9. Siga Aquele
OVNI!
Os Feras Noturnas ficaram de ponta-cabeça literalmete.
Quando decolaram com o Jato Noturno e voaram de volta para Fortaleza, Carolina
não conseguia tirar da cabeça a história de Dona Maria Gertrudes, por mais que
ela ainda não acreditasse, não pôde deixar de se comover com a história. E no
entanto, também não pôde deixar de se identificar com a senhora, ambas haviam
se apaixonado por um parente de uma amiga e ambas eram determinadas em fazer
qualquer coisa pela pessoa amada.
E como se não fosse o suficiente, as dúvidas
também lhe faziam companhia. Carolina se erguntava se teria o mesmo destino que
Maria Gertrudes. Será que brevemente, ela irá perder Dennis com essa ameaça
desconhecida e acabar morando em uma casa minúscula colecionando gatos?
Possívelmente, mas ela fazia questão de afastar esse pensamento, quem havia
sido "abduzida" foi sua amiga, Anna, era nela que devia se
concentrar. Mas além de estar preocupada com o paradeiro de sua amiga, Carolina
se prerguntava em como se sentia com tudo aquilo.
De repente, seus pensamentos foram interrompidos
quando Carolina ouviu um estranho assoviu nos fones de ouvido.
– Pedrinho, ouviu
alguma coisa? – Perguntou Carolina.
– Tem um objeto
estranho no radar. – Alertou ele. – Estamos sendo seguidos.
Lá atrás, Alice respondeu:
– Não vamos cair
nessa de novo
Carolina verificou o radar e viu um objeto
círcular se aproximando rápidamente do jato.
– Ahm, gente? O
Pedrinho tem razão, estamos sendo seguidos!
– Por quem? –
Perguntou Dennis.
– Pelo quê, eu
diria. – Corrigiu Pedrinho. – Nunca vi algo pareido com isso.
Disse ele apontando, para o objeto não
identificado no radar. Junior, Julie e Alice olharam pela janela do jato e
disseram:
– Não vejo nada
atrás da gente. – Disse Junior.
– Eu também não. –
Concordou Alice.
– Tem certeza que
estamos sendo seguidos? – Perguntou Julie.
Dennis, Carolina e Pedrinho olharam de volta,
não havia nada no radar. E então um assoviu ensurdecedor foi emitido pelos
fones de ouvido, Carolina e Pedrinho gritaram e arrancaram os aparelhos de
comunicação.
– O que foi? –
Perguntou Dennis.
– Olha! – Pedrinho
apontou alarmado para o radar.
No radar, mostrava uma aeronava bem acima
deles. Uma sobra foi projetada sobre todo o jato.
– Está em cima de
nós! – disse Carolina, se contorcendo para enchergar o haiva acima deles.
E então a força da grávidade pareceu ter sido
alterada. Como se estivessem subindo em um elevador, uma força poderoza começou
a puxar o Jato Noturno para cima. Todos ficaram imóveis em suas cadeiras,
Dennis que estava em pé, foi lançado para o chão e não consiguia se levantar,
Carolina caiu sentada em sua cadeira. Pedrinho puxou o volante para a direção
oposta, mas não estava adiantando.
– O que está
acontecendo? – Gemeu Dennis no chão.
– Estamos subindo?
– Perguntou Julie.
– Dennis o que
vamos fazer? – Perguntou Pedrinho. – Estamos passando da estratosfera!
– Tudo bem – disse
Carolina –, o Jato Noturno é equipado com trages espaciais.
– Essa coisa tem
trages espacias?!
– Não exatamente.
– Não! – Disse
Dennis, se esforçando para ficar de pé. – Nada de trages. Pedrinho, use força
total. Isso é um jato supersônico, ele não pode ser mais forte do que a gente!
– Tá legal.
Dennis sentou-se e pôs o sinto, para sua
segurança. Pedrinho aumentou a força nas turbinas, mas o jato ainda continuava
sendo levantado, até que, o que quer que o seguravam, soltou. A sombra que
havia sobre o jato, se foi. Mas no mesmo instante, ouve pane no sistema. O jato
começou a cair em queda livre. Fazendo acrobacias pelo céu, ficando de cabeça
para baixo.
– Os controles não
respondem! – Gritou Carolina.
O Jato Noturno desceu metros, tão rápido
quanto subiu.
– Isso aqui seria
muito divertido, se eu não fosse morrer! – Gritava Alice enquanto caia em queda
livre.
– Pessoal – disse
Dennis –, foi um prazer conhecer vocês.
Depois que o últrapassaram as nuves, viram a
rede de ruas, casas e avenidas ao chão, que iriam se chocar em alguns minutos.
Até que em um momento o painel de controle do jato piscou e voltou a funcionar.
Pedrinho e Carolina voltaram a ter controle sobre o jato.
– Que coisa era
aquela? – Perguntou Alice.
– O que foi
aquilo? – disse Julie.
Carolina respondeu:
– Nunca pensei que
diria isso, mas... acho que foi um objeto voador não identificado. – Pedrinho
perguntou:
– Então quer dizer
que vivenciamos um contato de 1° grau? – Dennis respondeu:
– Todos os
contatos.
Depois que aterriçaram em Fortaleza, Carolina
decidiu que não queria mais discutir sobre OVNIs, ou extraterrestres. Ao cair
da noite, antes de se retirarem para dormir, no quarto da Anna, Carolina
apresentou aos seus amigos, em seu notbook, os trajes de proteção que mesionara
no Jato Noturno.
– Os trajes
pressurizados, são um tipo de roupas, utilizadas por pilotos que realizam vôos
em altitudes tão elevadas que mesmo que se respirassem oxigênio puro, a pressão
atmosférica não permitiria que seus organismos funcionassem. – Junior falou:
– O que foi que
ela disse? – Alice perguntou:
– Será que pode
falar a nossa língua? – Carolina suspirou:
– Se uma pessoa
for para um lugar, muito, muito alto, acima do nível do mar, poderia correr o
risco de morrer. Pois o sangue iria receber pouca oxigênação, o que causaria a
falência dos orgãos. Por isso, criaram essa roupa, para o corpo humano resistir
à grades altitudes.
– Como a roupa de
um astronauta? – Perguntou Pedrinho.
– Roupa de astronauta,
é um exemplo de traje pressurizado, porém a deles é projetada para funcionar em
completo vácuo. – Julie perguntou:
– Quantos desses
trajes, o Jato Noturno possui?
– Você não sabe? –
Rebateu Carolina.
– E eu devia? –
Perguntou Junior.
– Quer dizer, foi mais um presentinho que o
priminho da Alice deixou pra nós. Achei que você devia conhecer. – Junior
balbuciou:
– Ahm...
– Não. –
Interrompeu Julie – Não sabemos.
– Então o que
havia de tão importante que o Janderson precisava fazer além da estratosfera? –
Perguntou Carolina – Dennis, podemos testar os trajes?
Ele não respondeu. Olharam em volta e
preceberam que o Dennis não estava presente.
– Ué cadê o
Dennis? – Pergunou Carolina.
– Achei que ele
estava aqui. – Respondeu Julie.
Pedrinho perguntou:
– Alice você viu
ele?
– Eu sei lá seu filho
da mãe, se eu soubesse eu diria!
Carolina pôs o notbook de lado e saiu. Era
estranho estar hospedada na casa da amiga desaparecida, mas Carolina achava
mais estranho o fato de Dennis não estar por perto.
Ela foi no quarto no final do correrdor. Era
quarto de Dona Tereza, Carolina havia se esquecido. Ao abrir a porta, encontrou
a senhora lá dentro, estava deitada na cama, com o rosto virado para a parede,
mas Carolina pôde ouvir soluços. A severa Dona Tereza, devia estar sofrendo
muito com o desaparecimento da filha, concluiu Carolina.
Ela desceu a escada e econtrou João, infeliz
assistindo TV. Naquele momento, Carolina percebeu que a família inteira estava
sofrendo com o sequestro de Anna, queria muito poder ajudá-los, especialmente
ao Dennis. Por mais que Carolina tentasse, não conseguia encaixar as teórias de
abdução alienígena em sua mente. Pra ela, Biologia, Química, Física, Mecânica
era simples de compriender, mas acreditar que sua amiga foi levadas por seres extraterrestres,
era difícil de aceitar. Somente o fato de ser um mutante, ainda a deixava
surpresa!
Carolina foi ao banheiro e se deparou com
Dennis lá dentro, estava de frente para o espelho, apoiado na pia, de cabeça
baixa. Ele a olhou sem surpresa.
– Ah, Dennis?
Desculpa. Eu não sabia que estava ocupado.
– Tudo bem – disse
ele com esforço – eu já estava de saída.
– Dennis, espera.
Carolina segurou o braço dele e tentou manter
a concentração.
– Eu sei como se
sente.
Dennis escutou.
– Eu sei que está
sendo difícil, mas seja forte. Vamos conseguir encontrá-la, custe o que custar.
Dennis a encarou e disse:
– E por acaso o
seu cerébro consegue calcular alguma probábilidade de que isso seja possível? –
Carolina não respondeu.
Dennis saiu do banheiro. Ele subiu as escadas
e foi para o seu quarto, perguntando-se quanto tempo faltava para a sua mente
enlouquecer e voltar a ter alucinações. Pedrinho estava dormindo em uma rede e
Junior dormia em um conchonete no chão. Dennis deitou-se, fechou os olhos e procurou
o máximo possível para relaxar e calar seus pensamentos.
Quando estava quase pegando no sono, acordou
assustado ao ouviu um barulho estranho no quarto. Ele olhou em volta, Pedrinho
e Junior dormiam tranquilamente então, Dennis ouviu algo em baixo de sua cama,
ele olhou e não havia nada lá em baixo. Quando voltou a deitar-se, algo pulou
em sua cama lhe assutando. Um gato branco de olhos azuis.
– Xandre? – Dennis
se espantou. – O que faz aqui?
– Miau. –
Respondeuo gato.
E então Dennnis compreendeu. Xandre geralmente
dormia na cama de Anna, junto com sua dona, mas agora o quarto dela estava
cheio de garotas estranhas então ele procurou alguém mais conhecido.
– Quer dormir aqui
comigo? – Perguntou Dennis.
Xandre fez um gemido triste.
– Também sente a falta
dela, não é?
O gato ronronou e se encolheu ao lado do dorso
de Dennis, e os dois dormiram. Algum tempo depois, na mesma noite, Dennis
acordou achando estar ouvindo um choro de bebê, mas na verdade era Xandre
emitindo um som de intimidação. Dennis abriu os olhos e um sustofez todo o seu
corpo estremecer ao ver a silhueta de um homem, muito alto, de ante de sua
cama. Devia estar usando um capacete, pois o tamanho de sua cabeça era irrelevante.
Dennis esperava que ele lhe fizesse alguma
coisa, o que não aconteceu. Em um movimento rápido e certeiro, o homem agarrou
Xandre pelo pescoço e se foi com pressa, de alguma forma, ele abriu e fechou a
porta do quarto sem ao menos tocar na marçaneta.
– Não! – Gritou
Dennis e se levantou. – Junior, Pedrinho acordem!
No quarto de Anna, as garotas ainda acordadas conversavam.
Alice gravava um video tutorial para o seu vlog.
– Carolina, você
mesma disse que fomos atacados por um o OVNI hoje mais cedo – dizia Julie,
deitada em um conchonete no chão. – por que, você ainda não acredita
que aliens existem?
– Santa Brintey
Spears! – Murmurou Alice, com a acabeça cheia de rolos e o rosto coberto por
uma máscara de argila verde – Ô Garota? Achei que os nerds tinham a mente
aberta. Por que é tão difícil pra você acreditar?
Deitada numa rede,
Carolina respondeu:
– Porque não
existem provas concretas, por tanto, pra min, aliens não existem.
De repente a câmera filmadora de Alice entrou
em interferência, a porta do quarto se abriu e dela saiu um homem, com uma
especie de traje espacial segurando Xandre pelo pescoço.
Carolina apontou par ele e berrou:
– AHHH! ALIENS
EXISTEM!
Mesmo com todas as garotas gritando com
potência suficiente para ensurdecer alguém, o homem não deu atenção a elas e
seguiu para a varanda, logo atrás dele vieram os garotos lhe seguindo.
– Venham! –
Ordenou Dennis. – Está levando o Xandre!
Alice, começou a arrancar os rolos de seu
cabelo.
Como uma aranha, que embala suas presas com
teia. O homem cobriu Xandre com uma rede de fios metálicos, deixando apenas a
cabeça de Xandre de fora e o pendurou em suas costas, como se fosse um bebê.
Os Feras Noturnas, surgiram na varada.
Ordenaram que o invasor largasse o gato, mas o sequestrador deu as costas e
saltou da varanda. O homem chegou ao chão ileso e começou a patinar! Dennis,
não perdeu tempo em despir-se, expôs suas asas de morcego, rasgando as costas
de sua camiseta e levou Pedrinho e Alice, para chão, Junior pôs Carolina em
suas costas e também saltou. Julie se jogou da varanda, mas caiu de pé na
calçada, como uma verdadeira gata. Dennis, Alice, Pedrinho, Julie, Junior e
Carolina perseguiram o homem, pelas ruas e becos da Barra do Ceará. Agora que
estava sobre a iluminação dos postes, Dennis podia vê-lo com mais clareza.
O homem, tinha pouco mais de 2 metros, usava
uma armadura blindada do tipo que Dennis nunca vira antes, mas mesmo assim ele
se movimentava com muita flexibilidade, sua cabeça era enorme, seus patins eram
enormes anéis de aço, preso em cada lado dos pés e ele patinava com uma
velocidade incrível. Com certeza não é humano, disernio Dennis.
Foi naquele momento de perseguição, pendurada
nas costas de Junior como uma macaca que Carolina entendeu sobre o que Dennis
estava lhe falando na Pedra do E.T., em Quixadá. Sobre o que os alienígenas
estariam procurando na Terra e sobre a ligação deles com os gatos. Francisco, o
marido de Maria Gertrudes, disse que foi abduzido porque pensavam que ele
estava com alguém, que eles procuravam. – Um gato. – Então, Francisco
pediu para sua esposa, ter gatos em sua casa, para que os extraterrestres
deixassem de levar as pessoas de Quixadá – pessoas são proprietárias de gatos
–, por isso os humanos estavam sendo abduzidos, mas eles sempre traziam
Gertrudes de volta, por que não queriam nada com ela e sim com seus gatos. Mas
quando viram que o gato, que procuravam não estava em Quixadá passaram a
abuzir pessoas em outras cidades, que tinham gatos. Sabiam que Anna tinha um
gato em casa, mas quando não encontraram o animal, levaram a garota e
provávelmente, voltaram para buscar o que realmente queriam.
– É claro! –
Exclamou Carolina.
– O quê? –
Perguntou Junior.
– Nada. Continue a
correr!
Pedrinho eriçou os espinhos de seu braço
direito e arremeçou uma duzia de espinhos para o humanoide, que mesmo de costas
previo o ataque. Ele olhou para trás e com um movimento com a mão, fez os
espinhos se voltaram para os feras.
Todos se esquivaram dos espinhos. Com um pulo
de gato, Julie saltou para cima do sequestrador, mas no último segundo ele
girou para trás e agarrou o pescoço dela, Alice aproveitou a distração e saltou
na direção dele. O homem jogou Julie na direção de um amontoado de sacos de
lixo e ao mesmo tempo, agarrou Alice pelos cabelos e atirou a Garota-Pantera
pelos àres. Alice acabou aterriçando nos telhados de uma casa. O humanoide
voltou a patinar e todos continuaram o seguindo, ele deu a curva em uma rua,
dando um salto mortal e pantinando sobre as paredes de uma casa. Dennis
acelerou as batidas de suas asas e começou a pairar sobre o sequestrador.
– Pessoal, tampem
os ouvidos. – Alertou ele.
Dennis odiaria ter que machucar os ouvidos de
Xandre, mas queria que aquele homem parasse. Ele emitiu o sonar com toda sua
força, explodindo janelas, lâmpadas dos postes de luz e vidros dos carros
estacionados na rua. O homem rápidamente voltou-se para Dennis, e lançou uma
rede de fios metálicos pelo pulso, como se fosse o Homem-Aranha. Dennis foi
envolvido pela rede e caiu no chão. Ele rasgou a rede sem dificuldades, seus
amigos vinham logo atrás.
– Não deixem ele
escapar! – Ordenou Dennis.
Xandre miava desesperado, dentro da rede. Pedrinho,
Alice, Junior, Julie e Carolina passaram por ele e continuaram a seguir o
sequestrador, ele dobrou na Rua Ceci e foi direto, para o centro de um campo de
areia. Com as próprias mãos, o homem começou a cavar e entrou na areia com tanta
facilidade quanto um caranguejo.
Os feras chegaram ao campo, confusos, olhando
para todos os cantos do campo de areia a procura do sequestrador.
– Pra onde ele
foi? – Perguntou Dennis.
– Ele... – disse
Julie – ele se enterrou.
No lugar onde o sequestrador havia se enfiado,
havia um buraco onde areia era expelida.
– Ele está fugindo
pelo subsolo! – Disse Pedrinho apontando para o buraco.
– Vamos pegá-lo! –
Ordenou Dennis.
Pedrinho partiu em direção ao buraco, mas
assim que entrou no campo, ele se esbarrou em algo invisível que o mateve
suspenso no ar. Uma descarga elétrica percorreu o corpo de Pedrinho e o lançou
a dois metros para trás. Seus amigos correram até ele, suas roupas estavam
acizentadas e seus cabelos estavam desgrenhados e arrepiados.
– Pedrinho você tá
bem? – Perguntou Dennis.
– Mãe tem alguma
coisa queimando... – Murmurou ele.
Alice deu um tapa
em seu rosto fezendo-o acordar assustado.
– Ah, acordou. –
Falou Alice.
Pedrinho se sentou, com os olhos arregalados e
apontou para o campo de areia.
– Galera olha!
Todos se voltaram para o campo e viram algo
grande e difícil de discerni. Era invisível, mas ao mesmo tempo visível, como
vidro, tinha o formato de uma cúpula e cobria todo o campo de areia. Carolina
gaguejou.
– Isso é...?
– Um campo de
força! – Disse Pedrinho fascinado.
E de repente o chão começou a tremer, os Feras
Noturnas permaneceram agachados no chão, ouviram o som de um motor de algo
grande sendo ligado, mas o som era distante, um forte vento começou a circular
pelo campo, criando um tornado de areia, os postes de luz começaram a piscar,
alguns entraram em curto circuito e explodiram.
– O que está
acontecendo? – Gritou Alice.
Dennis olhou para o céu e viu nuvens
carregadas se formarem sobre o campo. Raios começaram a atingir o buraco no
centro do campo e rachaduras surgiram no calçamento e então, o campo de areia
explodiu, deixando uma cratera profunda no lugar. Blocos de areia e pedras
enormes ficaram flutuando no ar, como se a explosão tivesse congelada no tempo.
Dennis viu algo subindo dentro da cratera, ele conseguiu se levantar e com os
olhos fitados na cratera murmurou:
– Carolina... traga
o Jato Noturno pra cá.
Sem hesitar, Carolina acionou um comando em
seu dispositivo R.N.G. ligando o Jato Noturno no piloto automático. Que chegou
na rua, em alguns minutos. Um objeto grande, circular e iluminado, saiu
flutuando da crátera.
– Aquilo é um...
disco voador? – Indagou Carolina e logo depois desmaiou.
O disco voador começou a sobir metros e metros
de altura e sem perder tempo, Dennis ordenou que todos entrassem no jato e
seguissem a espaçonave. O Jato Noturno pairava baixo na rua, com um comando em
seu dispositivo R.N.G. Pedrinho abriu as comportas do jato e foi levado até lá
com um salto felino de Alice, Junior subiu nas costas de Julie e ela saltou
paro o jato, Dennis segurou Carolina nos braços e a levou voando para o jato.
Pedrinho pilotou o jato em direção ao disco voador, que subia cada vez mais
rápido para a orbita do planeta.
Dennis na cadeira de copiloto decretou:
– Pedrinho, não
podemos deixá-lo partir.
– Relaxa Dennis –
Pedrinho sorriu. –, esse marciano não vai a lugar algum!
Pedrinho apertou um botão e uma garra mecânica
foi disparada contra o disco voador, segurando-o, mas a espaçonava disparou à
toda velocidade para o céu levando o Jato Noturno junto.
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