Epílogo: O mal foi realmente vencido?
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Não há um local para aterrisagem, temos que pular fora daqui! – Gritou Julie. A
aeronave começava a cair mais rápido, puxando o jato consigo.
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Pedrinho, solte agente e ligue os motores imediatamente! – Disse Dennis.
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É pra já! – Respondeu Pedrinho.
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Rápido gorducho, ou agente vai cair junto com eles! – Gritou Alice.
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Já estou indo! – Pedrinho, soltou as garras mecânicas, mas a que estava presa
na asa da aeronave estava muito fixa, por tanto a asa teve que ser arrancada,
fazendo a aeronave cair em círculos. Priscilla não perdeu tempo, pegou um
paraquedas e saltou, Junior fez a mesma coisa. Julie pegou o seu paraquedas e
antes de saltar lembrou-se de Janderson e o quanto estava odiando ele, então
pegou o paraquedas que sobrava e jogou para fora, no momento em que estava
fazendo isso Janderson havia acordado.
-
O que você fez!? – Gritou Janderson.
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Me desculpe, mas otários como você não merecem viver. – Julie saltou, deixando
Janderson para a morte. O jato, depois de se soltar da aeronave, estava em uma
altura muito baixa, para subir então fez uma aterrisagem bem desastrosa na
beira do Rio Ceará, naquele mesmo ponto entre a ponte e a praia, já a aeronave
condenada de Janderson, caiu no oceano explodindo, deixando uma gigantesca
fumaça negra, subindo para o céu e depois afundou. Junior, Julie e Priscilla
haviam pousado com os seus paraquedas do outro lado do rio, próximo às
barracas. Quando Priscilla tinha chegado a terra esperava por Janderson, mas
percebeu que ele jamais chegaria, quando olhou para Julie e Junior que estavam
sorrindo para a aeronave, afundando no mar. Priscilla gritou:
-
O que foi que vocês fizeram!? – Julie pôs a mão no ombro de Priscilla e falou:
-
Acabou Priscilla, chega de receber ordens daquele egoísta. – Priscilla retirou
a mão de Julie do seu ombro e disse:
-
Isso ainda não acabou. – A grande chuva já havia passado e a noite também, o
sol começava a surgir no horizonte. Depois que todos saíram do jato, Anna
percebeu que Alice estava olhando para a aeronave, Alice estava de costas, mas
Anna pode perceber que ela estava com a mão no rosto e estava soluçando.
-
Alice. Sinto muito pelo o seu primo, sei que esse não foi um jeito muito bom de
pagar pelos seus erros, ele não merecia tanto morrer assim. – Alice ainda
estava de costa com a mão no rosto.
-
Então, por favor, não chore! – Consolava Anna, que logo se espantou ao ver que
estava enganada sobre sua amiga estar triste. Alice virou-se com um enorme
sorriso no rosto e disse:
-
Chorar? Porque eu choraria num momento como esse, meu amor?
-
Alice. Pensei que você estava chorando. – Disse Anna chocada.
-
Chorando oque? Finalmente estou livre daquele idiota que perseguia a minha
vida! É claro que vamos precisar de uma história, para explicar para os pais
dele, por que o filho deles sumiu e porque as pessoas nunca mais vão ver ele,
essas coisas. – Alice abraçou Anna. Que estava boquiaberta.
-
Ai, eu estou tão feliz! – Cochichou Alice.
-
Imagino. – Respondeu Anna. Pedrinho que também estava muito feliz disse:
-
Eu não acredito, nós conseguimos! – Dennis Falou.
-
Não conseguiríamos se não fosse por você Pedrinho, parabéns você foi um ótimo piloto.
– Pedrinho sem graça respondeu.
-
Ah, que é isso não foi nada.
-
Não conseguiríamos se, não tivéssemos um bom líder. – Disse Carolina.
-
Obrigado Carolina, mas eu não conseguiria fazer nada se você não tivesse
inventado os dispositivos R.N.G. Devemos tudo a você.
-
Principalmente, uma certa pessoa aqui! – Disse Anna olhando para Alice que
perguntou:
-
Quem eu, o que eu devo? – Anna falou.
-
Ah, você sabe!
-
Mas Anna essa vai ser a segunda vez!
-
Alice! – Rosnou Anna.
-
Tudo bem! – Suspirou Alice. – Carolina e Pedrinho me perdoem pelo modo que
tratei... Que trato vocês, eu tenho inveja da inteligência e da esperteza de
vocês. Mais alguma coisa? – Alice perguntou.
-
Ok, agora seja menos falsa! – Respondeu Anna.
-
Rggg! – Rosnou Alice. – Me desculpa gente, era errado o modo que eu falava com
vocês, me perdoem. – Carolina falou:
-
Tá tudo bem Alice. – Pedrinho também disse o mesmo. Um gato branco, com o pelo
volumoso se aproximava deles, ele vinha miando e começou a se esfregar nas
pernas de Dennis. Quando Anna o viu se “apaixonou” por ele e o segurou em seus
braços.
-
Ai gente que fofo! Eu acho que ele não tem dono. – Alice falou:
-
Ai, eu não consigo acreditar nas coisas boas que estão me acontecendo! – Todos
começaram a subir o morro. - O meu primo se foi de uma vez por todas e agora eu
vou me tornar uma super-heroína muito famosa!
-
Ahm Alice? – Disse Dennis.
-
Oque?
-
Eu sinto muito, mas as nossas identidades vão continuar sendo secretas assim
como a nossa existência.
-
O que!? – Gritou Alice.
-
É as pessoas podem até saber que há algumas horas atrás elas eram mutantes, mas
se descobrirem que existem mutantes aqui no bairro, todos vão entrar em pânico!
– Disse Carolina.
-
Mas isso é horrível, eu... Eu... Já estava começando a gosta da carreira da
espionagem, de proteger as pessoas. – Dennis falou.
-
Alice eu falei que as nossas identidades vão ser secretas, eu não disse que não
vamos ser super-heróis.
-
É sério? – Perguntou Alice.
-
É. – Confirmou Anna. - E depois, nós não vamos ser supersecretos vamos ser
discretos, afinal quando começarmos a sair por ai, combatendo o crime, é
evidente que vai surgir relatos sobre a nossa existência. – Alice perguntou.
-
Então quer dizer que a Pantera-Rosa pode tipo assim, ficar famosa?
-
Claro! – Disse Pedrinho.
-
Ai isso é demais! Ah, mas que graça vai ter se as pessoas não vão saber que a
Pantera-Rosa sou eu? – Anna respondeu.
-
Ah, você pode seguir a carreira da música, sabe? A nossa Galeria foi destruída,
pode ser que a minha mãe deixe você cantar lá. – Alice falou.
-
É mesmo. Pera ai é mesmo? É mesmo! – Carolina e Pedrinho falaram juntos:
-
Ah de novo não!
-
Tá tudo bem vocês não precisam mais ser os meus cantores de coro.
-
É sério? – Perguntou Pedrinho.
-
É claro. Afinal se algum “caça-talentos” me descobrir, quem vai ficar famosa
sou e não vocês! – Respondeu Alice.
-
Ai Alice muito obrigada! – Disse Carolina que ficou muito feliz junto com
Pedrinho. Dennis falou:
-
É assim que devemos ser unidos e amando uns aos outros, por que nós somos os...
Os... Pessoal nós demos codinomes pra gente, mas não demos um nome pro nosso
grupo.
-
Hmm que tal As Panteras da Barra? – Falou Alice.
-
Ah sem chance! – Disse Pedrinho. – Tem que ser um nome tanto pra homem como pra
mulher, um nome bem selvagem, bem feroz! – Anna falou:
-
Que tal, Feras Noturnas? Afinal só saímos à noite e mostramos pra nós mesmos,
que somos ferozes.
-
Feras Noturnas. – Analisou Dennis. - É eu gostei!
-
Super-legal! – Disse Pedrinho.
-
É perfeito pra nós. – Falou Carolina.
-
É, simples, básico, gostei. Eu sou uma pantera muito feroz mesmo! – Falou
Alice. E então naquela manhã (Porque já havia amanhecido) todos foram para suas
casas e ao noitecer, Alice cantou uma música dedicada aos seus amigos, no palco
da lanchonete da mãe da Anna e todos passaram o resto das férias combatendo o
crime e como Anna havia razão, vários boatos sobre cinco mutantes do bem
estarem ajudando a policia a prender criminosos e salvando pessoas de
assassinatos e assaltos se espalharam pelo país. Com a força de vontade você
pode conseguir qualquer coisa, basta ter vontade, foi oque Dennis, Anna,
Carolina, Alice e Pedrinho descobriram nessas férias e a importância da amizade
e da união. Semanas se passaram e o mês de julho estava chegando ao fim. O pai
de Dennis havia retornado ao bairro para buscar seu filho. Francisco esperava
por Dennis no carro, enquanto ele se despedia de todos.
-
Tia Tereza. Vou sentir saudades. – Disse Dennis.
-
Oh Dennis eu e seus primos vamos sentir muito a sua falta por aqui! – Disse
Tereza toda carinhosa.
-
Vai embora pirralho! – Cochichou ela enquanto abraçava Dennis.
-
Tchau João, não brigue com a sua mãe, sei que ela é uma boa pessoa no fundo.
- Tá. – Disse João de cabeça baixa. – Se cuida
Dennis.
-
Tchau Anna! – Dennis e Anna se abraçaram.
-
Tchau Dennis! Você ainda vai voltar aqui não é?
-
Claro! E você promete ser um bom vice-líder enquanto eu não estiver aqui?
-
Com certeza.
-
Tchau Alice. – Dennis e Alice se abraçaram.
-
Tchau gatinho, prometo cuidar das coisas por aqui!
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Tá e vê se toma cuidado com o que vai dizer tá? Quero você magoando ou
irritando ninguém enquanto eu estiver fora. Lembre-se que você não é melhor do
que os outros.
-
Infelizmente vou me lembrar.
-
Tchau Carolina. – Carolina abraçou Dennis bem apertado.
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Até as próximas férias tá?
-
Tá! – Respondeu Carolina sorrindo.
-
Carolina? – Chamou Dennis.
-
O que?
-
Já pode me soltar. – Quando Carolina percebeu que ainda estava abraçada com
Dennis, ficou muito envergonhada e então o soltou.
-
Ah desculpe, tchau Dennis.
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Tchau Pedrinho. – Dennis se despediu de Pedrinho.
-
Tchau Dennis.
-
Obrigado por me receber tão bem aqui. Promete cuidar das garotas por min?
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Claro, claro Dennis, você é o cara! – Respondeu Pedrinho.
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Ah e Pedrinho, não precisa fingir que gosta de min, só pra eu te liberar pra
namorar com a minha prima, a Anna não gosta de você. – Depois de despedir-se de
todos Dennis entrou no carro e foi pra casa com o seu pai.
-
Nosso Dennis, eu sei que você sempre foi branquinho, mas ou você esta
necessitando muito de ir à praia ou você esta com anemia!
-
Acho que nenhum dos dois.
-
Então Dennis, o que você fez nas férias? – Perguntou Francisco.
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Nada de mais, mas sem duvida me tornei uma nova pessoa. – longe da li, da casa
de Anna, Junior, Julie e Priscilla assistiram todo o momento da despedida de
Dennis. Priscilla disse:
-
Eles estão sem o mutante morcego agora. – Julie falou.
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Esqueça eles Priscilla, eles não nos servem pra nada! – Priscilla gritou.
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Não vou esquecê-los! Isso ainda não acabou. – Priscilla saiu, com os seus
amigos lhe seguindo para a vingança.
Continua...
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