O Exame Prático no Matagal
- Pessoal eu sei que já esta ficando tarde e vocês precisam ir pra casa, mas o que esta acontecendo com agente é muito, sério então eu acho melhor agente tomar uma atitude sobre isso. – Dizia Dennis em uma reunião de ultima hora, na sala de estar na casa da Anna. – Mas Carolina se você não estiver se sentindo bem, você pode ir tá?
- Não. Eu estou ótima. – Respondeu Carolina sorridente.
- Vocês já pararam para se pensar, que essas coisas só estão acontecendo com agente, depois do que nós fizemos na noite passada?
- Não Dennis. – Disse Pedrinho. – Essas coisas começaram a acontecer com agente hoje de manhã não na noite passada. – Dennis revirou os olhos e perguntou:
- Alguém aqui se lembra do que fizemos na noite passada, quando invadimos a casa do Janderson?
- Eu não. – Respondeu Alice. – Parece que tem um borrão na minha cabeça.
- Agora que você nos perguntou Dennis eu esqueci. – Respondeu Carolina.
- Caramba, eu também não! – Falou Anna chocada. – Tudo que eu lembro, é o Dennis me acordando e eu deitada numa maca e depois disso agente fugindo do laboratório. O que aconteceu com agente antes eu não me lembro.
- Essa é questão, o que aconteceu com agente depois que entramos no laboratório?
- É, mas essa não é a única questão, Dennis. – Disse Anna. - Como o Janderson, um garoto daquela idade, conseguiu um laboratório secreto? – Pedrinho continuou.
- E todas aquelas aeronaves? - Carolina também perguntou:
- Alice, você faz ideia de como o Janderson conseguiu aquele laboratório e oque e ele pode estar aprontando lá?
- E eu tenho cara de que sei alguma coisa da vida daquele infeliz, minha filha? – Carolina suspirou:
- Você sabe ao menos como é que o seu primo arranjou aquele laboratório secreto?
- Bom, o pai do Janderson é algum tipo de médico ele trabalha em uma clínica e a mãe dele é metrologista.
- Você quis dizer, uma meteorologista?
- É isso mesmo. - Anna falou:
- Se o pai do Janderson for um “cientista”, isso explica muita coisa. Mas pessoal francamente, um laboratório daqueles não é o tipo de presente que um pai da para um filho. – Carolina disse:
- Anna, eu acho que os pais do Janderson nem fazem ideia que aquele laboratório existe. – Dennis perguntou:
- Pessoal? Vocês conhecem algum lugar aqui nesse bairro, que ninguém ande por lá?
- Não. Por quê?
- Precisamos de um lugar com privacidade que não seja aqui e nem na casa de ninguém.
- Pra quê? – Perguntou Alice.
- É óbvio que o Janderson fez alguma experiência com agente, então precisamos nos descobri intendem? Descobrir do que somos capazes.
- Um teste prático. É uma ótima ideia – Concluiu Carolina.
- Agente podia usar o campo de areia. – Disse Pedrinho.
- Pedro? – Falou Alice. – Acorda! Lá é muito movimentado.
- Bom tem um lugar... – Disse Anna. - Não esqueçam, deixa pra lá.
- Fala. – Insistiu Dennis.
- No final da Rua Larga, tem um morro e lá embaixo, desse morro tem um matagal. Aposto que ninguém anda, por lá.
- É ninguém anda por lá. – Dizia Alice. – Só os traficantes, os usuários de drogas e os estupradores esperando por uma vítima.
- Era o que eu ia dizer.
- Bom, mas eu tenho certeza que todos esses traficantes, usuários de drogas e estupradores não andam por lá durante o dia não é? – Perguntou Dennis.
- É eu acho que sim. – Disse Pedrinho.
- E então está combinado, vamos todos amanhã, no morro no final da Rua Larga, bem cedo de manhã.
- O que? – Gritou Alice. – Dennis. Nem pensar acordar cedo me da olheira.
- Então durma cedo.
- Nem pensar!
- Vai sim senhora! – Disse Anna. – Se quiser que a sua crise de fome não volte. – Como combinado, na manhã seguinte, todos foram a Rua Larga e desceram o morro indo em direção ao matagal, que a Anna mencionou levando mochilas, exceto Alice que levou suas espadas, que conseguiu no laboratório de Janderson, presa nas costas formando um “x”. Depois de uma demorada decida os cinco chegaram a uma clareira a poucos metros do mar.
- É foi difícil, mas conseguimos. – Disse Dennis exausto. Pedrinho havia pegado uma gripe e não parava de espirrar, o que estava deixando Alice bem irritada.
- ATCHIEN!
- Ai, para de espirrar catarrento!
- Se incomoda com a tua vida patricinha! – Gritou Pedrinho.
- Alice você disse que, ontem você acordou superfaminta e devorou o frango frito na sua geladeira e depois soltou um grito estranho para o seu pai?
- Ai, pirralha! Porque você tinha que me lembrar, dessa história horrível hein? Na noite passada eu tive um pesadelo que eu devorava uma coxinha e virava uma baleia.
- Você é contra distúrbios alimentares, eu já intendi! Mas será que você pode me falar em detalhes das coisas estranha que te aconteceu naquela manhã?
- Você quis dizer coisas perturbadoras que me aconteceram não é?
- É Alice!
- Tudo bem, por onde eu começo? – E então Alice explicou a todos o que aconteceu desde as garras enormes em suas mãos até a hora de sua mudança de comportamento.
- Hmmm garras que entram e saem dos dedos, apetite por carne e som desumano emitido pela voz. – Analisou Carolina. – É faz sentido.
- O que faz sentido? – Perguntou Anna.
- No teste de DNA, que fiz da amostra de saliva da Alice, dizia que em seu material genético havia o DNA de um animal, pertencente à classe dos felinos, a pantera.
- Wuatis? Pantera. A-DO-RO! – Falou Alice toda orgulhosa.
- Carolina você tem certeza disso? – Perguntou Dennis.
- Na verdade não, por isso enviei as amostras para um laboratório profissional, para serem examinadas por alguém com mais prática do que eu. Mas depois de ouvir todos os sintomas da Alice não tenho duvida que ela esteja se tornando uma mutante.
- Mutante essa palavra eu não gostei. – Murmurou Alice.
- Não importa Alice, agora você é uma mutante, assim como agente! – Disse Anna.
- Alice você pode mostrar as garras, por favor? – Pediu Carolina
- Nem pensar, minha manicure foi cara!
- Alice, por favor? – Insistiu Dennis
- Claro Dennis, por você eu faço. – A cabeça da Carolina soltou vapor de tanta raiva. Alice olhou para os dedos com um olhar de pena, como se ela estivesse matando um filho, ela enrijeceu os dedos e as unhas começaram a esticar, se tornando garras pontiagudas. Alice olhou para as unhas e disse contente:
- Ei até que não são tão ruins assim. Agora eu nunca mais preciso corta-las, ou colocar unhas postiças... – Alice de repente parou de falar, pôs a mão na boca e gemeu.
- Ai! Mordi a língua. – Quando Alice tirou a mão da boca, todos se assustaram com o que viram. Seus dentes Caninos estavam enormes, como os de Dennis.
- Alice, os seus dentes! – Gritou Anna
- O que foi, tem alguma coisa presa neles?
- Não, eles estão enormes. – Respondeu Carolina, lhe oferecendo um espelho. Alice arrancou o espelho de suas mãos e ficou impressionada com o que vil. Dentes felinos, enormes e pontiagudos.
- Olha Alice! - Disse Pedrinho. – Agora você não vai mais precisar das suas espadas, você tem garras.
- É Claro que eu ainda vou precisar das minhas espadas! Não quero estragar as minhas, unhas lindas e maravilhosas de pantera na pele nojenta de alguém. – Carolina continuou:
- A pantera é um animal que é hibrido com várias outras espécies de felinos, entre elas o leopardo, isso significa que seu corpo é projetado para correr em grandes velocidades sem ao menos se cansar.
- Mas será que é mais veloz do que um vampiro? – Perguntou Dennis.
- Dennis você não é um vampiro. – Corrigiu Anna. - Você só tem genes de morcego. – Dennis e Alice ignoraram o que Anna disse.
- Isso tá me cheirando a desafio. – Falou Alice.
- Topa uma corrida? – Perguntou Dennis.
- Vamos ver se um morceguinho é mais rápido do que uma pantera! – E então Dennis desativou o R.N.G. e correu em alta velocidade junto com Alice, subindo o morro, deixando em seu lugar uma nuvem de poeira.
- E você Pedrinho? – Prosseguiu Carolina.
- Eu tô bem.
- Quais foram os seus sintomas, percebeu algo de estranho quando acordou ontem?
- Não, nada. Mas já que nós estamos falando de coisas estranhas no nosso corpo. Ontem eu acordei com as roupas... Tipo assim, esburacadas.
- Com certeza, devem ter sido os espinhos.
- Os o que?
- Os exames mostram que você contem genes de Hysrix cristata no seu DNA.
- E que diabo é isso.
- É um animal com pelos, de pontas brancas, os pelos dele são tão duros quanto espinhos e ele pertencente a uma família de roedores chamada de Hystricidae, mas são mais conhecidos como porcos-espinho.
- O que, eu to virando um porco espinho!?
- É.
- Isso é ah-ah-ah-aaaaaatchien! – Pedrinho deu um espirro, curvando a cabeça, quando voltou à postura normal, não encontrou mais Anna e Carolina apenas espinhos brancos espalhados por todos os lados. Logo depois Anna e Carolina apareceram, estavam escondidas de trás das árvores.
- O que vocês estavam fazendo ai? – Perguntou Pedrinho confuso.
- Pedrinho... Você... A-a-a sua pele. – Disse Anna assustada. Quando Pedrinho olhou para si mesmo viu em seu corpo uma enorme camada de espinhos sobre o corpo, na parte das costas, de trás dos braços e das pernas, na cabeça e envolta do rosto que fazia lembrar uma juba. Dennis estava ultrapassando Alice, em sua corrida, de repente Alice soltou seu animal interior e começou a correr de quatro, utilizando suas mãos para correr, oque impressionou muito a Dennis, pois ela estava correndo mais veloz do que nunca, mas quando Dennis saiu das sombras das árvores e se deparou com a luz do sol, parou imediatamente e voltou para baixo das árvores, fazendo o seu ruindo monstruoso de morcego gigante.
- Eu ouvi um gritinho? – Perguntou Alice sarcástica.
- Eu vi alguém correr de quatro patas? – Perguntou Dennis.
- É eu corri. De quatro! Patas? – Alice imediatamente olhou para as mãos sujas de terra. – Minha manicure, não!
- Carolina é a sua vez. – Dizia Anna enquanto tirava uma garrafinha d’água de sua mochila.
- O que é isso? – Perguntou Carolina confusa.
- É a sua vez de descobrir os seus poderes.
- Não Anna, o meu DNA está intacto, não tem nem um animal dentro de min.
- Alguém que vê água flutuando em cima do próprio corpo não é uma pessoa normal.
- E com certeza não está com o DNA intacto. – Confirmou Pedrinho.
- Não pessoal, pode deixar, eu tento isso em casa.
- Não pode tentar aqui? – Disse Anna enquanto tirava a tampa da garrafa.
- Tudo bem, eu vou tentar, mas depois vai ser você Anna! – Anna ergueu a garrafa em direção à Carolina, que levantou a sua mão esquerda em direção à garrafa, Carolina começou a enrijecer a mão e pôs bastante força, logo depois começou a usar as duas, porém nada aconteceu.
- Não consigo! – Disse Carolina ofegando. – Acho que não tenho poder nenhum.
- Ah, qual é? Todos nós temos um poder, uma habilidade, porque você não teria? – Disse Pedrinho.
- Tenta mais uma vez. – Encorajou Anna. Carolina voltou a enrijecer, a mão, fazendo forma de garra e pôs bastante força chegando a gemer.
- Cuidado pra não soltar um pum hein! – Disse Pedrinho. E então Carolina fechou os olhos, respirou fundo e começou a entrar numa espécie de transi. A sua mão começou a ficar menos rígida e sair da forma de garra. Carolina abriu os olhos e de repente a água começou a sair da garrafa como uma serpente. Anna ficou tão impressionada que largou a garrafa, porém ela ficou flutuando no ar, com a água saindo dando giros e acrobacias nos ares. Dennis e Alice estavam voltando de sua corrida.
- Ai, Dennis você pode ser um gatinho, mas é um tremendo de um amarelão! – Alice começou a soltar sua gargalhada desafinada.
- Não sou Amarelão! Foi o Sol que me incomodou, mas tudo bem espera só a noite chegar que vamos ver quem é que ganha essa corrida.
- Não quero acabar com a sua fantasia, mas sabe? Eu sou Alice meu bem, eu sou uma campeã em tudo que...
- SHHHH! – Fez Anna, mandando Alice e Dennis fazerem silêncio, pois Carolina estava muito concentrada, foi quando Alice e Dennis se depararam com o que Carolina estava fazendo, como se a água fosse marionete, Carolina manipulava a água com os movimentos da mão, mas quando ela viu Dennis, se desconcentrou e a água e garrafa despencaram do ar, caindo no chão. Carolina ficou muito envergonhada pelo que fez. - Por ter se distraído quando vil Dennis. Mas todos ficaram impressionados e boquiabertos.
- Isso, isso foi impressionante! – Disse Anna fascinada.
- Como você fez isso pirralha? – Perguntou Alice.
- Incrível! – Falou Dennis.
- Você acha? – Disse Carolina sorrindo descontrolada.
- Se eu achei? Isso foi demais, o que você fez Carolina! – E então os olhos de Carolina se encontraram com os de Dennis.
- Obrigada.
- Parece que você consegue fazer mover as coisas com a mente, não é? – Disse Anna, interrompendo a troca de olhares.
- Não acho que é só a água mesmo. – Carolina discordou.
- Mesmo assim foi incrível. – Disse Dennis.
- Você devia ter visto o Pedrinho. – Falou Carolina. - Ele consegue fazer espinhos na pele dele, como um porco-espinho!
- É sério? – Perguntou Dennis.
- É mais porco-espinho é uma palavra bem humilhante, prefiro ser chamado de mutante mesmo. – Disse Pedrinho.
- Então Anna, você disse que ontem de manhã você acordou com febre? – Perguntou Carolina.
- Foi, mas na noite anterior, quando agente invadiu a casa do Janderson, eu estava ótima! Quer dizer... Eu me sinto ótima, a minha pele é que esta quente.
- Anna. – Disse Pedrinho. – Eu não sou bombeiro, mas se você quiser eu posso apagar o seu fogo.
- Sai fora!
- Tá, mas quando você acordou você não percebeu nada de estranho? – Carolina voltou a perguntar.
- Fora o fato de encontrar o meu primo dormindo de cabeça para baixo, feito um vampiro. Não.
- Ok, mas eu estou perguntando: Você não teve nenhuma sensação estranha?
- Bem, os lençóis da minha cama estavam molhados, acho que era de suor. Você tem certeza que não encontrou nada no meu DNA?
- Bem, pelo que eu vi você tem genes de ave no seu material genético.
- É sério? Mas eu não tenho visto nenhuma pena crescer pelo corpo.
- Nos resultados dos exames, mostram que você possui os genes de uma ave da classe dos Turdus, no seu DNA.
- E isso séria, os tordos?
- Exato.
- Enfim, eu não sinto nada de diferente em min.
- Você não acha que... Sei lá, de repente se você tentar se concentrar você não consegue fazer alguma coisa que nem eu?
- Vou tentar. – Anna começou, a fazer o mesmo que Carolina fez, ela fechou os olhos, tentou se concentrar no que aconteceu depois que saiu da casa do Janderson e foi quando se lembrou da sensação da noite da mutação, a sensação de calor intenso, o sangue queimando sobre as veias e a pele ardendo. Anna começou a gemer, mas ninguém sabia o que estava acontecendo ou que ela estava sentindo. Quando Anna parou de gemer e labaredas de fogo cobriram o seu corpo.
- Essa não! – Dennis ficou muito preocupado. Ele correu em direção a Anna a fim de tentar salva-la. Mas Pedrinho segurou seu braço dizendo:
- Não Dennis, olha. – O que era Anna pegando fogo, se transformou em uma bola flamejante e explodiu. Anna estava intacta nenhum fio de cabelo chamuscado nem mesmo as suas roupas estavam queimadas, Anna estava normal exceto o fato de ter enormes e castanhas asas de ave e uma cauda de duas pontas, fluindo de suas costas. Anna não pensou duas vezes bateu as asas e vou, sobrevoou sobre todo o bairro sem acreditar que possuía asas.
- Carolina, eu intendo que os genes de ave, podem ter feito Anna ter azas. Mas o que explica o fato de você controlar a água e Anna, o fogo? – Disse Dennis.
- E não faço ideia. Acho que a nossa mutação é do tipo indetectável. – Anna voltou ao matagal e todos contemplaram as suas asas. Carolina falou:
- Acho que vou ter fazer mais quatro dispositivos R.N.Gs
- Anna, adorei o seu poder! Você tem asas, e é fogo na roupa!
- Na verdade as minhas roupas estão intactas, mas obrigada pelo elogio amiga! – Pedrinho perguntou:
- Mas Anna diz ai, como é que você faz o fogo?
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