quarta-feira, 16 de julho de 2014

Cap. 5

Descobertas Sobre Carolina

 Depois que todos subiram o morro, Anna encontrou seu gato Xandre, na rua.
- Xandre, o que você tá fazendo aqui? – Ela pegou o gato e o segurou em seus braços.
- Adivinha onde eu vi, ele ontem? – Perguntou Carolina. – No quintal da minha casa! – Pedrinho falou:
- David agente devia voltar lá e fazer aqueles mutantes voltarem correndo pra São Paulo enquanto ainda são poucos!
- Em primeiro lugar: Vocês não estão prontos, em segundo: Seria suicídio e em terceiro: Enquanto vocês estariam, correndo risco de vida para deter aqueles mutantes, a Priscilla estaria encomendando outros de São Paulo. Se é que é a Priscilla que está por trás disso.
- O David tem razão pessoal - Disse Anna. – estaríamos perdendo tempo atacando eles agora, vamos deixar o Refugio dos Lobos fazer o que estão planejando, vamos receber o nosso treinamento e depois o detemos. – Alice falou:
- Eu não sei vocês, mas eu me sinto pronta, pra acabar com cada um deles! – David disse:
- Não importa! Quero vocês bem longe desse matagal, intendido? – Todos responderam, em um sonolento coro: “Sim David!”.
- Obrigado. O clã da Priscilla está em maior número agora e como eu disse: vocês ainda não estão prontos. Vamos voltar ao laboratório hoje à noite?
- Ah, vamos! – Disse Anna. – Aí agente pensa em um novo lugar para treinar. – Pedrinho completou:
- E também, David, você poderia nos ensinar técnicas de como derrotar aqueles mutantes! – Carolina percebendo que estavam passando, bem em frente a sua casa disse:
- É gente, eu vou pra minha casa tá? Até mais. – Alice perguntou irônica:
- Porque Carolina? Fica mais um pouquinho com agente!
- Gente eu não estou me sentindo muito bem, quero ir pra casa, mas David pode deixar, eu vou para o Laboratório Noturno mais tarde.
- Tudo bem, mas...
- Tchau. – Carolina não esperou David terminar de falar, apenas se virou e correu pra casa apressada. E todos mais uma vez estranharam o comportamento dela.
- Pessoal façam o mesmo que ela. Vão pra casa se não, os pais de vocês vão começar a reclamar que vocês ficam andam muito tempo fora de casa. – Disse David.
- A muito obrigada! – Falou Alice. – Quem sabe a novela ainda tá passando. – E Alice se virou se e foi para sua casa, só que ao contrario de Carolina, ela foi andando um pouco mais devagar, como se estivesse desfilando. – Pedrinho falou:
- Valeu David, tchau amorzinho! – Pedrinho também se foi. Quando Anna e David chegaram à calçada da lanchonete. Anna disse a David:
- É... Pode ir entrando, tá? Se a minha mãe perguntar, diz que eu estou na casa da Carolina.
- Não posso ir junto? – Perguntou David.
- Desculpa, mas quero ter uma conversa de mulher pra mulher com ela.
- Tudo bem, então. – Enquanto Anna se dirigia a casa de Carolina, no matagal, os três garotos do Refugio dos Lobos, armavam novas barracas para os recém-chegados, nesse mesmo momento. Escondidos atrás de algumas árvores, a poucos quilômetros do rio, Mateus Aguiar, Dennis e Priscilla conversam entre si, em uma reunião secreta.
- Meus queridos irmãos. – Falava Priscilla. – Quero pedir um favor a vocês, preciso que me acompanhem de agora em de ante, quando eu for sair para recrutar mais pessoas para nossa causa. Deixem os outros tomarem de conta do acampamento.
- Será um prazer, ajudar você Priscilla! – Disse Dennis.
- Espera aí, nós três? – Perguntou Mateus.
- Claro Mateus. Não sou de fazer acepção de pessoas, ainda mais pessoas da minha família, mas eu preciso dos meus irmãos mais qualificados que tenho para um trabalho desse tipo. – Mateus disse:
- Priscilla será que eu posso conversar com você em particular, um instantinho?
- Mas estamos numa conversa particular, se tiver algo pra falar, fale aqui, agora.
- Acontece que eu realmente preciso falar com você a sós. – Mateus segurou o braço de Priscilla e a levou para um lugar, onde o matagal terminava em coqueiros de frente para o rio Ceará.
– Só um minuto Dennis! – Disse Mateus.
- O que é? – Perguntou Priscilla com antipatia.
- Não tenho nada contra o Dennis. Agora não tenho mais nada. Mas até quando esse garoto vai ter que ficar entre a gente?
- Mateus, me desculpe, mas eu não estou intendo o que você tá querendo dizer.
- Quando é que vamos ter um tempo, para nós dois?
- Nunca, porque não ah nada entre nós dois.
- Então porque você precisa tanto de min? Me trouce pra essa cidadezinha e me fez o vice-líder do Refugio dos Lobos.
- Mateus como eu posso dizer isso pra você...? Pra min você não passa de um, qualquer um, tá legal? Você é tão importante quanto os outros, sim, mas o Dennis, ele é a minha arma mais poderosa. Será que a sua cabeça oca intendeu agora? – Priscilla voltou para Dennis, deixando Mateus de ante do Rio Ceará.
 Anna tocou a campainha da casa de Carolina, mas quem atendeu foi o pai dela, Roberto Mendes.
- Seu Mendes? Eu posso falar com a Carolina?
- Olá Anna, entre. – Disse ele. A casa da amiga que Anna mais frequentava era a de Alice, devido à necessidade de usar o Laboratório Noturno. Portanto Anna, quase nunca ia à casa de Dennis, Pedrinho ou na de Carolina, que já havia quase se esquecido como a casa dela era grande. Chegando à sala de estar, Anna encontrou a mãe de Carolina, Sheila Mendes.
- Dona Mendes! Como à senhora está? – A mãe de Carolina disse:
- Olá Anna, quanto tempo? Estou bem obrigada, é... Vai ver Carolina?
- Sim, ela está lá em cima? – Perguntou Anna.
- Está sim, mas será que você poderia fazer o favor de perguntar a ela: O que ela tem?
- Claro, por quê? – Roberto respondeu:
- Depois que ela chegou em casa, ela subiu, se trancou no quarto e não quer conversar.
- E ela não tem andando bem, há dias. – Disse Dona Mendes. Anna falou:
- Nossa! Vou ver o que posso fazer. – Anna lhes deu um sorriso confiante e subiu a escada, chegando ao quarto de Carolina. Anna bateu na porta e foi surpreendida com um grito histérico de Carolina.
- Vai embora!
- Carolina? – Perguntou Anna.
- Quem é?
- Sou eu Anna. Sua amiga.
- Você está com mais alguém?
- Não, estou sozinha. Pode abrir a porta, por favor? – De repente a porta se destrancou e assim que ela se abriu, Carolina correu e se jogou em sua cama. Anna entrou lentamente no quarto e encontrou sua amiga deitada na cama em posição fetal, virada pra janela.
 Como já havia dito antes, Anna raramente frequentava a casa de seus amigos, exceto Alice, por tanto, quando Anna entrou naquele quarto ficou impressionada. Em um mural na parede, havia vários recortes de revistas e jornais, falando sobre mutantes, casos de mutação genética, descobertas cientificas ou alguma manchete falando sobre os Feras Noturnas. Ao lado do computador havia uma máquina grande e velha, que Anna quase não reconheceu direito, era um antigo rádio que Carolina, usava para ouvir a frequência da policia, para ajudar a prender bandidos.
- Carolina você tá bem? – Carolina olhou para Anna, mas depois virou o rosto que estava vermelho e molhado de lágrimas.
- Eu estou bem. – Respondeu Carolina.
- Com essa cara não é o que parece. – Anna sentou-se na cama. – Quer conversar sobre oque você tem? – Carolina permaneceu em silencio.
- Vai, contar pra min, o que está acontecendo? – Anna recebeu nenhuma resposta.
 - Carolina, por favor! – Insistiu Anna. – Seus pais estão preocupados com você e eles estão esperando uma resposta de min, o que eu digo a eles? – Carolina nada respondeu.
- Tudo bem então. – Anna se levantou. – Não precisa ir para o Laboratório Noturno hoje se não quiser. Estou indo. – Quando começou a andar em direção a porta Carolina falou:
- Anna, espera! – Anna perguntou:
- E o que foi? – Carolina se virou para Anna e enxugou as lágrimas.
- Volta. Você é a única pessoa que possa me ajudar, eu acho.
- Então fale Carolina, posso ficar aqui conversando com você o resto do dia, pra fazer o possível pra te ajudar. – Anna voltou a se sentar na cama. Carolina ficou um minuto em silencio olhando para baixo e disse com bastante esforço:
- É... O Dennis.
- O que, que tem? O que ele fez?
- Nada. – Carolina passou a olhar para Anna. - É que, assim, eu amo ele. – Anna suspirou e disse:
- Oh Carolina, todos nós amamos ele, é por isso que estamos treinando tanto, é por isso que o David está aqui, para nos ajudar a lutar por ele.
- Eu sei, mas eu não amo ele como você o ama, ou como os outros eu... Estou... Apaixonada por ele.
- Ah. – Anna ficou um instante em silêncio, depois mordeu o lábio e baixou a cabeça para esconder o sorriso. – Mas Carolina, desde quando você tá afim dele?
- Desde quando eu o conheci, pessoalmente.
- Carolina eu preciso ser sincera, todos nós já desconfiávamos disso minha amiga. - Carolina perguntou desesperada:
- Eu dei muita bandeira? – Anna riu.
- Não, não... Um pouco.
- Eu sou ridícula não sou?
- Não é não!
- Então porque você tá rindo?
- Ah, por nada desculpa. – Anna imediatamente se conteve. – é que eu estou tão surpresa que, não sei o que dizer. Carolina escute: isso que você tá sentindo é uma coisa linda, uma das poucas coisas de humano que ainda restaram em você. Em nós. – Um leve sorriso se formou no rosto de Carolina, mas logo depois sumiu.
- Mas isso não me importa. Isso tá me machucando de mais. Eu queria tanto que ele estivesse aqui!
- Eu sei Carolina, isso logo vai passar, é sinal de que você está se tornando uma mocinha!
- Que legal! – Carolina Murmurou. – Mas não é isso que mais dói em min, eu não quero ajudar a matar o Dennis.
- Mas, Carolina, não vamos matá-lo.
- Vamos sim! Foi você mesma que disse hoje de manhã lembra, é o único motivo para nós estarmos treinando não percebe? Mesmo que agente derrote todos os integrantes do Refugio dos Lobos e aqueles mutantes, o Dennis não vai voltar pra nós, sair dos Feras Noturnas foi vontade dele Anna, é a mais pura verdade.
- Não, o que você está dizendo? Não é verdade...
- Eu também mentia para min mesma, mas só piora as coisas Anna.
- Mesmo assim Carolina, precisamos ter fé e esperança que vai dar tudo certo. Se não, vamos perder nessa guerra.
 - Tem razão, não vou deixar os mutantes dominarem o mundo só porque o meu mundo está se despedaçando.
- É disso que eu estava falando, garota!
- Vou lutar pelo Dennis, ele é meu primeiro amor e não quero perde-lo para uns lobos.
- Eu ouvi direito? – Disse uma voz feminina que entrava no quarto. – A Carolina tá amando o Dennis? – Anna falou:
- Alice o que você está fazendo aqui? – Alice sorriu.
- A qual é Anna? A Carolina também é minha amiga, será que só você pode visita-la? Ah, mas agora me contém, a pirralha tá a fim do Garoto-Morcego? – Carolina cerrou os punhos.
- Alice, isso não tem graça! Deixa ela em paz! – Rosnou Anna.
- Tá como quiser! – Alice olhou para Carolina. – Só espero que a fofinha aí saiba, que se tiver alguma esperança é melhor acabar com ela, porque o Dennis já tem uma dona e ela, sou eu. – Alice se foi. Os olhos de Carolina se encheram de lágrimas.
- Carolina, tá tudo bem, se acalma, não liga pra ela. – Anna foi em direção à porta.
- Pra onde você vai? – Perguntou Carolina chorando de raiva.

- Vou perguntar a Alice, onde ela perdeu o juízo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário