logo adiante, havia um pequeno
acampamento, com quatro barracas e lá havia um grupo de 15 jovens, entre 12 e
18 anos. David, Anna, Alice, Pedrinho e Carolina nunca haviam visto aqueles
jovens, mas assim que os viram, reconhecem imediatamente.
- São os
mutantes que atacaram de São Paulo! – Exclamou David. Os jovens tinham hábitos
estranhos e faziam grunhidos de animais, alguns deles pareciam nem ter mais
raciocínio, pois brigavam uns com os outros e não emitiam palavras, somente
ruídos.
- Gente, vamos
sair daqui? - Falou Pedrinho gaguejando
de medo.
- Talvez esse
não seja o melhor lugar para treinar. – Disse Anna a David.
- Espera, aquele
é o seu primo? – Perguntou David. Anna olhou em meio aos mutantes, e lá estava
Mateus Aguiar, Dennis e os outros três garotos do Refugio dos Lobos.
- Mas o que eles
estão fazendo aqui? – Perguntou Anna incrédula.
- Sinto muito
Anna. – Dizia Alice. – Parece que agente tinha razão, sobre o Dennis estar
envolvido nisso. – Anna apertou os lábios. Pedrinho percebeu que o capuz de
Dennis estava todo para trás, revelando seus braços e ele observou que onde
deveria estar seu dispositivo R.N.G. estava nu.
- Galera, o
Dennis não tá com o R.N.G. no pulso!
- Não pode ser!
– Disse Anna. – Me lembro muito bem, o quanto ele ficou debilitado, quando ele
ainda não tinha aquele dispositivo. Como é que ele consegue andar no sol, sem
nada acontecer com os olhos dele?
- E aí,
Carolina? – Perguntou Alice. – Como você acha que ele consegue? – Carolina
suspirou.
- Eu não sei
Alice! Pergunta pra Priscilla, ela deve saber!
- Ou ele esta
fazendo, muito esforço ou ele consegue controlar a própria mutação. – Disse
Anna.
- Alguém está
vendo a Priscilla? – Perguntou David.
- Parece que ela
não tá aqui. – Respondeu Pedrinho, as garotas confirmaram a ausência dela.
E então, de repente ouviram-se um uivo, a
principio, pensaram que era de um cachorro, mais parecia ser de um animal bem
maior como um lobo. Dennis e o Refugio dos lobos e todos os outros jovens
mutantes, olharam para o horizonte. David, Anna e os outros não conseguiram ver
o que estavam olhando, sem serem pegos. Mas não precisaram ficar curiosos, pois
avistaram um outro grupo de jovens se aproximando do acampamento. Nesse novo
grupo tinha cerca de dez adolescentes, e eles estavam sonolentos e andava como
se fossem zumbis, Dennis, Mateus foram receber o novo grupo.
- Parece que é
pra cá que levam as crianças e os adolescentes desaparecida de São Paulo. –
Concluiu Anna. David percebeu que a movimentação havia aumentou, por perto do
lugar onde estavam e então disse:
- Venham, vamos
sair daqui.