quarta-feira, 31 de julho de 2013

Prólogo

Mensagem de voz: dispositivo R.N.G., pedido de socorro de Garota-Pantera aos feras.

 “Oi gente, sou eu a Alice, olha se alguém estiver vendo essa mensagem, por favor, nos ajude! Pra quem já conhece agente, sabe que, muitas coisas, aconteceram comigo e com meus amigos depois que, entramos no laboratório secreto do meu primo. Nós nos tornamos mutantes, e nos dedicamos a combater o mal, o crime e etc. Nos tornamos os Feras Noturnas. E tipo assim ah uns dias atrás, a cachorra da Priscilla - Não tô brincando, ela tem genes de lobo no DNA -, depois que agente impediu o meu primo de dominar o mundo, ela sumiu, desapareceu e agora ela voltou sabe? E não estava só, a Priscilla apareceu com um bando de macho e um garoto desaparecido de São Paulo, o nome dele é Matias... Mateus, sei lá qual é o nome dele. Só sei que a Priscila e esse garoto aí criaram um clube de góticos, o Refugio dos Lobos e aí eles convidaram o Dennis pra ir para o grupo deles e o Dennis aceitou! Depois que o ele entrou pra esse grupinho ele virou tipo um gótico, vampiro muito sinistro e ficou até bem mais atraente. Mas aí deu a louca nele e tentou matar agente! Depois disso apareceu um tal de David, disse que era do futuro, mas cá entre nós, ele é muito gato! Ele disse que vai ajudar agente a trazer o Dennis de volta, mas tipo assim, eu num vejo como isso é possível. Pois é estamos com problemas, então se alguém puder... Por favor, nos ajude! Beijinho da Alice, a Garota Pantera.”

Cap. 1

Desentendimentos


 Todas as lâmpadas dos portes estouravam, na medida em que eram atingidas pelas ondas sonoras. Priscilla sentiu seus tímpanos, doerem a ponto de estourarem, mas ela teve forças o suficiente para golpear Dennis e antes que ele percebesse, Priscilla cravou sua espada no abdômen de Dennis. Anna que estava a alguns quilômetros, longe dos dois, não intendeu oque havia acontecido, mas logo compreendeu quando viu a ponta da espada de Priscilla sair vermelha de sangue pelas costas de Dennis.
- Não... NÃO! – Gritou Anna. Pedrinho e Alice sessaram a luta com os lobisomens que enfrentavam e foram até Anna, para ver oque havia acontecido. Priscilla retirou sua espada do corpo de Dennis, que não deu um pio, apenas caiu de joelhos no chão, com o rosto enrijecido e então Dennis pode ver o rosto de quem ele realmente estava duelando, a pessoa que estava manipulando seus pensamentos há um bom tempo, Priscilla.
 Quatro dias antes da morte do Garoto-Morcego...
 Em uma floresta gelada e escura, onde pinheiros cobertos de neve, eram açoitados por uma violenta nevasca e cobertos por uma escura neblina, encontrava-se Anna, Alice, Pedrinho, Carolina e o viajante do tempo, Davido argente Dente de Sabre. Depois de deixar a todos ciente de que uma guerra estava por vir, o viajante do tempo fizera os Feras Noturnas, se submeterem a treinamentos diários, em cenários dos mais variados climas.
- Quanto tempo, agente vai ter ficar aqui hein? – Resmungou Alice. - Estou congelando!
- Não está fazendo frio Alice, é psicológico. – Disse Carolina.
- Mas, eu estou sentindo frio!
- Estava demorando pra essa patricinha, reclamar de alguma coisa. – Murmurou Pedrinho.
- Pedrinho, seu balofo. Fique na sua! – Anna falou:
- Gente, vamos parar com a discussão? Estamos num treinamento, precisamos ficar atentos! – David que estava afrente, mais distante de todos se virou e disse:
- Anna tem razão pessoal, precisam ficar atentos em tudo.
- Ô Carolina? – Falou Alice.
- Que foi Alice? – Perguntou Carolina.
- Seu cabelo tá parecendo um ninho de rato.
- Como é que é?
- Que foi? O David, disse pra gente ficar atento em tudo! – Antes que outra discussão começasse, ouviu-se um rosnado estridente, vindo de algum lugar na floresta e no lado direito do grupo, os pinheiros começaram a ser empurrados de um lado para o outro, como se algo muito grande estivesse se aproximando, derrubando tudo que vinha pela frente.
 Todos deixaram de lado a discussão e ficaram atentos ao rosnado. E então de ante de todos, pinheiros foram derrubados ao chão e em meio à neblina uma figura gigante se levantou sobre duas pernas, a principio pensaram que era O Abominável Homem das Neves, mas então a criatura caiu sobre os membros da frente e fez o chão tremer com o seu rosnado, revelando a sua espécie. Era um enorme urso-polar. Anna, Alice, Pedrinho e Carolina, por morarem, nunca viram um urso polar antes, mas aquele era o maior de todos os ursos, e não era apenas um urso qualquer ele possuía, seis patas, três de cada lado do corpo e em sua cabeça havia quatro olhos. Não óculos e sim quatro esferas negras, fofas e selvagens. O animal olhou para eles e ferozmente avançou sobre os cinco.
- Carolina? – Gritou Anna. – O distraia enquanto nós atacamos! – Enquanto dizia isso, Anna colocava suas asas e sua calda de pontas duplas para fora de suas costas, lançando penas para todos os lados.
- D-distrair? – Perguntou Carolina gaguejando de medo. – Tudo bem. – Anna bateu as asas e levantou voo. Carolina correu em direção ao urso gigante, sacudindo os braços e gritou:
- Ei bola de pelos? Vem me pegar! – Porém o urso, por algum motivo não deu atenção à Carolina e avançou para seus amigos. Pedrinho e Alice correram em direção opostas. Carolina então fez uma serpente de água fluir de sua garrafa térmica que sempre carrega na cintura. Ela lançou a água no rosto do urso, que provavelmente não gostou nem um pouco, ele rosnou de raiva e passou a perseguir Carolina, que meteu o pé na taboa.
  As pernas de Carolina afundavam até os joelhos na neve, o que lhe dificultava a correr, mas como o urso-polar não tinha dificuldades em se locomover na neve em alguns segundos já estava prestes a abocanhar Carolina. Pedrinho eriçou seus espinhos e lançou milhares deles na lateral do corpo do animal, que imediatamente avançou em sua direção. Pedrinho tentou fugir, mas em pouco tempo, já estava prestes a ser devorado pelo urso-polar, Alice sacou suas espadas e foi em direção ao animal, pronta para degolá-lo. Mas David que observava tudo em baixo de uma árvore a impediu.
- Ah, Alice não! Sem espadas, use só as suas habilidades!
- Oque? – Perguntou Alice enfurecida.
- Sem espadas! –Concluiu David.
- Só pode ser piada! – Alice guardou suas espadas. E começou a correr de quatro e em um salto felino, Alice atacou o pescoço do urso, fazendo-o cair de barriga para cima. Anna, que pairava no ar gritou:
- Alice, se afaste! – Alice saiu de cima do urso. E então Anna lançou labaredas de fogo no animal, até que o gigantesco urso-polar parou de rosnar.
- Anna! – Murmurou Alice. - Por que você não deixou a criatura viva por mais um tempinho? Eu ainda queria pegar ele.
- Desculpe, mas eu amo tacar fogo nas coisas!
- Ui, adoro! – Pedrinho olhou para Carolina que estava escondida atrás de um pinheiro, assustada.
- Carolina pode sair, ele já tá morto! – David também saiu do seu posto de observação. Carolina cautelosa disse:
- Tem certeza? Ele não parece morto pra min! – Alice falou.
- Tá brincando? O urso virou churrasquinho! – Pedrinho disse:
- Também a Anna, sempre faz o clima esquentar. – Anna percebeu oque Pedrinho queria dizer, mas não falou nada, apenas lançou lhe um olhar sério e antes que dissesse qualquer coisa viu David, se aproximando e disse-lhe:
- E então David, gostou do que nós fizemos?
- Não. – E todos perguntaram em uma só voz: “Por quê?”.
- Por que se esse urso fosse um mutante, provavelmente não também teria raciocínios em seus atos, mas não deixaria de ser uma pessoa inocentes e eu não quero que vocês matem pessoas inocentes carbonizadas. – Alice falou.
 - Mas David, ele ia devorar agente! – Pedrinho:
- Se a Anna, não tivesse dado logo um fim nesse urso, agente ia levar muito tempo pra deter o bicho. – Anna:
 - Ou agente matava ele, ou ele matava agente. Se aproveitar do primeiro momento em que ele estava imobilizado, foi à coisa certa a fazer. Mesmo que ele fosse um animal muito fofo. – Carolina:
- É e se nós estamos treinando, para lutar contra um mutante selvagem e irracional, nós devíamos treinar com um, não com uma aberração gigante de seis patas! – Todos concordaram com Carolina e começaram a murmura. O viajante do tempo suspirou, apertou um botão em seu bracelete metálico, o levou aos lábios e disse: “Simulação encerrada”.
 Para tornar os treinamentos, o mais realista possível, David usava simuladores de tempo e espaço (Apetrechos que trouce consigo do futuro), se tratavam de pequenos pilares que ficavam nos quatro cantos do quintal da casa de Anna, projetando hologramas de cenários diferentes, criando falsos climas, ambientes e animais. Fones de ouvido e óculos de terceira dimensão ajudavam a tornar os treinamentos mais, realistas.
- Pessoal, estou aqui por que vim prepara-los para uma catástrofe, uma invasão de mutantes... – Alice falou:
- Achei que estivesse aqui, por que ia nos ajudar a trazer aquele parenteda Anna de volta.
- Isso também, mas... Um dia, eu não sei quando ou que horas, mas um dia mutantes irão tentar dominar o mundo e vocês precisam impedir isso, mas não quero que vocês matem pessoas, quero que vocês saibam detê-los sem ter que machuca-los. – Alice perguntou:
- E quem garante que, eles não vão nos machucar, meu anjo? – David não olhou nos olhos de Alice. Ele olhou para o céu, como se estivesse se lembrando de algo e falou:
- Há uma semana, atrás, quando um certo parente da Anna, tentou atacar vocês digo... Quando ele tentou matar vocês, isso não os impediu de se defenderem. É exatamente isso que eu quero que vocês façam, eu quero que... – Antes que David terminasse Anna o interrompeu gritando:
- Escuta aqui David! O que o Dennis, fez na semana passada... Ele não estava pensando direito, ele só fez aquilo porque mandaram fazer! - Alice começou a imitar a voz de uma apresentadora de TV.
- E agora começa, mais um dos ataques da Anna!
- Anna, se acalme. – Disse David.
- Não! – Gritou Anna, com a voz quase gemendo. – Por que não admite que estamos treinando, para matar o meu primo, hein? Admita! – E então uma senhora de cabelos ruivos, apareceu no quintal, preocupada.
- Anna, o que está acontecendo? – Era Dona Tereza, mãe de Anna.
- Ahm, nada. - Quando ela surgiu no quintal, David havia se escondido, eles não podiam deixar que Dona Tereza descobrisse que um viajante do tempo estava em sua casa.
- Eu ouvi você gritar! O que estão fazendo? – Alice respondeu lhe forçando um sorriso.
- Estávamos brincando e tivemos uma discussãozinha entre amigos. Mas tá tudo bem, já acabamos. – Dona Tereza estreitou os olhos.
- Hum sei, é Carolina, Pedrinho e Alice o almoço já está quase pronto entrem e se lavem pra almoçar. – Pedrinho falou:
- Ainda bem, eu já estava morrendo de fome!
- Ah! Não, não, não, não mãe eles já estavam de saída. Né gente? – Disse Anna. Alice e Carolina confirmaram, exceto Pedrinho, mas logo confirmou depois de receber uma cotovelada dupla de Carolina e Alice.
- Bom então vão logo pra casa, estão à manhã inteira aqui. – E então Tereza se foi. Carolina viu David, escondido no alto da árvore do quintal e gritou sussurrando ao mesmo tempo.
- David, pode sair ela já foi. - David saiu de seu esconderijo cauteloso e disse:
- Ufa, por pouco e ela me via!

