sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cap. 9

9. Siga Aquele OVNI!

 Os Feras Noturnas ficaram de ponta-cabeça literalmete. Quando decolaram com o Jato Noturno e voaram de volta para Fortaleza, Carolina não conseguia tirar da cabeça a história de Dona Maria Gertrudes, por mais que ela ainda não acreditasse, não pôde deixar de se comover com a história. E no entanto, também não pôde deixar de se identificar com a senhora, ambas haviam se apaixonado por um parente de uma amiga e ambas eram determinadas em fazer qualquer coisa pela pessoa amada.
 E como se não fosse o suficiente, as dúvidas também lhe faziam companhia. Carolina se erguntava se teria o mesmo destino que Maria Gertrudes. Será que brevemente, ela irá perder Dennis com essa ameaça desconhecida e acabar morando em uma casa minúscula colecionando gatos? Possívelmente, mas ela fazia questão de afastar esse pensamento, quem havia sido "abduzida" foi sua amiga, Anna, era nela que devia se concentrar. Mas além de estar preocupada com o paradeiro de sua amiga, Carolina se prerguntava em como se sentia com tudo aquilo.
 De repente, seus pensamentos foram interrompidos quando Carolina ouviu um estranho assoviu nos fones de ouvido.
– Pedrinho, ouviu alguma coisa? – Perguntou Carolina.
– Tem um objeto estranho no radar. – Alertou ele. – Estamos sendo seguidos.
 Lá atrás, Alice respondeu:
– Não vamos cair nessa de novo
 Carolina verificou o radar e viu um objeto círcular se aproximando rápidamente do jato.
– Ahm, gente? O Pedrinho tem razão, estamos sendo seguidos!
– Por quem? – Perguntou Dennis.
– Pelo quê, eu diria. – Corrigiu Pedrinho. – Nunca vi algo pareido com isso.
 Disse ele apontando, para o objeto não identificado no radar. Junior, Julie e Alice olharam pela janela do jato e disseram:
– Não vejo nada atrás da gente. – Disse Junior.
– Eu também não. – Concordou Alice.
– Tem certeza que estamos sendo seguidos? – Perguntou Julie.
 Dennis, Carolina e Pedrinho olharam de volta, não havia nada no radar. E então um assoviu ensurdecedor foi emitido pelos fones de ouvido, Carolina e Pedrinho gritaram e arrancaram os aparelhos de comunicação.
– O que foi? – Perguntou Dennis.
– Olha! – Pedrinho apontou alarmado para o radar.
 No radar, mostrava uma aeronava bem acima deles. Uma sobra foi projetada sobre todo o jato.
– Está em cima de nós! – disse Carolina, se contorcendo para enchergar o haiva acima deles.
 E então a força da grávidade pareceu ter sido alterada. Como se estivessem subindo em um elevador, uma força poderoza começou a puxar o Jato Noturno para cima. Todos ficaram imóveis em suas cadeiras, Dennis que estava em pé, foi lançado para o chão e não consiguia se levantar, Carolina caiu sentada em sua cadeira. Pedrinho puxou o volante para a direção oposta, mas não estava adiantando.
– O que está acontecendo? – Gemeu Dennis no chão.
– Estamos subindo? – Perguntou Julie.
– Dennis o que vamos fazer? – Perguntou Pedrinho. – Estamos passando da estratosfera!
– Tudo bem – disse Carolina –, o Jato Noturno é equipado com trages espaciais.
– Essa coisa tem trages espacias?!
– Não exatamente.
– Não! – Disse Dennis, se esforçando para ficar de pé. – Nada de trages. Pedrinho, use força total. Isso é um jato supersônico, ele não pode ser mais forte do que a gente!
– Tá legal.
 Dennis sentou-se e pôs o sinto, para sua segurança. Pedrinho aumentou a força nas turbinas, mas o jato ainda continuava sendo levantado, até que, o que quer que o seguravam, soltou. A sombra que havia sobre o jato, se foi. Mas no mesmo instante, ouve pane no sistema. O jato começou a cair em queda livre. Fazendo acrobacias pelo céu, ficando de cabeça para baixo.
– Os controles não respondem! – Gritou Carolina.
 O Jato Noturno desceu metros, tão rápido quanto subiu.
– Isso aqui seria muito divertido, se eu não fosse morrer! – Gritava Alice enquanto caia em queda livre.
– Pessoal – disse Dennis –, foi um prazer conhecer vocês.
 Depois que o últrapassaram as nuves, viram a rede de ruas, casas e avenidas ao chão, que iriam se chocar em alguns minutos. Até que em um momento o painel de controle do jato piscou e voltou a funcionar. Pedrinho e Carolina voltaram a ter controle sobre o jato.
– Que coisa era aquela? – Perguntou Alice.
– O que foi aquilo? – disse Julie.
 Carolina respondeu:
– Nunca pensei que diria isso, mas... acho que foi um objeto voador não identificado. – Pedrinho perguntou:
– Então quer dizer que vivenciamos um contato de 1° grau? – Dennis respondeu:
– Todos os contatos.
 Depois que aterriçaram em Fortaleza, Carolina decidiu que não queria mais discutir sobre OVNIs, ou extraterrestres. Ao cair da noite, antes de se retirarem para dormir, no quarto da Anna, Carolina apresentou aos seus amigos, em seu notbook, os trajes de proteção que mesionara no Jato Noturno.
– Os trajes pressurizados, são um tipo de roupas, utilizadas por pilotos que realizam vôos em altitudes tão elevadas que mesmo que se respirassem oxigênio puro, a pressão atmosférica não permitiria que seus organismos funcionassem. – Junior falou:
– O que foi que ela disse? – Alice perguntou:
– Será que pode falar a nossa língua? – Carolina suspirou:
– Se uma pessoa for para um lugar, muito, muito alto, acima do nível do mar, poderia correr o risco de morrer. Pois o sangue iria receber pouca oxigênação, o que causaria a falência dos orgãos. Por isso, criaram essa roupa, para o corpo humano resistir à grades altitudes.
– Como a roupa de um astronauta? – Perguntou Pedrinho.
– Roupa de astronauta, é um exemplo de traje pressurizado, porém a deles é projetada para funcionar em completo vácuo. – Julie perguntou:
– Quantos desses trajes, o Jato Noturno possui?
– Você não sabe? – Rebateu Carolina.
– E eu devia? – Perguntou Junior.
 – Quer dizer, foi mais um presentinho que o priminho da Alice deixou pra nós. Achei que você devia conhecer. – Junior balbuciou:
– Ahm...
– Não. – Interrompeu Julie – Não sabemos.
– Então o que havia de tão importante que o Janderson precisava fazer além da estratosfera? – Perguntou Carolina – Dennis, podemos testar os trajes?
 Ele não respondeu. Olharam em volta e preceberam que o Dennis não estava presente.
– Ué cadê o Dennis? – Pergunou Carolina.
– Achei que ele estava aqui. – Respondeu Julie.
 Pedrinho perguntou:
– Alice você viu ele?
– Eu sei lá seu filho da mãe, se eu soubesse eu diria!
 Carolina pôs o notbook de lado e saiu. Era estranho estar hospedada na casa da amiga desaparecida, mas Carolina achava mais estranho o fato de Dennis não estar por perto.
 Ela foi no quarto no final do correrdor. Era quarto de Dona Tereza, Carolina havia se esquecido. Ao abrir a porta, encontrou a senhora lá dentro, estava deitada na cama, com o rosto virado para a parede, mas Carolina pôde ouvir soluços. A severa Dona Tereza, devia estar sofrendo muito com o desaparecimento da filha, concluiu Carolina.
  Ela desceu a escada e econtrou João, infeliz assistindo TV. Naquele momento, Carolina percebeu que a família inteira estava sofrendo com o sequestro de Anna, queria muito poder ajudá-los, especialmente ao Dennis. Por mais que Carolina tentasse, não conseguia encaixar as teórias de abdução alienígena em sua mente. Pra ela, Biologia, Química, Física, Mecânica era simples de compriender, mas acreditar que sua amiga foi levadas por seres extraterrestres, era difícil de aceitar. Somente o fato de ser um mutante, ainda a deixava surpresa!
 Carolina foi ao banheiro e se deparou com Dennis lá dentro, estava de frente para o espelho, apoiado na pia, de cabeça baixa. Ele a olhou sem surpresa.
– Ah, Dennis? Desculpa. Eu não sabia que estava ocupado.
– Tudo bem – disse ele com esforço – eu já estava de saída.
– Dennis, espera.
 Carolina segurou o braço dele e tentou manter a concentração.
– Eu sei como se sente.
 Dennis escutou.
– Eu sei que está sendo difícil, mas seja forte. Vamos conseguir encontrá-la, custe o que custar.
 Dennis a encarou e disse:
– E por acaso o seu cerébro consegue calcular alguma probábilidade de que isso seja possível? – Carolina não respondeu.
 Dennis saiu do banheiro. Ele subiu as escadas e foi para o seu quarto, perguntando-se quanto tempo faltava para a sua mente enlouquecer e voltar a ter alucinações. Pedrinho estava dormindo em uma rede e Junior dormia em um conchonete no chão. Dennis deitou-se, fechou os olhos e procurou o máximo possível para relaxar e calar seus pensamentos.
 Quando estava quase pegando no sono, acordou assustado ao ouviu um barulho estranho no quarto. Ele olhou em volta, Pedrinho e Junior dormiam tranquilamente então, Dennis ouviu algo em baixo de sua cama, ele olhou e não havia nada lá em baixo. Quando voltou a deitar-se, algo pulou em sua cama lhe assutando. Um gato branco de olhos azuis.
– Xandre? – Dennis se espantou. – O que faz aqui?
Miau. – Respondeuo gato.
 E então Dennnis compreendeu. Xandre geralmente dormia na cama de Anna, junto com sua dona, mas agora o quarto dela estava cheio de garotas estranhas então ele procurou alguém mais conhecido.
– Quer dormir aqui comigo? – Perguntou Dennis.
 Xandre fez um gemido triste.
– Também sente a falta dela, não é?
 O gato ronronou e se encolheu ao lado do dorso de Dennis, e os dois dormiram. Algum tempo depois, na mesma noite, Dennis acordou achando estar ouvindo um choro de bebê, mas na verdade era Xandre emitindo um som de intimidação. Dennis abriu os olhos e um sustofez todo o seu corpo estremecer ao ver a silhueta de um homem, muito alto, de ante de sua cama. Devia estar usando um capacete, pois o tamanho de sua cabeça era irrelevante.
 Dennis esperava que ele lhe fizesse alguma coisa, o que não aconteceu. Em um movimento rápido e certeiro, o homem agarrou Xandre pelo pescoço e se foi com pressa, de alguma forma, ele abriu e fechou a porta do quarto sem ao menos tocar na marçaneta.
– Não! – Gritou Dennis e se levantou. – Junior, Pedrinho acordem!
 No quarto de Anna, as garotas ainda acordadas conversavam. Alice gravava um video tutorial para o seu vlog.
– Carolina, você mesma disse que fomos atacados por um o OVNI hoje mais cedo – dizia Julie, deitada em um conchonete no chão. – por que, você ainda não acredita que aliens existem?
– Santa Brintey Spears! – Murmurou Alice, com a acabeça cheia de rolos e o rosto coberto por uma máscara de argila verde – Ô Garota? Achei que os nerds tinham a mente aberta. Por que é tão difícil pra você acreditar?
Deitada numa rede, Carolina respondeu:
– Porque não existem provas concretas, por tanto, pra min, aliens não existem.
 De repente a câmera filmadora de Alice entrou em interferência, a porta do quarto se abriu e dela saiu um homem, com uma especie de traje espacial segurando Xandre pelo pescoço.
 Carolina apontou par ele e berrou:
– AHHH! ALIENS EXISTEM!
 Mesmo com todas as garotas gritando com potência suficiente para ensurdecer alguém, o homem não deu atenção a elas e seguiu para a varanda, logo atrás dele vieram os garotos lhe seguindo.
– Venham! – Ordenou Dennis. – Está levando o Xandre!
