O Acidente
- Dennis?
Eu já entendi que nós vamos entrar lá – dizia Alice –, mas você não explicou
como vamos entrar, já que não podemos entrar pela porta da frente.
- Lamento dizer isso, mas
vai ser de uma forma bem radical.
E então Dennis enfiou a mão no bolço e tirou
um yoyo verde e vermelho, tão grande quanto uma maçã. Alice exclamou:
- Dennis! Não é hora de
brincar de yoyo.
- E não vou. Olhem, isso
pode parecer um yoyo não é? – Pedrinho perguntou:
- E não é um yoyo? – Dennis
respondeu:
- É claro que é um yoyo e
também a nossa porta de entrada para a casa do Janderson, por isso eu coloquei
1 km de cabo de aço no yoyo, creio que pode aguentar nós três ou alguém que
pese mais de 50 kg, a gente só precisa prender uma ponta na antena parabólica da
casa da Carolina e a outra ponta, em alguma coisa, na casa do Janderson e
depois colocar as luvas e escorregar até lá.
- Péra aí! – disse Pedrinho.
– A gente precisa se pendurar nesse fio, a mais de 2 m do chão, só pra entrar na
casa do outro lado da rua? – Alice perguntou:
- Por acaso você não sabe
voar, sabe ô Dumbo?
- Acho que posso aprender com improviso. – Respondeu Pedrinho. – Mas ô Dennis, onde você arranjou esse mega yoyo?
- O yoyo eu já tinha e cabo de aço também – disse Dennis –, eu só achei que os dois seriam mais úteis juntos do que separados. Muito bem pessoal, agora vamos do mais leve ao mais pesado, que é claro, isso só vai
depender se eu fizer um bom arremesso.
Pedrinho tomou o yoyo das mãos de Dennis e falou:
Pedrinho tomou o yoyo das mãos de Dennis e falou:
- Deixa comigo, eu já fui
campeão do torneio de yoyo lá da escola, três vezes seguidas!
Então Pedrinho arremessou o yoyo, mas a janela
de vidro que seria a entrada, estava fechada. O impacto do yoyo quebrou a
janela, fazendo com que a mãe de Janderson que estava tranquila assistindo a
uma novela, saísse correndo e gritando assustada da sala. Vendo o que aconteceu Alice
falou:
- É, deu pra perceber que
tipo de campeão você foi!
- Que engraçado, acho que
estou enferrujado! – Respondeu Pedrinho dando risadas.
- Pelo menos ele abriu a
janela. – Falou Dennis. – Ok, agora é a minha vez.
Dennis pegou o yoyo da mão de Pedrinho, puxou
o fio, arremessou o yoyo e ele se enrolou na perna do sofá.
– Ótimo, agora é só prender
a outra ponta na antena dessa casa. Alice, você vai primeiro. – Alice
exclamou:
- Wuatis?! Por quê eu?
- Como eu falei, não sei bem
o quanto o cabo de aço aguenta, então precisamos ir do mais leve ao mais
pesado. – Pedrinho falou:
- E como diz o ditado: primeiro as damas. – Alice falou meio nervosa.
- Então tá!
Ela se atrepou no fio e escorregou até o
apartamento de Janderson, entrou pela janela e se esborrachou no chão. Dennis
tentou sussurrar e gritar ao mesmo tempo.
- Alice, você está bem? – Achando estupida a atitude de Dennis, Pedrinho falou:
- Ei Dennis? Qual é cara,
ela vai morrer de te escutar!
E de repente, Alice se levanta mostrando sinal de vida.
E de repente, Alice se levanta mostrando sinal de vida.
- Gente, eu tô aqui! Precisam experimentar, é
muito legal! – Dennis falou:
- Pedrinho é a sua vez
agora.
Pedrinho olhou para a altura em que estava e engoliu o seco.
- Você não disse que, era do mais leve ao mais pesado? – Disse Pedrinho gaguejando.
Pedrinho olhou para a altura em que estava e engoliu o seco.
- Você não disse que, era do mais leve ao mais pesado? – Disse Pedrinho gaguejando.
- Sim. Eu sou maior do que
você, então é melhor você ir primeiro.
- Dennis, altura não
significa peso.
- Claro! Tem razão. Então eu
vou agora.
Dennis colocou as luvas, se segurou bem firme no fio e escorregou para a casa de Janderson, também se esborrachando no chão. Dennis gritou:
Dennis colocou as luvas, se segurou bem firme no fio e escorregou para a casa de Janderson, também se esborrachando no chão. Dennis gritou:
- Pedrinho é a sua vez
agora, quanto mais rápido melhor.
- Tá, eu já estou indo! –
Respondeu Pedrinho.
Ele se segurou no fio e escorregou, mas quando
estava bem no meio do caminho, o cabo de aço não aguentou o seu peso, por ser um pouquinho acima do peso. O fio que não era muito firme, não se partiu, mas fez com que
Pedrinho afundasse no ar, Pedrinho entrou em desespero, o seu peso era tão
grande, que a antena parabólica onde o yoyo estava amarrado entortou.
- Aff - murmurou Alice - por que gordo só faz gordisse?
- Aff - murmurou Alice - por que gordo só faz gordisse?
- Alice – disse Dennis –, Precisamos puxar o
Pedrinho pra cá!
- Por quê? O seu cabo de aço
não é tão firme?
- Sim! O cabo é firme, mas a antena não vai segurar por muito tempo.
Dennis apontou para a antena na casa do outro lado da rua que estava encurvando descrevendo um arco. Alice e Dennis começaram a puxar o fio rapidamente. Alice murmurou:
Dennis apontou para a antena na casa do outro lado da rua que estava encurvando descrevendo um arco. Alice e Dennis começaram a puxar o fio rapidamente. Alice murmurou:
- Não acredito que estou
fazendo isso pelo balofo do Pedro! Dennis de onde é que você tira essas ideias malucas, hein?
- Uma vez quando faltou fósforo em casa, acendi o fogão pra minha mãe usando palha de aço e bateria de celular.
- Santa Maria Carey!
- Uma vez quando faltou fósforo em casa, acendi o fogão pra minha mãe usando palha de aço e bateria de celular.
- Santa Maria Carey!
Depois de muito esforço, Dennis e Alice
conseguiram trazer Pedrinho para dentro do apartamento são e salvo.
- Ufa! - Pedrinho suspirou - Obrigado por me
salvarem, eu vi a minha vida inteira de ante dos meus olhos.
Alice falou:
Alice falou:
- Mas que fique bem claro,
que esta é a primeira e última vez que eu ajudo a salvar sua pele ô gorducho!
– Dennis ordenou:
- Menos conversa e mais ação
pessoal! Agora vamos procurar... Hummm o quarto do Janderson e encontrar alguma
coisa suspeita.
Enquanto Dennis, Alice e Pedrinho estavam
cruzando a sala, indo em direção ao corredor, à porta do apartamento se abriu
de repente, e três gritaram de susto. Mas para o espanto de todos, quem estava
entrando não era Janderson e seus amigos, era Anna e Carolina.
- Droga! - Carolina resmungou - Eles chegaram
primeiro que a gente!
Pedrinho correu aos braços de Anna e disse-lhe:
Pedrinho correu aos braços de Anna e disse-lhe:
- Oh Anna! Enquanto eu estava
pendurado naquele cabo da morte, pensei que nunca mais fosse te ver!
Anna confusa e irritada, por Pedrinho que estava lhe agarrando, perguntou:
Anna confusa e irritada, por Pedrinho que estava lhe agarrando, perguntou:
- Pedrinho me largue! E do que você tá falando, que cabo? E como vocês estraram aqui?
Dennis explicou a Anna e para a Carolina sobre o
seu apetrecho que usou para invadir o apartamento e o que aconteceu com Pedrinho.
- Mas espera aí! - Falou Alice - Esperem um
pouquinho aí, quem deveria estar respondendo perguntas aqui são vocês!
- É, como foi que vocês
conseguiram entrar? – Exigiu Dennis.
- Ah, nós só pedimos a mãe
da Alice as chaves reservas do apartamento! – Respondeu Anna.
- E ela simplesmente deu pra
vocês? – Perguntou Alice
- Nós dissemos que iriamos fazer uma surpresa pro Janderson. – Respondeu Carolina. Ao escutar o que ela
disse, Pedrinho murmurou:
- É afinal de contas nem foi
necessário, a gente se pendurar em um fio a mais de 2 m do chão só pra entrar na
casa do outro lado da rua! Não é Alice?
- Ah, não reclama pra min, a
ideia foi do Dennis!
- Mas Anna – perguntou
Dennis - achei que você tinha que ajudar a sua mãe na lanchonete? – Pedrinho
também perguntou.
- É, e você Carolina? Pensamos que você tinha que estudar para uma prova?
Carolina respondeu:
Carolina respondeu:
- Era o que a gente queria
que vocês pensassem, então admitam: Nós somos ou não somos boas espiãs? – Alice
respondeu:
- Se estiver se referindo a
você e a Anna, não são! Eu, o Dennis e o Pedro chegamos, muito antes de vocês.
Carolina abriu sua mochila e tirou uma câmera de segurança e disse:
Carolina abriu sua mochila e tirou uma câmera de segurança e disse:
- De todos os apartamentos o
do Janderson é o único que possui uma câmera de vigilância na porta da frente,
isso não é suspeito?
Anna completou:
Anna completou:
- Ao entrarem pela janela do terceiro andar, poderiam ter sido flagrados, ao contrário de nós que entramos pela porta da frente discretamente e ainda desativamos a câmera de vigilância, isso não faz de nos boas espiãs? – Dennis respondeu:
- Ainda não, Anna. Como é que
vocês sabem que essa câmera é do Janderson? Pode ter sido os pais dele que
instalaram. - Alice comemorou.
- Há! Escutaram meninas? A
nossa equipe arrasa!
Pedrinho tentou consolar Anna, apesar dela não estar triste.
Pedrinho tentou consolar Anna, apesar dela não estar triste.
- Não fique assim Anna, pra
min você sempre vai ser a número 1#!
Anna respirou fundo:
Anna respirou fundo:
- Pedrinho? Cala a boca! –
Dennis falou:
- Tudo bem, chega. Vamos
logo terminar essa missão. Alice você acha que deve ter alguém em casa? A tevê
tá ligada.
- Claro que não tem ninguém!
O meu primo e os seus companheiros devem estar na casa da Julie, já me certifiquei disso e o pai dele está trabalhando. –
Carolina perguntou:
- Mas e a mãe dele? – Alice
respondeu:
- A mãe do Janderson... talvez ela tenha saído e se esqueceu de desligar
a TV.
- Isso quer dizer que
devemos ter pressa com isso! – disse Dennis. – Alice onde será que fica o
quarto do Janderson?
- Fica no fim do corredor. –
Pedrinho perguntou:
- Péra um pouco aí, como é
que você sabe disso Alice?
- Porque todas as casas do
conjunto são do mesmo jeito, assim como a minha, e o quarto menor que sempre
fica para os filhos, fica no fim do corredor e é por isso que eu digo que só
pode ser o quarto no FIM DO CORREDOR! – Gritou Alice deixando seu rosto
vermelho e fazendo Pedrinho se encolher feito um cachorrinho.
- Hã, a cozinha também fica
no fim do corredor? – Perguntou ele – Tô com uma fome!
Dennis, Alice, Pedrinho, Anna e Carolina foram
para o quarto e puderam perceber, que realmente não era muito grande, havia um
computador, uma cama beliche, um enorme guarda-roupa e no fim do quarto uma
pequena janela. Dennis disse:
- Muito bem, agora vamos
procurar qualquer coisa, que agente possa usar contra o Janderson, qualquer
coisa suspeita que tiver por aqui. – Carolina falou:
- Dennis, só que tem um
problema!
- O que?
- Não a nada de
"suspeito" por aqui. - Respondeu Anna
- Isso aqui é bem
"suspeito". – Falou Pedrinho apontando para um pôster com imagens de
alienígenas. Alice falou:
- Pois é gente, parece que o
meu primo Janderson é um garoto bem esquisito, mas acima de tudo, normal!
Enquanto Alice falava, ela se apoiou na porta
do guarda-roupa e de repente o quarto inteiro começou a tremer, as luzes se
apagaram e das brechas das portas do guarda-roupa, subia feixes de luz, como se um elevador de luz estivesse subindo. Dennis
abriu as portas do guarda-roupa e uma grande luz cobriu a todos eles; e tomados
pela curiosidade, começaram a entrar no guarda-roupa de um por um. Até mesmo
Pedrinho, que estava amedrontado.
- E... Eu já vi isso antes!
– Advertiu ele.
Quando todos se deram de conta, estavam
realmente em um elevador, fazendo uma decida bem lenta, as portas se abriram e
então puderam notar que estavam em um laboratório.
Uma sala subterrânea era iluminada por poucas
lampadas fluorescentes, por tanto era difícil saber o tamanho do laboratório,
mas dava para ter a noção de que o lugar era quase do tamanho de uma quadra de
basquete. Lá havia uma bancada com tubos de ensaio, microscópios, fetos de
várias espécies de animais em potes de vidro. Poderia ser um laboratório de
biologia, talvez, mas lá também havia jaulas com correntes, camas com amarras,
estantes lotadas de livros e um computador, com uma televisão de 32 polegadas,
sendo usada como monitor.
Carolina impressionada perguntou:
- Mas que lugar deve ser esse?
– Alice comentou.
- Nada que uma boa decoração
não resolva. – Anna concordou.
- É, que lugar esquisito! –
Carolina falou:
- Com essas jaulas e
câmaras, eu diria que é um laboratório experimental. – Dennis pensou alto:
- Um laboratório secreto,
escondido no guarda-roupa do Janderson. Alice acho, melhor você retirar o que
disse sobre o seu primo ser "normal"! – Alice falou:
- É que o pai dele, meu tio,
trabalha numa clínica, ele meche muito com essas coisas de ciências. – Anna
disse:
- Mas isso não é motivo pra
ele esconder um laboratório no quarto do filho. – Dennis alertou:
- Não vamos ficar muito
tempo por aqui. Agora vamos descobrir, quem tem andado por aqui. – Pedrinho
disse:
- Vocês já notaram que esse
lugar se parece com o laboratório do inimigo do Homem-Aranha? o Duende Verde! –
Carolina murmurou:
- Pedrinho, você nunca larga
o mundo da fantasia?
- Quais foram os últimos
experimentos a serem feitos? – Perguntava Dennis enquanto ligava o computador.
- Mas que tantos livros são esses? – Perguntou
Carolina.
Em uma mesa ao lado, havia vários livros
jogados. Ela pegou alguns deles, um estava intitulado "Transgênicos: A
nova raça" e no outro dizia "Leis da genética". Carolina se
espantou:
- Uma coisa é certa, esse
lugar deve pertencer ao pai do Janderson. Por que quem frequentava, ou esta
frequentando esse lugar, faz experiências genéticas.
- Se é que não já fizeram. –
falou Dennis, Anna comentou:
- Vocês já perceberam, que
os amigos do Janderson são meio estranhos? Como a Priscilla, ela faz um som
estranho com a boca, quando se irrita, tipo um rosnado. – Pedrinho concordou.
- É, e vocês também
perceberam que a Julie, tem uma mania estranha de ficar se lambendo? – Alice
continuou.
- E vocês já notaram como o
Junior tem um corpinho tão...
- Pessoal? – Dennis
interrompeu. – Olhem o que eu e a Carolina encontramos nos arquivos do
computador.
- Uma foto do Janderson
quando ele era um bebê? – Chutou Alice.
- Não! – Respondeu Carolina.
– O pai do Janderson esta projetando uma máquina de alta-tecnologia, que altera
instantaneamente o gene de qualquer criatura, usando algum tipo de composto
químico. – Pedrinho falou:
- Ah tá, agora você pode
traduzir? Porque eu num entendi nada do que você disse!
Enquanto isso, Janderson estava entrando em
sua casa, com Priscilla, Julie e Junior.
Na sala Janderson viu a janela quebrada, e que
por ela entrava um fio metálico e brilhante, que vinha da casa do outro lado da
rua e se enrolava na perna do sofá, ele reconheceu a casa, era a casa da
Carolina e desconfiado, Janderson disse:
- Tem alguma coisa muito
estranha acontecendo por aqui!
Priscilla falou delicadamente:
- Fiquei com sede depois do
que agente acabou de fazer, posso beber um copo d’água?
Logo depois Junior disse que precisava ir ao
banheiro. Passando pela cozinha. Janderson percebeu uma sombra estranha,
embaixo da mesa, ele foi ver o que era e se assustou ao ver sua mãe escondida
debaixo da mesa. Janderson preocupado perguntou:
- Mãe! O que a senhora esta
fazendo aí? – Apavorada a mãe dele alertou:
- Janderson, você e seus
amigos, escondam-se e finjam que não estão em casa. Eles devem estar em
qualquer lugar! – Janderson confuso perguntou:
- Quem mãe?
- Os cobradores de impostos!
– Respondeu a mãe de Janderson.
- Mas oque?
- A minha irmã Carmem
cobrando o aluguel! – Janderson disse a si mesmo:
- Talvez não seja os
cobradores de impostos.
- O quê? – perguntou a mãe
dele, Janderson se levantou e ordenou ao seus amigos:
- Pessoal? Vamos para o
laboratório, agora!
Enquanto isso no laboratório secreto, Dennis e
Carolina estavam procurando mais informações no computador, enquanto Anna,
Pedrinho e Alice observavam as jaulas, camas com amarras e outros instrumentos
que eram usados em experiências ou em torturas. Pedrinho achou um controle
universal e por ser inquieto, começou a apertar todos os botões e na parede ao
lado, abriu-se uma passagem para um hangar, onde havia uma enorme aeronave e um
pequeno jato.
Quando todos menos esperavam Janderson e os
seus amigos apareceram, Dennis, Anna, Pedrinho, Alice e Carolina imediatamente
esconderam-se, mas, o local escolhido foi justamente, a máquina na qual
Carolina e Dennis encontraram no computador, lá sofreram uma mutação, que os
deixaram desacordados e sem memória do que aconteceu.
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