segunda-feira, 29 de julho de 2013

Cap. 8

O Que Está Acontecendo com Dennis?


Se um gene de um animal fosse implantado no DNA de uma pessoa, seria provável que essa pessoa começasse a ter hábitos e características desse animal. Era o que estava acontecendo com Dennis e alguns dos seus amigos. Anna foi ver como Dennis estava em seu quarto – emprestado por João – quando ela entrou, percebeu que o lugar estava escuro, com as curtinhas fechadas e as luzes apagadas. Anna também percebeu que Dennis estava na cama, mas não estava descansando, estava sentado numa posição rígida, assustado, tampando os ouvidos.
- Dennis tá tudo bem com você? – perguntou Anna.
- Shhhhh. – sussurrou Dennis inquieto. – Fale mais baixo, fale mais baixo!
- Mas eu estou... Mas eu estou falando baixo! O que você tem?
- Eu não sei, mas está piorando a cada hora.
- O que você está sentindo?
- Toda vez que eu olho para a luz do sol, meus olhos começam a arder e eu... Consigo escutar tudo.
- Como assim o que você consegue escutar?
- Simplesmente tudo. Você e os outros conversando ai no corredor, a sua mãe lá em baixo, as crianças brincando na rua, tudo! Até os seus batimentos cardíacos.
- Consegue ouvir os meus pensamentos Também? – Anna tentou fazer Dennis sorri, mas não deu certo. – Desculpe... Ahm Dennis?
- Oque?
- O que houve com você hoje de manhã?
- Anna, eu não me lembro de nada, que aconteceu comigo hoje de manhã, nem mesmo como eu acordei ou que eu comi no café da manhã. Só me lembro de você com a lanterna na minha cara e os outros olhando assustados para min.
- Tá mais por acaso você lembra se fez alguma coisa ontem de madrugada?
- Não. Por quê?
- Por nada. Só pra saber. – Anna se retirou do quarto e fechou a porta, com muito cuidado para não fazer barulho.
- Como é que ele está? – Perguntou Carolina preocupada.
- Está piorando. – Sussurrou Anna.
- O que ele tem? – Sussurrou Alice.
- Ele não pode ver a luz do sol. – Pedrinho perguntou:
- Porque estamos sussurrando?
 - A audição dele está muito apurada. Qualquer som machuca os ouvidos dele, até se uma formiga der um grito, ele consegue ouvir.
- Anna você vil a cor dos olhos dele? – perguntou Carolina.
- Sim. Estavam vermelhos e a pele tá mais branca do que o normal. Será que é anemia?
- Anna? – disse Carolina. – Você acha que o seu primo pode está se transformando em um... – Alice a interrompeu gritando:
- UM VAMPIRO! – todos fizeram “shhhhhhh”
- Alice fale baixo! – disse Anna.
- Desculpe mais em toda minha vida eu sempre me imaginei conhecendo um vampiro de verdade!
- Vampiros não existem aqui sua boba, estamos no nordeste do Brasil, aqui existe mesmo é lobisomem! – disse Pedrinho
- Ah, bando de cabeça de ovo! – murmurou Carolina. – Não existem vampiros e lobisomens, e Dennis não esta se transformando em um vampiro ele esta virando algum tipo de meio humano e meio morcego. Sei lá. – Alice falou:
- Hello? E os vampiros são meio humanos e meio oque? Dã!
- Anna eu não sei oque está acontecendo com Dennis e com agente. – Carolina tirou da mochila, uma caixinha de cotonete e cinco saquinhos plásticos. – Mas eu posso saber se conseguir uma amostra de DNA. – Pedrinho perguntou:
- Você sempre anda com isso na sua mochila?
- Nunca se sabe quando você vai precisar de uma amostra de DNA. – Como eu já disse antes Carolina é uma garota muito inteligente para a idade. Com os cotonete, pegou um pouco de saliva de cada um, depois os colou em saquinhos e os etiquetou com os nomes de Anna, Pedrinho e Alice.
- Agora falta o Dennis. – Disse Carolina.
- Quer que eu te leve até ele? – Perguntou Anna.
- Claro que não! Quer dizer é o Dennis ele não vai me fazer mal.
- Tudo bem, mas faça licencio – Disse Anna. Quando Carolina entrou no quarto Dennis estava fora de si. Estava agora numa posição mais relaxada na cama, com as pernas cruzadas e o seu sorriso convencido no rosto.
- Carolina você veio me ver! – Disse Dennis com a voz sonolenta.
- Anna me disse que, que você estava péssimo. – falou Carolina confusa.
- Estava mais agora não estou mais, sabe por quê?
- N-não sei. Por quê?
- Por que você está aqui. – Carolina ainda não havia contado a ninguém, mas ela era apaixona por Dennis. Ela começou a rir desnecessariamente e logo depois percebeu o seu comportamento anormal e então parou, sentou se na cama e disse:
- Eu vim pra, pra pegar uma amostrar de DNA. – Dizia Carolina nervosa enquanto pegava um cotonete. – Pode abri a boca? – Carolina passou o cotonete, envolta dos lábios de Dennis, e se assustou quando vil que os caninos estavam crescendo.
- Está com medo? – Disse Dennis com a expressão perversa.
- Não.
- Deveria estar.
- Não vai me machucar. – Disse Carolina confiante.
- Será mesmo. – Depois que Carolina vil o tamanho, que os dentes estavam na boca de Dennis, ela correu imediatamente para a porta, mas num piscar de olhos Dennis estava em cima de Carolina, deitados no chão. Carolina começou a gritar, Dennis arreganhou a boca fazendo aquele mesmo ruído com a garganta. Quando Anna ouviu os gritos de Carolina abriu a porta do quarto imediatamente e vil Dennis em cima de Carolina segurando os pulsos dela no chão. Anna gritou:
- Dennis, largue ela! – Mas assim que a luz invadiu o quarto. Rápido como uma flecha Dennis saiu de cima de Carolina e se escondeu. Carolina se levantou atordoada e correu para fora do quarto.
- A mutação dele é mais instável do que pensei. – Disse Carolina.
- Me desculpe. – Disse Anna. – Não devia ter deixado você entrar lá sozinha.
- Tá tudo bem eu consegui a amostra de DNA dele.  Anna, seu primo precisa que você cuide dele, deixe a porta trancada quando anoitecer. – Pedrinho disse:
- Depois dessa não sabemos mais o que ele é capaz de fazer.
- Mas Carolina. – Disse Anna. – Meu turno na lanchonete começa ao meio-dia e acaba às sete da noite Não posso trabalhar na lanchonete e ficar tomando conta dele.
- Tudo bem Anna. – Disse Pedrinho. – Eu e Alice vamos tomar conta dele, por você eu faço tudo!
- O que? – Gritou Alice. – E porque eu faria isso?
- Porque você é a minha melhor amiga! – Disse Anna sorrindo.
- Ainda bem que o Dennis é bonito.
Carolina ódio o que Alice disse sobre o Dennis. E assim, Anna foi trabalhar na lanchonete, Pedrinho e Alice ficaram na sala vendo televisão brigando pelo controle-remoto, discutindo e xingando um ao outro, e Carolina se infiltrou em um colégio militar, no qual seu irmão mais velho estudava, para usar o laboratório e analisar as amostras de DNA coletadas de seus amigos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário