terça-feira, 30 de julho de 2013

Cap. 9

Agora é Pessoal


 Anna já não estava mais aguentando viver sob o mesmo teto em que Dennis estava o ambiente que sua casa havia se transformado, ficou insuportável para Anna. Fazia tempo que sua mãe dizia alguma coisa, depois da tal decepção que Dennis lhe causou, Tereza não falava mais com o Dennis e nem com ninguém. Anna então tomou a decisão, de sair de casa no meio da noite, mesmo sabendo que isso não é uma atitude irracional, mas para não causar pânico em seus amigos, Anna deixou uma mensagem de voz no dispositivo R.N.G. de Alice que dizia: “Alice se você estiver ouvindo esta mensagem, não se preocupe eu não vou estar morta, mas.... Também não vou estar em casa, estou indo embora, me desculpe,  é só por um tempo. Eu amo o Dennis, sempre vou amá-lo, mas não aguento mais conviver com ele, primeiro foi com o Renan e agora a minha mãe depois...” Anna suspirou um sorriso. “Acho que agora sei, qual era a intenção dele com aqueles desenhos Alice.” Continuou Anna: “ele queria matar a cada um de nós e conseguiu, ele esta nós matando bem lentamente. Estou indo Alice tchau, beijos.” Assim que Anna terminou de gravar a mensagem, ela pegou sua mochila e colocou várias coisas que poderia precisar depois que terminou, ela olhou para o relógio (dispositivo R.N.G.) era 01h20minhs da madrugada, ela então foi sorrateiramente para o quarto de sua mãe, que dormia no centro de uma cama de casal com uma mascara de dormir, como muito cuidado Anna deu um beijo de despedida em sua mãe, uma lágrima escorreu pelo seu rosto, mas Anna a enxugou rapidamente e então se foi, assim que Anna se virou em direção à porta, a luz de um abajur, que ficava ao lado de uma cadeira de balanço, acendeu. Quando Anna viu quem estava sentado lá, quase que seu corpo pegava fogo. Era Dennis com seu terrível capuz preto.
- Vai á algum lugar Anna? – Perguntou Dennis com o seu sorrisinho travesso. Anna ia logo perguntar como ele sabia que ela estava indo embora, mas então percebeu que estava segurando sua mochila em um ombro.
- Mas oque... O que você tá fazendo aqui? – Dennis pôs o dedo indicador nos lábios e fez:
- Shhhhh, sua mãe está dormindo, deixe ela dormir... Não vamos acordá-la certo? – Anna cerrou os punhos.
- Eu sei oque está fazendo, e não vou deixar que machuque meus amigos e a minha família!
- Machucar!? Anna, só porque eu estou andando com uma ex-vilã dos Feras Noturnas, não significa que eu vou matar alguém tá? Agora é você que está ai ficando toda paranoica pensando que eu vou matar alguém...
- Foi você que jogou o Renan da varanda não foi?
- É foi, foi divertido! – Anna arregalou os olhos e ficou pasma.
- Dennis oque que aconteceu com você, eu nem estou te reconhecendo!
- Eu é que não estou reconhecendo você, nenhum de vocês!
- Mas por quê?
- Quando eu voltei pra cá, vocês me trataram como se eu fosse ninguém, como se nada tivesse acontecido nas férias passadas e então me aparecem com essa história de colocar outro líder! – De repente a raiva de Anna se acalmou um pouco.
- Olha Dennis, agente não queria te tratar daquele jeito, é sério. Mas depois que você foi embora, as coisas ficaram muito difíceis pra gente. Os Feras Noturnas ficaram sem saber o que fazer sem um líder, eu não podia ir junto com eles nas missões o tempo todo eu precisava ajudar a minha mãe com a lanchonete e... Eles sentiram muito a sua falta, ai eles não tiveram outra escolha a não ser se virarem sozinhos.
- E aonde você quer chegar me dizendo isso? Ah isso não importa agora, o Dennis foi embora e não vai voltar nunca mais!
- E então é isso? Você se sentiu mal e quer fazer todo mundo se sentir também?
- Cansei de bancar o bonzinho Anna, prefiro ordenar que alguém se ajoelhasse de ante de min, do que pedir: “por favor”!
- Se você tocar, em um fio de cabelo deles eu...
- Vai fazer o que? Vai me entregar, vai nos entregar? – Anna contraiu os lábios.
- Acredite garota, você não perde por esperar. – Depois dessa conversa, Anna desistiu de ir embora, ela voltou ao seu quarto e desfez a mochila, mas não conseguiu dormir pelo resto da noite, Dennis, seu primo, havia se tornado oficialmente seu vilão. Na manhã seguinte, no café da manhã, Anna falava com Dennis o mais natural possível. Porém Tereza não falava mais com Dennis, depois que terminaram João chamou Anna para conversarem a sós, ele começou a elogia-la por ter voltado a falar com seu primo e por trata-lo bem novamente. Em quanto isso Dennis havia pegado uma garrafa de querosene e foi até a cozinha da lanchonete ele derramou a querosene nos pés da porta da cozinha e fez uma trilha até as portas, que dava para o quintal e para o deposito. Depois ele borrifou desinfetante para disfarçar o cheiro do querosene. O desinfetante não ajudou muito, mas o cheiro do querosene ficou mais leve. Quando João estava saindo para a faculdade, ele lembrou a sua mãe que deveria ir à cozinha da lanchonete para ver se havia algum alimento em falta. E então Tereza acompanhou João até o portão e dirigiu-se a cozinha. Em quanto isso Anna foi assistir TV. Quando Tereza foi à cozinha, Dennis estava escondido debaixo do balcão da lanchonete ele saiu de seu esconderijo e pela janela da cozinha, onde se colocam os pedidos, ele observou sua tia ir ao deposito. Antes que ela abrisse a porta Dennis ligou um isqueiro e o jogou nos pés da porta da cozinha. Em menos de alguns segundos a porta começou a ser consumida pelas chamas, Tereza tentou abri-la, mas a maçaneta queimou sua mão, ela foi ligar as torneiras, mas saia água, Tereza então resolver sair para o quintal para pedir ajuda e desligar as válvulas dos bujões de gás, mas uma trilha de fogo serpentou até a porta do quintal e do deposito lhe deixando sem saída. As chamas consumiram os armários que pirou o incêndio. João antes que chegasse a uma parada de ônibus percebeu que havia esquecido se de pegar seu celular e ao voltar para casa ele acabou flagrando Dennis sair contente de casa, João gritou pelo seu nome, mas Dennis não ouviu. Tereza não teve outra escolha a não ser gritar por socorro. Assim que João entrou em casa ele ouviu os gritos de socorro de sua mãe e as labaredas de fogo vindo da cozinha da cozinha, nesse momento Anna também ouviu os gritos de sua mãe, ela desligou a TV e desceu correndo pelas escadas quando chegou à cozinha João já tinha pegado um extintor de incêndio, Anna pegou o telefone no balcão e digitou 193 e chamou os bombeiros. João com o extintor de incêndio apagou as chamas na porta da cozinha e resgatou sua mãe, que estava quase sem fôlego, Anna abraçou sua mãe e começou a chorar de preocupação, João as levou para fora o extintor de incêndio não dava conta de todo o incêndio, quando chegaram à calçada, as chamas consumiram o fogão que explodiu. Alice, Carolina e Pedrinho que estavam andando pelo bairro viu um caminhão dos bombeiros com a sirene ligada indo em direção à casa de Anna, eles então correram desesperados para lá. Os bombeiros entraram na lanchonete com extintores e mangueiras, depois de meia-hora apagando o fogo, eles saíram de lá um deles estava trazendo Xandre nos braços, seu pelo branco estava alvo como a neve.
- Esse gato é de vocês? – Perguntou o bombeiro.
- Ah, sim! – Exclamou Anna. - Muito obrigada!
- Você não vai acreditar. Ele estava dormindo embaixo de um armário na cozinha, por algum motivo a única parte em que as chamas, não alcançaram foi onde ele estava!
- Foi um milagre. – disse Anna com lágrima nos olhos. – Muito obrigadas.r. Bombeiro! – Tereza que estava com uma máscara de oxigênio no rosto, tirou a máscara e perguntou:
- Onde está o Dennis? – Anna disse que não sabia, mas ao ouvir a pergunta, João se lembrou de quando viu Dennis sair da lanchonete com um sorriso no rosto e quando João entrou em casa, encontrou sua mãe a beira da morte. Nesse momento, tudo que Anna havia dito para João começou a fazer um leve sentido. João sussurrou:
- Não pode ser... – Antes que João contasse a Anna e a sua mãe no que havia acabado de se lembrar, Anna falou:
- Ali está ele! – E de dentro da casa, dois bombeiros traziam Dennis, com o rosto sujo de cinzas.
- Não pode ser! –Repetiu João.
- O que ele estava fazendo lá dentro? – Perguntou Tereza aos bombeiros.
- Ele pensou ter ouvido você na cozinha e entrou lá para tentar salvar a senhora... – Respondeu um dos bombeiros. – Ele foi um grande herói. – Anna e João não acreditaram nenhum pouco na história, mas não disseram nada. De repente Pedrinho veio correndo e deu um abraço muito forte em Anna.
- Oh Anna, está tudo bem com você? Fiquei tão preocupado!
- Pedrinho me solta! – disse Anna gemendo.
- Anna o que você está fazendo aqui? – Perguntou Alice.
- Como assim? Essa é minha casa.
- Eu ouvi a mensagem que você me enviou.
- Ah! Mudei de ideia, explico depois.
- Mas oque foi que aconteceu aqui? – Perguntou Carolina.
- Foi tudo tão de repente... Acho que foi um curto circuito. – Disse Tereza e então os bombeiros começaram a fazer perguntas a ela e a João, enquanto isso Anna ficou falando com seus amigos a sós.
- Galera, vamos ter uma reunião hoje à noite.
- Mas Anna e a sua casa... - Disse Pedrinho.
- É urgente, preciso muito conversar com vocês! – Anna se virou e olhou para Dennis, que estava com uma máscara de oxigênio, lhe observando com o seu sorriso malicioso. Ela sussurrou:
- Agora é pessoal Dennis!

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