 Alice, começou a arrancar os rolos de seu cabelo.
 Como uma aranha, que embala suas presas com teia. O homem cobriu Xandre com uma rede de fios metálicos, deixando apenas a cabeça de Xandre de fora e o pendurou em suas costas, como se fosse um bebê.
 Os Feras Noturnas, surgiram na varada. Ordenaram que o invasor largasse o gato, mas o sequestrador deu as costas e saltou da varanda. O homem chegou ao chão ileso e começou a patinar! Dennis, não perdeu tempo em despir-se, expôs suas asas de morcego, rasgando as costas de sua camiseta e levou Pedrinho e Alice, para chão, Junior pôs Carolina em suas costas e também saltou. Julie se jogou da varanda, mas caiu de pé na calçada, como uma verdadeira gata. Dennis, Alice, Pedrinho, Julie, Junior e Carolina perseguiram o homem, pelas ruas e becos da Barra do Ceará. Agora que estava sobre a iluminação dos postes, Dennis podia vê-lo com mais clareza.
 O homem, tinha pouco mais de 2 metros, usava uma armadura blindada do tipo que Dennis nunca vira antes, mas mesmo assim ele se movimentava com muita flexibilidade, sua cabeça era enorme, seus patins eram enormes anéis de aço, preso em cada lado dos pés e ele patinava com uma velocidade incrível. Com certeza não é humano, disernio Dennis.
 Foi naquele momento de perseguição, pendurada nas costas de Junior como uma macaca que Carolina entendeu sobre o que Dennis estava lhe falando na Pedra do E.T., em Quixadá. Sobre o que os alienígenas estariam procurando na Terra e sobre a ligação deles com os gatos. Francisco, o marido de Maria Gertrudes, disse que foi abduzido porque pensavam que ele estava com alguém, que eles procuravam. – Um gato. – Então, Francisco pediu para sua esposa, ter gatos em sua casa, para que os extraterrestres deixassem de levar as pessoas de Quixadá – pessoas são proprietárias de gatos –, por isso os humanos estavam sendo abduzidos, mas eles sempre traziam Gertrudes de volta, por que não queriam nada com ela e sim com seus gatos. Mas quando viram que o gato, que procuravam não estava em Quixadá passaram a abuzir pessoas em outras cidades, que tinham gatos. Sabiam que Anna tinha um gato em casa, mas quando não encontraram o animal, levaram a garota e provávelmente, voltaram para buscar o que realmente queriam.
– É claro! – Exclamou Carolina.
– O quê? – Perguntou Junior.
– Nada. Continue a correr!
 Pedrinho eriçou os espinhos de seu braço direito e arremeçou uma duzia de espinhos para o humanoide, que mesmo de costas previo o ataque. Ele olhou para trás e com um movimento com a mão, fez os espinhos se voltaram para os feras.
 Todos se esquivaram dos espinhos. Com um pulo de gato, Julie saltou para cima do sequestrador, mas no último segundo ele girou para trás e agarrou o pescoço dela, Alice aproveitou a distração e saltou na direção dele. O homem jogou Julie na direção de um amontoado de sacos de lixo e ao mesmo tempo, agarrou Alice pelos cabelos e atirou a Garota-Pantera pelos àres. Alice acabou aterriçando nos telhados de uma casa. O humanoide voltou a patinar e todos continuaram o seguindo, ele deu a curva em uma rua, dando um salto mortal e pantinando sobre as paredes de uma casa. Dennis acelerou as batidas de suas asas e começou a pairar sobre o sequestrador.
– Pessoal, tampem os ouvidos. – Alertou ele.
 Dennis odiaria ter que machucar os ouvidos de Xandre, mas queria que aquele homem parasse. Ele emitiu o sonar com toda sua força, explodindo janelas, lâmpadas dos postes de luz e vidros dos carros estacionados na rua. O homem rápidamente voltou-se para Dennis, e lançou uma rede de fios metálicos pelo pulso, como se fosse o Homem-Aranha. Dennis foi envolvido pela rede e caiu no chão. Ele rasgou a rede sem dificuldades, seus amigos vinham logo atrás.
– Não deixem ele escapar! – Ordenou Dennis.
 Xandre miava desesperado, dentro da rede. Pedrinho, Alice, Junior, Julie e Carolina passaram por ele e continuaram a seguir o sequestrador, ele dobrou na Rua Ceci e foi direto, para o centro de um campo de areia. Com as próprias mãos, o homem começou a cavar e entrou na areia com tanta facilidade quanto um caranguejo.
 Os feras chegaram ao campo, confusos, olhando para todos os cantos do campo de areia a procura do sequestrador.
– Pra onde ele foi? – Perguntou Dennis.
– Ele... – disse Julie – ele se enterrou.
 No lugar onde o sequestrador havia se enfiado, havia um buraco onde areia era expelida.
– Ele está fugindo pelo subsolo! – Disse Pedrinho apontando para o buraco.
– Vamos pegá-lo! – Ordenou Dennis.
 Pedrinho partiu em direção ao buraco, mas assim que entrou no campo, ele se esbarrou em algo invisível que o mateve suspenso no ar. Uma descarga elétrica percorreu o corpo de Pedrinho e o lançou a dois metros para trás. Seus amigos correram até ele, suas roupas estavam acizentadas e seus cabelos estavam desgrenhados e arrepiados.
– Pedrinho você tá bem? – Perguntou Dennis.
– Mãe tem alguma coisa queimando... – Murmurou ele.
Alice deu um tapa em seu rosto fezendo-o acordar assustado.
– Ah, acordou. – Falou Alice.
 Pedrinho se sentou, com os olhos arregalados e apontou para o campo de areia.
– Galera olha!
 Todos se voltaram para o campo e viram algo grande e difícil de discerni. Era invisível, mas ao mesmo tempo visível, como vidro, tinha o formato de uma cúpula e cobria todo o campo de areia. Carolina gaguejou.
– Isso é...?
– Um campo de força! – Disse Pedrinho fascinado.
 E de repente o chão começou a tremer, os Feras Noturnas permaneceram agachados no chão, ouviram o som de um motor de algo grande sendo ligado, mas o som era distante, um forte vento começou a circular pelo campo, criando um tornado de areia, os postes de luz começaram a piscar, alguns entraram em curto circuito e explodiram.
– O que está acontecendo? – Gritou Alice.
 Dennis olhou para o céu e viu nuvens carregadas se formarem sobre o campo. Raios começaram a atingir o buraco no centro do campo e rachaduras surgiram no calçamento e então, o campo de areia explodiu, deixando uma cratera profunda no lugar. Blocos de areia e pedras enormes ficaram flutuando no ar, como se a explosão tivesse congelada no tempo. Dennis viu algo subindo dentro da cratera, ele conseguiu se levantar e com os olhos fitados na cratera murmurou:
– Carolina... traga o Jato Noturno pra cá.
 Sem hesitar, Carolina acionou um comando em seu dispositivo R.N.G. ligando o Jato Noturno no piloto automático. Que chegou na rua, em alguns minutos. Um objeto grande, circular e iluminado, saiu flutuando da crátera.
– Aquilo é um... disco voador? – Indagou Carolina e logo depois desmaiou.
 O disco voador começou a sobir metros e metros de altura e sem perder tempo, Dennis ordenou que todos entrassem no jato e seguissem a espaçonave. O Jato Noturno pairava baixo na rua, com um comando em seu dispositivo R.N.G. Pedrinho abriu as comportas do jato e foi levado até lá com um salto felino de Alice, Junior subiu nas costas de Julie e ela saltou paro o jato, Dennis segurou Carolina nos braços e a levou voando para o jato. Pedrinho pilotou o jato em direção ao disco voador, que subia cada vez mais rápido para a orbita do planeta.
 Dennis na cadeira de copiloto decretou:
– Pedrinho, não podemos deixá-lo partir.
– Relaxa Dennis – Pedrinho sorriu. –, esse marciano não vai a lugar algum!
 Pedrinho apertou um botão e uma garra mecânica foi disparada contra o disco voador, segurando-o, mas a espaçonava disparou à toda velocidade para o céu levando o Jato Noturno junto.

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