quarta-feira, 31 de julho de 2013

Cap. 12

Tomando uma Inciativa


  Já era 18hs e 30min e Pedrinho e Alice, estavam na casa de Anna, com suas “malas”, depois de muita imploração aos pais, eles conseguiram a permissão para passarem noite na casa da vizinhaTodos estavam reunidos na sala de estar, assistindo TV aguardando a chegada de Carolina. David que estava com o controle da Televisão encontrou um noticiário que falavam sobre os mutantes. O jornalista dizia:
“Hoje o governador do Estado do Ceará em respeito aos pais das vitimas dos desaparecimentos, o governador disse que novas munições estão sendo enviado para a 3° CIA do Batalhão de Policia de Choque, o GATE. Ao invés de armas de fogo, os argentes irão usar sedativos nos mutantes, para que não ajam mortes, os jovens serão levados para hospitais especializados em genética onde ficaram sob custódia. Tropas do Exercito Brasileiro, estão se dirigindo nesse momento para a cidade de Fortaleza, garantindo a segurança dos cidadãos.” Quando o jornalista começou a falar sobre outra noticia, David desligou a TV.
- Ah não! – Murmurou Anna. – Agora os humanos vão se envolver nisso.
- Mas Anna isso é até bom. Embora o Exército Brasileiro não tenha experiência com mutantes ou tenham capacidade de detê-los, eles podem garantir muita ajuda. – Dona Tereza veio da cozinha, trazendo uma bandeja com bata-frita, sanduiches e latas de Coca-Cola. Chamando a atenção de Pedrinho.
- Dona Tereza, valeu mesmo por deixar agente passar a noite aqui na sua casa - Dizia Pedrinho indo em direção a ela, ou a comida. -, espero que agente não esteja incomodando... Precisa de ajuda com a comida? – Tereza colocou a bandeja na mesa da sala.
- Ah Pedrinho, muito obrigada. Na verdade eu que agradeço pela visita, não é sempre que eu recebo crianças aqui em casa. – Ela fez um olhar de desgosto para Alice e falou baixinho:
- Mesmo que algumas delas sejam sonsas!
- Mãe? – Perguntou Anna.
- Ah nada filha, pois é, esses últimos dias tem sido complicados pra min, com a reforma da minha lanchonete e o acidente do meu filho! – David se levantou o colocou a mão no ombro de Tereza.
- Vai ficar tudo bem tia.
- A obrigada meu rapaz. Agora comam! – Tereza desceu a escada.
- Ahm, Alice? – Chamou Anna.
- Oque? – Perguntou Alice enquanto mordia um pedaço minúsculo de batatinha-frita.
- Posso falar com você um instante?
- Fala. – Anna revirou os olhos.
- Em particular! – Alice imediatamente largou a batatinha e se levantou. As duas foram para o quarto de Anna.
- Ai fala, fala, fiquei curiosa!
- Alice, eu preciso da sua ajuda, com aquele meu problema emparticular.
- Qual deles, cólica, TPM...? – Perguntou Alice.
- Ahm, não é nenhum desses.
-... Gases, bipolaridade, caspa?
- Alice quer me escutar? – Gritou Anna irritada.
- Amiga você quer que eu te ajude ou não?
- Quero, mas, por favor, me deixa falar! Preciso que você me ajude, a acabar com aquele meu sentimento, compulsivo, que eu sinto pelo David. – Alice levou um tempo para raciocinar as palavras de Anna, mas foi em vão.
- Tá legal Anna, mas será que você podia me dizer em que você quer que eu te ajude? – Anna fungou.
- Preciso parar de gostar do David! – Alice deu uma risada.
- Ah! Por que você não disse antes? E menina oque é que foi aquilo que rolou na hora do treino de hoje hein? Eu sabia que você era safadinha, mas nem tanto!
- Tá, obrigada, mas será que você me dizer como eu faço isso parar de uma vez?
- Anna você já se apaixonou antes, não já?
- Algumas vezes, mas...
- Então você sabe muito bem que não dá pra parar assim, de uma hora pra outra!
- Então oque eu faço, me ajuda!
- Olha eu iria te dar algumas instruções, mas a guerra está quase chegando então... Se entrega, diga a ele oque você sente, sem ter medo das consequência, viva o momento, seja a fera noturna que você é.
- Então... Eu tenho que tomar uma inciativa?
- Não sei oque essa palavra significa, mas acho que ela tem haver com oque eu estou falando. – Um leve sorriso se formou no rosto aflito de Anna, mas logo ele sumiu.
- Acho que sei como a Carolina se sente agora.
 No andar inferior, os pedreiros estavam terminando o serviço e Dona Tereza foi conferir. Ela olhou para a parede do lado direito da lanchonete, que estavam terminados de pintala de cor rosa.
- MAS QUE DIABO É ISSO? – Gritou Tereza assustando aos homens.
- O que foi patroa? – Disse um deles.
- Eu disse que queria a parede do lado direito pintada de rosa pink!
- E não está? – Perguntou outro.
- Não! Ah uma jaula pra esse bando de animais! Eu disse que queria rosa pink e vocês pintaram de pink rosa!
- E qual é a diferença? – Perguntou um outro deles.
- Ah eu vou te mostrar qual é a diferença! – E então o portão se abriu e alguém entrou.
- Oi Dona Tereza? – Disse Carolina que estava com uma mochila nas costas.
- Ooooi Carolina! – Disse Tereza toda carinhosa, Carolina estranhou a gritaria.
- Seus amigos estão lá em cima lhe esperando.
- Tá. – Disse Carolina forçando um sorriso. Ela subiu a escada, indo para a sala de estar, ao encontro de seus amigos. Pedrinho foi o primeiro a perceber sua presença.
- Ela conseguiu! – Disse ele apontando para a escada. Alice olhou curiosa e viu que era Carolina.
- Desculpa o atraso pessoal. – Alice revirou os olhos e virou o rosto para a TV, o telejornal estava falando sobre esportes, mas ela não queria olhar para Carolina. David falou a todos:
- Bom pessoal, obrigado por vocês terem vindo. – Alice não resistiu e acabou virando o rosto e disse:
- De nada. Porque você não sabe, oque eu tive que fazer, para os meus pais deixarem eu passar a noite aqui!
- É, fazer a minha mãe deixar, eu ficar a noite aqui, também não foi nada fácil. – Concordou Pedrinho.
- Muito bem, galera. – Dizia Anna. – Mas agora que todos vocês estão aqui, preciso que ajam com calma e naturalidade quando ele chegar! – Carolina perguntou:
- Quando quem chegar? – Antes que Anna dissesse, seu primo apareceu subindo a escada e abriu um enorme sorriso notando todos ali reunidos, com mochilas e bolsas.
- Ora, ora, ora! Oque que tá rolando aqui, festinha do pijama? – Todos ficaram sérios e não disseram uma palavra.
- Ah... Ele! – Disse Carolina.
- E então? – Perguntou Dennis esperando uma resposta. David olhou para Anna, que estava com os punhos cerrados e estava prestes a dizer algo, mas David a interrompeu dizendo:
- Pois é Dennis, é... É uma festa do pijama, sim, mas é  para as garotas. – David começou a forçar um sorriso. – Mas não é por isso que nósgarotos, não vamos nos divertir essa noite não é? – David olhou para Pedrinho, esperando que ele tivesse algo a fizer, mas ao invés disso ele lhe lançou um olhar furioso que dizia: “Cara do que, que cê tá falando? Ficou Maluco?”.
- Não obrigado, eu passo. – Respondeu Dennis. – Vou ter um dia cheio amanhã, mas tudo bem podem festejar. Você sabe como eu durmo feito uma pedra! – Dennis deu uma risada e David forjou uma.
- Tá legal, valeu Dennis! – Dennis subiu a escada e todos puderam acalmar os nervos. Algumas horas se passaram e todos na casa se recolheram para dormir, 5 minutos que Anna havia se deitado, ela se levantou e saiu do quarto, olhou para Alice que dormia junto com ela em sua cama (como sempre faziam quando uma dormia na casa da outra) e depois Anna olhou para Carolina que dormia numa rede, ambas parecia estar em sono profundo. Anna decidiu ir à cozinha tomar água, ela estava pensando muito nos conselhos de Alice, em sobre “tomar uma iniciativa.”. Enquanto descia a escada, ela pensava bastante em simplesmente esquecer David, mas quando Anna havia chegado à sala de estar, desistiu imediatamente. Sentado no sofá, estava David, assistindo televisão.
