Anna Sai para Voar no Meio da Noite
Naquela noite Anna, avisou aos seus amigos que, a reunião da noite no Laboratório foi cancelada, David precisava não só conversar com os Feras, mas treiná-los urgentemente. Com o entardecer da noite, todos na casa foram dormir. David havia acabado de escovar os dentes, quando entrou no quarto encontrou Dennis terminando de armar sua rede. David lhe perguntou:
- Você vai dormir? – Dennis riu.
- É claro que sim, não é o que a maioria das pessoas fazem a essa hora? – David começou a fazer uma risada falsa.
- Ah é claro, porque você é uma pessoa... E seria muito estranho, você não ter sono... A essa hora da noite. - David murmurou a si mesmo: “Puxa, como eu sou idiota!”.
- Boa Noite. – Disse Dennis, logo depois se deitou na rede e capotou.
- Ahm. Quer que eu apague a luz? – Dennis não respondeu.
- Dennis? – David se aproximou da rede de Dennis e ouviu um leve ronco.
- É acho que alguém, andou trabalhando muito. – David apagou a luz e deitou-se.
Anna estava sem sono, ela estava muito preocupada com Dennis. Por mais que ele fosse, o pior vilão que os Feras Noturnas já enfrentaram e que ele tivesse tentando matar a ela e a sua mãe, Anna o amava muito e não conseguia acreditar e aceitar que Dennis estava ajudando Priscilla a criar um exercito de mutantes. Algo que Carolina havia lhe dito também, fizera Anna se preocupar mais ainda. “Mesmo que agente derrote todos os integrantes do Refugio dos Lobos e aqueles mutantes, o Dennis não vai voltar pra nós, sair dos Feras Noturnas foi vontade dele Anna, é a mais pura verdade.”
Ter um amigo ou um parente se perdendo em maus caminhos, não é nada bom. Em outro quarto, David também não conseguia dormir, mas não porque estava preocupado com alguém e sim porque estava com medo. Dormir ao lado de um mutante sanguinário e daquele que irá levar o medo, o pânico e o terror a humanidade também não devia ser nada bom. De vez em quando ele olhava para a rede de Dennis cautelosamente para se certificar que ele estava dormindo. Dennis espantosamente dormia, feito uma pedra, sem se mexer, emitir algum som ou um sinal de vida. David então se deitou de lado na cama, ficando de costas para Dennis, ele então procurou relaxar e fechou os olhos, enquanto o sono vinha lentamente até, de repente David ouviu um estrondo no chão.
BUM!
A primeira coisa que David fez, foi olhar para a rede de Dennis e se surpreendeu em ver a rede fazia. E logo adiante, na janela, agachado como uma gárgula, Dennis estava sentado, como um gato, calculando seu salto. David pensou que Dennis estava usando sua túnica preta ou alguma jaqueta de coro, mas logo então, percebeu que em suas costas asas de morcego estavam expostas. Dennis ainda não havia percebido que David estava acordado, quando David planejou se levantar da cama, Dennis se jogou d janela. David levantou-se rapidamente e antes que ele se aproximasse da janela, viu a enorme criatura com asas de morcego voando em direção ao céu na calada da noite.
Anna em seu quarto virou-se para a janela e olhou para lua, com seu brilho pálido que iluminava seu quarto e então viu um vulto passar pela sua janela num piscar de olhos. Qualquer um que tivesse visto aquilo, com certeza, fecharia a janela imediatamente ou então se cobririam com os lenções, mas Anna conhecia bem aquele vulto. Ela levantou-se de sua cama imediatamente, se dirigiu a janela e a sua duvida foi morta, quando viu Dennis voando para a direção a Rua Larga. Anna tinha um palpite do que Dennis iria fazer naquela hora da noite então, ela foi para seu guarda-roupa e pegou sua roupa vermelha, seu uniforme de Feras Noturnas.
David, que também havia acabado de trocar de roupa, ele foi ao quarto de Anna, mas não quando chegou lá, não a encontrou. O cobertor, em cima da cama estava, quase todo no chão, e a porta que dava, para área na varanda estava aberta. David saiu e viu no céu, Anna voando com suas asas enormes seguindo seu primo.
- O que você está fazendo, Anna? – Perguntou David, nervoso.
Anna fazia o máximo para seguir Dennis, sem ser notada, ela batia as asas com muita leveza, para não fazer barulho, tomava distancia para não ser vista, mas às vezes “acelerava” para não perdê-lo de vista. Algum tempo depois seguindo Dennis, Anna estava sobrevoando a Rua Larga, assim como imaginara. Dennis voou morro abaixo e mergulhou em meio às árvores do matagal e então Anna não o viu mais, ela percebeu que a alguns quilômetros, próximo ao rio, fracas luzes amarelas tremeluziam em meio ao mato. Anna encolheu as asas e mergulhou no matagal, no mesmo lugar onde Dennis havia aterrissado.
Quando seus pés tocaram o solo, Anna não o encontrou mais, ela nunca havia estado no matagal à noite antes e percebeu que ele tinha uma aparência muito mais sombria e assustadora a luz do luar. Anna também percebeu que as luzes amarelas estavam bem mais próximas dela, Anna andou um pouco em direção ao brilho tremeluzente e pálido no meio do mato e ouviu música, uivos e gritos. E então Anna viu o acampamento do Refugio dos lobos, eles estavam dando uma festa, todos os mutantes dançavam em volta de uma enorme fogueira.
Ao perceber o quanto o lugar estava movimentado, Anna então decidiu sair daquele lugar, antes que os mutantes sentissem sua presença. Mas quando Anna se virou, se deu de cara com seu primo.
- Dennis! – Suspirou Anna. – Você me assustou. – Os olhos vermelhos de Dennis, brilhavam assustadoramente com a luz da fogueira.
- Seja sincera. Você não achava mesmo que eu não tinha percebido que você estava me seguindo? – Anna não respondeu.
- Eu escuto seus batimentos cardíacos, sua respiração a quilômetros. O bater de suas asas então... – Anna falou:
- Dennis me escuta.
- Não. – A voz de Dennis era perigosamente calma. - Antes eu quero saber: O que você está fazendo aqui? Seus amigos também vieram?
- Não.
- Ah qual é? Sei muito bem que você não é burra em vir aqui sozinha.
- Dá pra me escutar? – Dennis cruzou os braços.
- Eu não vim aqui pra lutar, te ameaçar ou qualquer outra coisa. Eu vim aqui pra falar com você.
- Fala.
- Dennis... Porque está fazendo isso, porque está ajudando Priscilla a criar mutantes? Você sabe muito bem o que pode acontecer se as pessoas forem transformadas em mutantes, afinal era esse o motivo pelo qual você quis impedir Janderson com a Chuva Mutante, não foi? – Dennis respondeu:
- Foi sim. Por mais que o Janderson seja um gênio do mal, o plano dele era irracional. Transformar todas as pessoas em mutantes de uma vez, iria dar um trabalho danado depois, mas com o plano da Priscilla não. – Dennis se virou para o acampamento. - Nós estamos disciplinando-os, dando-lhes uma linha de pensamento.
- E qual é o plano da Priscilla?
- Ela não me... É sigiloso.
- Espera aí, então quer dizer que ela nem te contou o plano dela?
- Acha que vai conseguir tirar alguma coisa de min com essa conversa? – Anna não lhe respondeu.
- Ok Anna, só pra você ver que eu não sou 100% malvado escute oque eu digo: Caia fora. Você e seus amigos. O ataque que estamos planejando para Fortaleza, não vai chegar nem perto dos outros que fizemos, mas antes de chegarmos à cidade vou enviar um sinal, que só vocês iram reconhecer. Vai ser o meu aviso para os Feras Noturnas saírem do nosso caminhos, se não as coisas irão se complicar pra vocês. Caia fora.
- Dennis, eu não faço ideia do que vocês estão tramando e sinceramente não faço questão de saber, mas se a coisa ficar fora de controle... Os Feras Noturnas terão que tomar uma atitude.
- Isso é uma ameaça? – Perguntou uma voz feminina. Anna olhou em volta e na árvore a sua frente, atrás de Dennis, sentada no alto de um galho, estava Priscilla fazendo pose, como se fosse uma modelo de um outdoor.
- O que os Feras Noturnas irão fazer, se a coisa ficar fora de controle?
- Quer mesmo saber? – Perguntou uma, outra voz feminina. Dennis e Anna se viraram e viram Alice, Pedrinho e Carolina surgirem, em meio ao matagal. Todos eles estavam com suas roupas de Feras Noturnas. Priscilla saltou da árvore com um rosnado. Quando Carolina viu Dennis, ele tentou não olhar para ela.
- Dennis porque não me contou que tinha programado um divertimento para a festa? – Perguntou Priscilla, sorriso maliciosamente.
- O que estão fazendo aqui? – Perguntou Anna aos seus amigos.
- Um passarinho verde nos contou. – Respondeu Alice. Anna levantou uma sobrancelha.
- O passarinho verde do futuro? – Pedrinho respondeu:
- Ele mesmo. – Priscilla e Dennis trocaram olhares confusos.
- Bem, não vamos receber os Feras Noturnas em nosso acampamento, sem mostra-los o nosso comitê de boas vindas, certo? – Enquanto Priscilla dizia isso, atrás dela surgiam silhuetas escuras, quatro figuras de túnicas pretas. Mateus Aguiar e os outros três garotos do Refugio dos Lobos.
- Espera! – Disse Anna. - Não viemos aqui para lutar.
- E quem foi que falou em lutar? –
E então todos ouviram um estranho som, parecia que um enorme pássaro batia as asas com muita velocidade por perto, mas fazia um zumbido, como se nem fosse um animal e sim uma máquina. E então do alto das árvores, descia uma criatura que fez com que todos ficassem boquiabertos, era uma fada.
A princípio, não acreditaram no que viram uma garota de short e camiseta, com asas nas costas, elas batiam tão rápido, que não dava para acompanhar seus movimentos, como as elicies de um ventilador. Em quanto à garota descia para o chão bem lentamente, Anna observava seu rosto, ela tinha os olhos coberto por rímel azul, seu cabelo era preto, curto e todo picotado, chegava pouco a baixo das orelhas. Quando a garota chegou ao chão, então Anna a reconheceu.
- Isadora Barbosa? – A garota assentiu.
- Sabe quem ela é? – Perguntou Carolina.
- Ela é uma dos jovens desaparecidos de São Paulo. – Priscilla confirmou.
- Isadora é a nossa primeira mutante com o DNA de um inseto, ela tem os genes de vespa em seu material genético. Isso dá a ela a possibilidade de lançar ferrões e de ter essas asas incríveis! –
David que observava tudo escondido atrás de uma árvore, á poucos metros dali, falou a si mesmo:
- Eles não estão prontos! - Anna disse:
- Isso é muito interessante mesmo, mas daqui a pouco já vai amanhecer e o que eu tinha pra falar com o Dennis. Já falei. Então, já estamos de saída. – Pedrinho murmurou:
- Só porque eu estava doido pra meter espinho em alguém.
- Esperem! – Disse Priscilla. – Tem uma coisa que eu não fui sincera com vocês. – Alice deu um palpite:
- Sobre ter dito que tinha mudado, que queria largar aquela vida que você tinha ao lado do Janderson? Nós já sabíamos disso.
- Não! Quer dizer... Isso também. – Priscilla riu. – Mas o que eu queria dizer é que, o efeito da fórmula Eau Mutant não saiu do meu corpo, eu ainda tenho os genes de lobo dentro de min. – Carolina apontou o dedo para Priscilla e com os olhos arregalados gritou:
- Eu sabia! – Isso saiu bem mais alto do que ela havia imaginado, por tanto a deixou bem envergonhada.
- Pois bem, o gene de lobo nunca foi grande coisa em min, pelo menos eu acho, mas aí quando eu apliquei a mutação no meu velho amigo Mateus... BAM! Ele virou um lobisomem e o mesmo com todos os outros garotos que eu testei a mutação. Daí veio à inspiração para o nome do meu clube gótico.
- Muito bom Priscilla... – Disse Anna. – Nós já estamos indo, vamos deixa-los em paz. – Priscilla riu.
- Você não intende, minha querida! Não deixamos forasteiros saírem em paz. Quer dizer... Deixamos, descansando em paz! – Anna murmurou:
- Fazer o que? – Alice sacou suas espadas, Pedrinho eriçou seus espinhos, Anna soltou suas asas e sua cauda, para fora de suas costas e Carolina fez brotar de sua garrafa térmica um tentáculo de água que foi lançado no rosto de Priscilla. O que não foi uma boa ideia. Priscilla com o rosto molhado gritou:
- Acabem com eles! – Mateus e os outros três tiraram seus capuz e em um piscar de olhos se transformaram em seres híbridos entre homem e lobos.
Os corpos eram todos grandes e fortes, mas eram cobertas de pelo, suas cabeças eram como as de lobo, nas mãos havia garras salientes, as pernas eram patas e na parte inferior das costas um rabo (de lobo). Priscilla e Dennis voltaram para o acampamento, tão calmos e despreocupados como se tivessem acabado de fazer uma atividade qualquer.
- Feras Noturnas atacar! – gritou Anna. Alice, Pedrinho e Carolina avançaram bravamente contra os lobos, Anna bateu as asas e voo para ajuda-los, mas foi surpreendida com Isadora, que surgiu em fração de segundos, voando a sua frente.
- Vai a algum lugar? – Perguntou Isadora.
- Garota volta pra São Paulo se quiser ter um futuro... – Enquanto Anna dizia isso Isadora fazia um gesto de garra com a mão em direção a Anna e lançou lhe um projétil pequeno, preto e afiado, como uma estaca.
Ele acertou a asa esquerda de Anna, que passou rasgando, imediatamente uma terrível dor percorreu a asa de Anna, ela não conseguiu se conter, ainda voando e despencou no chão. Anna fez as suas asas se encolherem para dentro de seu corpo e a dor passou para suas costas, como se o ferrão de Isadora tivesse injetado um veneno em sua corrente sanguínea. Anna tentava se levantar, mas não conseguia e então alguém se agachou ao seu lado.
- David? – Gemeu Anna.
- Tá tudo bem, vou tirar você daqui. – David pôs o braço de Anna em seu ombro e a arrastou para longe. – Eles não estão prontos! – Sussurrou David.
- Feras recuem! – Gritou ele. Depois que ouviram isso, Alice, Pedrinho e Carolina deixaram os lobos e a Isadora.
E correram em direção a David e a Anna. Enquanto fugiam, Pedrinho lançavam espinhos nos focinhos dos lobisomens e Alice desviava os ferrões de Isadora com suas espadas.
- Anna pode dar uma ajudinha pro seus amigos? – Perguntou David.
- Tá legal. – Anna olhou para trás, ergueu a mão e lançou uma bola de fogo.
O disparo foi baixo demais para acertar Isadora ou os lobos, quando a bola de fogo colidiu com o chão, explodiu, Carolina pegou o que ainda restava de água na sua garrafinha térmica e lançou na explosão que instantaneamente criou uma cortina de fumaça. Isadora começou a torci e ficou desorientada e então se esborrachou em uma árvore. Os quatro lobisomens ainda os seguiam persistentes.
- O que agente faz com esses cachorros? – Perguntou Alice.
- Não posso ajuda-los em nada com essa forma. – Sussurrou David.
- O que disse? – Perguntou Carolina. Quando chegaram ao topo do morro, de volta a Rua Larga. David largou Anna por um instante, digitou alguma coisa em seu dispositivo R.N.G. e voltou a ser adulto, mas suas roupasse acabaram se tornando farrapos e suas calças viraram um short.
- Anna vem cá. - Ele segurou Anna em suas costas e se virou para os lobisomens, e então os dentes caninos de David cresceram, ele fez uma careta de puro ódio e deu um poderoso rugido, tão alto que espantou até Anna, Alice, Pedrinho e Caroline. Os lobisomens se encolheram e voltaram correndo, grunhindo, de volta para o acampamento. Alice, Pedrinho, Carolina e David, com Anna em suas costas saíram da Rua Larga, chegando a um cruzamento David falou:
- Muito obrigado por terem vindo ajudar Anna. Agora voltem para suas casas e durmam, quero vocês de amanhã na casa da Anna. – Alice, Pedrinho e Carolina se foram.
David começou a correr de quatro, de volta para casa de Anna, quando chegou ao calçamento da lanchonete Srtª Tereza, David deu um salto que foi parar na varanda, no terceiro andar, Anna que estava toda mole, com o corpo quase todo adormecido devido ao veneno de Isadora, deslizou das costas de David e conseguiu ficar de pé. Anna viu algo no canto inferior das costas de David, acima das pernas dele, algo que a fez com que os arregalar os olhos.