Cap. 2

O Hospede


 Só para você intender, havia se passado uma semana, desde a noite em que Dennis, com a mente enlouquecida, tentara matar sua prima Anna e seus amigos. Também havia passado uma semana, desde a noite em que Anna, Alice, Pedrinho e Carolina conheceram David. O viajante do tempo, que veio em uma missão para deter Dennis, pois segundo ele, em um futuro distante, Dennis iria se tornar uma ameaça à população humana, liderando uma invasão de mutantes que dominou o mundo. Então desde a sua chegada, como já havia dito antes, o agente Dente de Sabre, submetera os Feras Noturnas, a treinamentos diários, com seus dispositivos de simulação. E por ser parte, do segredo dos Feras Noturnas, David vivia escondido dentro da casa.
- Pessoal preciso da ajuda de vocês. – Disse Anna, ainda com seus amigos no quintal.
- Farei o máximo possível, para te ajudar, amor! – Falou Pedrinho.
- David, não é nada contra você. – Dizia Anna. – É que tá sendo difícil, esconder um homem adulto, dentro de casa. Minha mãe pode flagrar ele, a qualquer momento!
- Não precisa se preocupar comigo Anna, eu estou bem. – Disse David.
- Infelizmente, preciso me preocupar sim. Se a minha mãe ou o meu irmão, pegam você, aqui dentro de casa com agente, Deus sabe o que pode acontecer com você e com as nossas identidades secretas. – Alice concordou.
- E depois, não é certo, trancar uma pessoa dentro de casa, como se fosse um animal! Deixa eu passar uns dias com ele. – Anna lhe negou a proposta com um olhar.
- Pois é gente, preciso da ajuda de vocês. – Continuou Anna. – Ah! E também precisamos de um lugar para treinar, minha mãe já está começando a min encher de perguntas, tipo: Por que as plantas dela estão aparecendo destruídas?  Ou Porque o quintal está parecendo uma zona de guerra... – Alice falou:
- Bem, sobre o David... Ele poderia ficar lá na minha casa, o meu quarto em bem, espaçoso sabe? – Pedrinho discordou.
- Talvez não, meu irmão ainda não usa o próprio quarto, ele dorme no berço no quarto dos meus pais, o David poderia ficar no quarto dele. - Carolina falou:
- Não, quero que ele fique na minha casa! Ainda tenho muitas perguntas pra fazer pra ele, sobre o futuro. Ele pode me ensinar tudo que eu preciso saber sobre apetrechos e dispositivos. – Alice, Pedrinho e Carolina começaram a discutir. Anna revirou os olhos.
- Chega! O David, não vai a lugar algum. Só preciso de um meio, para escondê-lo melhor. – David falou:
- Se quiserem, eu aciono o modulo de disfarce do meu dispositivo R.N.G., assumo a forma de uma criança e me enturmo com vocês, sem ter que ficar escondido, sempre, por aqui. – Anna murmurou:
- David você sabia, que podia fazer isso o tempo todo e só agora, que veio falar? – David sorriu envergonhado e disse:
- Ahm desculpe, é que esse é o mais novo dispositivo R.N.G. 3.0, a Carolina inventou pouco antes, de eu partir na missão, ainda não sei usa-lo direito. – Desde que David, viera do futuro Anna, Alice, Pedrinho e Carolina o cobriram de perguntas, mas David não podia responder a todas, pois poderia alterar a linha do tempo, falar sobre coisas boas ou ruins que iriam acontecer, não era tão seguro como imaginavam. Portanto nenhum deles se atreveu a perguntar, o que era aquele estranho bracelete com luzes cintilantes, no pulso de David.
- Espera ai? – Perguntou Carolina, impressionada. – Eu inventei isso, quer dizer, eu vou inventar isso? Que demais!
- Ahm, eu disse isso? – David suspirou. – É, é sim.
- Bom, mas e se o David se fingir que é um garoto, onde é que ele vai ficar? – Perguntou Alice.
- É mesmo! – Murmurou Pedrinho.
- Ah, já sei! – Disse Anna.
- Ele vai pra minha casa? – Perguntou Alice.
- Não! – Respondeu Anna. - Depois que o David, tomar a forma de um... Garoto. Eu digo para minha mãe que ele é um primo distante, que foi mandado pra cá pela... Pela minha vó, ai o David vai poder andar livremente por ai e ninguém vai desconfiar, de quem ele realmente é.
- Ótimo! – Disse David, concordando com a ideia. – Vou ativar o modulo de disfarce agora. – David começou a apertar alguns botões em seu dispositivo R.N.G. e às vezes passava o dedo, em seu aparelho como se fosse touch screen.
- Ahm, quantos anos vocês tem? – Anna respondeu.
- Eu tenho 13, por quê? – Assim, que Anna havia dito a sua idade, David voltou os olhos para seu dispositivo R.N.G. E então o corpo dele, começou a produzir alguns flashes de luzes azuis e começou a se transformar. A barba mal feita, em seu rosto sumiu, seu corpo começou a encolher e seu rosto começou a rejuvenescer, se tornando um garoto de 13 anos, deixando a todos boquiabertos. David havia se tornado um garoto, mas ainda dava para perceber que ele era diferente, em seu corpo jovem ainda dava para se notar os músculos definidos, como se ele fosse um garoto que trainara em um acampamento militar, desde os cinco anos.
- É funcionou. – Disse David, olhando para seu corpo. – Ops! – Disse ele, depois de segurar as calças, que por pouco não caíram. Alice falou:
- Boa ideia gente, mas as pessoas não vão deixar de ficar desconfiadas, se ele ficar andando por ai com um figurino desses. Precisa de roupas novas! – Alice apontou para as roupas de David, com uma expressão de nojo. A ambição dele, de cumprir sua missão, era tão grande que David ainda não havia percebido que ainda estava com as mesmas roupas que usava, no dia de sua viajem no tempo. O uniforme dos Feras Noturnas do futuro, camiseta regata vermelha, calça camuflada e botas.
- Ainda temos guardado aqui em casa, as roupas do João, de quando ele era mais novo. Venham, vamos trocar essa roupa. – Anna e os outros levaram David, para dentro de casa, passaram pela lanchonete que, ainda estava destruída pelo incêndio, subiram discretamente a escada, passando pela sala de estar e indo para o terceiro andar, Anna e Alice procuraram nos armários algumas roupas e deram para David se trocar no quarto de Anna. Ao observar o cabelo de Alice, Anna percebeu que suas mechas loiras e cacheadas, que antes eram apenas duas, agora estavam por todos os lados em sua cabeça.
- Oque aconteceu com suas mechas da sorte - Perguntou Anna. – elas se casaram e tiveram filhos?
- Mais ou menos isso. Resolvi multiplicar a minha sorte. Oque você achou?
- Ficou lindo. – Pedrinho comentou
- Tá parecendo que a sua cabelereira estava com raiva de você. - Alguns minutos depois, Carolina bateu na porta do quarto e perguntou:
- E então David, já terminou? – A porta do quarto se abriu e David, saiu com uma camisa listrada, bermudas e tênis.
- Estou parecendo uma daquelas crianças, de filmes antigos! – Disse David rindo de si mesmo. Desde que Anna, conheceu a David percebeu que o rosto dele era familiar, oque lhe dava toda certeza que ele era algum descendente seu ou de seus amigos, quando ele se tornara um garoto ficou mais familiar ainda.
- Bem, agora só preciso te dar uma mala, enrolar a minha mãe dizendo pra ela que você é um parente nosso, torcer para que ela acredite e pra ela não reconhecer as roupas e a mala.
- Manda haver Anna, boa sorte com a sua encenação! – Falou Alice, sarcasticamente.
- Vai dar tudo certo, Anna – Disse Carolina, encarando Alice. – Ela não vai reconhecer nada.
- Pois bem gente, já é meio-dia, vocês precisam ir, lembram? Não quero que vocês levem bronca dos pais. – Disse Anna.
- Boa sorte amorzinho! – Falou Pedrinho, enquanto ele e Alice e Carolina, iam embora. Antes que os três descessem a escada, David os chamou dizendo:
- Ah! Pessoal, eu sei que vocês passaram a manhã inteira aqui, na casa da Anna, mas queria que nós nos reuníssemos no Laboratório Noturno hoje mais tarde, ok? Até mais. – Anna voltou-se para David e disse-lhe:
- Ok David, agora relaxe e concorde com tudo que eu disser tá legal?
- Um hum. – David e Anna desceram a escada, segurando uma mala e foram à cozinha, onde João, o irmão de Anna e sua mãe estavam.
- Sabe mãe - Dizia João, que conversava com a sua mãe, que preparava a mesa. - já que a lanchonete vai ser reformada, precisamos inventar algo novo, para dar bastante lucro e pagar as despesas. E a caixa de força, que misteriosamente quebrou.
- Mas como assim algo novo? – perguntou Dona Tereza.
- Ahm, a decoração tema. Precisamos de algo bem mais chamativo do que um casino, algo que seja produtivo.
- Algo ainda melhor, do que um casino?
- Oi mãe. – Disse Anna, entrando na cozinha segurando a mão do menino David.
- Oi minha filha. – Disse Dona Tereza, fuzilando David com o olhar. – Quem é esse?
- Ah, esse aqui é o David, ele é um nosso primo distante, a vovó mandou ele pra cá, ele veio lá de... De Messejana, pra passar alguns dias aqui.
- De Messejana? – Disse Tereza incrédula. – Oh, meu querido então venha cá, vamos almoçar, é Davi?
- David. – Disse ele.
- Ah sim, David, Anna depois ajude ele a levar as coisas dele lá pra cima.
- Espera aí, essas roupas... – Dizia João olhando para as roupas de David. – Acho que já as vi em algum lugar. – Dona Tereza o repreendeu dizendo:
- Ora, não seja bobo João! Se bem que, eu acho que tenho uma mala igual a essa. Ah deixa pra lá, vamos almoçar! – David olhou para Anna e sussurrou:
- Eles caíram? – Anna sussurrou de volta, sorrindo.
- Acho que sim! – Enquanto David e Anna andavam mais adentro na cozinha indo em direção à mesa de jantar, um garoto vestido de preto, usando um capuz, uma espécie de uniforme do clube gótico O Refugio dos Lobos, passou por entre Anna e David, apressadamente. Como Tereza não gostava de pronunciar seu nome fez uma torce falsa, a fim de chamar sua atenção, mas ele ignorou e foi em direção ao aparelho de gelo-água.
- E aí Dennis? – Disse João sorridente.
- Oi. – Disse Dennis com a voz fria.
- Diga olá, para o nosso hospede. – Dennis se virou confuso, como se não tivesse percebido que havia um estranho em casa quando tinha acabado de chegar. Quando Dennis viu David, ele começou a analisar seus olhos, David começou a ficar nervoso e passou a olhar para o chão. Dennis se aproximou de David, estendeu-lhe a mão e abriu um sorriso.
- É um prazer conhece-lo. – David, fez esforço para olhar Dennis, nos olhos e disse:
- Também é um prazer conhece-lo!

Cap. 3

Preocupações


 David sabia muito bem, que o objetivo, principal, de sua missão era deter Dennis, ainda em sua juventude, mas naquele momento Dennis lhe transmitia um medo muito grande, somente olhar nos olhos dele, era uma coisa complicada para David fazer.
- M-meu nome é... É David. – Disse ele gaguejando.
- Eu sou Dennis.
- É eu sei. – Dennis inclinou a cabeça.
- Como assim, você sabe?
- Ahm, o que? Não é que, ele falou seu nome, - Disse David olhando para João. – ai eu descobri qual é seu nome! Por que... Eu não sabia qual era o seu nome, eu não sabia quem você era, mas agora eu sei intende? – Dennis sorriu.
- Você é engraçado! – Dona Tereza, lá da mesa de jantar falou:
- David, que tal deixar de conversar com quem não presta e vir almoçar, sim? – Dennis a ignorou e permaneceu sorrindo para David, como se sua tia tivesse dito, uma coisa qualquer.
- Mãe! – Murmurou João.
- O que foi?
- Então galerinha, vamos almoçar? – David, Anna e Dennis se dirigiram a mesa, sentaram-se e começaram a almoçar. Dona Tereza perguntou:
- Então Davi, pode nos contar um pouco sobre você? – David, não havia percebido que estava falando com ele, então olhou confuso e disse algo como:
- Hã? – Tereza começou a rir.
- Acho que ele está com muita, fome! – Tereza tomou um gole, do refrigerante e disse: - Eu tinha dito: pode nos contar um pouco sobre você Davi?
- Meu nome é David. – Corrigiu ele.
- Ah, David! Sim, claro, você chegou aqui no bairro hoje de manhã, por que a minha mãe te mandou pra cá? E quem são os seus pais – David ficou um minuto, em silencio pensando no que dizer.
- Ahm, é que... É que eu... Bom... – Anna o interrompeu dizendo.
- Os pais dele são uns primos distantes, do papai, eles estão fora da cidade... E como a vovó é muito ocupada, ela me ligou dizendo que os pais dele o mandariam pra cá. – Tereza murmurou:
- Anna tenha mais educação e deixa menino falar! – João disse:
- Mas espera aí, por que a vó ligou logo pra você, por que ela não ligou pra mãe?
- Ahm, ela disse que ninguém atendia então...
- Ah, mas isso não importa! – Disse Dona Tereza. – David, pode ficar aqui o quanto quiser, sinta-se a vontade. – João deu uma risada e disse:
- Puxa! O Dennis, já está hospedado aqui, agora temos mais um! Mãe, a senhora devia esquecer essa história de lanchonete e devia fazer uma pousada. – Tereza arregalou os olhos e falou:
- Ih! João se você tá dormindo no sofá e o garoto ali tá no seu quarto, – Disse Tereza olhando para Dennis. – onde é que o David vai dormir? – João respondeu preocupado:
- É mesmo! Acho que sei onde conseguir um coxão pra ele, agora onde ele vai dormir é que... – Anna o interrompeu dizendo:
- Não precisa João, ele pode ficar no meu quarto. Eu durmo com a mamãe. Se você não se importar, não é David? – Antes que David dissesse algo, Tereza falou:
- Espera aí Anna, eu não sei não. – Dennis falou:
- Ele podia dormir lá no quarto do João comigo, ele fica na cama e eu na rede. – David se engasgou.
- Tem certeza Dennis? – Perguntou João.
- Ah não precisa! – Disse David nervoso. Dennis sorriu.
- Seria um favor, nunca dividi o quarto com alguém e eu amo dormir de rede. – João falou:
- Dormir de rede frequentemente não faz bem pra coluna. – Tereza falou:
- Ahm João, talvez a ideia do seu priminho seja melhor, o David é visita, não quero ele dormindo no chão e nem no quarto de uma garota. – Quando todos já haviam terminado o almoço. João disse a Dennis.
- Dennis, pode mostrar ao seu mais novo colega de quarto, aonde vocês vão dormir? – David falou:
- João é sério, não precisa... – Antes que David terminasse de falar, Anna lhe lançou um olhar sério e sussurrou:
- Aceita logo! – João perguntou:
- Disse alguma coisa Anna?
- Ahm talvez essa ideia, de dividir o quarto, seja uma ideia bem legal! – Dennis concordou:
- E vai ser mesmo, muito legal! – David e Dennis se levantaram e subiu à escada, Anna rezou para que não acontecesse nenhuma confusão. Chegando ao quarto, Dennis abriu a porta para David, o quarto estava perfeitamente organizado, como se nunca tivesse sido revirado, por um garoto transtornado.
- E aqui está! – Disse Dennis a David apresentando-lhe o quarto.
- É bem legal, espaçoso... – Olhou para a penteadeira, percebeu uma moldura vazia, onde deveria ter um espelho e em cima da mesa estava um objeto grande, fino e quadrado, embrulhado com jornais. – Sua tia, comprou um espelho novo?
- Ah foi, foi sim, mas não se preocupe mais tarde eu vou ajeitar aquilo ali. – Na verdade aquele espelho foi Dennis, que havia comprado, pois o espelho anterior, ele havia quebrado depois de ter arremessando um abajur nele.
- É David eu tenho que sair agora, então vou deixar você aí se instalando, certo?
- Sim, tudo bem.
- Até mais! – Dennis lhe lançou seu sorriso travesso, pela última vez e se foi. Depois de guardar a sua mala vazia, David saiu à procura de Anna, ele bateu na porta quarto do quarto dela, e de repente Anna abriu a porta do seu quarto, como se esperasse ansiosa por David.
- Me sai bem, na minha atuação? – Perguntou David. Anna olhou em volta, para certificar-se de que não havia ninguém por perto e disse:
- Entra! – Anna puxou David, para dentro de seu quarto e perguntou: - E aí, como foi? Vocês dois se deram bem? - Anna se jogou em sua cama.
- Puxa ele é tão divertido e simpático! Cheguei a duvidar se aquele garoto um dia, iria causar medo e desespero na humanidade. – David se sentou na cama.
- Ah meu querido, essa é a máscara dele! Ele só te tratou assim porque acabou de te conhecer, agora espera ele se cansar de você. – David sorriu.
- Por que, o que ele vai fazer quando se cansar de min?
- Vai tentar de matar.
- Ah! – David ficou um minuto em silêncio.
- Mas David me diz uma coisa, eu sei que você é um argente muito bem treinado e tal, mas se eu não te conhecesse bem eu diria que você estava com medo dele.
- Hum pode se dizer que... Sim.
- Por quê? Como é o Dennis no futuro?
- Ele é horrível! Ele vai deixar de usar o dispositivo R.N.G. A mutação dele vai fazer ele se tornar um monstro, alguns argentes da organização já até se perguntaram se um dia ele já foi humano.
- Bom, pois é. Conta aí: Os Feras Noturnas vai mesmo se tornar uma organização internacional, um dia?
- Sim, mas eu não posso falar sobre isso, você sabe!
- Mas por que não? – Choramingou Anna.
- Falar sobre o futuro, para alguém do passado é uma coisa muito perigosa, pode causar mudanças na linha do tempo. Somente a minha presença aqui já é um risco.
- Mas que tipo de mudanças podem acontecer na, linha do tempo?
- Por exemplo, o meu nascimento. – Anna suspirou.
- Bom já que eu não posso saber de nada sobre o futuro, tem alguma coisa que você queira saber do passado?
- Ah tem sim! Anna, eu fiquei sabendo que o Dennis já pertenceu aos Feras Noturnas, isso é verdade? – Anna olhou entristecida para a janela de seu quarto.
- É verdade sim.
- Bom e será que você pode me contar, porque ele deixou vocês?
- Bem, a Alice e o Pedrinho acham que o Dennis, nos deixou porque ele quis, mas eu tenho certeza que a Priscilla fez ele acreditar que devia ir pra o grupo dela. Pelo menos a Carolina me apoia.
- Espera um pouco, quem é Priscilla? – Anna olhou séria para David.
- Você não sabe? – Anna levou David para a varanda e fez ele se agachar para que ninguém na rua visse os dois, Anna começou a observar a rua, com a metade do rosto escondido atrás da amurada, David lhe perguntava várias vezes, porque eles estavam escondidos e oque ela estava procurando. E então Anna avistou o que procurava e apontou para David, um grupo de garotos vestidos de preto, Dennis e Mateus Aguiar estavam no meio, ele estava conversando com um garoto na rua, pelo rosto do garoto ou ele estava sendo ameaçado ou estava sendo convidado para participar do grupo.
- Aquele ali é o Refugio dos Lobos é um clube gótico, liderado pelo Mateus Aguiar, aquele garoto ao lado do Dennis e pela Priscilla. Ela era uma aliada, de um antigo vilão nosso. Janderson.
- E qual deles é o Janderson? – Anna riu.
- O Janderson não tá ali, não. E também não tá em canto nenhum, não precisa se preocupar com ele.
- Anna, a Priscilla é uma garota, não é?
- É claro que é por quê?
- Onde ela está? – Só então, Anna havia percebido que Priscilla não estava em meio ao seu grupo de garotos, que era algo fora do normal, pois ela nunca deixava o seu bando.
- David agora que você me perguntou, eu não sei te dizer, eu nunca vi aquele bando de garotos sem ela, afinal ela é a líder. Não faço ideia de onde ela esteja.
- E como ela é?
- Ah é a garota mais feia do mundo, isso eu garanto! Ela é alta, tem cabelos ruivos e cacheados enormes, parece uma juba de Leão!
- Qual é Anna, tá parecendo a Alice falando assim!
- É mesmo? Que horror! – David começou a rir. – David, você disse para o pessoal ir para o Laboratório Noturno, quando entardecer, logo depois de termos treinado a manhã inteira, por quê?
- Anna, eu andei acessando a internet e as coisas andam meio esquisitas na cidade de São Paulo.
- E o que tá acontecendo, fala.
- Desaparecimentos frequentes de crianças e adolescentes, mortes... As causas das mortes? Os investigadores estão dizendo, que é ataque de animal.
- Isso não faz o menor sentido! Um animal feroz, a solta em São Paulo? – Anna observou a expressão preocupada no rosto de David e perguntou: - E o que você acha que é isso?
- Mutantes.
- David... Não pode ser! Nós, somos os únicos mutantes do mundo.
- É a única explicação lógica para tudo isso... Anna eu pensava que a invasão dos mutantes no Brasil, só iria acontecer pouco antes do meu nascimento, não agora, na adolescência de vocês. Se isso acontecer...
- Vamos estar em muita desvantagem! – Completou Anna.
- Por isso preciso que vocês estejam muito bem treinados. Uma coisa muito ruim estar por vir! Precisam estar prontos.

Cap. 4

Visita ao Matagal


 Ao entardecer, por volta das 3hs da tarde, Alice, Perinho e Carolina atenderam ao chamado e foram para o Laboratório Noturno, Anna foi acompanhada, com o “garoto” David, para a casa da Alice. Local onde o esconderijo dos Feras Noturnas permanece.
- Anna é melhor ter um bom motivo, pra mandar aqueles dois pirralhos, pra minha casa a essa hora, estou perdendo a minha novela!
- Mas a reunião, foi ordem do David. – Alice abriu um enorme sorriso.
- Ah, minha casa estará sempre de portas abertas para vocês, vocês sabem disso não é gente? – David falou:
- Claro Alice, me desculpe por, tomar tanto o seu tempo.
- Sem problemas, gato. – Anna rosnou.
- Então, a Carolina e o Pedrinho, já estão esperando?
- Sim, estão esperando para o laboratório. Venham. – Alice levou Anna e David até o seu quarto, chegando lá, Alice se dirigiu ao seu armário, ela pôs a mão na porta direita e um laser começou a fazer leitura de suas digitais. E então as duas portas do armário se abriram automaticamente, as roupas penduras que havia lá dentro se afastaram e as portas duplas do elevador se abriram.
 - Vamos? – Chamou Alice. David, Anna e Alice entraram no elevador, que fez a sua vagarosa decida até o laboratório no subterrâneo. Quando as portas do elevador se abriram, encontraram Pedrinho e Carolina sentados na mesa das reuniões, a espera.
- Até que enfim, vocês chegaram. – Murmurou Carolina.
- Anna meu amor! – Gritou Pedrinho. Alice falou a Anna:
- Anna você tem que dar um jeito, nesse garoto, ele não para de falar de você! – David falou:
- Pessoal obrigado por terem vindo...
- Ahm, David? – Falou Alice. – Nós estamos todos em um local bem escondido, então você bem que podia ficar na sua forma natural se quiser.
- Não, obrigado Alice. – Anna e Alice sentaram-se a na mesa.
- Feras, reuni vocês aqui porque queria falar sobre o nosso treinamento... – Antes que David terminasse Pedrinho o interrompeu dizendo:
- Já vamos terminar o treinamento?
- Não, Pedrinho... – Alice perguntou:
- Já estamos liberados, para acabar com a raça do Refugio dos Lobos?
- Ahm, não. – Carolina perguntou:
- Vamos lutar contra animais menos ferozes?
- Também não. – Anna perguntou:
- Vamos convidar o Refugio dos Lobos para um piquenique? – Todos se voltaram para ela.
- Nem todos os problemas, precisam acabar em brigas! – Disse Anna.
- Não é briga Anna, é proteção. O que eu queria dizer pra vocês é que os treinamentos precisam ser reforçados. – Todos começaram a reclamar.
– Silencio, por favor? Feras antes de chegar ao assunto chave da reunião, eu queria falar para vocês sobre outro fato, que eu temia que acontecesse. – Alice deu um palpite.
- O fim do mundo, ganhou uma nova data? É todos nós temíamos isso meu querido! – David murmurou:
- Não, Alice não é isso! Para que vocês intendam melhor quero que assistam uma coisa. – David tirou de seu bolço um pen drive e o conectou em um notebook e projetou em um telão, uma meteria de jornal.
“A cidade de São Paulo está em pânico...” Dizia a jornalista.
- Viemos aqui pra assistir jornal? – Murmurou Pedrinho.
- Cala a boca! – Sussurrou Carolina.
“Como se não bastasse os frequentes desaparecimentos de crianças e adolescentes e os assassinatos em série, que está deixando os cidadãos apavorados, os paulistas estão sofrendo ataques de vândalos, um cinegrafista amador que presenciou um dos ataques, em um supermercado disse que os vândalos não eram jovens comuns, pois eles tinham habilidades incomuns, assista ao vídeo.” E então, as próximas imagens que apareceram no telão, eram de uma câmera de celular, que uma pessoa filmava escondida atrás de um balcão. No vídeo apareciam muitas pessoas gritando e correndo assustadas, ouviam também sons e rugidos de animais ferozes, porém em todo o supermercado não avistaram nenhum animal e sim jovens, descontrolados destruindo o estabelecimento roubando comida e atacando pessoas, e então o cinegrafista para de filmar e a jornalista voltou a falar.
“Entrevistamos um senhor que mora próxima ao supermercado e que viu tudo acontecer.” E então as imagens mostraram um senhor, parecia estar próximos aos 80 anos e falava descontroladamente com a jornalista.
 Pode nos dizer como eram esses vândalos? , O velho respondeu:
Esses mutantes, não são de Deus, não minha filha eram horríveis!
Porque acham que são mutantes?
Eu não sei de nada! É como as pessoas chamam eles, gente metade bicho, mas não são gente! – David deu pausa na matéria.
- Esse jornal foi exibido ontem em São Paulo.
- Ô David, - Falou Pedrinho, sorrindo. – Isso por acaso é o trailer de algum filme? Porque sabe, isso não tem como ser verdade.
- Nós somos os únicos mutantes na face da terra! – Interrompeu Alice.
- Não somos mais. – Disse David. - Não temos certeza do que está atacando São Paulo, mas não é humano. Os jovens daquele vídeo têm todas as características, de seres criados em laboratório e com certeza o chefe, está planejando algo. Anna perguntou:
- O Chefe, como assim, você acha que alguém criaria aqueles mutantes? – Carolina também perguntou.
- Espera aí David, você já viu isso antes?
- No meu tempo, ataques de mutantes como esses são muito comuns, esses bandos são criados por uma pessoa, que nós chamamos de “chefe”, geralmente são criados para algum objetivo: rebelião, protesto... E geralmente os bandos agem assim, atacando comércios, para obter alimentos e dinheiro para sobreviverem, sequestram outros para serem transformados e assim aumentam seu número. - Pedrinho falou:
- David será que você pode nos dizer... Como as pessoas vão ter tanta facilidade para criar mutantes, no futuro?
- A mutação dos caninos, felinos, repteis entre outras, são mutações com uma facilidade muito grande de transmissão. – Anna perguntou:
- Então quer dizer que, se, por exemplo, a Alice morder uma pessoa, ela poderá criar um bando de mutantes panteras?
- Com certeza. Mas a pergunta é: Quem está começando isso? – Carolina disse:
- Vou pesquisar na internet, cientistas com alguma ficha criminal. Se bem que, eu acho que nenhum cientista daqui do Brasil, faria uma coisa dessas.
- Priscilla. – Sussurrou Anna.
- O que disse Anna? – Perguntou David.
- Galera? – Disse Anna. - Mutantes não caem do céu, ou surgem do nada, isso só pode ser obra da Priscilla! Ela era amiga do Janderson, sabia tanto de genética quanto ele e a Priscilla é a única pessoa num raio de 1000 quilômetros, capaz de criar um mutante. – David falou:
- Se essa tal de Priscilla, for a responsável por isso, devemos detê-la o mais rápido possível. Por mais que ela não seja o alvo da minha missão.
- Mas gente. – Disse Carolina. – Mesmo que a Priscilla, ainda tenha algumas amostras de Eau Mutant, ela não poderia estar fazendo isso sozinha, é gente demais pra uma só. – Pedrinho falou:
- Ah, mas isso é fácil, ela tem o bando dela e também o... O Dennis.
- Ele não está no meio disso! – Disse Anna.
- Tem certeza, Anna? – Perguntou Alice. - Ele pode voar agora, isso deve facilitar o trabalho dela. – Carolina se levantou, deu um murro na mesa e gritou:
- Pessoal, eu sei que o Dennis, está em maus caminhos agora, mas ele não é idiota ele sabe muito bem, que criar mutantes iria gerar um grande descontrole! – Todos olhavam para Carolina, com espanto. Depois que ela percebeu isso, se sentou e baixou a cabeça.
- Que estranho geralmente é a Anna, que tem um ataque quando falamos do Dennis. – Observou Alice
- Bem... – Disse David. - Agora o verdadeiro assunto que eu queria falar com vocês. É sobre aquilo que a Anna, disse mais cedo, precisamos de outro lugar para os nossos treinamentos, algum lugar que seja mais isolado, seguro e com mais espaço. Alguém conhece algum? – Pedrinho respondeu:
- Quando agente tinha acabado descobrir que nós somos mutantes, nós fomos para um lugar para descobrir os nossos poderes, não foi galera?
- Foi. – Respondeu Anna. – Nós fomos para um matagal, que fica embaixo de um morro, no final da Rua Larga. – Alice falou:
- É, mas a última vez que nós fomos lá, foi no ano passado, já devem ter derrubado aquele mato pra fazer casas.
- Se isso ainda não aconteceu, quero conhecer esse lugar mesmo assim. Podemos ir agora. – Disse David.
- Então vamos lá? – Perguntou Pedrinho.
- Vamos. – Todos se levantaram, Carolina foi a primeira que se levantou e foi em direção ao elevador com pressa, falar do Dennis a deixou, muito nervosa.
- Anna? – David cochichou no ouvido dela. – Não conte pra eles, sobre tudo aquilo que eu te falei tá? Sobre a invasão dos mutantes e sobre estarmos em desvantagem, não quero deixa-los assustados.
- Tudo bem. – Quando saíram da casa de Alice, foram a Rua Larga e desceram ao morro, o tempo que havia se passado, havia feito com que a vegetação crescesse bastante no matagal, dificultando muito a passagem e deixando o lugar bastante sombrio. Quando estavam quase chegando à clareira, que um dia, lá estiveram levaram um grande susto e se esconderam atrás de um tronco de uma árvore caída.
 Pois logo adiante, havia um pequeno acampamento, com quatro barracas e lá havia um grupo de 15 jovens, entre 12 e 18 anos. David, Anna, Alice, Pedrinho e Carolina nunca haviam visto aqueles jovens, mas assim que os viram, reconhecem imediatamente.
- São os mutantes que atacaram de São Paulo! – Exclamou David. Os jovens tinham hábitos estranhos e faziam grunhidos de animais, alguns deles pareciam nem ter mais raciocínio, pois brigavam uns com os outros e não emitiam palavras, somente ruídos. 
- Gente, vamos sair daqui?  - Falou Pedrinho gaguejando de medo.
- Talvez esse não seja o melhor lugar para treinar. – Disse Anna a David.
- Espera, aquele é o seu primo? – Perguntou David. Anna olhou em meio aos mutantes, e lá estava Mateus Aguiar, Dennis e os outros três garotos do Refugio dos Lobos.
- Mas o que eles estão fazendo aqui? – Perguntou Anna incrédula.
- Sinto muito Anna. – Dizia Alice. – Parece que agente tinha razão, sobre o Dennis estar envolvido nisso. – Anna apertou os lábios. Pedrinho percebeu que o capuz de Dennis estava todo para trás, revelando seus braços e ele observou que onde deveria estar seu dispositivo R.N.G. estava nu.
- Galera, o Dennis não tá com o R.N.G. no pulso!
- Não pode ser! – Disse Anna. – Me lembro muito bem, o quanto ele ficou debilitado, quando ele ainda não tinha aquele dispositivo. Como é que ele consegue andar no sol, sem nada acontecer com os olhos dele?
- E aí, Carolina? – Perguntou Alice. – Como você acha que ele consegue? – Carolina suspirou.
- Eu não sei Alice! Pergunta pra Priscilla, ela deve saber!
- Ou ele esta fazendo, muito esforço ou ele consegue controlar a própria mutação. – Disse Anna.
- Alguém está vendo a Priscilla? – Perguntou David.
- Parece que ela não tá aqui. – Respondeu Pedrinho, as garotas confirmaram a ausência dela.
 E então, de repente ouviram-se um uivo, a principio, pensaram que era de um cachorro, mais parecia ser de um animal bem maior como um lobo. Dennis e o Refugio dos lobos e todos os outros jovens mutantes, olharam para o horizonte. David, Anna e os outros não conseguiram ver o que estavam olhando, sem serem pegos. Mas não precisaram ficar curiosos, pois avistaram um outro grupo de jovens se aproximando do acampamento. Nesse novo grupo tinha cerca de dez adolescentes, e eles estavam sonolentos e andava como se fossem zumbis, Dennis, Mateus foram receber o novo grupo.
- Parece que é pra cá que levam as crianças e os adolescentes desaparecida de São Paulo. – Concluiu Anna. David percebeu que a movimentação havia aumentou, por perto do lugar onde estavam e então disse:
- Venham, vamos sair daqui.