David e As Dicas de Como Lutar Com Mutantes
Naquela mesma noite, no acampamento do Refugio
dos Lobos, Isadora e os três garotos lobisomens que perseguiram Anna, David,
Alice, Pedrinho e Carolina foram à barraca de Priscilla, para falar com ela
sobre o ocorrido. Os três garotos que estavam com Isadora, se cobriam com suas
túnicas negras como se fossem toalhas e em seus rostos, na região do nariz,
estavam feridos e sagrando, devido aos espinhos de Pedrinho. Quando soube que
os Feras Noturnas conseguiram escapar, Priscilla não gostou nem um pouco.
- Como vocês
podem ser tão INCOMPETENTES? – Berrou Priscilla.
- Nos perdoe
senhora, nós falhamos. – Disse um dos garotos de cabeça baixa.
- Não Roberto,
perdoem a min, foi muita burrice
minha ter mandando quatro dos meus melhores mutantes destruírem os Feras
Noturnas, devia ter mandando logo o exercito inteiro! Afinal qualquer um aqui,
teria conseguido fazer o que eu mandei, ao contrario de vocês. – Isadora falou:
- Mas eu
consegui acertar a asa daquela garota a... Fênix!
- Não importa,
acabei de saber que três dos meus lobisomens e uma das minhas mutantes mais
poderosas, são incapazes de vencer quatro projetinhos
de mutantes! – Outro garoto, o mais novo, implorou:
- Mas Priscilla!
– Logo depois que conseguiu a atenção dela, baixou a cabeça com medo. – Eles
não eram quatro, eram cinco.
- O quê? Como
disse Carlos? – Perguntou Priscilla incrédula.
- Isso mesmo, é
verdade! – Disse um garoto mais velho, com ansiedade. – Os Feras Noturnas não
estavam sozinhos, tinha alguém com eles.
Priscilla ficou espantada.
- Marcelo, como
assim alguém? Um, um outro mutante?
- Sim. –
Respondeu Marcelo. – Ele era um mutante, de um tipo que nunca vimos antes, não
há outros como ele por aqui. – Priscilla ficou pálida.
- Mas o que
exatamente ele fazia? – Roberto respondeu.
- Bem, ele
mudava de forma. Primeiro era um menino, depois, de repente virou um homem
enorme e fez um rugido de um animal feroz, como um... Um leão.
- Espera o que
você disse? – Perguntou Priscilla.
- Que... Ele fez
um rugido de um leão.
- Não, antes.
- Que ele mudava
de forma? – Priscilla suspirou e revirou os olhos.
- NÃO garoto!
Antes disso, como ele era a primeira vista?
- Um menino.
- Um menino. –
Repetiu Priscilla ainda não convencida. – Não, não isso não pode ser verdade! –
Disse Priscilla falando sozinha.
- Do que está
falando senhora? – Perguntou Isadora.
- Acho que os
Feras Noturnas, podem ter criado um mutante, mas isso não pode ser possível,
eles não tem Eau Mutant e aquela
Carolina não é inteligente o suficiente para fazer a fórmula.
Isadora, Roberto, Carlos e Marcelo ficaram bem
aliviados, pois Priscilla havia se esquecido de sua raiva.
- Bem vou sair
agora com Dennis e o Mateus, os Feras Noturnas não era o meu alvo, no momento,
mas conseguiram a minha atenção agora, esse garoto misterioso me deixou muito
curiosa!
Depois que o dia amanheceu os olhos de Anna se
abriram, ela havia dormido feito uma pedra, estava do mesmo jeito quando
adormeceu, porém as dores em seu corpo haviam sumido. As lembranças dos
momentos em que passou com David, na noite anterior estavam ecoando em sua
mente, como se tivesse adormecido há cinco minutos, atrás. Ela olhou envolta,
mas não havia ninguém em seu quarto, o que a fez acreditar que tudo não passou
de um sonho: quando viu a nudez de David, quando ele a levou para sua cama e
conversa que teve antes de dormir.
