quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cap. 16

Epílogo: O mal foi realmente vencido?


- Não há um local para aterrisagem, temos que pular fora daqui! – Gritou Julie. A aeronave começava a cair mais rápido, puxando o jato consigo.
- Pedrinho, solte agente e ligue os motores imediatamente! – Disse Dennis.
- É pra já! – Respondeu Pedrinho.
- Rápido gorducho, ou agente vai cair junto com eles! – Gritou Alice.
- Já estou indo! – Pedrinho, soltou as garras mecânicas, mas a que estava presa na asa da aeronave estava muito fixa, por tanto a asa teve que ser arrancada, fazendo a aeronave cair em círculos. Priscilla não perdeu tempo, pegou um paraquedas e saltou, Junior fez a mesma coisa. Julie pegou o seu paraquedas e antes de saltar lembrou-se de Janderson e o quanto estava odiando ele, então pegou o paraquedas que sobrava e jogou para fora, no momento em que estava fazendo isso Janderson havia acordado.
- O que você fez!? – Gritou Janderson.
- Me desculpe, mas otários como você não merecem viver. – Julie saltou, deixando Janderson para a morte. O jato, depois de se soltar da aeronave, estava em uma altura muito baixa, para subir então fez uma aterrisagem bem desastrosa na beira do Rio Ceará, naquele mesmo ponto entre a ponte e a praia, já a aeronave condenada de Janderson, caiu no oceano explodindo, deixando uma gigantesca fumaça negra, subindo para o céu e depois afundou. Junior, Julie e Priscilla haviam pousado com os seus paraquedas do outro lado do rio, próximo às barracas. Quando Priscilla tinha chegado a terra esperava por Janderson, mas percebeu que ele jamais chegaria, quando olhou para Julie e Junior que estavam sorrindo para a aeronave, afundando no mar. Priscilla gritou:
- O que foi que vocês fizeram!? – Julie pôs a mão no ombro de Priscilla e falou:
- Acabou Priscilla, chega de receber ordens daquele egoísta. – Priscilla retirou a mão de Julie do seu ombro e disse:
- Isso ainda não acabou. – A grande chuva já havia passado e a noite também, o sol começava a surgir no horizonte. Depois que todos saíram do jato, Anna percebeu que Alice estava olhando para a aeronave, Alice estava de costas, mas Anna pode perceber que ela estava com a mão no rosto e estava soluçando.
- Alice. Sinto muito pelo o seu primo, sei que esse não foi um jeito muito bom de pagar pelos seus erros, ele não merecia tanto morrer assim. – Alice ainda estava de costa com a mão no rosto.
- Então, por favor, não chore! – Consolava Anna, que logo se espantou ao ver que estava enganada sobre sua amiga estar triste. Alice virou-se com um enorme sorriso no rosto e disse:
- Chorar? Porque eu choraria num momento como esse, meu amor?
- Alice. Pensei que você estava chorando. – Disse Anna chocada.
- Chorando oque? Finalmente estou livre daquele idiota que perseguia a minha vida! É claro que vamos precisar de uma história, para explicar para os pais dele, por que o filho deles sumiu e porque as pessoas nunca mais vão ver ele, essas coisas. – Alice abraçou Anna. Que estava boquiaberta.
- Ai, eu estou tão feliz! – Cochichou Alice.
- Imagino. – Respondeu Anna. Pedrinho que também estava muito feliz disse:
- Eu não acredito, nós conseguimos! – Dennis Falou.
- Não conseguiríamos se não fosse por você Pedrinho, parabéns você foi um ótimo piloto. – Pedrinho sem graça respondeu.
- Ah, que é isso não foi nada.
- Não conseguiríamos se, não tivéssemos um bom líder. – Disse Carolina.
- Obrigado Carolina, mas eu não conseguiria fazer nada se você não tivesse inventado os dispositivos R.N.G. Devemos tudo a você.
- Principalmente, uma certa pessoa aqui! – Disse Anna olhando para Alice que perguntou:
- Quem eu, o que eu devo? – Anna falou.
- Ah, você sabe!
- Mas Anna essa vai ser a segunda vez!
- Alice! – Rosnou Anna.
- Tudo bem! – Suspirou Alice. – Carolina e Pedrinho me perdoem pelo modo que tratei... Que trato vocês, eu tenho inveja da inteligência e da esperteza de vocês. Mais alguma coisa? – Alice perguntou.
- Ok, agora seja menos falsa! – Respondeu Anna.
- Rggg! – Rosnou Alice. – Me desculpa gente, era errado o modo que eu falava com vocês, me perdoem. – Carolina falou:
- Tá tudo bem Alice. – Pedrinho também disse o mesmo. Um gato branco, com o pelo volumoso se aproximava deles, ele vinha miando e começou a se esfregar nas pernas de Dennis. Quando Anna o viu se “apaixonou” por ele e o segurou em seus braços.
- Ai gente que fofo! Eu acho que ele não tem dono. – Alice falou:
- Ai, eu não consigo acreditar nas coisas boas que estão me acontecendo! – Todos começaram a subir o morro. - O meu primo se foi de uma vez por todas e agora eu vou me tornar uma super-heroína muito famosa!
- Ahm Alice? – Disse Dennis.
- Oque?
- Eu sinto muito, mas as nossas identidades vão continuar sendo secretas assim como a nossa existência.
- O que!? – Gritou Alice.
- É as pessoas podem até saber que há algumas horas atrás elas eram mutantes, mas se descobrirem que existem mutantes aqui no bairro, todos vão entrar em pânico! – Disse Carolina.
