As Coisas Vão de Mal a Pior
Anna,
Carolina, Pedro e Alice estavam em choque, com a saída de Dennis do grupo.
Pedro perguntou:
- E agora,
quem vai ser o líder? – Carolina disse:
- Como é que
vão ser as coisas sem o Dennis por aqui? – Anna sentou-se em uma mesa e baixou
a cabeça. Alice falou:
- Quando eu
disse que era melhor o Dennis deixar de ser o líder, eu não queria que ele
saísse da equipe, mas quem vai ser o líder agora? – Pedro disse:
- Meninas, sem
estresse, não precisam se preocupar com quem vai ser o novo líder! Porque será
eu agora.
- Por quê? –
Perguntarão Alice e Carolina ao mesmo tempo.
- Porque eu
sou o único homem do grupo agora, isso significa que vocês devem ser submissas
a mim!
- Ah tá, vai
sonhando balofo! Alice só recebe ordens de Alice. – Carolina falou:
- Eu sempre
fui tão eficiente, eu redirecionei a passagem secreta do laboratório para o
quarto da Alice e fui eu que criei os dispositivos R.N.G. Não sei por que eu
não deveria ser a líder! – Alice respondeu:
- Porque você
é nerd, baixinha, pirralhinha e fazer todos os trabalhos pesados são as suas
obrigações!
- Como é que
é!? – Alice, Pedro e Carolina começaram a discutir, enquanto isso Anna
levantou-se foi até eles e gritou:
- Pessoal,
francamente, Tem coisa muito mais importante pra discutir agora! Tiraram o
Dennis de nós e a culpa é toda nossa.
- Anna na
verdade, a culpa não é nossa, afinal ele saiu porque quis. – Falou Alice.
- Ele quis ir
embora porque NÓS o tratamos com arrogância! – Pedro disse:
- Pera aí
pessoal eu tive uma ideia! –Alice murmurou:
- Ideia? Você? Não deve ser coisa boa!
- O Dennis
sempre deixava a liderança, para a Anna quando ele estava ausente, a Anna bem
que podia ser a nova líder.
- Agora sim,
você falou uma coisa inteligente! – Disse Carolina.
- É porque, se
a Anna for à líder, eu vou ser o vice.
- Porque
Pedrinho? – Perguntou Alice.
- Por quê? Por que a Anna é a minha
namorada!
- Pedrinho, –
Gritou Anna. – Eu não sou a sua namorada!
- Mas um dia
vai ser.
- Ah, mas
assim não é justo! – Falou Alice.
- O que não é
justo? – Perguntou Carolina.
- Sempre que o
Dennis tá fora, a Anna sempre é a líder. Eu sou tão poderosa quanto o
Dennis. Porque eu não posso ser a
líder?– Pedro respondeu:
- Porque
ninguém gosta de você! – Alice falou.
- Vocês sabem
o que eu detesto nessa equipe? É o fato de que todo mundo pode dar as sua opiniões
e pedir o que quiser, mas ninguém se importa com o que eu quero! Ah querem
saber de uma coisa? O Dennis fez certo em sair desse grupo, eu nem sei por que
eu ainda tô aqui! – Anna disse:
- Ô Alice,
ninguém aqui tá te segurando não tá? Se quiser pode sair, sai. – Alice lhe
respondeu:
- Anna você
quer saber realmente porque o Dennis foi embora? Porque você é uma
insuportável! – Alice saiu da lanchonete batendo o portão. Carolina falou:
- Ahm... Se o
Dennis não tá, eu também não tô! – Carolina saiu. Pedro disse a Anna.
- Eu vou pra
casa tá? – Sem esperar pela reação de Anna, Pedro se foi e Anna voltou a
sentar-se à mesa e começou a chorar. Dessa vez a dor e a angustia caíram sobre
Anna, que estava péssima devido à saída do primo do grupo. Anna passou alguns
dias sem visitar os amigos, que fizeram a mesma coisa com ela, Alice era a
única que se escondia atrás de uma máscara de raiva, mas todos sabiam que lá no
fundo ela também sofria com a saída de Dennis. Mesmo depois de abandonar os
amigos e unir-se a um grupo com uma ex-inimiga, Dennis passava os seus dias com
paz e tranquilidade, como se nada tivesse acontecido. Até mesmo em sua relação
com Anna e os outros, ele os tratava como se não os conhecesse. O que tornava a
angustia de Anna, Carolina, Pedro e Alice ainda pior, eles sentia muito a falta
de Dennis ao seu lado, como se depois de umas férias ele tivesse ido embora
para um lugar que não ia voltar, mas ironicamente ele estava lá só não com os
amigos. Em um, certo dia, Tereza, João e Anna foram fazer umas compras em um
supermercado, no bairro, quando voltaram pra casa encontraram Dennis, na mesa
da cozinha desenhando. Quando Dennis os viu fechou o caderno imediatamente.
Tereza gritou:
- Ô menino,
onde é que você se meteu hein? Agente estava te procurando pra fazer compras,
mas você ficou sumido o dia inteiro! - João a interrompeu dizendo.
- Calma mãe
ele só devia estar por ai, com os novos amigos dele. – Tereza continuou a
gritaria:
- Não
interessa! Dennis enquanto você estiver aqui, eu sou a sua responsável, então
se você vai sai pra algum lugar, tem que me avisar pedir a minha permissão,
dizer pra onde você vai e que horas você volta não importa se você esta com
amigos, com parceiros, com conhecidos. Você me entendeu? Anda responde! –
Dennis levantou-se, olhou nos olhos de sua tia, com um olhar sério e furioso,
que até deixou Tereza sem jeito. Anna fechou os olhos e tampou as orelhas,
esperando uma resposta raivosa e arrogante, mas se espantou quando Dennis fez a
seguinte pergunta:
- Tia Tereza
eu posso trabalhar na lanchonete? – Tereza franziu a testa e disse:
- O quê? – O
olhar demoníaco de Dennis, se transformou em um olhar de um filhote de cachorro
abandonado.
- Eu posso
trabalhar na lanchonete? De graça? – Anna e João ficaram boquiabertos.
- Ô moleque e
porque você quer trabalhar na minha lanchonete?
- Porque desde
que eu a vi pela primeira vez eu fiquei fascinado por ela.
- Foi é?
- Claro, eu a
achei muito, bonita, luxuosa e muito elegante! E criei certo sonho de um dia
poder trabalhar aqui. – Uma gota de lágrima escorreu pelo rosto de Tereza.
- Oh é mesmo,
Dennis?
- Sim.
- Bom então,
amanhã mesmo, eu te ensino a cozinhar uns pratos tudo bem?
- Tudo.
- Sabe Dennis,
eu sempre te achei um vagabundo, bandido, delinquente e lesado. Mas desde que
você começou a andar com esses seus novos amigos, você mudou bastante!
- Obrigado. –
Dennis se retirou, subindo a escada, Anna olhou para Dennis que abriu um
sorriso maléfico para ela. Alguns segundos depois, a campainha tocou e Tereza
gritou da cozinha:
- Anna, vá atender
a porta! – Anna pacientemente foi e chegando lá abriu o portão e encontrou
Alice, ela não lhe convidou para entrar e lhe comprimento ainda dentro de casa.
- Oi Alice, há
quanto tempo. – Alice com um olhar de agonia, falou:
- Ai, eu não
acredito que vou fazer isso de novo! Anna me... Me... Me desculpa. – Anna, não
demostrou reação nenhuma e perguntou:
- Desculpa, Pelo quê? – Alice ficou a
ponto de ter um ataque.
- Ai Anna, não
torna as coisas mais difíceis!
- Alice eu
acabei de voltar de umas compras e estou muito ocupada, então se me der
licença...
- Não Anna,
espera! Por favor, me desculpa ter gritado com você naquele dia e eu ainda
quero fazer parte dos Feras Noturnas, por favor me perdoa? – Anna manteve um
olhar sério, mas logo abriu um sorriso e disse:
- É claro que
eu te perdoo, é pra isso que servem os amigos!
- Ai muito
obrigada amiga! Tem sido uma tortura, ficar sem ter ninguém, para gritar...
Quer dizer para... Brincar!
- Pra min
também Alice. Ahm entra preciso conversar com alguém.
- Sobre oque?
– Antes que Anna, respondesse Carolina apareceu e logo depois Pedrinho. Anna
falou:
- Nossa,
quando chega um, chega todos! – Alice murmurou:
- Corrigindo:
Quando alguém quer conversar aparecem intrometidos pra atrapalhar!
- Alice!
- O que é? –
Carolina falou:
- Oi Anna, me
perdoe por nunca mais ter vindo aqui, mas eu vim ver você.
- Anna, meu
amorzinho também vim aqui pra te ver! – disse Pedrinho.
- Muito
obrigada, gente. Vamos sentar? Queria conversar com vocês. – Pedrinho falou:
- Claro Anna,
por você conversaria o dia inteiro.
- Ok então...
Vamos logo, não quero que ele saiba que estamos falando dele.
- Ele quem
Anna? – Perguntou Alice.
- O Dennis? –
Perguntou Carolina.
- É, ele. –
Murmurou Anna.
- E como têm
sido as coisas pra você? – Perguntou Alice.
- Ah tem sido
um horror! – Respondeu Carolina. – Ficar dias e dias sem ver aquele rostinho.
- Carolina, eu
perguntei pra Anna, não pra você. - Carolina envergonhada falou:
- Ah tá,
desculpa. – Anna prosseguia.
- Escuta
gente, vocês sabem que no dia em que o Dennis foi para o Refugio dos Lobos, ele
começou a agir de um jeito estranho.
- E como, não
fala mais com agente! – Concordou Pedrinho.
- Mas como é
que está, o comportamento dele? – Perguntou Alice.
- Bom ele me
trata como se eu não fosse mais a prima dele, fica o dia inteiro com a
Priscilla e os amigos dela e se não é isso fica o tempo todo desenhando naquele
caderno dele, que não deixa ninguém ver. Enfim ele ficou muito estranho, ainda
mais hoje.
- Como assim hoje, o que foi que ele fez? – Perguntou
Carolina.
- Agora pouco
quando eu, minha mãe e o meu irmão voltamos das compras a minha mãe deu a maior
bronca no Dennis, por que ele ficou o dia todo sumido e não disse onde
estava...
- E ai? –
Disse Carolina.
- Ai quando eu
pensei que o Dennis ia soltar “os cachorros” pra cima da minha mãe, ele
simplesmente pediu pra trabalhar na lanchonete, nem eu gosto de trabalhar aqui!
O que, que ele tá querendo?
- O quê, como
é que ele pediu pra trabalhar na lanchonete? – Perguntou Alice.
- Foi isso
mesmo, fez a maior carinha de santo pra minha mãe e simplesmente pediu pra ela.
– Carolina discordou dizendo:
- Estranho foi
o jeito como ele se colocava na primeira pessoa sabe? Naquele dia que ele saiu
dos Feras Noturnas quando ele disse: “Anna é muito tarde pra você vim pedir
perdão para o seu primo!”.
-Foi mesmo! –
Disse Anna - parecia que não era mais o Dennis, quer dizer... Era o Dennis, mas
como se fosse outra pessoa falando ele nem falava daquele jeito!– Alice falou:
- Tá bom Anna,
agora você já está exagerando, só porque o Dennis foi para o time rival, não
queira dizer que a personalidade dele tenha sido... Trocada.
- Será? O
Dennis sempre teve uma mente muito fácil de ser manipulada. – Pedrinho falou:
- Eu não
conheço o Dennis desde criança, como você meu amorzinho, mas eu sei muito bem
que ele não é do tipo que vai pela cabeça dos outros. Ele saiu dos Feras
Noturnas por que ele quis.
- Ficou
maluco? É claro que não, ele nunca faria isso! Será que não intende? O Dennis
não nos deixou ele foi tirado de nós. – Alice falou:
- Anna, se
acalma.
- Você ouviu o
que ele disse?
- Eu ouvi o
que ele disse e daí? Pode ser que ele esteja certo.
- O Dennis
nunca faria isso com agente, devem estar fazendo alguma coisa com ele!
- Anna, eu não
vou dizer que você enlouqueceu, ainda, mas se acalme e pense direito.
- O que eu
faço?
- Eu acho que
você devia fazer a mesma coisa que eu te disse antes: conversar com ele, você é
a única mais próxima dele.
- Não estou a
fim de discutir com o meu primo, agora.
- É o melhor
que você pode fazer Anna. – Disse Carolina.
- Talvez... –
Anna teve uma ideia. – Talvez eu não precise conversar e sim descobrir o que se
passa.
- O quê? Como
assim Anna? – Perguntou Alice.
- Do que você
tá falando? – Disse Carolina.
- Nada não, só
vou usar um pouco das minhas habilidades de espiã.
Nenhum comentário:
Postar um comentário