- David o que aconteceu com as suas calças... Ou o que restaram delas? – David timidamente respondeu:
- Acho que se perderam no caminho. – Disse David paralisado. Anna conseguiu esticar os braços, até o varal e puxou um roupão e deu para David se cobrir. Depois de se “vestir” David a levou Anna nos braços, ao quarto dela.
- Eu posso andar! – Murmurou Anna.
- Mas você tá muito fraca e tem que descansar. – Ele deitou Anna em sua cama, acendeu a luz do abajur e sentou-se ao lado dela.
- Como sabia onde eu estava? – David começou a tirar os sapatos de Anna.
- Me acordei quando Dennis estava saindo, fui falar com você, mas quando te procurei você estava seguindo ele. – Anna gemeu de dor.
- O que você foi fazer naquele matagal hein? – Perguntou David.
- Estava preocupada com Dennis, pensei que podia fazê-lo mudar de ideia... Só eu mesma pra fazer uma coisa dessas! Eu só ainda não consigo aceitar e acreditar, que o garoto que um dia impediu que a humanidade fosse transformada em seres mutantes, está ajudando sua ex-vilã a fazer o oposto!
- É, às vezes, as pessoas são impossíveis de serem compreendidas. – David pôs as costas de suas mãos na testa de Anna, depois no pescoço dela. – Sem febre. - Em seguida ele puxou a pálpebra inferior do olho dela. – Vejo um pouco de palidez, mas você deve ficar melhor de manhã.
- Como sabe disso?
- No meu tempo, mutantes com genes de insetos peçonhentos, são bem comuns. Mas acho que a mutação de Isadora ainda não estava completa, você vai ficar bem.
- David, se não percebeu, eu estou ótima. Ah, deve ser o meu dispositivo R.N.G. ele impede que qualquer substância inimiga tenha efeito no meu organismo.
- Nossa, mas a Carolina é bem inteligente para a idade, não é mesmo? – Anna concordou.
- David? – Anna começou a se lembrar das habilidades de David, o rugido que espantou os lobisomens e o salto que deu quando a levou de volta para casa. – Que tipo de mutante é você?
- Eu Anna... – Essa era única pergunta que Anna ainda não tinha feito a ele. – Eu sou um mutante felino, tenho genes de leão, por isso eu tenho garras, grande força, velocidade e dar uns daqueles saltos.
- E por isso seus cabelos, são macios e brilhosos?
- Isso também! – David e Anna começaram a rir. – E também tem... A minha barda e o meu cabelo, eles crescem muito rápido. Deve ser porque eu sou um leão, tenho tendência a ter uma juba.
- Tá, mas “Dente de Sabre” não é um termo usado para os tigres? – David suspirou.
- É que esse codinome foi a minha mãe que me deu, ela também é uma mutante felina, só que ela é de outra espécie, ela é uma... Ahm, ok. – David se levantou. - Você está muito fraca e já deve amanhecer em algumas horas, você precisa desancar.
- Não, não vá! O Dennis, provavelmente só vai voltar amanhã de manhã, então fica!
- Tá legal. – Murmurou David.
- E sair à noite me deixou muito enérgica, estou sem um pingo de sono. – David sentou-se de novo na cama.
- Tudo bem, eu fico então. - Anna lançou um leve sorriso para David.
- Porque está me olhando assim? – Perguntou David curioso.
- Por nada é que... Você é bonito. – As bochechas de David ficaram vermelhas ao abrir um sorriso tímido.
- Eu acho que você deve tá delirando... Descanse um pouco.
- E você tem um belo bumbum. – David se levantou rapidamente.
- Tá legal, eu acho que o veneno da Isadora deve estar fazendo efeito em você. Vou deixar você descansar um pouco.
- Fica! – Anna tentou se levantar rapidamente, mas seu corpo todo doeu. – Fica aqui comigo, por favor!
- Tudo bem! Tudo bem, calma. Era brincadeira. – David voltou a se sentar na cama e impediu Anna de se levantar.
- David me promete uma coisa... Promete que nunca vai me abandonar, a nós? – David ficou um minuto em silêncio.
- Anna, eu sei que você ainda sofre, com a decisão do Dennis, eu intendo. – David colocou a mão no lado direito do rosto de Anna e com o polegar acariciava o rosto dela.
– Mas eu não vou abandonar vocês, enquanto eu não terminar a minha missão. - Anna sorriu grata, seus olhos ficaram pesados e então Anna caiu no sono.
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