O Que Está Acontecendo com Dennis?
Cientistas acreditam, que se um gene de um animal fosse implantado no DNA
de um humano, essa pessoa, provavelmente começaria a ter hábitos e
características desse animal. Era o que estava acontecendo com Dennis e alguns
de seus amigos. Anna foi ver como Dennis estava em seu quarto, quando ela entrou, percebeu que o lugar estava escuro, com as curtinhas
fechadas e as luzes apagadas. Anna também percebeu que Dennis estava na cama,
mas não estava descansando, estava sentado numa posição rígida, assustado,
tampando os ouvidos.
-
Dennis tá tudo bem com você? – perguntou Anna.
-
Shhhhh – sussurrou Dennis inquieto – fale mais baixo, fale mais baixo!
-
Mas eu estou... mas eu estou falando baixo! O que você tem?
-
Eu não sei, mas está piorando a cada segundo.
-
O que você está sentindo?
-
Toda vez que eu olho para a luz do sol, meus olhos começam a arder e eu... consigo escutar tudo.
-
Como assim o que você consegue escutar?
-
Simplesmente, escuto. Você e os outros conversando aí no corredor, a sua mãe lá em
baixo, as crianças brincando na rua, tudo! Até os seus batimentos cardíacos.
-
Consegue ouvir os meus pensamentos Também? – Anna tentou fazer Dennis sorri,
mas não deu certo. – Desculpe... Ahm Dennis?
-
Oque?
-
O que houve com você hoje de manhã?
-
Anna, eu não me lembro de nada, sobre hoje mais cedo, nem mesmo
como eu acordei ou o que eu comi no café da manhã. Só me lembro de você com a
lanterna na minha cara e os outros olhando assustados pra min.
-
Tá, mas por acaso você lembra se fez alguma coisa ontem de madrugada?
-
Não. Por quê?
-
Por nada. Só pra saber. – Anna se retirou do quarto e fechou a porta, com muito
cuidado para não fazer barulho.
-
Como é que ele está? – Perguntou Carolina preocupada.
-
Está piorando. – Sussurrou Anna.
-
O que ele tem? – Sussurrou Alice.
-
Ele não pode ver a luz do sol. –
Pedrinho perguntou:
-
Porque estamos sussurrando?
- A audição dele está muito apurada. Qualquer
som machuca os ouvidos dele, acho que se até se uma formiga der um grito, ele consegue
ouvir.
-
Anna você viu a cor dos olhos dele? – perguntou Carolina.
-
Sim. Estavam vermelhos e a pele tá mais branca do que o normal. Será que é
anemia?
-
Anna? – disse Carolina. – Você acha que o seu primo pode está se transformando
em um... – Alice a interrompeu gritando:
-
UM VAMPIRO! – todos fizeram: “shhhhhhh”
-
Alice fale baixo! – disse Anna.
-
Desculpe mais em toda minha vida eu sempre me imaginei conhecendo um vampiro de
verdade!
-
Vampiros não existem aqui sua boba, estamos no nordeste do Brasil, aqui existe
mesmo é lobisomem! – disse Pedrinho
-
Ah, bando de cabeça de ovo! – murmurou Carolina. – Não existem vampiros e
lobisomens, e Dennis não esta se transformando em um vampiro ele esta virando
algum tipo de meio humano e meio morcego. Sei lá. – Alice falou:
-
Hello? E os vampiros são meio humanos e meio oque? Dã!
Enquanto isso dentro do quarto, Dennis se levantou da cama. Estava perplexo como conseguia ouvir tão bem a sua prima e seus amigos, mesmo sabendo que todos estão do lado de fora do quarto, ele podia ouvi-los falarem e respirarem como se estivessem ao pé de seus ouvidos. Dennis passou em frente ao espelho do quarto e algo em seu corpo lhe chamou a atenção, ele voltou para a frente do espelho e percebeu um estranho volume em seu corpo.
Suas roupas estavam justas e seu corpo parecia maior. "Será que estou tendo uma ilusão de ótica?", ele se perguntou. Dennis então, levantou sua camisa e ficou surpreso com o que viu. Seus músculos estavam salientes de uma forma impressionante, seu peitoral estava avantajado, os músculos de seu abdômen estavam definidos, divididos em dobras e as mangas de sua blusa estavam acochadas sobre seus bíceps.
- O que esta acontecendo comigo? - Ele se perguntou.
Do lado de fora do quarto, Carolina tirou sua mochila das costas.
- Não sei o que está acontecendo com Dennis ou com a gente, mas talvez eu
possa saber se conseguir dar uma olhada bem de perto, se é que me entendem.
Carolina retirou de dentro da sua mochila uma caixinha de cotonetes e cinco saquinhos plásticos.
– Como assim? - Perguntou Alice – Eu não entendi, o que é que você vai olhar que na gente?
– Eu vou coletar uma amostra saliva e tentar examinar o nosso material genético.
Pedrinho perguntou:
Carolina retirou de dentro da sua mochila uma caixinha de cotonetes e cinco saquinhos plásticos.
– Como assim? - Perguntou Alice – Eu não entendi, o que é que você vai olhar que na gente?
– Eu vou coletar uma amostra saliva e tentar examinar o nosso material genético.
Pedrinho perguntou:
– Você sempre anda com isso na sua mochila?
– Nunca se sabe quando você vai precisar de uma amostra de DNA.
Como eu já disse antes, Carolina é uma garota muito inteligente para a idade. Com os cotonete, pegou um pouco de saliva de cada um, depois os colocou em saquinhos e os etiquetou com os nomes de cada um.
Como eu já disse antes, Carolina é uma garota muito inteligente para a idade. Com os cotonete, pegou um pouco de saliva de cada um, depois os colocou em saquinhos e os etiquetou com os nomes de cada um.
-
Agora falta o Dennis. – Disse Carolina.
-
Quer que eu te leve até ele? – Perguntou Anna.
-
Claro que não! Quer dizer, é o Dennis, ele não vai me fazer mal.
-
Tudo bem, mas faça silêncio – Disse Anna.
Quando Carolina entrou no quarto, Dennis estava fora de si. Estava agora numa posição mais relaxada na cama, com as pernas cruzadas e quando viu Carolina entrar, abriu um sorriso convencido no rosto, claramente já esperava por ela.
Quando Carolina entrou no quarto, Dennis estava fora de si. Estava agora numa posição mais relaxada na cama, com as pernas cruzadas e quando viu Carolina entrar, abriu um sorriso convencido no rosto, claramente já esperava por ela.
-
Carolina você veio me ver! – Disse Dennis com a voz sonolenta.
-
Anna me disse que... que você estava péssimo. – falou Carolina confusa.
-
Estava, mas agora não estou mais, sabe por quê?
-
N-não sei. Por quê?
-
Por que você está aqui.
Carolina começou a rir desnecessariamente e logo depois percebeu o seu comportamento anormal e então parou, sentou-se na cama e disse:
Carolina começou a rir desnecessariamente e logo depois percebeu o seu comportamento anormal e então parou, sentou-se na cama e disse:
-
Eu vim pra, pra pegar uma amostrar de DNA. – Dizia Carolina nervosa enquanto
pegava um cotonete. – Pode abri a boca?
Dennis se curvou para Carolina e abriu a boca flertando-lhe, Carolina passou o cotonete em volta dos lábios de Dennis, e se assustou quando viu seus caninos estavam crescendo.
Dennis se curvou para Carolina e abriu a boca flertando-lhe, Carolina passou o cotonete em volta dos lábios de Dennis, e se assustou quando viu seus caninos estavam crescendo.
-
Está com medo? – Perguntou Dennis com a expressão perversa.
-
Não.
-
Deveria estar.
-
Não vai me machucar. – Disse Carolina confiante.
-
Será mesmo?
Quando Carolina compreendeu o que estava prestes a acontecer, ela correu imediatamente para a porta, mas num piscar de olhos, Dennis estava em cima dela, deitados no chão. Carolina começou a gritar, Dennis arreganhou a boca fazendo um ruído com a garganta. Quando Anna ouviu os gritos de Carolina, abriu a porta do quarto imediatamente e viu Dennis em cima de Carolina, segurando os pulsos dela contra o chão. Anna gritou:
Quando Carolina compreendeu o que estava prestes a acontecer, ela correu imediatamente para a porta, mas num piscar de olhos, Dennis estava em cima dela, deitados no chão. Carolina começou a gritar, Dennis arreganhou a boca fazendo um ruído com a garganta. Quando Anna ouviu os gritos de Carolina, abriu a porta do quarto imediatamente e viu Dennis em cima de Carolina, segurando os pulsos dela contra o chão. Anna gritou:
-
Dennis, largue ela!
Mas assim que a luz invadiu o quarto. Rápido como uma flecha, Dennis saiu de cima de Carolina e se escondeu. Carolina se levantou atordoada e correu para fora do quarto.
Mas assim que a luz invadiu o quarto. Rápido como uma flecha, Dennis saiu de cima de Carolina e se escondeu. Carolina se levantou atordoada e correu para fora do quarto.
-
A mutação dele é mais instável do que pensei. – Disse Carolina.
-
Me desculpe – disse Anna –, não devia ter deixado você entrar lá sozinha.
-
Tá tudo bem eu consegui a amostra de DNA. Anna, seu primo precisa que você cuide dele, deixe a porta trancada
quando anoitecer.
- Tem razão. – Concordou Alice – Não que eu me incomode em ser atacada pelo Dennis, mas eu não quero saber do que ele vai ser capaz de fazer depois que escurecer e ele puder sair.
-
Mas Carolina – disse Anna – meu turno na lanchonete começa ao meio-dia e
acaba às sete da noite. Não posso trabalhar na lanchonete e ficar tomando conta
dele.
-
Tudo bem, Anna – disse Pedrinho – eu e Alice vamos tomar conta dele, por você
eu faço tudo!
-
O quê? – Gritou Alice. – E por quê eu faria isso?
-
Porque você é a minha melhor amiga? – Disse Anna sorrindo.
-
Ainda bem que o Dennis é bonito.
Carolina odiou o que Alice disse sobre o Dennis, sabia que sua amiga também se sentia atraída por ele, mas Alice amava o Dennis de uma forma que Carolina não admirava.
E assim, Anna foi trabalhar na lanchonete, Pedrinho e Alice ficaram na sala vendo televisão, brigando pelo controle-remoto, discutindo e xingando um ao outro, e Carolina se infiltrou em um colégio militar, no qual seu irmão mais velho estudava para usar o laboratório e analisar as amostras de DNA coletadas de seus amigos.
E assim, Anna foi trabalhar na lanchonete, Pedrinho e Alice ficaram na sala vendo televisão, brigando pelo controle-remoto, discutindo e xingando um ao outro, e Carolina se infiltrou em um colégio militar, no qual seu irmão mais velho estudava para usar o laboratório e analisar as amostras de DNA coletadas de seus amigos.
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