- Mas isso é horrível, eu... Eu... Já estava começando a gosta da carreira da espionagem, de proteger as pessoas. – Dennis falou.
- Alice eu falei que as nossas identidades vão ser secretas, eu não disse que não vamos ser super-heróis.
- É sério? – Perguntou Alice.
- É. – Confirmou Anna. - E depois, nós não vamos ser supersecretos vamos ser discretos, afinal quando começarmos a sair por ai, combatendo o crime, é evidente que vai surgir relatos sobre a nossa existência. – Alice perguntou.
- Então quer dizer que a Pantera-Rosa pode tipo assim, ficar famosa?
- Claro! – Disse Pedrinho.
- Ai isso é demais! Ah, mas que graça vai ter se as pessoas não vão saber que a Pantera-Rosa sou eu? – Anna respondeu.
- Ah, você pode seguir a carreira da música, sabe? A nossa Galeria foi destruída, pode ser que a minha mãe deixe você cantar lá. – Alice falou.
- É mesmo. Pera ai é mesmo? É mesmo! – Carolina e Pedrinho falaram juntos:
- Ah de novo não!
- Tá tudo bem vocês não precisam mais ser os meus cantores de coro.
- É sério? – Perguntou Pedrinho.
- É claro. Afinal se algum “caça-talentos” me descobrir, quem vai ficar famosa sou e não vocês! – Respondeu Alice.
- Ai Alice muito obrigada! – Disse Carolina que ficou muito feliz junto com Pedrinho. Dennis falou:
- É assim que devemos ser unidos e amando uns aos outros, por que nós somos os... Os... Pessoal nós demos codinomes pra gente, mas não demos um nome pro nosso grupo.
- Hmm que tal As Panteras da Barra? – Falou Alice.
- Ah sem chance! – Disse Pedrinho. – Tem que ser um nome tanto pra homem como pra mulher, um nome bem selvagem, bem feroz! – Anna falou:
- Que tal, Feras Noturnas? Afinal só saímos à noite e mostramos pra nós mesmos, que somos ferozes.
- Feras Noturnas. – Analisou Dennis. - É eu gostei!
- Super-legal! – Disse Pedrinho.
- É perfeito pra nós. – Falou Carolina.
- É, simples, básico, gostei. Eu sou uma pantera muito feroz mesmo! – Falou Alice. E então naquela manhã (Porque já havia amanhecido) todos foram para suas casas e ao noitecer, Alice cantou uma música dedicada aos seus amigos, no palco da lanchonete da mãe da Anna e todos passaram o resto das férias combatendo o crime e como Anna havia razão, vários boatos sobre cinco mutantes do bem estarem ajudando a policia a prender criminosos e salvando pessoas de assassinatos e assaltos se espalharam pelo país. Com a força de vontade você pode conseguir qualquer coisa, basta ter vontade, foi oque Dennis, Anna, Carolina, Alice e Pedrinho descobriram nessas férias e a importância da amizade e da união. Semanas se passaram e o mês de julho estava chegando ao fim. O pai de Dennis havia retornado ao bairro para buscar seu filho. Francisco esperava por Dennis no carro, enquanto ele se despedia de todos.
- Tia Tereza. Vou sentir saudades. – Disse Dennis.
- Oh Dennis eu e seus primos vamos sentir muito a sua falta por aqui! – Disse Tereza toda carinhosa.
- Vai embora pirralho! – Cochichou ela enquanto abraçava Dennis.
- Tchau João, não brigue com a sua mãe, sei que ela é uma boa pessoa no fundo.
 - Tá. – Disse João de cabeça baixa. – Se cuida Dennis.
- Tchau Anna! – Dennis e Anna se abraçaram.
- Tchau Dennis! Você ainda vai voltar aqui não é?
- Claro! E você promete ser um bom vice-líder enquanto eu não estiver aqui?
- Com certeza.
- Tchau Alice. – Dennis e Alice se abraçaram.
- Tchau gatinho, prometo cuidar das coisas por aqui!
- Tá e vê se toma cuidado com o que vai dizer tá? Quero você magoando ou irritando ninguém enquanto eu estiver fora. Lembre-se que você não é melhor do que os outros.
- Infelizmente vou me lembrar.
- Tchau Carolina. – Carolina abraçou Dennis bem apertado.
- Até as próximas férias tá?
- Tá! – Respondeu Carolina sorrindo.
- Carolina? – Chamou Dennis.
- O que?
- Já pode me soltar. – Quando Carolina percebeu que ainda estava abraçada com Dennis, ficou muito envergonhada e então o soltou.
- Ah desculpe, tchau Dennis.
- Tchau Pedrinho. – Dennis se despediu de Pedrinho.
- Tchau Dennis.
- Obrigado por me receber tão bem aqui. Promete cuidar das garotas por min?
- Claro, claro Dennis, você é o cara! – Respondeu Pedrinho.
- Ah e Pedrinho, não precisa fingir que gosta de min, só pra eu te liberar pra namorar com a minha prima, a Anna não gosta de você. – Depois de despedir-se de todos Dennis entrou no carro e foi pra casa com o seu pai.
- Nosso Dennis, eu sei que você sempre foi branquinho, mas ou você esta necessitando muito de ir à praia ou você esta com anemia!
- Acho que nenhum dos dois.
- Então Dennis, o que você fez nas férias? – Perguntou Francisco.
- Nada de mais, mas sem duvida me tornei uma nova pessoa. – longe da li, da casa de Anna, Junior, Julie e Priscilla assistiram todo o momento da despedida de Dennis. Priscilla disse:
- Eles estão sem o mutante morcego agora. – Julie falou.
- Esqueça eles Priscilla, eles não nos servem pra nada! – Priscilla gritou.
- Não vou esquecê-los! Isso ainda não acabou. – Priscilla saiu, com os seus amigos lhe seguindo para a vingança.






Continua...

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