Alarme Falso?
- Tia? – Chamou Dennis.
- Sim Dennis. – Respondeu ela.
- Porque a senhora me colocou logo pra eu aprender cozinhar, não deveria aprender a servir as pessoas?
- Bom Dennis, acontece que servir pessoas é a coisa mais fácil do mundo! O que você tem que fazer? Atender clientes, anotar pedidos, levar badejas paras as mesas isso tudo é muito simples. Mas agora todo o encanto de ver as pessoas saindo satisfeitas de seu restaurante, vem da cozinha e como agora, eu sei que, você é um garoto culto, sábio e elegante e não um vagabundo, delinquente ou um Fera Noturna. Estou lhe dando a maior honra de trabalhar comigo na cozinha da lanchonete!
- É mesmo!? – Um brilho saltou dos olhos de Dennis.
- É mesmo!
- Ahm, eu acho que as pizzas já estão prontas.
- É vamos ver... – Tereza abriu o gigantesco forno, da cozinha da lanchonete, e retirou as duas pizzas, que lá estavam. Tereza o elogiou dizendo:
- Oh! Dennis, a sua pizza está fantástica. – Dennis com um olhar de desanimo falou:
- Não está nada! A massa ficou muito fina e ela esta toda oval. – Tereza soltou uma risada e disse:
- Ai Dennis, cá entre nós a Anna e o João demoraram muito pra fazer uma pizza como a sua! Por que você acha que eu os coloquei como garçons?
- É mesmo?
- Aham, o que você acha de comer as pizzas, no almoço hoje?
- Se a senhora não botar a culpa em min quando alguém cair duro no chão, por min tudo bem! – Anna que havia acabado de chegar de um treinamento dos Feras Noturnas, quando estava entrando em casa se cruzou com João que estava saindo.
- Oi João. - Disse Anna.
- E ai Anna, onde você estava?
- Brincando com os meus amigos, cadê o Dennis?
- A mãe tá ensinado ele a cozinhar! – Respondeu João numa risada.
- Em qual cozinha?
- Na da lanchonete. – Anna correu desesperadamente, vendo isso João perguntou:
- Anna o que foi?
- Nada, tá tudo bem! – Gritou Anna, correndo para a cozinha. João balançou a cabeça de um lado para o outro e disse:
- Anna não está virando uma mocinha e sim uma maluquinha! – Enquanto isso na cozinha, Tereza falou:
- Vamos ver se a sua massa, ficou... macia? Dennis me da uma faca, tem ai nessa gaveta. – Dennis abriu um sorriso e disse:
- Com todo o prazer! – Dennis abriu a gaveta e pegou a maior faca que viu, Anna que estava vindo em direção à cozinha, viu Dennis erguer a faca para sua mãe, enquanto ela estava de costas, Anna não resistiu e gritou:
- Dennis largue essa faca! – Tereza rapidamente se virou e confusa perguntou:
- Mas o que é isso, Anna o que foi menina?
- Dennis ia matar você, com a faca! – Dennis falou:
- Anna que é isso? Você sabe, eu nunca faria isso com a sua mãe! – Anna murmurou:
- Ah não vem com essa! – Tereza seriamente falou.
- Ô Anna, eu estou ensinando culinária para o Dennis, não tem ninguém querendo matar ninguém aqui menina, agora vê se cria juízo e tenha mais respeito com o seu primo!
- Me desculpe eu me enganei. – Anna rosnando de raiva saiu da cozinha, ela olhou pela última vez para trás, para assegurar de que Dennis não estava tramando nada nas costas de suma mãe. Dennis olhou para Anna e abriu o seu sorriso maléfico. Anna procurando ter calma ligou para Alice.
- Alô? Celular da Alice!
- Oi Alice é a Anna. – Respondeu Anna, com a voz tremula.
- Oi Anna! O que foi?
- Alarme falso!
- O quê?
- Havia acabado de chegar em casa e encontrei o Dennis na cozinha, segurando uma faca enquanto a minha mãe estava de costas.
- E ele a matou? – Perguntou Alice com alegria, mas Anna não percebeu.
- Nããão, foi alarme falso! Ela está ensinando culinária pra ele hoje lembra?
- Ah. – Murmurou Alice com desanimo.
- Acho que fui longe de mais. Eu estou tão envergonhada! Acho que ele não está planejando alguma coisa contra nós. Sabe?
- É Anna. Lembra quando o Dennis fez aquele desenho da gente, aqueles cinco animais? Pois é, quem sabe ele só fez esses desenhos, de todo mundo morto, só pra refletir no que ele estava pensando...
- Não Alice! – Anna explodiu no telefone – O Dennis fez aqueles desenhos por que ele queria torna-los reais e eu sei que vai realiza-los se eu não o impedi-lo!
- Puxa, mas tá tão paranoico! Tá legal, mas vê se pensa direito antes de tomar alguma atitude tá? – Anna antipática respondeu:
- Tá, tudo bem! Tchau. – O dia se passou e a noite chegou, foi uma noite tranquila, os Feras Noturnas não receberam nenhuma ocorrência e Anna estava cada vez mais determinada a proteger a sua família de seu primo. Na manhã seguinte Tereza havia acordado e fora levantar seus filhos e seu sobrinho, mas nenhum deles estava em seus quartos, ela desceu a escada e se deparou com todos eles na cozinha tomando café da manhã e na mesa estava quase à metade de todos os pratos do cardápio da lanchonete. Com entusiasmo João lhe chamou:
- Mãe vem tomar café! – Tereza confusa e pasmada perguntou:
- Quem preparou tudo isso?
- Foi o seu mestre cuca! – Murmurou Anna. Tereza olhou para Dennis que tirava uma frigideira do fogão com omeletes, ignorando a cara dela encabulada Dennis sorriu pra Tereza e falou.
- Bom dia tia, vamos tomar café da manhã? – Anna que não aguentava assistir aquela encenação de Dennis, se levantou bruscamente e disse:
- Terminei! – João que também já havia acabado de comer se levantou e falou.
- Também terminei, ah mãe eu tenho que sair, mas eu volto ainda à tarde, tudo bem?
- Claro filho. – Dennis sentou-se a mesa começou a comer. Tereza ainda de pé inconformada com a sabedoria culinária de Dennis, disse a ele:
- Acho que eu não te ensinei a cozinhar tudo isso nas minhas aulas! – Dennis sem tirar os olhos do prato falou:
- Tereza era sobre isso mesmo que eu queria muito falar com você.
- Tereza?
- Agradeço muito a você, por ter me dado à honra de compartilhar um pouco da sua sabedoria na cozinha pra min, mas nunca vou trabalhar na sua lanchonete! – Dennis fez careta ao dizer lanchonete. Anna em seu quarto depois de ter se acalmado lembrou- se que sua mãe corria perigo estando sozinha com Dennis.
- Tudo bem. – disse Tereza com a foz tremula. – Dennis... Mas eu pensei que você não sabia cozinhar.
- Eu não disse isso! – Dennis revirou os olhos e passou a olhar para Tereza.
- Disse sim!
- Não Tereza, você me ofereceu aulas de culinária, ai eu aceitei. – Anna estava que descendo a escada parou para ouvir a conversa.
- Então você estava fingindo pra min o tempo todo?
- Tereza eu tive pena de você!
- O quê, pena de min? – Dessa vez olhando seriamente para Tereza, Dennis respondeu:
- É tive pena de você, por ser uma mulher viúva que ganha à vida por uma droga de lanchonete, por ter uma filha que odeia trabalhar pra você e por ter um filho que nunca para em casa. – Dennis levantou-se bruscamente e se foi. Tereza ficou tão pasmada que não disse nada, Anna também ficou sem ação, ela sabia que a sua mãe havia ficado muito magoada, mas não podia negar tudo que Dennis tinha dito.
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