sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cap. 7

7. A Procura de Respostas

 Na manhã seguinte, logo depois de se acordarem Dennis, Julie, Pedrinho, Carolina, Junior e Alice já estavam reunidos no Laboratório Noturno, sentados à mesa. Ainda estavam perplexos com o que ouviram na gravação. Na verdade, eles ficaram mais intrigados do que estavam antes.
– E então? – Perguntou Junior com tédio. – Vamos fazer alguma coisa ou vamos ficar aqui, só olhando um para a cara do outro? – Alice retrucou:
– Tem alguma ideia de por onde começarmos?
– Não!
 Dennis olhou para o dispositivo R.N.G. de Anna, o relógio Champion vermelho, em suas mãos.
– Carolina – perguntou Dennis –, quem você acha que atacou Anna?
– Eu não sei – respondeu Carolina com sonolência. –, só sei que eles não precisaram usar a porta da frente para entrarem no quarto. Como se tivessem transporte aéreo, sei lá. Nunca ouvi nada parecido.
– Pessoal – disse Dennis chamando a todos –, vocês acreditam em abdução?
– Tipo sequestro? – Sugeriu Carolina.
– Nossa Carolina! – Murmurou Pedrinho. – E ainda te chamam de “nerd”? Ele tá falando de abdução alienígena, não é Dennis?
– Isso. – Confirmou ele.
– Ahm... prefiro levar essa coisa de E.T. apenas como teorias – respondeu Carolina –, mas o que isso tem a ver com o assunto?
 Dennis respondeu com certa timidez em falar nesse assunto.
É que é a única explicação lógica para tudo isso que está acontecendo. Para o que aconteceu com a Anna nessa gravação e com todas as outras pessoas que sumiram. – Junior desdenhou.
Homenzinhos de marte? É sério?
– Por que não se colocam no lugar das testemunhas? Se vissem um ente querido sendo abduzido por aliens, vocês também não teriam um ataque?
– Dennis, eu acho – Julie falou –, apenas acho, que pode ter outra explicação pra tudo isso, para as vozes na gravação, por exemplo. Talvez o relógio dela esteja velho e estivesse com defeito ou inteferência na transmição...
– A chamada nem havia chegado a ser transmitda – Carolina disparou –, como poderia ter interferência?
– Eu concordo com a Julie – falou Alice –, E.Ts não existem. São apenas duendes que viajam em naves espaciais e são injustamente confudidos com seres de outro planeta! – Carolina murmurou:
– Vou nem zoar, vai que é doença! – Pedrinho falou:
– Se E.Ts não existem, como você acha que a humanidade inventou o sorvete antes da geladeira, gênia?
– Eu sei lá! No Polo Norte?
– Galera! – Dennis chamou a atenção – Vamos manter o foco, por favor?
 Junior perguntou:
– Então, vamos continuar investigando nos lugares dos desaparecimentos?
– Não – respondeu Dennis –, andei pensando, é perda de tempo. E se a gente fosse investigar num lugar, onde tudo isso começou, não aonde já aconteceram? – Pedrinho fez uma sugestão.
– Tipo Varginha? – Julie sorriu maliciosamente.
– Gente, vamos falar sobre um assunto mais sadio? – Alice falou:
– Não amiga, ele quis dizer a cidade Varginha, a cidade dos E.Ts.
– A cidade que fica no sul do estado de Minas – lembrou-se Carolina. – Aonde aconteceu a famosa história do “e.t. de Varginha”, mas o que, que tem a ver Pedrinho? – Alice respondeu.
– A Anna estava escrevendo uma redação sobre essa cidade, fez o Pedrinho se borrar de medo! – Alice começou a rir.
– Pô! A história é macabrosa. – Pedrinho justificiou-se – Tipo: dizem que lá apereceu um E.T. de verdade! – Alice falou:
– Pra mim, deve ter sido um duende! – Dennis disse:
– Eu conheço as histórias daquela cidade, acho que é um bom lugar para procurar respostas. – Carolina falou:
– Dennis, eu prefiro não levar em consideração de que estamos lidando com seres extraterrestres, mas não discordo de você, abdução alienígena é realmente a única explicação pra tudo isso.
 Pedrinho entusiasmou-se.
– Então, acham mesmo que membros de uma raça alienígena esteja visitando nossa planeta e levando pessoas?
– Bem... – Dennis deu de ombros. – sim.
– Legal! – E então Pedrinho percebeu os olhos lhe observando. – Quer dizer, que coisa horrível!
 Depois de algumas horas de viajem no Jato Noturno, os Feras Noturnas, já estavam sobrevoando a cidade de Varginha.
 A príncipio, não acharam a cidade tão diferente de Fortaleza, ela era bem urbanizada, apezar de ser apenas um município no Sul de um estado. Prédios e casas ocupavam nespaço na cidade tanto quanto as áreas verdes – parques ecológicos, zoológicos e etc – porém de vez em quando, se assustavam um pouco ao verem réplicas de discos voadores e estatuas do "e.t. de Varginha" em alguns lugares da cidade.
– Olha só esse lugar! – Murmurou Julie, observando pela janela do jato. – A crença em E.Ts nessa cidade deve ser considerada religião.
 Alice perguntou:
– Será que aqui também tem shopping? – Pedrinho respondeu:
– Estamos em outra cidade Alice, não em outro planeta. – Junior perguntou:
– A gente pode ver a casa do Pelé? – Dennis fez um olhar tenso para Junior.
– Ele mora aqui? – perguntou. – O rei do futebol?
 Carolina sorriu.
– Ele já morou aqui, agora, a casa é um ponto turístico.
 Aterriçaram o Jato Noturno em um campo isolado o suficiente para não ser notado pelos cidadãos, em seguida tiveram que fazer uma longa caminhada por um matagal. Durante todo o percurso, Pedrinho não relaxou nenhum minuto, acreditava que a qualquer momento um alienígena iria aparecer e atacá-los, Alice adoraria ter brincado bastante com ele, mas no momento ela também não estava nada tranquila, por que seu medo era que o salto de sua bota se quebrasse naquele matagal.
 Depois que finalmente encontraram a civilização, passaram mais algum tempo perambulando pela cidade, Dennis e Carolina pediam informações. Até que chegaram a uma prédio com tejolos avermelhados de dois pavimentos.
– Chegamos – anúnciou Carolina. – o Museu Municipal de Varginha.
– O quê? – Indagou Alice. – Como é pirralha? Museu? Achei que estava nos levando para um Shopping! – Dennis falou:
– Se quisermos entender o que está acontecendo em Fortaleza, precisamos conhecer a história dessa cidade.
 Eles entraram no museu com a expectativa de encontrar mais coisas bizarras e curiosas, tanto quanto encontraram pela cidade, mas a realidade foi que viram apenas coisas normais de um museu normal. Por toda a parte havia objetos e fotógrafias históricas, que mostravam os trabalhadores, políticos e moradores da cidade em seus primeiros anos de fundação. Naquele lugar, encontravm tudo sobre a história de Varginha, menos sobre o fato mais polêmico da cidade.
 No Museu Municipal de Varginha, a cidade por um instante, parecia um lugar comum. Quando estavam prestes a decidirem irem bora, os feras foram abordados por uma jovem moça de óculos, pele morena, e seus cabelos pretos e cacheados estavam presos em um rabo de cavalo.
– Posso ajudá-los? – Disse a moça.
 Dennis olhou em volta e percebeu que eram os únicos jovens... não. Eram os únicos que aparentavam ter menos de 29 anos, naquele museu. Será que as escolas não custumam fazer passeios para museus, nessa cidade? Perguntou-se Dennis.
 Antes que pensasse em dizer algo, Alice disparou:
– Pode me ajudar, sim! Será que você pode me dizer onde fica a loja próxima daqui, pelo amor de Deus?
– Nada de lojas, Alice! – Disse Dennis entridentes.
 Ele lançou um sorriso tranquilizado para os amigo e em seguida, disse:
– Boa tarde, viemos aqui para fazer uma pesquisa, nós somos da Escola...
 Dennis deu uma olhada rápida para a parede e viu a foto de uma Igreja, que em baixo se lia: "Capela do Divino Espírito Santo das Catanduvas".
– Somos da Escola Divino Espírito Santo das Catapultas...
– Não quis dizer: Catanduvas? – Sugeriu a moça.
 Dennis olhou rápidamente mais uma vez para a fotográfia.
– É isso mesmo, Catanduvas.
– Nunca ouvi falar dessa escola. – Dennis encarou a moça.
– É uma escola nova.
– Vocês vieram para fazer uma pesquisa? Sobre o quê? – Carolina respondeu:
– Sobre a história do famoso "E.T. de Varginha". É claro que conhecemos a história por que moramos aqui, mas queriamos de uma fonte bem, hãn... segura.
– Me desculpem, mas por quê não preferiram ir à uma biblioteca ou pesquisar na internet? – Julie respondeu:
– Pois é, como a minha amiga aqui, disse, queremos pesquisar sobre essa história em uma fonte segura, então viemos para o museu da cidade.
– Mas parece que nesse lugar tão tem nada sobre os aliens! – Disse Pedrinho, com um tom de chateação.
 A Mulher sorriu.
– Todo mundo que mora nessa cidade sabe, que o Museu Municipal de Varginha tem a função de preservar a história da cidade e a região Sul Mineira. Costumes, objetos, vestimentas e relíquias de fatos importantes, não lendas folclóricas e histórias que o povo conta.
 O tom de voz da jovem moça era confiante, mas Carolina podia perceber que seu sorriso inceguro. Geralmente era assim que ela e seus amigos sorriam quando tentavam convencer a Dona Tereza de que não eram os Feras Noturnas.
– Se quiserem encontrar informações sobre aliens e OVNIs deviam procurar um centro de Ufologia, não nesse museu. – Carolina falou:
– Tudo bem, então, acho que os militares tinham razão sobre essa cidade.
– Como disse?
– Nunca ouve essa história de "e.t. de Varginha", foi tudo especulação.
 Dennis, Julie, Pedrinho, Alice e Junior, não entendiam o que Carolina esperava dizendo tudo aquilo, mas aquelas palavras pareceram ofender a moça.
– Vamos embora gente – disse Carolina –, essa mulher não sabe de nada sobre extraterrestres, vamos procurar uma biblioteca ou uma Lan House e escrever aquela barbosera da lenda folclórica do "e.t. de Varginha".
 Quando todos se voltaram em direção a entrada do museu, a moça disse:
– Esperem. Acho que posso mostrar alguma coisa pra vocês.
– Tem certeza? – Duvidou Carolina.
 A jovem supirou:
– Vamos parar com os joguinhos e tentar ser sinceros? Reconheço um turista quando vejo um, vocês não são daqui.
 Os cinco trocaram olhares, sem saber ao certo o que dizer. Então, Dennis respondeu dizendo:
– Somos da capital, Belo Horizonte. – Julie falou:
– Estamos de passagem pela cidade e queriamos muito conhecer as histórias dos E.Ts.
– Já percebi o quanto estão curiosos... – ela olhou para um lado e para o outro, com medo de que alguém estivesse lhes observando. – meu nome é Jaqueline Freire, venham comigo, mas façam silêncio, comportem-se e ajam naturalmente.
 E então, Jaqueline os levou ao segundo andar.
– Posso perder meu emprego por isso, mas odeio enganar as pessoas com as mentiras que me mandam contar.
 Ela lhes mostrou um gabinete lotado de gaveteiros de aço, estantes cheias de livros e com paredes cobertas de manchetes de jornais emolduradas em quadros.
– Por volta de 20 de janeiro de 1996, vários incidentes que geraram polêmica na cidade, ficaram conhecidos pela imprensa como "Incidente de Varginha" ou "Incidente em Varginha". Esses indicidentes foram supostos aparições de criaturas e naves alienígenas.
 Jaqueline mostrou a eles um jornal dos anos 90.
– E aí...? – Perguntou Julie. – Eram mesmo naves alienígenas?
– Eram OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados), naves espaciais, sondas de origem desconheidas, poderia ser qualquer coisa. – Carolina perguntou:
– E sobre o "e.t. de Varginha", essa história realmente aconteceu?
– Infelizmente ainda não se sabe, oficialmente, se o fato aconteceu, as únicas pessoas que afirmaram ter realmente visto a criatura, foi Kátia Xavier e as irmãs Liliane e Valquíria Silva.
– Espera aí – disse Dennis –, as três garotas da história, elas existem?
– Claro que sim.
 Jaqueline retirou um arquivo, de uma enorme gaveta de aço. Era um boletim de ocorrênica das três garotas, junto com as fotos de cada uma delas.
– Poucos acreditam na história de Liliane, Valquíria e Kátia, mas ao que tudo indica é que as três realmente sofreram um contato de 3° grau. – Junior perguntou:
– Contato de quê? – Carolina respondeu:
– Para cada tipo de contanto que uma pessoa tem com um ser extraterrestre, os ufologos nomeiam esses contatos como Contatos Imediatos... – Julie disse:
– Acho que já vi um filme com um nome desses. – Carolina prosseguiu.
– Esses contatos, são clássificados em categorias. Por exemplo: O contato de 0 grau, é quando você vê algo no céu, mas não consegue distinguir o que é. Se é um avião ou outra coisa. – Jaqueline falou:
– Já no contato de 1° grau, você pode vê o OVNI com mais clareza e assim, ter certeza de que não é um avião. – Carolina:
– O contato de 2° garu é quando você encontra indícios: pegadas, vegetação queimada ou circulos em campos e plantações. – Jaqueline:
– O de 3° grau, é o contato visual, quando você um extraterrestre. – Carolina:
– Contato de 4° grau é quando a um contato verbal, quando se tem um diálogo entre a pessoa e o E.T.
– E o contato de 5° grau... – Jaqueline hesitou. – Com certeza, não deve ter nada pior do o 5° grau. É quando a pessoa tem contato intimo com os seres extraterrestres. Chegando a entrar no OVNI, voluntariamente ou não. Se for à força, fica caracterizado como sequestro ou abdução. – Carolina falou:
– Pessoas que afirmam terem sido abduzidas por alienígenas, são poucas, mas todas afirmam que a experiência é traumática. – Dennis disse:
– Então as três garotas tiveram um contato de 3° grau, elas viram a criatura.
– 4° grau, na verdade. – corrigiu Jaqueline – Segundo o relato, elas tiveram uma comunicação via "transmissão de pensamento" entre elas e o ser, ou seja, elas afirmaram o que perceberam ser claramente um "pedido desesperado de socorro" da criatura. O que as deixaram abaladas emocionalmente.
 Pedrinho perguntou:
– E o que aconteceu com as mina depois disso?
– Elas reafirmaram o caso diversas vezes e as pessoas não ignoraram elas, a história das garotas se espalhou por todo o país e até mesmo no mundo. Mas a mãe das irmãs Liliane e Valquíria afirmou que sua família foi submetida a uma tentativa de suborno por uma pessoa não identificada, para que não fizessem mais relatos sobre o caso. – Alice perguntou:
– Então o babado morreu aí?
– As garotas se calaram, mas a população não. A mídia informou que várias testemunhas do município de Varginha também disseram ter visto a tal criatura no mesmo dia em que as três garotas teriam visto, ouve um casal de testemunhas, que não tinha qualquer tipo de ligação com Liliane, Valquíria e Kátia, também afirmou ter visto um OVNI e também teve uma testemunha que afirmou ter presenciado, até, a queda de uma nave e seus destroços sendo recolhidos por militares, na mesma região da cidade. E se ainda ouve céticos, com certeza não puderam discutir com isso.
 Jaqueline mostrou fotos de duzias de carros da polícia militar, veículos do Exército e do Corpo de Bombeiros nas ruas e aeronaves da Força aérea, sobrevoando ao município.
 – Depois que a história se espalhou, o município de Varginha, que era um lugar tão calmo e tranquilo, se tornou uma "convenção" de forças militares. Se esse E.T. não existiu, então, o que todos esses homens vieram fazer aqui?
 Carolina perguntou:
– E nunca encontrarm o E.T.?
– Eu acredito que o motivo para as forças militares estarem na nossa cidade, seria para encontrá-lo, mas tanto as Forças Armadas como a Polícia Militar sempre contrariaram a maioria das informações transmitidas pela mídia no evento de Varginha. Mas as pessoas nunca deixaram de acreditar que ouve uma apreensão de uma nave e a captura de seres extraterrestres inteligentes, pelo menos um deles ainda vivo, pelas autoridades militares brasileiras.
 Julie argumentou:
– Mas se os militares garatem que Varginha não teve contato com E.Ts, eles deviam ter um bom motivo pra isso não?
 Jaquelina retirou uma pasta, de uma gaveta, de um birô.
– Ainda nos anos noventa, fizeram uma investigação que foi encerrada em 1997, mas o resultado só foi revelado ao público, pela mídia em Outubro de 2010. – Jaqueline falava com um aspécto de desdém. – Nessa investigação, concluiram que as três garotas sofrerarm um grande mal entendido. Próximo ao terreno do suposto avistamento, vivia um homem chamado Luiz Antônio de Paula, mais conhecido como Mudinho. Esse homem, era portador de deficiência mental, era conhecido em Varginha e tinha o hábito de se agachar e coletar pequenos objetos no chão.
– E acham que as três garotas confundiram esse homem com um E.T.? – Perguntou Carolina.
– Um hum, de acordo com o Inquérito Polícial Militar arquivado no Superior Tribunal Militar, a versão oficial é de que no dia do incidente, as testemunhas o avistaram agachado num canto do terreno, sujo de lama devido a chuva e entraram em pânico. O inquérito supôs então que as três jovens teriam confundido Mudinho com uma "criatura alienígena". – Dennis murmurou:
– Mas que rídiculo!
– Concordo. Vejam isso.
 Jaqueline retirou da pasta, um retrato falado do E.T. de Varginha e uma fotográfia de Luiz Antônio de Paula, era inevitável não acharem alguma semelhança entre os dois. Luiz Antônio ficava agachado da mesma forma que as garotas descreveram o E.T.
– Eu acho isso tudo muito idiota. Já conheci muita gente esquisita por aí, e nem por isso confundi alguém com um extraterretre!
– Eu já – comentou Alice. – tipo: a Carolina. Ela é a única garota que eu já conheci na face da terra, que não gosta de passar batom e tem um habito estranho de ficar estudando a combinação genética para ter um filho parecido com o Brad Pitt! Sinceramente eu nunca achei que ela fosse desse planeta. – Carolina berrou:
Escuta aqui garota, vai cuidar da sua vida...!
– Shhh. Silêncio! – Ordenou Jaqueline, que num piscar de olhos se dirigiu a porta, para ver se alguém havia alguém vindo. – Ninguém sabe que estamos aqui, alguém pode ter ouvido! – Alice falou:
– A TPeêmica que começou.
– “Tpeêmica”? – Resmungou Carolina
– Não é o nome que se dá a quem sofre de TPM?
– Parem! – disparou Dennis – Não viemos aqui pra iso.
 Pedrinho falou:
– Minha mãe sempre me dizia que tinha me encontrado no meio do lixo quando eu era bebê, mas eu sempre acreditei que na verdade ela me encontrou em uma cápsula do planeta Sayajin.
 Todos observaram Pedrinho em siêncio.
– Ok... – disse Dennis. – nesses incidente de Varginha, nunca ocorreu nada de estranho com as pessoas?
– Como assim? – Perguntou Jaqueline.
– Desaparecimentos sem explicação...
– Pessoas enlouquecendo e se atirando de prédios. – Disse Junior.
– É – concordou Dennis. –, mais ou menos isso.
– Ahm, não. Nada desse tipo.
– Então... – falou Carolina – você acredita que alienígenas existem ou que se eles existissem, acha que as pessoas deviam acreditar?
– "Se eles existissem"? "Se deviam acreditar"? Muitas pessoas nesse município afirmaram terem visto um ser desconhecido. Três delas ficaram abaladas, em pânico porque acreditaram que ele se comunicou com elas através do pensamento. Para min o que aconteceu em Varginha, na década de 90 foi muito mais do que um acontecimento, foi um fato. Algo que as pessoas não deviam hesitar em acreditar. Todos tem o direito de questionar, mas pôxa... viram um ser extraterrestre em uma área de zona urbana, o que me faz se perguntar aonde mais uma pessoa poderia se dar de cara com um E.T. para acreditar que eles são reais? Numa esquina, num beco... dentro de casa, no nosso quarto?
 Alice cutucou o ombro de Pedrinho que o fez se espernear, pular e dar um gritinho.
 Ao sairem do Museu Municipal de Varginha, Dennis perguntou aos amigos.
– E então, acreditam agora?
– Ainda não. – respondeu Carolina, com orgulho. – Jaqueline Freire nos mostrou uma grande quantidade de arquivos e documentos, mas nada que justificasse a existência do E.T. de Varginha.
– E vocês viram como aquele cara é parecido com o E.T.? – Perguntou Julie. – Tá na cara que aquelas garotas viram um homem, não um alien.
 Pedrinho disse:
– E eu ainda quero entender qual foi a útilidade da Jaqueline pra gente.
– Eu também – concordou Alice –, ela é um amor, mas não é nada fotogenica para aparecer no Alice-babado-forte.com!
– É – disse Dennis infeliz –, é verdade. Foi bom conhecer a história do E.T. de Varginha, mas nenhuma informação foi útil para o paradeiro dos desaparecidos do Ceará, ou da Anna. Mas uma coisa eu sei, o que aconteceu nessa cidade, não é diferente do que esta acontecendo em Fortaleza.
 Voando de volta para Fortaleza, depois de avistar algo se movendo no radar. Pedrinho alertou a todos que estavam sendo seguidos por uma aeronave, que se apróximava com velocidade do Jato Noturno, mas Carolina que estava ao seu lado como copiloto, negou ter algo lhes seguindo. E quando Pedrinho olhou de volta para radar, a aeronave havia sumido.
 Carolina ficou infeliz durante toda a viagem de volta, porque Dennis ficou infeliz. Ela sabia o quanto ele estava péssimo pelo desaparecimento de Anna e o quanto ele se esforçava para parecer que estava tudo bem, mas Carolina queria poder ajudá-lo, mesmo que fosse com uma pequena esperança.
 Quando aterrisaram de volta em Fortaleza, Carolina foi a uma biblioteca fazer suas pesquisas sobre os desaparecimentos que havia planejado antes. Já era noite quando Dennis estava de volta em casa, estava assistindo a um noticiario sobre o desaparecimento de sua prima na TV e então seu dispositivo R.NG. tocou. E mais uma vez a chamada vinha do dispositivo de Aquática.
– Carolina o que ouve? – Atendeu Dennis.
– Pode reunir o pessoal mais uma vez no Laboratório Noturno? – Perguntou Aquática. – Acho que agora sei onde podemos encontrar as respostas que procuramos.
 Dennis, Julie, Carolina e Junior já estavam reunidos no laboratório, sentados à mesa, quando as portas do elevador se abriram e dele saiu Alice e Pedrinho.
– O gordinho chegou, finalmente. – Anunciou Alice.
– E então, descobriram onde a minha futura esposa está? – Perguntou Pedrinho.
– Ainda não – respondeu Carolina –, vejam isso.
 Pedrinho e Alice se juntaram a eles. Dennis falou:
– Pois bem, o que você encontrou de tão importante que nos mandou vir aqui?
– Fui pesquisar sobre antigos desaprecimentos no estado do Ceará. Só pra vê se eu encontrava alguma ligação, e olhem o que eu achei.

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