Os Primeiros Sintomas
Como todas as manhãs, da
semana, até mesmo nos feriados, o despertador de Carolina lhe acordou as
06h30min da manhã e assim que ela abriu os olhos se espantou ao perceber que
seu reflexo estava no teto de seu quarto. Ela ficou pasma ao ver aquele
estranho espelho sobre a sua cama, e então Carolina se levantou bem devagar,
para ter certeza do que ela estava vendo no teto era mesmo real, mas antes que
Carolina colocasse o pé no chão uma gota d’água caiu em seu rosto, neste
momento Carolina percebeu que aquele espelho misterioso tinha se formado por
água, que de algum jeito havia se acumulado no teto do quarto. Quando ela pôs o
pé no chão de repente o espelho se desmanchou em ondas tremulas, com medo de
que aquela água toda caísse sobre ela, pós o pé de volta na cama, ela então
pensou, que se talvez se ela corresse bem rápido pra fora do quarto ela poderia
sair sem se molhar, mas não deu nem tempo de se alevantar assim que ela colocou
o pé de volta no chão o espelho se desfez em milhares de gotas inundando todo o
seu quarto e deixando Carolina toda ensopada. Em outro quarto na casa da
frente, Alice acordou esticando os braços e bocejando, quando logo depois
percebeu que todos os seus cobertores estavam agressivamente rasgados. Alice
ficou pasma, Depois ela olhou para seus dedos e se espantou ao ver as enormes
garras ao invés de lindas unhas delicadas e pintadas de esmalte rosa com
glitter. Alice perdeu completamente a
preocupação nos cobertores rasgados e começou a gritar:
-
O que aconteceu com a minha manicure? – Depois do grito as unhas encolheram e
voltaram ao normal. – Ah, assim é melhor. Desde que suas unhas estejam
perfeitas, Alice, não se importou em saber o que ouve com os seus cobertores.
Depois do pânico ocorrido Alice
perdeu o interesse em tudo depois de ouvir sua barriga roncar, nesse momento
Alice pulou da cama, correu para a cozinha e abriu a geladeira. Furiosamente
Alice, começou a revirar a geladeira a procura de algo para comer, até que
sentiu o cheiro do frango numa bandeja coberto por papel alumínio, ela pegou a
bandeja e com as próprias mãos começou a comer o frango, o pai da Alice que
havia acabado de chegar da padaria com uma sacola cheia de pães para o café da
manhã, se assustou a ver a sua filha sentada no chão, de frente para geladeira
desesperadamente comendo frango. Ele nem a reconheceu direito, pois Alice nunca
havia feito aquilo, mas por outro lado pensou que ela apenas tinha acordado com
muita fome. O pai de Alice ainda assustado perguntou:
-
Alice, está com fome? Eu já trouce os pães. – Mas Alice não respondeu, ele
então chegou um pouco mais perto e perguntou outra vez.
-
Prefere frango? – Alice não estava dando nem um pouco de atenção. Até que o pai
da Alice chegou bem, mas perto dela e pôs a mão em seu ombro e perguntou:
-
Alice, está me ouvindo? – Mas quando ele pôs a mão no ombro dela, levou um
susto muito maior, Alice se virou e deu um grito enfurecidamente, mas não um
grito de uma garota raivosa, um grito de um animal selvagem, quase como um
rugido. Depois de gritar (ou rugir) Alice voltou a comer. Outra que estava
gritando, mas não por mutação e sim por natureza era Tereza, a mãe de João e
Anna, que estava acordando Dennis e os outros dois. Mas Anna acordou
alegremente ouvindo o canto dos pássaros, quando ela se levantou, Anna percebeu
sua cama estava úmida, devido ao calor que sentiu na noite passada, Anna
encharcou os seus cobertores de suor. Sem se lembrar de tudo que sentiu, Anna
pensou: “Ou eu fiz xixi na cama ou suei feito um porco”, Anna desejou muito que
aquilo fosse suor, pois só em imaginar que se enrolou em cobertores molhados de
urina lhe dava muito nojo. Antes que ela fosse cheirar os lençóis Anna ficou
toda arrepiada de medo quando sentiu uma respiração em seu cabelo, como se
alguém estivesse bem atrás dela, Anna era do tipo que se assustava fácil, mas
não era medrosa. E então se virou imediatamente para saber quem estava atrás
dela, mas quando olhou não havia ninguém foi ai que ela ficou apavorada, ficou
mais ainda quando voltou a sentir a respiração, mas não só sentiu ela ouviu foi
quando olhou para cima e então ela ficou assustada, apavorada, amedrontada, arrepiada
e traumatizada quando viu seu primo Dennis pendurado no teto de cabeça para
baixo dormindo, sua pele estava branca, parecia morto. Anna cochichou:
“Dennis?” E de repente ele abriu os olhos, vermelhos como sangue. Fazendo com
que Anna gritasse de susto que é o que ela estava se segurando para não fazer a
muito tempo. Dennis então depois de acordado deu um salto-mortal ficando de pé.
-
Como conseguiu... Como você foi parar no teto? – Anna estava tão assustada que
nem sabia como perguntar. – E por que você tá tão pálido?
-
Anna está um belo dia. Vamos tomar café? Estou faminto. – Respondeu ele,
parecendo ignorar as perguntas de sua prima. Na verdade Dennis não estava acordado, ali não era ele mesmo falando
com sua prima. Acontece que na noite passada quando seu DNA foi completamente
transformado, Dennis se levantou no meio da noite, mas não estava sonambulo,
era os seus extintos de um morcego que havia lhe dominado e estava à procura de
sua primeira presa. Quando Anna, João e Dennis estavam a caminho da cozinha –
Ainda de pijama. - Tereza estava lá em baixo na escada com um sorriso enorme no
rosto e disse:
-
Oh o meu queridinho, Acabou de acordar! Dormiu bem? – Dennis que era o primeiro
que estava descendo a escada pensou que fosse com ele e também pensou que
talvez ela já houvesse se acostumado com a sua presença.
-
O que? Quer dizer... É eu dormi bem!
-
Cala boca moleque, não falei com você, foi com o meu bebê! - Ela abriu os
braços para abraçar João. Que disse:
-
Mãe eu não sou mais um bebê! E Não acredito que você ainda tá falando com ele
assim depois da nossa conversa ontem!
-
Ah João! Vamos tomar café e deixar essa besteira de lado. - Dennis intendeu que
ela se referia a ele com a palavra besteira,
mas não ligou e João também não queria começar outra discussão no começo do
dia. Todos foram para a mesa e assistiam a um Telejornal que começava na
televisão que havia na cozinha. A jornalista falava sobre o clima: “Mas que chuva foi aquela que caiu ontem
hein? Se preparem, pois aquilo é pouco comparado com que tem previsto para
Fortaleza, segundo aos meteorologistas parece que a cidade vai receber a chuva
do século! Enormes nuvens carregadas vindas do Atlântico estão se dirigindo em
direção a todo o estado do Ceará. Então se preparem porque o clima vai fechar!”
Tereza ficou revoltada.
-
Arre égua! Eu estava doida pra pegar um bronze na praia, mas não vô poder ir
porque vou ter que ficar em casa cobrindo os móveis com plástico e colocando
baldes embaixo das goteiras. É só esse menino vir pra cá que essas coisas
acontecem! – João olhando pra a xicara de café resmungou:
-
Mãe!
-
Tá bom. Já parei! – Tereza pegou a caixa de cereal e levou para Anna. – Aqui
filha quer mais um pouquinho? – Mas quando ela tocou o ombro de Anna percebeu
que a pele dela estava muito quente.
-
Garota você tá queimando! Você tá bem?
-
Estou.
-
Meu Deus! Mas você está ardendo em febre. – Tereza colocou a mão sobre a testa,
pescoço e nas orelhas de Anna.
-
Mãe eu estou ótima, não estou com febre. – João percebeu que Dennis não estava
comendo seu cereal. Ele estava de olhos fechado apoiando a cabeça.
-
E você Dennis tá tudo bem? – Perguntou João.
-
Estou. – Respondeu Dennis com uma voz bem baixa.
-
Não é o que parece. Esta com dor de cabeça?
-
Um pouco... É impressão minha ou o sol está muito forte?
-
Não, está normal.
-
Está queimando os meus olhos! – Tereza tossiu dizendo: “Que frescura!”
-
Mãe eu estou me sentindo muito bem não estou com febre. – disse Anna.
-
Tá com febre sim! Já sei, vou prepara um banho bem gelado pra você.
-
Mas mãe, tá de manhã e tá fazendo frio. E eu não estou com febre! – Depois do
café da manhã e do banho frio Anna desceu até a lanchonete, pois Alice
aparecera para conversar com ela, junto com Carolina e Pedrinho. Anna abriu o
portão e sentou-se junto com os amigos numa mesa, enquanto a lanchonete não
estava aberta.
-
Oi! Porque vocês vieram tão cedo? – Alice respondeu:
-
Eu vim aqui pra falar com você. Já esses
dois ai, eu não sei. Vai ver, eles não devem ter mais o que fazer e vieram pra
encher o saco! – Carolina que estava trazendo uma mochila, jogou-a em cima da
mesa e murmurou:
-
Estou aqui para conversar sobre os fatos que ocorreram na noite passada! E
também sobre... – Alice a interrompeu dizendo:
-
Bom eu não vim pra falar sobre isso mais já que cheguei primeiro eu decido
sobre o que vamos conversar! Muito bem, hoje de manhã aconteceu uma coisa muito
estranha comigo eu gritei com o meu pai e... – Anna falou:
-
Alice, não a nada de estranho em discutirmos com os nossos pais. Principalmente
nessa faze da adolescência.
-
É eu sei, mas eu não estava discutindo com ele eu, soltei um grito estranho pra
ele porque ele me interrompeu enquanto eu comia. – Pedrinho comentou:
-
Ah isso acontece comigo sempre! Na hora que estou comendo alguma coisa bem
gostosa ai alguém aparece e me interrompe. Ah isso me dá tanta raiva!
-
Enfim eu... Eu não sei o que tinha na minha cabeça, eu apenas estava com muita
fome hoje de manhã e devorei o resto do frango frito, do jantar de ontem na
geladeira, nem sei por que eu fiz aquilo eu, joguei fora dois meses de
ginástica!
-
Então... – Analisou Anna. – Você teve um ataque de fome?
-
Ai, mas não foi só isso. – Continuou Alice. – Assim que eu havia acabado de
acordar os meus lençóis estavam todos rasgados sabe? Tipo, só os farrapos? E
então eu olhei para as minhas mãos e... Eu podia jurar ter visto garras enormes
e feias! Ai foi horrível. – Carolina perguntou:
-
Você disse que viu garras em suas
mãos e onde elas estão? Você as cortou? - Alice respondeu:
-
É claro que não! Eu ordenei que elas voltassem ao normal. Eu sou Alice minha
filha eu não ando com feiura! – Anna perguntou:
-
E você Caroline, o que te aconteceu?
-
Bom, eu havia acabado de me acordar e eu simplesmente vi no meu teto algo que
parecia ser um espelho.
-
Um espelho?
-
É eu pensei que estava sonhando, mas não estava. Quando tentei sair da cama o espelho começou a se tremer fazendo
ondulações, foi ai que eu descobri que o espelho
era feito de água. Eu sei que pode parecer loucura! Mas de algum jeito havia
água no meu teto, com se não houvesse mais gravidade e por mais louco que
pareça eu acho que sentia a água, como se a água só se movesse a cada
sentimento e pensamento meu.
-
Você não estava tendo uma alucinação? – Perguntou Anna.
-
Claro que não! Eu sei bem o que eu vi. - Pedrinho perguntou curioso:
-
E o que aconteceu? Como você realmente teve certeza que era água no seu teto?
-
Bom, eu tentei sair do meu quarto para... Mostrar para os meus pais, antes que
aquela água todo caísse sobre min. Mas quando eu tentei sair da cama a água derramou
toda sobre min.
-
E você mostrou pro seus pais?
