quarta-feira, 31 de julho de 2013

Cap. 4

Visita ao Matagal


 Ao entardecer, por volta das 3hs da tarde, Alice, Perinho e Carolina atenderam ao chamado e foram para o Laboratório Noturno, Anna foi acompanhada, com o “garoto” David, para a casa da Alice. Local onde o esconderijo dos Feras Noturnas permanece.
- Anna é melhor ter um bom motivo, pra mandar aqueles dois pirralhos, pra minha casa a essa hora, estou perdendo a minha novela!
- Mas a reunião, foi ordem do David. – Alice abriu um enorme sorriso.
- Ah, minha casa estará sempre de portas abertas para vocês, vocês sabem disso não é gente? – David falou:
- Claro Alice, me desculpe por, tomar tanto o seu tempo.
- Sem problemas, gato. – Anna rosnou.
- Então, a Carolina e o Pedrinho, já estão esperando?
- Sim, estão esperando para o laboratório. Venham. – Alice levou Anna e David até o seu quarto, chegando lá, Alice se dirigiu ao seu armário, ela pôs a mão na porta direita e um laser começou a fazer leitura de suas digitais. E então as duas portas do armário se abriram automaticamente, as roupas penduras que havia lá dentro se afastaram e as portas duplas do elevador se abriram.
 - Vamos? – Chamou Alice. David, Anna e Alice entraram no elevador, que fez a sua vagarosa decida até o laboratório no subterrâneo. Quando as portas do elevador se abriram, encontraram Pedrinho e Carolina sentados na mesa das reuniões, a espera.
- Até que enfim, vocês chegaram. – Murmurou Carolina.
- Anna meu amor! – Gritou Pedrinho. Alice falou a Anna:
- Anna você tem que dar um jeito, nesse garoto, ele não para de falar de você! – David falou:
- Pessoal obrigado por terem vindo...
- Ahm, David? – Falou Alice. – Nós estamos todos em um local bem escondido, então você bem que podia ficar na sua forma natural se quiser.
- Não, obrigado Alice. – Anna e Alice sentaram-se a na mesa.
- Feras, reuni vocês aqui porque queria falar sobre o nosso treinamento... – Antes que David terminasse Pedrinho o interrompeu dizendo:
- Já vamos terminar o treinamento?
- Não, Pedrinho... – Alice perguntou:
- Já estamos liberados, para acabar com a raça do Refugio dos Lobos?
- Ahm, não. – Carolina perguntou:
- Vamos lutar contra animais menos ferozes?
- Também não. – Anna perguntou:
- Vamos convidar o Refugio dos Lobos para um piquenique? – Todos se voltaram para ela.
- Nem todos os problemas, precisam acabar em brigas! – Disse Anna.
- Não é briga Anna, é proteção. O que eu queria dizer pra vocês é que os treinamentos precisam ser reforçados. – Todos começaram a reclamar.
– Silencio, por favor? Feras antes de chegar ao assunto chave da reunião, eu queria falar para vocês sobre outro fato, que eu temia que acontecesse. – Alice deu um palpite.
- O fim do mundo, ganhou uma nova data? É todos nós temíamos isso meu querido! – David murmurou:
- Não, Alice não é isso! Para que vocês intendam melhor quero que assistam uma coisa. – David tirou de seu bolço um pen drive e o conectou em um notebook e projetou em um telão, uma meteria de jornal.
“A cidade de São Paulo está em pânico...” Dizia a jornalista.
- Viemos aqui pra assistir jornal? – Murmurou Pedrinho.
- Cala a boca! – Sussurrou Carolina.
“Como se não bastasse os frequentes desaparecimentos de crianças e adolescentes e os assassinatos em série, que está deixando os cidadãos apavorados, os paulistas estão sofrendo ataques de vândalos, um cinegrafista amador que presenciou um dos ataques, em um supermercado disse que os vândalos não eram jovens comuns, pois eles tinham habilidades incomuns, assista ao vídeo.” E então, as próximas imagens que apareceram no telão, eram de uma câmera de celular, que uma pessoa filmava escondida atrás de um balcão. No vídeo apareciam muitas pessoas gritando e correndo assustadas, ouviam também sons e rugidos de animais ferozes, porém em todo o supermercado não avistaram nenhum animal e sim jovens, descontrolados destruindo o estabelecimento roubando comida e atacando pessoas, e então o cinegrafista para de filmar e a jornalista voltou a falar.
“Entrevistamos um senhor que mora próxima ao supermercado e que viu tudo acontecer.” E então as imagens mostraram um senhor, parecia estar próximos aos 80 anos e falava descontroladamente com a jornalista.
 Pode nos dizer como eram esses vândalos? , O velho respondeu:
Esses mutantes, não são de Deus, não minha filha eram horríveis!
Porque acham que são mutantes?
Eu não sei de nada! É como as pessoas chamam eles, gente metade bicho, mas não são gente! – David deu pausa na matéria.
- Esse jornal foi exibido ontem em São Paulo.
- Ô David, - Falou Pedrinho, sorrindo. – Isso por acaso é o trailer de algum filme? Porque sabe, isso não tem como ser verdade.
- Nós somos os únicos mutantes na face da terra! – Interrompeu Alice.
- Não somos mais. – Disse David. - Não temos certeza do que está atacando São Paulo, mas não é humano. Os jovens daquele vídeo têm todas as características, de seres criados em laboratório e com certeza o chefe, está planejando algo. Anna perguntou:
- O Chefe, como assim, você acha que alguém criaria aqueles mutantes? – Carolina também perguntou.
- Espera aí David, você já viu isso antes?
- No meu tempo, ataques de mutantes como esses são muito comuns, esses bandos são criados por uma pessoa, que nós chamamos de “chefe”, geralmente são criados para algum objetivo: rebelião, protesto... E geralmente os bandos agem assim, atacando comércios, para obter alimentos e dinheiro para sobreviverem, sequestram outros para serem transformados e assim aumentam seu número. - Pedrinho falou:
- David será que você pode nos dizer... Como as pessoas vão ter tanta facilidade para criar mutantes, no futuro?
- A mutação dos caninos, felinos, repteis entre outras, são mutações com uma facilidade muito grande de transmissão. – Anna perguntou:
- Então quer dizer que, se, por exemplo, a Alice morder uma pessoa, ela poderá criar um bando de mutantes panteras?
- Com certeza. Mas a pergunta é: Quem está começando isso? – Carolina disse:
- Vou pesquisar na internet, cientistas com alguma ficha criminal. Se bem que, eu acho que nenhum cientista daqui do Brasil, faria uma coisa dessas.
- Priscilla. – Sussurrou Anna.
- O que disse Anna? – Perguntou David.
- Galera? – Disse Anna. - Mutantes não caem do céu, ou surgem do nada, isso só pode ser obra da Priscilla! Ela era amiga do Janderson, sabia tanto de genética quanto ele e a Priscilla é a única pessoa num raio de 1000 quilômetros, capaz de criar um mutante. – David falou:
- Se essa tal de Priscilla, for a responsável por isso, devemos detê-la o mais rápido possível. Por mais que ela não seja o alvo da minha missão.
- Mas gente. – Disse Carolina. – Mesmo que a Priscilla, ainda tenha algumas amostras de Eau Mutant, ela não poderia estar fazendo isso sozinha, é gente demais pra uma só. – Pedrinho falou:
- Ah, mas isso é fácil, ela tem o bando dela e também o... O Dennis.
- Ele não está no meio disso! – Disse Anna.
- Tem certeza, Anna? – Perguntou Alice. - Ele pode voar agora, isso deve facilitar o trabalho dela. – Carolina se levantou, deu um murro na mesa e gritou:
- Pessoal, eu sei que o Dennis, está em maus caminhos agora, mas ele não é idiota ele sabe muito bem, que criar mutantes iria gerar um grande descontrole! – Todos olhavam para Carolina, com espanto. Depois que ela percebeu isso, se sentou e baixou a cabeça.
- Que estranho geralmente é a Anna, que tem um ataque quando falamos do Dennis. – Observou Alice
- Bem... – Disse David. - Agora o verdadeiro assunto que eu queria falar com vocês. É sobre aquilo que a Anna, disse mais cedo, precisamos de outro lugar para os nossos treinamentos, algum lugar que seja mais isolado, seguro e com mais espaço. Alguém conhece algum? – Pedrinho respondeu:
- Quando agente tinha acabado descobrir que nós somos mutantes, nós fomos para um lugar para descobrir os nossos poderes, não foi galera?
- Foi. – Respondeu Anna. – Nós fomos para um matagal, que fica embaixo de um morro, no final da Rua Larga. – Alice falou:
- É, mas a última vez que nós fomos lá, foi no ano passado, já devem ter derrubado aquele mato pra fazer casas.
- Se isso ainda não aconteceu, quero conhecer esse lugar mesmo assim. Podemos ir agora. – Disse David.
- Então vamos lá? – Perguntou Pedrinho.
- Vamos. – Todos se levantaram, Carolina foi a primeira que se levantou e foi em direção ao elevador com pressa, falar do Dennis a deixou, muito nervosa.
- Anna? – David cochichou no ouvido dela. – Não conte pra eles, sobre tudo aquilo que eu te falei tá? Sobre a invasão dos mutantes e sobre estarmos em desvantagem, não quero deixa-los assustados.
- Tudo bem. – Quando saíram da casa de Alice, foram a Rua Larga e desceram ao morro, o tempo que havia se passado, havia feito com que a vegetação crescesse bastante no matagal, dificultando muito a passagem e deixando o lugar bastante sombrio. Quando estavam quase chegando à clareira, que um dia, lá estiveram levaram um grande susto e se esconderam atrás de um tronco de uma árvore caída.
 Pois logo adiante, havia um pequeno acampamento, com quatro barracas e lá havia um grupo de 15 jovens, entre 12 e 18 anos. David, Anna, Alice, Pedrinho e Carolina nunca haviam visto aqueles jovens, mas assim que os viram, reconhecem imediatamente.
- São os mutantes que atacaram de São Paulo! – Exclamou David. Os jovens tinham hábitos estranhos e faziam grunhidos de animais, alguns deles pareciam nem ter mais raciocínio, pois brigavam uns com os outros e não emitiam palavras, somente ruídos. 
- Gente, vamos sair daqui?  - Falou Pedrinho gaguejando de medo.
- Talvez esse não seja o melhor lugar para treinar. – Disse Anna a David.
- Espera, aquele é o seu primo? – Perguntou David. Anna olhou em meio aos mutantes, e lá estava Mateus Aguiar, Dennis e os outros três garotos do Refugio dos Lobos.
- Mas o que eles estão fazendo aqui? – Perguntou Anna incrédula.
- Sinto muito Anna. – Dizia Alice. – Parece que agente tinha razão, sobre o Dennis estar envolvido nisso. – Anna apertou os lábios. Pedrinho percebeu que o capuz de Dennis estava todo para trás, revelando seus braços e ele observou que onde deveria estar seu dispositivo R.N.G. estava nu.
- Galera, o Dennis não tá com o R.N.G. no pulso!
- Não pode ser! – Disse Anna. – Me lembro muito bem, o quanto ele ficou debilitado, quando ele ainda não tinha aquele dispositivo. Como é que ele consegue andar no sol, sem nada acontecer com os olhos dele?
- E aí, Carolina? – Perguntou Alice. – Como você acha que ele consegue? – Carolina suspirou.
- Eu não sei Alice! Pergunta pra Priscilla, ela deve saber!
- Ou ele esta fazendo, muito esforço ou ele consegue controlar a própria mutação. – Disse Anna.
- Alguém está vendo a Priscilla? – Perguntou David.
- Parece que ela não tá aqui. – Respondeu Pedrinho, as garotas confirmaram a ausência dela.
 E então, de repente ouviram-se um uivo, a principio, pensaram que era de um cachorro, mais parecia ser de um animal bem maior como um lobo. Dennis e o Refugio dos lobos e todos os outros jovens mutantes, olharam para o horizonte. David, Anna e os outros não conseguiram ver o que estavam olhando, sem serem pegos. Mas não precisaram ficar curiosos, pois avistaram um outro grupo de jovens se aproximando do acampamento. Nesse novo grupo tinha cerca de dez adolescentes, e eles estavam sonolentos e andava como se fossem zumbis, Dennis, Mateus foram receber o novo grupo.
- Parece que é pra cá que levam as crianças e os adolescentes desaparecida de São Paulo. – Concluiu Anna. David percebeu que a movimentação havia aumentou, por perto do lugar onde estavam e então disse:
- Venham, vamos sair daqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário