O conflito
Ao anoitecer o Refugio dos Lobos foi convocado para uma reunião, em sua enorme mesa retangular Dennis estava em um lado e Priscilla do outro, ela falou:
- Dennis nós nos reunimos aqui hoje, para falar sobre você.
- Como sempre! – sussurrou Mateus.
- Ficamos sabendo do que aconteceu com a Lanchonete Srtª Tereza. - continuou Priscilla. – Tenho que admitir, você é criativo, está sempre nos surpreendendo!
- Eu falhei! - murmurou Dennis. - por algum motivo o irmão da Anna voltou pra casa... Estragou tudo!
- Você sabe que, se você quiser... Agente pode te ajudar com isso.
- Não obrigado, isso é algo pessoal, me perdoem, mas não quero a ajuda de ninguém.
- Enfim Dennis, não era bem isso que eu queria falar com você. - Priscilla olhou para Mateus.
- Então oque é?
- Nós queríamos te dizer que, você está perdendo seu tempo.
- Em quê? – Dennis franziu a testa.
- Querendo se vingar de seus amigos de um por um, sei que você está querendo causar medo neles, mas você deve se lembrar de que eles são os Feras Noturnas, são imprevisíveis!
- E oque você quer dizer com isso?
- Quero dizer que enquanto você persegue um de cada vez, eles podem estar planejando uma armadilha para você, eles já devem saber oque você está tramando. - Dennis baixou os olhos.
-Tem razão. - disse ele com o olhar perplexo. – Tudo bem irmãos, terei mais cuidado e serei mais cauteloso.
- Podem ir queridos, a lua cheia está linda lá fora. – falou Priscilla com um lindo sorriso no rosto.
- Obrigado, boa noite. – Dennis e os garotos se levantaram e se foram, com as suas capas pretas, Mateus voltou-se para Priscilla com revolta.
- É isso?
- Não foi fácil? Os Feras Noturnas serão derrotados e nós não precisamos mover um dedo!
- Então pra que nos recrutou?
- Relaxa Mateus! – Priscilla colocou sua mão sobre a de Mateus. – Você e os outros, são e ainda serão muito uteis pra min. – Mateus tirou a sua mão debaixo da de Priscilla e disse:
- É bom mesmo, eu e os garotos não aguentamos mais ficar escondendo nossos poderes, alguma hora agente vai acabar se descontrolando.
- Não se preocupe isso acontece nos primeiros dias da transformação, mas vai passar. – Mateus se levantou e se foi. Priscilla murmurou:
- Recém-criados, são tão desesperados!- Apesar de um incêndio, ter quase destruído a casa de Anna, a explosão na cozinha da lanchonete, não afetou os cômodos dos andares de cima, mas a lanchonete teve que ser fechada. Assim que Dennis chegou em casa, trancou-se em seu quarto e Alice, Pedrinho e Carolina chegaram para a reunião dos Feras Noturnas.
- Obrigado por terem vindo. – disse Anna os recebendo em casa. – Minha mãe foi à igreja, meu irmão foi na casa de uns amigos e o Dennis foi se encontrar com o Refugio dos Lobos, então vamos logo com a reunião antes voltem.
- Desde quando sua mãe vai à igreja? – Perguntou Alice.
- Ela sempre foi, mas agora que a lanchonete fechou... Enfim vamos logo com isso.
- Mas oque é que você quer tanto falar com agente amor?– Perguntou Pedrinho, mas o assunto da reunião era obvio.
- Quero falar sobre o Dennis e o Refugio dos Lobos. – O gato Xandre apareceu e pulou no colo de Carolina que começou a caricia-lo. - Todos nos sabemos que quando a Priscilla voltou a aparecer por aqui acompanhada com aqueles garotos, o Dennis não tem sido mais o mesmo, ele nos desenhou mortos e quer nos matar e não importa oque agente fale, ele não vai desistir, o Renan foi o primeiro alvo dele e oque aconteceu na lanchonete, foi um atentado contra vida da minha mãe. – Todos ficaram chocados e murmurando incrédulos. – Até o inocente do Xandre, que não tem nada a ver com isso, quase que morre também! – Xandre deu um miado.
- Oque? – Perguntou Alice.
- Isso mesmo. – Respondeu Anna. – E graças a Deus, ele sobreviveu à explosão.
- Mas como? – Perguntou Carolina.
- Ele estava dormindo embaixo de um armário, mas as chamas não chegaram até ele... – Carolina ficou confusa.
- Espera um pouco ai. Ouve um incêndio lá embaixo, a metade da lanchonete foi destruída e o Xandre estava dormindo embaixo de um armário na cozinha, como ele escapou dessa? – Anna respondeu:
- Eu não sei... Mas isso não vem ao caso! Devemos tomar alguma atitude com Dennis ele já tentou matar o Renan e a minha mãe e logo, logo seremos os próximos. - Carolina levantou a mão.
- Sim Carolina? – disse Anna.
- Como podemos ter certeza de que é o Dennis que está por trás desses atentados?
- Ô meu Deus do céu, dai paciência! – Implorou Alice. – Mas é claro que foi o Dennis, garota quem mais poderia ser?
- O Refugio dos Lobos. Lembro-me perfeitamente que, quando Priscilla convidou o Dennis um deles disse: “Todos que você odeia nós odiaremos também...” isso não pode fazer deles suspeitos?
- É uma boa teoria Carolina, mas ele mesmo confessou pra min que foi ele o culpado por tudo isso. – Disse Anna infeliz.
- Olha gente eu não estou passando a mão, na cabeça da Priscilla, nem nada, eu não confio nela. – Dizia Carolina. - Mas vocês viram hoje mais cedo os bombeiros tirando Dennis da cozinha, como ele ainda pode ser suspeito?
- Ai para de defender ele, Carolina! – Resmungou Pedrinho. – O Dennis era meu parceiro, eu tinha a maior consideração por ele e eu também não queria acreditar no que ele virou, mas é a verdade.
- Eu só queria ser pessimista! – murmurou Carolina.
- Ok e enquanto a Mateus Aguiar e os outros, oque a Priscilla pretende com eles? – Perguntou Alice.
- Hummm o Janderson tinha seus guarda-costas. – Disse Pedrinho - Acho que ela queria alguém por perto pra proteger ela. – Alice discordou.
- Não, ai ela teria o irmão dela, o Junior e a Julie pra fazerem isso pra ela. – Anna lhe chamou:
- Alice?
- O que é?
- Oque você faria se fosse a Priscilla se estivesse atrás de vingança?
- Olha em primeiro lugar, se eu fosse a Priscilla eu se matava. – Alice soltou a sua risada escandalosa, porém ninguém rio junto. – Vocês já viram o cabelo dela, parece uma juba... – Anna revirou os olhos.
- Carolina oque você faria se fosse a Priscilla se estivesse atrás de vingança? – Carolina pôs a mão no queixo.
- Bem eu nunca poderia derrotar um clã inimigo, sozinha eu procuraria aumentar a minha força...
- Recrutando um bando! – Completou Anna. – Foi oque ela fez trouce o Mateus de São Paulo até aqui e os outros de outras partes do país.
- Tá legal, mas – Dizia Alice. - de que adianta ter um bando de garotos humanos, se eles não têm nem chance contra nós, porque hello... Nós somos os Feras Noturnas! – Pedrinho concordou.
- É. Humanos não são, páreo contra nós! – Carolina voltou a pensar.
- A não ser... A não ser que a Priscilla saiba que o Dennis seja o mutante mais poderoso que Janderson já criou!
- E dai? – Perguntou Alice.
- E dai que o melhor jeito de vencer uma guerra, é usando as armas mais poderosas e o Dennis seria uma boa arma. – Anna assustada falou:
- Então você está dizendo que a Priscilla fez o Dennis se voltar contra nós só pra usar ele como uma arma, como um meio de vingar o Janderson? – Carolina respondeu:
- Eu ia dizer que, ela queria usar o DNA dele para fazer um bando de mutantes vampiros, mas essa sua teoria também é boa! – Dennis em seu quarto, depois de um algum tempo pensando no que a Priscilla havia dito, levantou-se de sua cama e saiu do quarto quando ia descer a escada ouviu a voz de Anna, Alice, Pedrinho e Carolina e então desistiu de descer. Ele se agachou e ficou ouvindo a conversa.
- Cara que doidera! – disse Pedrinho.
- E então, oque nós vamos fazer? – Perguntou Carolina. – Lutar contra o mutante mais poderoso, que conhecemos?
- Já sei oque fazer. – Disse Anna.
- Já? – perguntou Alice.
- Revelamos as nossas identidades secretas.
- O quê? – Todos perguntaram em coro.