Quando se levantou sentiu sua cabeça pesar uma
tonelada, ela olhou as horas em seu dispositivo R.N.G. e viu que já era mais de
10hs da manhã, Anna calçou seus chinelos e saiu do quarto, quando passou em
frente ao quarto de seu irmão (no qual, estava hospedado Dennis e David) Anna
viu algo pendurado na maçaneta, que a fez perder suas duvidas sobre a noite
anterior, na porta estava pendurado um tecido branco e felpudo, a principio
pensou que fosse uma toalha, mas quando o segurou em suas mãos, percebeu que
era o roupão que David usou para se cobrir.
Anna cheirou o roupão e sentiu um cheiro de
uma mistura entre seu sabonete de sua casa e o cheiro de seu gato Xandre, todo
ensopado, ou seja, David. Anna desceu a escada vagarosamente, se esforçando
para manter, os olhos abertos e então, ouviu a voz de David vindo da sala de
estar. Onde estava reunido, com seus amigos, Alice, Pedrinho e Carolina.
- Anna meu amor!
– Gritou Pedrinho, quando a viu.
David que estava em pé se virou para vê-la e
Anna percebeu que, ele estava de volta a sua forma, de um garoto, de 12 anos. O
que a deixou, um pouco angustiada.
- Bom dia amiga!
– Falou Alice. – Seu cabelo está parecendo uma arapuca.
- Tá. Bom dia
pra você também Alice! – Murmurou Anna.
- Estávamos
começando a acreditar que o veneno da Isadora tinha matado você! – Disse
Carolina.
- É, parece que
esse relógio - Anna levantou o braço onde estava o dispositivo R.N.G. –,
funciona muito bem. – Anna se jogou no sofá. David falou:
- Anna que bom
que você acordou, vamos sair agora mesmo.
- Agora? – Choramingou ela.
- Parece que o
Pedrinho, conhece um bom lugar para os treinamentos e agente ia conferir.
- Mas e a minha
mãe e o meu irmão? Agente tem que falar com eles antes de...
- Sua mãe saiu
bem cedo, foi resolver uns assuntos sobre a lanchonete e o seu irmão, parece
que tomou uns calmantes antes de dormir e vai ficar ainda algumas horas,
apagado.
- Bem então...
Vão precisar esperar um pouco, acabei de acordar, ainda estou acabada de ontem
à noite e eu quero um banho.
- Tudo bem
agente pode esperar. – Disse David. Anna suspirou e foi para a cozinha.
Pedrinho ligou a TV e se jogou no sofá. Enquanto Anna abria a geladeira,
Carolina foi até ela com muita ansiedade.
- Oi Anna! –
Desconfiada Anna respondeu.
- Oi! - Depois de analisar o enorme
sorriso de Carolina e o brilho nos olhos dela, Anna perguntou: - Por acaso seus
pais te deram o novo iphone?
- Não. –
Respondeu Carolina.
- A Windows,
lançou algo novo? – Anna pegou um pote de doce de leite da geladeira.
- Também não.
- Um aparelho
eletrônico, novo foi lançado, algum cientista fez uma descoberta? O que foi? –
Anna e Carolina sentaram-se à mesa de jantar.
- Retiro tudo
que disse sobre o que eu falei ontem, sobre o Dennis, sobre ele não querer
voltar para nós! – Anna ficou confusa.
- Tudo bem...
Por quê?
- Porque ele me
salvou. – Anna se engasgou com o doce de leite.
- Como é garota?
- Depois que
você saiu da minha casa, o Xandre apareceu outra vez no meu quintal, só que
dessa vez ele estava pendurado no galho da árvore do vizinho e quando eu tentei
tirar ele de lá eu cai do parapeito e então... Ele apareceu do nada, me segurou
nos braços e me pôs sã e salva no chão. - Anna ficou pensativa por um instante.
- Ele me salvou,
como se fosse um herói ou um anjo, só que vestido de preto e com asas de
morcego. Um anjo de asas negras, mas enfim eu... – Carolina notou o rosto
pasmado de Anna.
- Tudo bem com
você?
- Claro que
estou!
- É que não
parece, você...
- Carolina você
tem certeza que isso realmente aconteceu? Que ele não estava tentando fazer
outra coisa com você, ou que... – Carolina riu.
- Anna você tá
falando sério? É claro que eu tenho certeza, ele me salvou me pôs no chão! Não
fez nada comigo, infelizmente.
- É que eu não
consigo acreditar, desde que o Dennis foi para o Refugio dos Lobos,
generosidade foi um dos hábitos que ele abandonou.
- Bem, não é
mentira, o Dennis que agente conhece ainda está lá em algum lugar!
- Carolina muito
obrigada mesmo, por me dizer isso, mas... Vamos guardar isso como segredo,
certo?
- Mas por quê?
- Não vai
adiantar de nada contar pra eles. Não vão acreditar em nós e não vai nos dar
vantagem nessa guerra, tudo que devemos fazer agora é se dedicar nos
treinamentos e ter fé de que tudo dê certo. – E então Alice entrou na cozinha.
- E aí Anna,
como foi à noite? – Quando Carolina a viu fez uma careta de nojo.
- Argh! – Carolina
se levantou e saiu andando pesadamente da cozinha.
- Ué? –
Perguntou Alice.
- O que foi
Alice, a noite de ontem? – Anna suspirou.
- É, eu queria
que você me contasse. Como foram as coisas por aqui ontem à noite, o David
brigou muito com você?
- Claro que não,
por quê?
- Porque ele nos
proibiu de ir para o matagal sozinho lembra?
- Ah sim, sim. –
Alice ficou tensa.
- E então ele
deu muita bronca? – Anna sorriu ao se lembrar da noite anterior.
- Não, claro que
não! Ele não fez nada de ruim comigo. Por mais que o David seja um argente,
muito bem treinado, durão e perigoso, tal... Ele é uma pessoa muito carinhosa.
- Ah isso até eu
já percebi, mas... Espera um pouco aí! – Alice fez um sorriso sarcástico. –
Agora intendi o que tá rolando aqui.
- E o que é?
Porque eu não faço ideia do que você tá falando.
- Você tá afim
do David! – Anna mordeu a colher em sua boca.
- Alice? Pirou
de vez? Eu não estou afim dele!
- Anna eu sei
que eu posso ter esse jeito assim de doida, maluca, lesada, mas eu não sou
idiota... Eu leio a revista Capricho sabia?
- E isso quer
dizer o quê?
- Eu andei
observando esse seu jeito de: uma hora estar com raiva do David e outra hora,
estar amando ele. Isso é uns dos sinais da paixão.
- Alice, chega
tá legal? Eu já disse, não estou afim do David! – Alice cruzou os braços.
- Ai! – Berrou
Anna. – Tá legal, eu estou! – Alice começou a sorrir e bater palmas, como se
Anna tivesse acabado de ganhar um prêmio.
- Viu só, eu
sabia!
- Tá e agora,
ficou satisfeita? – Murmurou Anna.
- Quer que eu te
ajude a conquistar ele?
- Não! Por
favor? Sem essa!
- Mas por quê?
Vocês dois são feitos um paro o outro, olha só vocês dois são Feras Noturnas,
são super... valentes, corajosos e destemidos. Não vejo porque vocês dois não
ficarem juntos.
- Alice por mais
que eu não goste do Pedrinho, não quero ferir os sentimentos dele e se não
percebeu o David é anos mais velho do
que eu.
- Anna se não
percebeu, o David não é mais velho do que você, não nesse ponto de vista... –
Anna se inclinou na cadeira e viu lá na sala de estar, Pedrinho estava fazendo
palhaçadas para o David e Carolina.
– E o Pedrinho?
Ah, quem se importa com os sentimentos daquele balofo! Você o David, amiga,
formam o casal perfeito.
- Mesmo assim,
ele está aqui em uma missão e não vou atrapalhar isso.
- Cê que sabe, o
David não vai ficar aqui pra sempre, se eu fosse você eu aproveitava. – Anna
pensou um instante e se levantou da cadeira.
- Vou tomar
banho, com licença.
Depois de pronta, Anna e seus amigos saíram de
casa. João que havia acordado foi à varanda e viu Anna e seus amigos saírem na
rua para direita, enquanto Dennis vinha pelo lado esquerdo. João ficou um pouco
intrigado, quando viu Renan que estava jogando bola na rua com seus amigos,
mandou os garotos pararem o jogo e abrirem caminho, para Dennis passar, com
muito temor e reverencia, enquanto Dennis andava sorrindo maliciosamente para
eles.
Pedrinho guiou seus amigos para um lugar bem
longe, do outro lado da Barra do Ceará, levando-os a uma velha fábrica de
alumino.
- E aqui está. –
Disse Pedrinho depois de mostrar-lhes um enorme galpão coberto de pichações.
- Isso? –
Murmurou Alice. – Pedrinho, seu porquinho da índia. Eu não acredito que você
levou agente até aqui, só pra mostrar um ferro velho!
- Pelo menos ele
fez algo que preste Alice. – Disse Anna.
- Aqui não é um ferro velho, ô cara de rato! É velha
fábrica de alumínio do bairro. O lugar pra gente treinara. – David falou:
- Esse lugar é
perfeito, é isolado e espaçoso. – Alice voltou a murmurar.
- Pra min isso
aqui é um lixo! – Carolina disse:
- Não sei se é
uma boa ideia, e se alguém passar por aqui e nos ouvir ou, ver agente? –
Pedrinho respondeu.
- Relaxa,
ninguém vem aqui há anos, e se alguém vem se esqueceu de concertar a cerca
elétrica. – David falou:
- Carolina pode
me ajudar a escolher bons locais para instalar os pilares de projeção?
- Claro. – David
e Carolina foram para os fundos do galpão instalar os projetores e Alice não
deixou de reparar que Anna não tirava os olhos de David.
- Admirando a
paisagem? – Anna saltou de susto.
- Claro! Essa
fabrica abandonada é muito bonita, um luxo. – Alice sorria
- Eu sei oque você acha bonito aqui! E não é esse
lugar.
- Cala a boca
Alice! – Depois de instalar todos os pilares, David retirou sua mochila de suas
costas.
- Muito bem,
agora peguem seus óculos e fones de ouvido. – E com seu dispositivo R.N.G.
David começou a selecionar, o cenário para o treinamento.
- Só espero que
ele não faça agente lutar com algum monstrengo outra vez! – Falou Alice.
- Dessa vez, eu decidi ouvir a voz de vocês...
– Dizia David. – Não vou fazer vocês lutarem com, algum monstro ou um animal 10
vezes maior do que vocês.
- Graças a Deus!
– Suspirou Carolina.
- Agora vocês
vão treinar com criaturas que estão à altura dos mutantes da Priscilla. –
Enquanto David falava, o lugar em que estavam, começou a mudar, o teto sumiu, a
luz do sol se tornou mais intensa e as colunas desapareceram. – Não precisam
ter medo, os mutantes que vocês que vocês iram enfrentar brevemente, são apenas
jovens descontrolados, com extintos animais, a flor da pele, ou seja, eles não
vão raciocinar corretamente isso vai lhes garantir uma grande vantagem sobre
eles. Mas para que vocês vençam essa guerra com sucesso, é preciso que vocês
saibam de algumas regras essenciais de como lutar com mutantes.
- Que tipo de
regras? – Perguntou Pedrinho.
- A 1° regra:
nunca comecem uma luta mostrando suas habilidades especiais, eles não vão estar
raciocinando, mas isso não vai os impedir de verem suas fraquezas. – E quando
se deram de conta, estavam em uma cidade abandonada. – E 2° regra: Vocês
precisam ser unidos, trabalho em equipe, qualquer tentativa individualista de
se sair bem, vai provocar a sua derrota e de toda a esquipe e vocês vão morrer.
3° regra que, aliás, é a mais importante de todas ahm... Procurem sobreviver.
David deu as costas e saltou para cima de um
difícil. Anna, Alice, Pedrinho e Carolina ouviram alguns gemidos, eles se
viraram e viram zumbis vindos de todos os lados de todos os cantos, lhes
deixando sem saída.
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