Agora é Pessoal
Anna já não
estava mais aguentando viver sob o mesmo teto em que Dennis estava o ambiente
que sua casa havia se transformado, ficou insuportável para Anna. Fazia tempo
que sua mãe dizia alguma coisa, depois da tal decepção que Dennis lhe causou,
Tereza não falava mais com o Dennis e nem com ninguém. Anna então tomou a
decisão, de sair de casa no meio da noite, mesmo sabendo que isso não é uma
atitude irracional, mas para não causar pânico em seus amigos, Anna deixou uma
mensagem de voz no dispositivo R.N.G. de Alice que dizia: “Alice se você estiver ouvindo esta mensagem, não se preocupe eu não vou
estar morta, mas.... Também não vou estar em casa, estou indo embora, me
desculpe, é só por um tempo. Eu amo o
Dennis, sempre vou amá-lo, mas não aguento mais conviver com ele, primeiro foi
com o Renan e agora a minha mãe depois...” Anna suspirou um sorriso. “Acho que agora sei, qual era a intenção dele
com aqueles desenhos Alice.” Continuou Anna: “ele queria matar a cada um de nós e conseguiu, ele esta nós matando
bem lentamente. Estou indo Alice tchau, beijos.” Assim que Anna terminou de
gravar a mensagem, ela pegou sua mochila e colocou várias coisas que poderia
precisar depois que terminou, ela olhou para o relógio (dispositivo R.N.G.) era
01h20minhs da madrugada, ela então foi sorrateiramente para o quarto de sua
mãe, que dormia no centro de uma cama de casal com uma mascara de dormir, como
muito cuidado Anna deu um beijo de despedida em sua mãe, uma lágrima escorreu
pelo seu rosto, mas Anna a enxugou rapidamente e então se foi, assim que Anna
se virou em direção à porta, a luz de um abajur, que ficava ao lado de uma
cadeira de balanço, acendeu. Quando Anna viu quem estava sentado lá, quase que
seu corpo pegava fogo. Era Dennis com seu terrível capuz preto.
- Vai á algum
lugar Anna? – Perguntou Dennis com o seu sorrisinho travesso. Anna ia logo
perguntar como ele sabia que ela estava indo embora, mas então percebeu que
estava segurando sua mochila em um ombro.
- Mas oque...
O que você tá fazendo aqui? – Dennis pôs o dedo indicador nos lábios e fez:
- Shhhhh, sua
mãe está dormindo, deixe ela dormir... Não vamos acordá-la certo? – Anna cerrou
os punhos.
- Eu sei oque
está fazendo, e não vou deixar que machuque meus amigos e a minha família!
- Machucar!?
Anna, só porque eu estou andando com uma ex-vilã dos Feras Noturnas, não
significa que eu vou matar alguém tá? Agora é você que está ai ficando toda
paranoica pensando que eu vou matar alguém...
- Foi você que
jogou o Renan da varanda não foi?
- É foi, foi
divertido! – Anna arregalou os olhos e ficou pasma.
- Dennis oque
que aconteceu com você, eu nem estou te reconhecendo!
- Eu é que não
estou reconhecendo você, nenhum de vocês!
- Mas por quê?
- Quando eu
voltei pra cá, vocês me trataram como se eu fosse ninguém, como se nada tivesse
acontecido nas férias passadas e então me aparecem com essa história de colocar
outro líder! – De repente a raiva de Anna se acalmou um pouco.
- Olha Dennis,
agente não queria te tratar daquele jeito, é sério. Mas depois que você foi
embora, as coisas ficaram muito difíceis pra gente. Os Feras Noturnas ficaram
sem saber o que fazer sem um líder, eu não podia ir junto com eles nas missões
o tempo todo eu precisava ajudar a minha mãe com a lanchonete e... Eles
sentiram muito a sua falta, ai eles não tiveram outra escolha a não ser se
virarem sozinhos.
- E aonde você
quer chegar me dizendo isso? Ah isso não importa agora, o Dennis foi embora e
não vai voltar nunca mais!
- E então é
isso? Você se sentiu mal e quer fazer todo mundo se sentir também?
- Cansei de
bancar o bonzinho Anna, prefiro ordenar que alguém se ajoelhasse de ante de
min, do que pedir: “por favor”!
- Se você
tocar, em um fio de cabelo deles eu...
- Vai fazer o
que? Vai me entregar, vai nos
entregar? – Anna contraiu os lábios.
- Acredite
garota, você não perde por esperar. – Depois dessa conversa, Anna desistiu de
ir embora, ela voltou ao seu quarto e desfez a mochila, mas não conseguiu
dormir pelo resto da noite, Dennis, seu primo, havia se tornado oficialmente
seu vilão. Na manhã seguinte, no café da manhã, Anna falava com Dennis o mais
natural possível. Porém Tereza não falava mais com Dennis, depois que
terminaram João chamou Anna para conversarem a sós, ele começou a elogia-la por
ter voltado a falar com seu primo e por trata-lo bem novamente. Em quanto isso
Dennis havia pegado uma garrafa de querosene e foi até a cozinha da lanchonete
ele derramou a querosene nos pés da porta da cozinha e fez uma trilha até as
portas, que dava para o quintal e para o deposito. Depois ele borrifou desinfetante
para disfarçar o cheiro do querosene. O desinfetante não ajudou muito, mas o
cheiro do querosene ficou mais leve. Quando João estava saindo para a
faculdade, ele lembrou a sua mãe que deveria ir à cozinha da lanchonete para
ver se havia algum alimento em falta. E então Tereza acompanhou João até o
portão e dirigiu-se a cozinha. Em quanto isso Anna foi assistir TV. Quando
Tereza foi à cozinha, Dennis estava escondido debaixo do balcão da lanchonete
ele saiu de seu esconderijo e pela janela da cozinha, onde se colocam os
pedidos, ele observou sua tia ir ao deposito. Antes que ela abrisse a porta
Dennis ligou um isqueiro e o jogou nos pés da porta da cozinha. Em menos de
alguns segundos a porta começou a ser consumida pelas chamas, Tereza tentou abri-la,
mas a maçaneta queimou sua mão, ela foi ligar as torneiras, mas saia água,
Tereza então resolver sair para o quintal para pedir ajuda e desligar as
válvulas dos bujões de gás, mas uma trilha de fogo serpentou até a porta do
quintal e do deposito lhe deixando sem saída. As chamas consumiram os armários
que pirou o incêndio. João antes que chegasse a uma parada de ônibus percebeu
que havia esquecido se de pegar seu celular e ao voltar para casa ele acabou
flagrando Dennis sair contente de casa, João gritou pelo seu nome, mas Dennis
não ouviu. Tereza não teve outra escolha a não ser gritar por socorro. Assim
que João entrou em casa ele ouviu os gritos de socorro de sua mãe e as
labaredas de fogo vindo da cozinha da cozinha, nesse momento Anna também ouviu
os gritos de sua mãe, ela desligou a TV e desceu correndo pelas escadas quando
chegou à cozinha João já tinha pegado um extintor de incêndio, Anna pegou o
telefone no balcão e digitou 193 e
chamou os bombeiros. João com o extintor de incêndio apagou as chamas na porta
da cozinha e resgatou sua mãe, que estava quase sem fôlego, Anna abraçou sua
mãe e começou a chorar de preocupação, João as levou para fora o extintor de
incêndio não dava conta de todo o incêndio, quando chegaram à calçada, as
chamas consumiram o fogão que explodiu. Alice, Carolina e Pedrinho que estavam
andando pelo bairro viu um caminhão dos bombeiros com a sirene ligada indo em
direção à casa de Anna, eles então correram desesperados para lá. Os bombeiros
entraram na lanchonete com extintores e mangueiras, depois de meia-hora
apagando o fogo, eles saíram de lá um deles estava trazendo Xandre nos braços,
seu pelo branco estava alvo como a neve.
- Esse gato é
de vocês? – Perguntou o bombeiro.
- Ah, sim! –
Exclamou Anna. - Muito obrigada!
- Você não vai
acreditar. Ele estava dormindo embaixo de um armário na cozinha, por algum
motivo a única parte em que as chamas, não alcançaram foi onde ele estava!
- Foi um
milagre. – disse Anna com lágrima nos olhos. – Muito obrigada s.r. Bombeiro! – Tereza que estava com
uma máscara de oxigênio no rosto, tirou a máscara e perguntou:
- Onde está o
Dennis? – Anna disse que não sabia, mas ao ouvir a pergunta, João se lembrou de
quando viu Dennis sair da lanchonete com um sorriso no rosto e quando João
entrou em casa, encontrou sua mãe a beira da morte. Nesse momento, tudo que
Anna havia dito para João começou a fazer um leve sentido. João sussurrou:
- Não pode
ser... – Antes que João contasse a Anna e a sua mãe no que havia acabado de se
lembrar, Anna falou:
- Ali está
ele! – E de dentro da casa, dois bombeiros traziam Dennis, com o rosto sujo de
cinzas.
- Não pode
ser! –Repetiu João.
- O que ele
estava fazendo lá dentro? – Perguntou Tereza aos bombeiros.
- Ele pensou
ter ouvido você na cozinha e entrou lá para tentar salvar a senhora... –
Respondeu um dos bombeiros. – Ele foi um grande herói. – Anna e João não
acreditaram nenhum pouco na história, mas não disseram nada. De repente
Pedrinho veio correndo e deu um abraço muito forte em Anna.
- Oh Anna,
está tudo bem com você? Fiquei tão preocupado!
- Pedrinho me
solta! – disse Anna gemendo.
- Anna o que
você está fazendo aqui? – Perguntou Alice.
- Como assim?
Essa é minha casa.
- Eu ouvi a
mensagem que você me enviou.
- Ah! Mudei de
ideia, explico depois.
- Mas oque foi
que aconteceu aqui? – Perguntou Carolina.
- Foi tudo tão
de repente... Acho que foi um curto circuito. – Disse Tereza e então os
bombeiros começaram a fazer perguntas a ela e a João, enquanto isso Anna ficou
falando com seus amigos a sós.
- Galera, vamos
ter uma reunião hoje à noite.
- Mas Anna e a
sua casa... - Disse Pedrinho.
- É urgente,
preciso muito conversar com vocês! – Anna se virou e olhou para Dennis, que
estava com uma máscara de oxigênio, lhe observando com o seu sorriso malicioso.
Ela sussurrou:
- Agora é
pessoal Dennis!
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