-
Não. Eu disse que as goteiras molharam o meu quarto, ontem à noite, enquanto eu
dormia. – Anna voltou a perguntar:
-
E você Pedrinho que coisa estranha aconteceu com você?
-
Ah, saca só. – Ele apontou para o cabelo que estava todo espetado. – E podem
acreditar isso aqui não é gel! – Ninguém se entenreço no que ele disse então
Carolina falou:
-
Bom pessoal, uma grande coincidência aconteceu. Todos vieram aqui para falar
sobre o mesmo assunto: algo de anormal que aconteceu conosco nesta manhã. Mas e
você Anna, oque aconteceu com você?
-
Hmmm outra coisa além de eu estar supostamente febril, nada.
-
Tem certeza? Cadê o Dennis? – De repente o olhar de Anna ficou com uma
aparência preocupada e sussurrou:
-
Bem, era sobre ele que eu falar.
-
Por quê? – sussurrou Carolina.
-
Porque ele é a coisa estranha que me
aconteceu hoje. Acho que agora sei o que a Priscilla quis dizer com “um de vocês é uma ameaça a todos que o
cercam!”.
-
Como assim?
-
É que hoje de manhã ele acordou com um comportamento muito esquisito.
-
Quem está com um comportamento esquisito? – Todos se assustaram quando Dennis
havia feito essa pergunta. Pois ele estava bem próximo da mesa, porém ninguém
notou que ele estava lá. Anna gaguejou bem nervosa.
-
Você... Faz tempo que, que você tá ai?
-
Ainda não responderam a minha pergunta? – A pergunta de Dennis suou bem
arrogante mais ele estava com o seu sorriso sarcástico no rosto.
-
Ahm, nos estávamos falando sobre o comportamento estranho do Janderson, não é
pessoal? - Os outros concordaram com Anna.
-
É e também sobre o que aconteceu ontem à noite na casa dele. – Falou Carolina.
-
Ok. Então vamos para um local mais seguro para falar sobre esse assunto. – E
então todos foram para o quarto de Anna. Chegando lá comentaram com Dennis
sobre Janderson.
-
Então pessoal vocês viram o Janderson por ai? – Perguntou Dennis.
-
Dennis, precisamos conversar sobre outro assunto muito sério com você. – disse
Anna.
-
Sobre o que?
-
Hoje de manhã, sintomas e fenômenos diferentes aconteceram com cada um de nós.
– respondeu Carolina.
-
Que tipo de Sintomas? – E então Anna, Carolina, Alice e Pedrinho contaram suas
histórias. Dennis disse:
-
E então porque hoje de manhã nada de estranho aconteceu comigo?
-
Tá legal, não pode ter acontecido algo de estranho com você. – Falou Anna. -
Mas você está agindo de uma forma bem estranha. - Dennis soltou uma risada bem
sonolenta.
-
Como assim Anna? Eu estou supernormal.
-
Dennis hoje de manhã você acordou de cabeça para baixo, no teto do meu quarto!
Sua pele está pálida e você está todo sensível a luz do sol.
-
Não estou sensível à luz do Sol. – Anna deu um suspiro, foi em direção a sua
cômoda, abriu a gaveta, tirou uma lanterna e acendeu a luz bem na cara de
Dennis. Todos se espantaram com o que viram, Dennis se esquivou fazendo um
ruído com a garganta, como se Anna tivesse lhe jogado alguma coisa ardente no
rosto em seu rosto. Achando que estava em chamas Dennis se olhou num espelho e
viu olhos, vermelhos como sangue, seus dentes canino estavam enormes e
lentamente começaram a encolher, foi quando, ele voltou a si. Anna percebeu que
Dennis estava agora, mais assustado do que todos os outros.
-
Dennis você esta bem? – Dennis olhou confuso em volta e perguntou:
-
Porque estamos todos aqui no seu quarto? – Todos começaram a olhar preocupados
para o rosto de Dennis.
-
O que esta acontecendo comigo? – Dennis voltou a se olhar no espelho e voltou a
perguntar dessa vez desesperado. – O que esta acontecendo comigo?
-
Está tudo bem Dennis. – Disse Anna tentando acalma-lo. – Vai ficar tudo bem.
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