- Anna você sabe oque vai acontecer, se revelarmos quem nós somos? – Perguntou Carolina.
- Nós vamos ficar famosos! – Gritou Alice com um brilho nos olhos.
- Não. – Disse Pedrinho. - Nós vamos parar em laboratórios, sendo estudados como se fossemos extraterrestres!
- Exato! – Concordou Carolina.
- Mas galera é o único jeito, o Dennis é muito inteligente, se agente tentar qualquer coisa contra ele o Refugio dos Lobos, eles aparecem pra defendê-lo ou então ele usa aquela carinha de santo dele. O único jeito de deixa-lo sem saída é pondo em risco a verdade sobre oque ele realmente é.
- Ela tem razão. – Disse Carolina.
- Anna sempre tem razão! – disse Pedrinho.
- Diz isso porque é doido por ela! – Murmurou Alice.
- Gente, por favor? – Anna suspirou frustrada. - Vamos nos revelar hoje, chega de Dennis nos oprimindo! – Ouvindo isso Dennis ficou perplexo. Assim que a reunião acabou e Anna começou a acompanhar seus amigos até a porta, Ele foi andando atordoado de volta para seu quarto e deitou-se na cama, Dennis imediatamente imaginou oque iria acontecer, se todos a sua volta descobrissem que ele era mutante e que ele planejou a morte de Tereza e Renan, seu primo João perderia a consideração por ele, seus pais lhe rejeitariam e expulsariam de casa, seria perseguido na escola, nunca mais iria ver Priscilla e o Refugio dos Lobos, viveria sendo usado em teste e estudos científicos e o pior, iria pra cadeia. Ele então começou a sussurrar freneticamente: “Isso não pode acontecer, não pode acontecer!” Dennis levantou-se e se sentou na penteadeira ele baixou a cabeça, ainda sussurrando e começou a chorar, mas então seu soluço se transformou em rosnados, ele ergueu a cabeça e se olhou no espelho trincando os dentes com fúria ele olhou para o dispositivo R.N.G. em seu braço e o arrancou, jogando-lhe no chão. Rapidamente, os dentes de Dennis cresceram se transformando em presas, sua pele ficou mais pálida do que ela já era e seus olhos castanhos mel, se tornaram vermelhos como sangue. Dennis deixou de rosnar e explodiu em raiva, ele se levantou e começou a revirar o quarto, Dennis puxou a colcha da cama, virou o colchão, começou a jogar as roupas do guarda-roupa ele pegou um abajur e jogou no espelho trincando bem no meio. Anna que estava subindo a escada, indo para a sala ouviu o barulho no quarto de Dennis, ela não sabia que ele estava em casa, imaginava que Dennis estivesse com o Refugio dos Lobos.
- Dennis? – Chamou Anna, confirmando que ele não estava em casa. Dennis, com sua poderosa audição, ouviu os passos de Anna subindo a escada, vendo que a porta de seu quarto estava aberta, ele correu como uma flecha para fechá-la, mas assim que ele fechou a porta, ouviu umCLOCK em suas costas e uma terrível dor tomou conta delas, lhe deixando-lhe paralisado de dor, Anna então chegou até o terceiro andar ela viu que a porta do quarto de Dennis estava fechada, mas mesmo assim colocou o ouvido na porta para se certificar, ela não ouviu nada e então desceu. Dennis foi para frente do espelho trincado ao meio, que lembrava uma teia de aranha, ele tirou seu capuz preto, tirou a camisa e começou a desenrolar as ataduras que enrolou em volta de seu tórax, depois que encontrou enormes hematomas em suas costas, na ultima vez em que tirou o seu dispositivo R.N.G. quando tomava banho. Ele tirou as ataduras e enormes e negras, asas de morcego, brotaram de suas costas. Anna estava na cozinha, bebendo água quando de repente ouviu outro barulho bem maior, no andar de cima, barulho de passos pesados correndo pela casa, ela voltou a subir a escada.
- João, Mãe? – Chamou Anna, se certificando se havia alguém, ela então abriu a porta do quarto de Dennis, acedeu à luz e ficou pasmada ao encontra o quarto todo revirado. De repente as luzes da casa começaram a piscar e se apagaram, com um pouco de dificuldade ela conseguiu achar o caminho para a cozinha, uma forte chuva desabou, e no final das contas Anna acabou recebendo a ajuda de alguns relâmpagos.
-Tem que ter uma lanterna por aqui! – Murmurou Anna, procurando uma lanterna nas gavetas dos armários da cozinha, quando achou uma, foi até o portão de sua casa, olhar a rua e ficou confusa ao ver que todas as casas estavam acesas menos a sua, ela olhou a caixa de força e viu que ela estava destruída. A fim de buscar ajuda, Anna usou o dispositivo R.N.G. para mandar uma mensagem que dizia: “Oi galera, queria pedir a ajuda de vocês, não é nada grave é que a minha casa está sem luz, tá tudo escuro aqui e eu estou sozinha em casa, então se alguém quiser vir aqui me ver, eu vou adorar! Beijos.” E mais uma vez, Anna ouviu os barulhos de passos pesados, como se alguém estivesse correndo em sua.
- Mas que palhaçada é essa!? – Murmurou Anna, ela então subiu a escada, passou pelo segundo andar, quando estava prestes a chegar ao terceiro o mesmo vultou que viu no quarto de Dennis, uma massa preta e muito veloz fazendo tremores pelo chão, passou na frente da escada, oque fez Anna, quase cair pra trás, ela se assustou e desesperadamente começou a descer a escada, olhando para trás derrapando nos degraus, quando chegou à sala de estar ainda estava com os olhos atentos na escada, mas quando se virou viu a coisa mais horripilante da sua vida. Quando Anna deu as costas para a escada viu Dennis, com os olhos vermelhos, asas de morcego enormes abertas em suas costas, sua pele estava pálida, suas orelhas estava pontudas e suas mãos haviam se transformado em garras. Mas oque lhe chamou a sua atenção era que a pele dele estava com um tom acinzentado como se fosse um cadáver nos primeiros dias de decomposição. Anna então deu o maior grito de susto de sua vida e Alice, Pedrinho e Carolina que vinham achando graça da mensagem de voz que Anna enviou, eles acabaram ouvindo os gritos de Anna e então arrombaram o portão da lanchonete e invadiram a casa dela. Dennis começou a lançar suas garras contra Anna, mas ela se desviava de todos os golpes, Dennis então soltou um grito desumano: “Wuaaargh!” ele se atracou com Anna, fazendo os dois caírem no chão, Anna tentou lutar contra ele, mas Dennis era forte demais, ele agarrou seus pulsos e os segurou com força contra chão, mas sem querer Dennis apertou de mais o dispositivo R.N.G. no braço de Anna e acabou o quebrando. E então o corpo de Anna imediatamente esquentou e um forte brilho, vermelho-alaranjado saiu do corpo dela irritando os olhos de Dennis, ele rapidamente saiu de cima dela, quando o brilho cessou e olhos dele melhoraram, espinhos brancos espetaram as costas de Dennis, ele se virou e encontrou Pedrinho, Alice e Carolina. Num piscar de olhos, Dennis estava de ante de Pedrinho que começou a lutar com ele. Dennis segurou Pedrinho pelo pescoço, com uma só mão, o levantou e lhe jogou, contra a parede. Antes que Dennis começasse a andar em direção a Pedrinho, Alice se atracou com ele usando suas espadas para lutar, mas Dennis se desviava de todos os golpes, Alice tentou golpear Dennis nas pernas, mas em duas batidas fortes de asas Dennis levitou sobre a espada, ele então juntou as pernas e com os dois pés chutou Alice no peito, empurrando-lhe para trás. Quando Dennis pousou no chão, ele abriu a boca em um o ângulo de 180º graus e soltou um rugido ensurdecedor. O sonar. Fazendo, quadros, lâmpadas e taças explodirem. Carolina usou a água que estava em sua garrafa térmica que sempre segurava em um cinto, fez uma serpente de água e lançou no rosto de Dennis, porém a única coisa que conseguiu fazer foi fazer Dennis parar de gritar, ele começou a andar em direção à Carolina, até que a água na garrafa de Carolina acabou ela então correu para cozinha e Dennis a seguiu, Anna pressentiu que Carolina iria morrer se Dennis não fosse detido, ele não era mais um garoto, era um mutante morcego sanguinário, com todos os seus instintos a flor da pele.
- Dennis, não machuque ela! – gritou Anna. Carolina corria e puxava as cadeiras, para atrasar Dennis, mas ele as jogava pelos ares, como se fossem feitas de papel.
- Deixe ela em paz! – Gritava Anna, as asas e a cauda de Anna cresceram em suas costas, rasgando sua blusa na parte de trás, lançando penas marrons para todos os lados. Ela então bateu asas e sobrevoou pela cozinha, passando por cima do balcão.
- DENNIS! – gritou Anna, ele virou-se para ela e Anna com toda velocidade empurrou Dennis para trás, Carolina saiu do caminho e então Anna jogou Dennis contra a parede, fazendo com que a parte de trás do crânio dele batesse com força na parede, Dennis revirou os olhos e caiu no chão desacordado. Anna apontou a lanterna para Carolina, que estava caída a sua esquerda apavorada. Anna estendeu a mão para ela e falou:
- Venha... Vamos sair daqui. – Carolina se levantou e Anna a levou.
- O que aconteceu com Dennis? – Perguntou Pedrinho.
- Ele está bem? – Alice em seguida.
- Sei lá! – Disse Anna fria e exausta. – Vamos sair daqui. – Quando todos estavam do lado de fora, assim que Anna ia fechar o portão, de repente: “Wuaaargh!” Dennis saiu voando da casa, agarrou Anna e a levou para o alto com trovões ribombando o céu. Anna deu um soco em cheio no rosto de Dennis ele a soltou e então Anna fez a suas asas brotarem de suas costas e começou a voar e Dennis lhe seguindo logo atrás dela. Os dois estavam se aproximando de um velho prédio em construção, inacabada, quando Dennis mergulhou sobre Anna e caiu por cima dela, fazendo com que os dois caíssem na cobertura do prédio, que nem existia, onde deveria ter um chão e concreto havia só tabuas de madeira, com colunas de metal e ferramentas espalhadas pelo chão. Dennis encontrou um machado e com ele golpeou Anna, mas ela desviou, fazendo com que ele acertasse uma coluna, onde Anna havia caído às tabuas de madeiram cederam, abrindo um buraco, engolindo a ela e o Dennis. Os dois caíram em um chão de concreto, a queda não foi nada agradável a Anna, mas de repente seu dispositivo R.N.G. que estava quebrado, começo a dar interferência e as suas asas e a sua cauda começaram a encolher contra a sua vontade.
- Anna! – Ela ouviu Dennis chamar seu nome, Anna olhou em volta, mas não viu ele.
- Dennis? – Chamou Anna.
- Anna, aqui! – Ela então encontrou Dennis pendurado no parapeito do prédio, as asas de Dennis também começaram a encolher até que não restou nada em suas costas, Dennis olhava para Anna com um olhar inocente, como se não quisesse lhe fazer mal.
- Anna, por favor, me, me desculpa... – Dizia Dennis gaguejado timidamente, ele então ergueu a mão e continuou: - Me ajuda, eu não consigo usar minhas asas! – Anna então estendeu a mão para segura-lo, mas guando Anna segurou a mão dele, Dennis puxou Anna consigo, levando-a para baixo, Dennis largou o parapeito e suas asas brotaram de suas costas e imediatamente levantou voo. Quando faltavam alguns metros para Anna atingir o solo. Alice surgiu com seu rugido de pantera e com um abraço felino agarrou Anna, levando-a em segurança para o chão, logo depois vieram Pedrinho e Carolina para ajudar. A chuva estava começando a cessar quando eles escutaram rosnados de cães se aproximando. Anna, Alice, Pedrinho e Carolina olharam em volta e se depararam com quatro figuras de túnica preta, se aproximando. O Refugio dos Lobos. Dennis aterrissou no chão tão forte quanto um meteoro, Priscilla que segurava uma túnica preta em seus braços vestiu Dennis.
- Olha só, meu morceguinho finalmente deixou seu animal interior sair! - Disse Priscilla em uma voz doce e agradável. – Mas vejo que, você ainda não terminou sua tarefa. – Anna, mesmo “acabada” se levantou e ficou a postos com Alice, Pedrinho e Carolina.
- Já chega! – Ordenou Anna. – Já nos derrotaram, vão embora e nos deixem em paz. – Priscilla lançou um olhar serio para Anna e gritou:
- Os Feras Noturnas, só serão derrotados, quando nós dissermos! – Ela se virou para Dennis que fuzilava Anna com os olhos, ainda fora da razão.
– Vamos querido, ainda vai se divertir muito com eles! – E então o Refugio dos Lobos se foram, desaparecendo em meio às sombras.
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