- Anna? - Disse ele dando um pulo do sofá.
- David?
- Oque está fazendo acordado, há essa hora?
- Sem sono.
- Está nervosa, com medo?
- Não. – Disse Anna sacudindo a cabeça.
- Teve a sua última conversa, com a sua mãe antes... Da Guerra? – Anna sentou-se ao lado dele no sofá.
- Tive. – Anna não estava, nem um pouco preocupada como exercito do Refugio dos Lobos, mas David ainda não estava convencido.
- Anna? – David colocou a mão sobre a de Anna, fazendo o coração dela disparar. – Eu sei que está com medo, do que vai acontecer amanhã e que está nervosa, mas é supernatural, eu sei. Mas não tem com oque se preocupar, o governo está enviando tropas, para a cidade, vocês vão se sair bem, afinal foram treinados por min!
- David, já que não sabemos oque nos aguarda amanhã, quero te contar uma coisa. – Anna virou-se para David e o olhou nos olhos dele. – Quero que saiba, que a sua vinda para cá foi a melhor coisa, que, que já me aconteceu. – David sorriu.
- Obrigado Anna, eu também preciso dizer, essa foi a melhor missão que já me enviaram.
- David você acredita no amor?
- Claro, mas por que...?
 - Você acredita, que para o amor não tem idade?
- Ahm... Sim.
- Bom. Essa é a verdade sobre min, eu amo você. – David sorriu.
- Oh Anna, também amo você! – Anna teria adorado ouvir aquilo, se David soubesse do que ela estava falando, mas não sabia. Isso há deixou um pouco irritada.
– Você é sem duvida, a melhor...
- Não David! Não estou falando desse tipo de amor, do tipo que se ama um familiar, ou um amigo. Estou falando... Desse. – Anna se curvou sobre David e o beijou.
 Sem querer Anna se apoiou sobre o dispositivo R.N.G. de David, que acabou desativando seu modulo de metamorfose. E naquele momento, o mesmo que aconteceu, quando David teve que, assumir sua verdadeira forma, para salvar Anna e seus amigos aconteceu. Os músculos se projetaram de seu corpo, transformando suas roupas em farrapos, em alguns segundo Anna já não estava mais beijando um garoto e sim um homem. David empurrou Anna, de vagar.
- Ops, desculpa! – Disse Anna, não parecendo muito arrependida.
- Anna oque você estava pensando?
- Como assim? Era sobre isso que agente estava conversando. – David respirou fundo.
- Anna escuta: Você está confusa, tá legal?
Confusa? Não paro de pensar em você desde o dia em chegou no meu quintal, perdi até o sono por causa de você! – Os olhos de Anna se encheram de lágrimas.
- Anna você já tem idade suficiente para saber, que duas pessoas da nossa idade, não podem ter um relacionamento amoroso como um casal comum.
- Você tem a minha idade... Ou tinha.
- Era só um disfarce! Se soubesse quem eu sou no futuro, odiaria chegar perto de min.
 Anna sentiu um nó na garganta, aquilo que David disse lhe fez pensar, que ele poderia ser um familiar dela no futuro, como um filho isso, explicaria porque Anna o achava tão familiar em sua forma juvenil, mas ela resolveu não acreditar nisso.
- Mas e tudo que aconteceu com agente e que passamos juntos? Olhe nos meus olhos e diga que você não gosta de min, que não sente nada por min! – David piscou os olhos pesadamente, mas não era de sono.
- Eu não gosto de você Anna, lamento, mas é verdade. – Os olhos de Anna transbordaram de lágrimas. Os dois ficaram um instante em silêncio, sem olhar uma para o outro. David colocou sua mão no ombro da Anna e disse:
- Escuta: Um dia, quando você estiver mais velha talvez... – Anna se esquivou da mão de David.
- Não. Guarda pra você! Não vamos alterar a linha do tempo, certo? – Anna se levantou rapidamente.
- Anna, espera, volta aqui? Anna! – Mas ela não respondeu e subiu a escada o mais rápido que pôde.

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