O Sinal
- Ah meu Deus! – Anna gritou desesperada quando viu João imobilizado na maca, sua cabeça e seus membros estavam amarrados, o rosto dele estava tão ensanguentado que Anna, não conseguia distinguir o ferimento na lateral de sua cabeça, pois os enfermeiros o cercavam e o empurrava para a ambulância como formigas, levando uma migalha para um formigueiro.
- Não, não, não! – Anna que chorava desesperada, aflita pelo seu irmão, tentou toca-lo, mas foi impedida pelos enfermeiros. Quando subiram com João para dentro da ambulância. Anna avistou seu primo, escorado ao lado do veiculo fingindo estar angustiado. Naquele momento Anna, por um instante se esqueceu de seu irmão.
- Seu monstro, isso foi culpa sua! – Anna avançou na direção dele, mas seus amigos a agarram pelos braços.
- Me larguem, ele foi o culpado disso, ele é louco! – Toda a vizinha ficou pasmada com o surto de Anna.
- Anna, por favor, agora não. – Disse David.
Chegando ao hospital, João foi levado à sala de cirurgia, enquanto Anna, David, Tereza e Dennis ficaram na sala de espera. Depois de meia hora, Dennis que fazia um ótimo papel de criança inocente, avisou que ia dar um volta e saiu do hospital, Tereza que não se importava com ele, não fez questão que ele ficasse, mas David o acompanhou. Já era mais de 11hs da noite, mas o movimento do lado de fora era tão grande, que parecia ser cedo. David queria muito dar uma boa lição em Dennis, pelo que ele estava fazendo com Anna e a família dela, mas ao contrario de Anna, David mantinha incrivelmente a calma.
- Que coisa horrível, isso que aconteceu com João não foi? – Disse David segurando o fôlego.
- É mesmo uma pena. – Dennis se escorou em um carro estacionado.
- Quem você acha que... Faria uma coisa dessas?
- Com certeza, alguém que não tem piedade. – Dennis dizia isso com tanto orgulho e prazer, que fez com que David fizesse esforço para segurar seus punhos.
As portas da frente do hospital se abriram, automaticamente e David viu Anna sair.
- O que será que houve? – Sem dar ouvidos a Dennis, David foi ao encontro de Anna e perguntou:
- E aí, como ele tá? – Anna com os olhos vermelhos de tanto chorar, respirou fundo e respondeu:
- Ele vai ficar bem. Pelo menos... Foi oque disseram
- Mas Anna. – David deu uma olhada rápida para Dennis, que com sua super audição ouvia toda a conversa. – O que exatamente aconteceu?
- A mãe disse que o encontrou no pé da escada, ela acha que ele deve ter escorregado, ou tropeçado e caiu da escada, ele teve sorte de só ter quebrado uma perna.
- Como assim só a perna? E aquele ferimento na cabeça?
- É esse o mistério, assim como a minha mãe, eu também pensei que ele tivesse ganhado aquele machucado quando caiu da escada, mas o médico disse que, aquilo não tem possibilidade, algum, de ter sido provocado em uma queda de escada.
- Então... Ele foi nocauteado antes de cair?
- É o que acreditam, mas pra min não a duvidas de que o que aconteceu com o meu irmão, não foi um acidente. – David levou Anna para dentro do hospital, onde Dennis não conseguiria ouvi-los.
- Anna, não é que eu esteja defendendo o Dennis, mas não vamos acusá-lo sem ter provas, certo? Na hora ele estava lá no acampamento, lembra?
- Ele estava lá, mas não antes de termos chegado. – David olhou para Anna.
- Estou cansada. – Os olhos de Anna se encheram de lágrimas. – Cansada de deixar o meu primo machucar minha família e os meus amigos, de deixar o Refugio dos Lobos prevalecer e fingir que nada está acontecendo. David por favor. Me diga, como agente vai trazer o Dennis de volta? – David suspirou.
- Nós vamos conseguir Anna. – David a abraçou. – Nós vamos conseguir. Anna começou a chorar. Naquela noite o médico que estava cuidando de João, garantiu a Dona Tereza, que seu filho ficara bem e a aconselhou a ir para casa. Na manhã seguinte Anna, David, Alice, Pedrinho e Carolina estavam reunidos mais uma vez na fábrica abandonada, para um último treinamento antes da “batalha”.
- Muito bem feras, não quero que, achem que por hoje ser o último dia de treinamento, pensem que isso é motivo de descanso, alivio ou de comemoração. Um confronto entre mutantes do bem e do mal está por vir. – Dizia David andando de um lado para o outro, de ante de Anna, Pedrinho, Alice e Carolina que formavam uma fileira horizontal.
– O exercito do Refugio dos Lobos, está se aproximando, por tanto receio que tenham aprendido tudo que eu ensinei a vocês, nesses últimos dias. – Carolina levantou a mão.
- Diga Aquática. – Disse David.
- Treinamos todos os dias, durante todo o mês... Com certeza nós jáaprendemos tudo!
- É isso mesmo. – Concordou Pedrinho. - Por min agente já podia ter acabado com aquele bando de góticos, desde a primeira semana de treinamento. – David voltou a falar.
- O fato de vocês acharem que estão prontos, provam que não estão. Vocês precisam parar de subestima-los e esquecerem qualquer possibilidade de vencê-los e... – Antes que David terminasse de falar, Anna levantou a mão.
- Fênix? – Perguntou David.
- Como você garante que vamos vencer, se agente não pode confiar que vamos ganhar? – Todos começaram a murmurar, concordando com Anna.
- Feras, feras? Silencio, por favor? Como eu já falei antes, vocês terão, uma vantagem por manterem o raciocínio, como estratégia na batalha, mas vocês não podem esquecer que aqueles mutantes são números e muito poderosos. Por isso é preciso que cada um de vocês, tenha um valor de um exercito. Multiplicando sua força, expandindo seus poderes. – Alice levantou a mão.
- Garota-Pantera.
- Meu amor, como agente vai fazer isso? – Carolina também estava com duvida.
- É por que... Nossos poderes vêm de uma mutação e não há como comanda-la. – David olhou para Pedrinho, que estava usando um de seus espinhos como pálido de dente.
- É o que vamos ver... Espinho-Branco? – Pedrinho se assustou, quebrando seu espinho, em uma mordida.
- Senhor? – Disse ele com rapidez. David apontou para um velho barril de metal que havia a alguns metros atrás dele.
- Lance um espinho naquele barril. – Pedrinho deu um passo à frente, ergueu o braço esquerdo e fez seus espinhos, de pontas brancas, se projetarem de sua pele. Pedrinho fez um gesto com a mão, como se estivesse tentando empurrar o ar e então, da palma de sua mão um espinho do tamanho de uma caneta, foi atirado no barriu em um piscar de olhos.
- Muito bem Espinho-Branco. – Pedrinho sorriu convencido. David pôs o braço em volta do ombro dele e disse:
- Seus espinhos são ótimos, mas não passam de distração. – O sorriso de Pedrinho desapareceu. – Os mutantes não vão usar habilidades, para distrai-los... Será que consegue fazer espinhos de meio metro?
- Ahm, sim, mas vou precisar fazer bastante esforço, acho que quando eu estiver mais velho...
- O senhor Espinho quer dizer... O Pedrinho do futuro consegue fazer espinhos do tamanho de estacas e ele me disse, que aprendeu a fazer isso quando tinha a sua idade! – Encorajou David.
- É sério? – David sussurrou no ouvido dele:
- E cá entre nós, acho que a Anna ficaria bem impressionada se você fizesse espinhos maiores. – Pedrinho arregalou os olhos.
- É mesmo! – Em seguida David foi treinar Alice.
- Então eu não posso usar de jeito nenhum as minhas espadas? – Murmurou Alice.
- Não!
- Hello, gatinho? Eu nunca vou estragar as minhas unhas lindas e perfeitas, na pele nojenta de alguém!
- Alice a nossa intenção é: Não matar.
- Mas nós vamos para um confronto, uma guerra, se não matarmos, vamos ser mortos!
- Mas infelizmente aqueles mutantes, são apenas jovens enganados, por tanto “matar” será uma decisão, apenas, para momentos de grande necessidade.
- Aff, tá legal!
- Vamos ver se você é pareô com outros de sua espécie Garota-Pantera.
- Queridinho é melhor ficar calado, a gata aqui, pode comer a sua língua... E olhe que estou falando isso em todos os sentidos.
Anna fez uma careta de nojo, tentando imaginar no que Alice queria dizer. David esticou suas garras e Alice também. Alice fez um rosnado e David soltou um poderoso rugido de leão que até assustou Alice, mas em seguida ela avançou pra cima dele. Alice o atacou pela esquerda, pela direita, por cima e por baixo, mas David era muito ágil e rápido.
Alice com rapidez se abaixou e chutou as pernas de David derrubando-o, em seguida ela saltou pra cima de David, mas ele rolou para a direita e Alice acabou caindo de cara no chão, como se tivesse tentado agarrar o chão. Pedrinho e Carolina caíram na gargalhada, até mesmo sua melhor amiga Anna, não se conteve e começou a rir também.
Fênix era a próxima, David e Anna se olhavam esperando o primeiro golpe um do outro. Anna deu um soco em David mirando no rosto dele, mas David se esquivou e com a maior delicadeza possível, ele bateu nas costas de Anna e ela caiu de quatro no chão. David estendeu a mão para Anna, mas ela o agarrou e o derrubou também.
David fingia ser um dos mutantes do Refugio dos Lobos e perseguia Carolina pela fábrica, quando David a encurralou a única coisa que a Aquática fez, foi fazer toda a água de sua garrafinha térmica, ser despejada direto no rosto de David. Ele ficou todo ensopado e paralisado com o frio, mas por fim ele disse:
- Aquática não quero te assustar, mas se você fizesse isso numa guerra você seria morta! – Carolina perguntou:
- Tem certeza que não queria me assustar? – David a levou de volta para o galpão onde Anna, Pedrinho e Alice estavam.
- Carolina seus poderes com água são ótimos, mas acho que você pode fazer coisa melhor do que esguichar água em alguém. – Dizia David.
- Eu posso usar os nutrientes da água para curar ferimentos também.
- Isso é bom, mas acho que não vai conseguir permanecer viva por muito tempo apenas com uma garrafinha de água.
- Ahm David? – Disse Anna, que se aproximava. – Acho que isso não é boa ideia. Carolina não pode lutar nessa guerra.
- Por quê? – Protestou Carolina.
- Mas Anna, porque não? Ela é tão boa, quanto, todos vocês. – Disse David.
- Pode ser. Mas ela é muito nova... – Carolina a interrompeu dizendo:
- Já tenho 11 anos, não sou tão nova assim! – Anna achou hilário o fato de Carolina não se achar tão nova com 11 anos, mas para sua surpresa David concordou com Carolina.
- Ela tem razão. O Espinho-Branco tem a mesma idade que ela e não está de fora.
- Mas o Espinho-Branco é homem, e se algo acontecer a ela a responsabilidade, será minha. Então não.
- Fênix... – David colocou a mão no ombro de Anna e fez ela ficar de costas para Carolina. - Anna, por favor. Você se lembra da 2° regra no combate?
- Ahm, sobreviver?
- Não! União sempre. – Corrigiu David. - Anna vocês estão em pouquíssimo número para lutarem contra um exercito, eu odeio ter que dizer isso, mas as chances de vocês vencerem são mínimas. Por isso qualquer ajuda será valiosa, principalmente a de Carolina. – David e Anna se voltaram para Carolina.
- E então? Estou dispensada?
- Nem que fosse seu aniversário! – Disse David sorrindo.
- É sério? – Os olhos de Carolina brilharam.
- É... Sério. – Disse Anna com um tom de arrependimento.
- Mas agora voltando ao assunto - Dizia David à Carolina. –, uma garrafinha d’água não dá conta de mais de 20 mutantes.
- Então o que eu faço? - No canto de uma parede, David pegou duas garras pet, com 2 litros de água e com amarras que prendiam uma na outra.
- Que tal trocar essa sua garrafinha térmica por essas duas garrafas de 2 litros. Agente amarra, elas duas, nas suas costas.
- Mas David. – Enquanto Carolina falava, David prendia as garrafas d’água nas costas dela, como se fosse uma mochila. - eu não consigo, nem segurar, uma direeeiiito! – Carolina caia para trás enquanto dizia, mas David segurou a mão dela e disse:
- Porque não tenta fazer um esforço? Pelo Dennis.
- Pelo Dennis? – Repetiu Carolina.
E então de repente a expressão de Carolina mudou, ela fechou os olhos, fez a coluna ficar reta, cerrou os punhos, respirou fundo e em seguida abriu os olhos e gritou feito uma autentica guerreia. Carolina levou uma das mãos no ombro, como se estivesse pegando uma espada e então a tampa de uma garrafa saltou. Ela fez um gesto com a mão, como se tivesse acabado de lançar algo invisível na direção de David, mas na verdade um enorme tentáculo de água saiu da garrafa e seguiu o movimento da mão de Carolina, atirando-se no peito de David, tão forte quanto um soco.
O “garoto” foi arremessado para trás, como se fosse feito de pano e caiu no chão, o mesmo aconteceu com Anna que foi atingida no rosto. Os dois levantaram-se do chão ensopados e atordoados.
- Vou ter o maior prazer em ter ela no time! – Disse Anna amedrontada. Na medida em que o dia entardecia, os feras treinaram bravamente. Pedrinho lançava espinhos do tamanho de estacas, sem errar um alvo, Alice estava cada vez mais habilidosa e rápida, tanto que deixou David com vários arranhões pelo corpo e pelo rosto, Carolina aperfeiçoava cada vez mais seus poderes com a água, as garrafas já não pesavam tanto em suas costas e Anna era a única que não conseguia ter sucesso, David lutava com ela várias vezes e ele sempre vencia. Ele sabia que Anna era capaz de derrota-lo, mas David pensava que ela estava fazendo isso de proposito. David a advertiu dizendo:
- Tudo bem Anna, essa será a última vez.
Dessa vez Anna prometeu a si mesma que iria se esforçar mais, mas não era fácil para ela, se concentrar olhando nos olhos felinos de David, ou quando ela é agarrada pelos braços fortes dele ou quando Alice fazia sorrisinhos que diziam: “A Anna tá afim do David, a Anna tá afim do David!”.
David voltou a lutar com Anna, ele a socava por todos os lados, mas ela se protegia usando seus antebraços, quando Anna percebeu que estava se distraindo mais uma vez com David, decidiu fazer o mesmo que Carolina fechou os olhos e respirou fundo. Anna então fez as suas asas brotarem de suas costas, deixando a David distraído, ela se aproveitou e deu um soco em cheio no rosto dele, depois o acertou pela direita e em seguida deu um chute em seu peito que o derrubou no chão. David sorriu, pois Anna estivesse finalmente estava fazendo oque ele queria.
Ele se levantou, deu um rugido e saltou sobre Anna, mas ela agarrou seus braços e o jogou para esquerda, quando David se levantou, Anna bateu suas asas e com os dois pés tentou chutar David, mas ele agarrou as pernas de Anna e os dois se desequilibraram e caíram no chão. Anna caiu por cima de David, seus narizes ficaram encostados um no outro, podiam sentiram seus corações pulsando um no outro, eles ficaram um minuto em silêncio olhando um para o outro até que David falou:
- Treino encerrado. – Quando estavam voltando para suas casas, o sol estava quase se pondo, devido ao medo que havia tomado à cidade, as ruas do bairro que antes eram tão movimentadas, se tornaram fazias. Enquanto faziam a trajetória para sua rua, puderam flagrar algumas famílias deixando suas casas. Portanto tiveram a total liberdade em conversar sobre seus poderes e habilidades, porém Anna não dizia uma palavra desde que saíram da fábrica abandonada.
- Aí David, - Disse Pedrinho. - fala aí: O que mais o Pedrinho do futuro pode fazer?
- Desculpe, não posso dizer.
- Tá, mas e eu? – Perguntou Alice. – Eu fico rica e famosa, no futuro?
- Também não posso dizer.
- Tudo bem, eu sei que eu vou ficar mesmo, ou mais! – David disse:
- Carolina você está de parabéns viu? Os mutantes vão fugir de você na guerra! – Carolina falou:
- Obrigada... Eu nunca pensei que fosse capaz de manipular tanta água! – Quando chegaram à rua em que morava, David falou:
- Olha, eu disse que não ia falar sobre o futuro, mas... Carolina quando eu soube que você usava apenas uma garrafinha d’água como arma, eu quase não acreditei você no futuro é tão poderosa que chegou a mover rios e mares. Os Feras Noturnas tem muita sorte, em ter alguém com seu poder. – Carolina sorriu envergonhada.
- Estou fazendo isso tudo pelo Dennis. – Alice deu uma risada.
- Ah que pena... – David perguntou:
- O que foi Alice?
- Sabe? Todos nós estamos lutando por coisas que são importantes para nós, o futuro da humanidade, a segurança da cidade, trazer de volta um amigo querido... Mas eu acho triste, lutar por alguém que nunca vai me querer, não, eu não acho isso triste, eu acho isso uma total burrice! – Carolina trincou os dentes e olhou para Anna, que já percebera o nervosismo dela e lhe sussurrava:
- Carolina, não! – Mas Carolina não aguentou, ela se voltou para Alice e gritou:
- Escuta aqui queridinha, para de ficar fazendo isso tá? Para de ficar enchendo meu SACO! Tá o Dennis pode não gostar de min, e talvez ele nunca vá gostar. Mas eu não vou desistir dele, porque eu sei muito bem que ele nunca vai gostar de alguém como você, uma idiota, uma retardada, que adora ficar se amostrando! – O queixo de Alice caiu. – Intendeu amiga? Ah, não esqueci! Você usou tanta química no cabelo, que os seus neurônios morreram, então vou tentar te passar o recado de forma mais fácil: Cuida da tua vida falô?
Carolina deus as costas e foi para sua casa, fumegando de raiva. Alice ficou petrificada no meio da rua, com os outros pasmados a sua volta. Até que Pedrinho perguntou:
- Espera aí, a Carolina é afim do Dennis?
Alice revirou os olhos e de repente, ouviram-se um estranho chiado, um forte vento percorreu pela rua, balançando as árvores e derrubando latas de lixo e então avistaram no céu uma nuvem de aves, que se aproximava, no principio pensaram que era um bando de pombos ou corvos, mas o som que emitiam era diferente. A nuvem cobria o céu lentamente, deixando a rua cheia de pequenas sobras inquietas, quando as aves cobriram toda a rua. David, Anna, Pedrinho e Alice perceberam que as aves... Não eram aves e sim morcego, centenas deles, sobrevoando pela rua, no meio da tarde.
- Que doideira! – Disse Pedrinho.
- Meu Deus, o que é isso? – Perguntou David.
- Dennis. – Disse Anna.
- O que tem ele? – Perguntou Alice.
- É o sinal dele, o exercito do Refugio dos Lobos... Está chegando. – David parou de olhar para os morcegos e se virou para Anna, Pedrinho e Alice.
- Alice, Pedrinho preciso que vocês durmam essa noite na casa da Anna. – Pedrinho falou:
- Sem chance cara, minha mãe não vai deixar. – Alice também discordou.
- Agente já passa o dia inteiro na rua...
- Os Feras Noturnas precisam estar juntos e preparados. O Refugio dos Lobos estão se aproximando, podem chegar amanhã ou até mesmo... Hoje à noite!
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