16. A Nave Mãe
Depois
que a flecha explosiva de Isáby, acertou o gerador de energia, os resultados a
seguir foram bastante notáveis.
– Esse Dennis é muito louco! – dizia Alice.
Após uma explosão
que comprometeu grande parte da estrutura da pirâmide, todos os arghatianos
iniciaram um tumultuoso processo de evacuação.
– Oziel, já pode nos levar para a saída. – disse Dennis.
–Eu ja estava fazendo isso.
Oziel selecionou a
entrada da pirâmide e o elevador imediatamente os levou para lá, fazendo uma
trajetória sinuosa e desengonçada. Mesmo precorrendo tuneis, os efeitos
colaterias chegavam até eles, enquanto percorria a viagem, a luz do elvador
piscava e toda a cabine tremia, todos ouviam sirenes e vozes de arghatianos
soarem por toda a pirâmide. As portas do elevador se abriram no saguão da
entrada da pirâmide, rachaduras surgiam por todo canto nas paredes e pedaços de
concreto caiam do teto.
Arghatianos
corriam de um lado para o outro, mas nenhum deles deu atenção para Isáby, Oziel
e os Feras Noturnas. Discos voadores, máquinas de desmatamento e naves espacias
partiam pelo portão principal, os arghatianos estavam fugindo de sua própria
base. Dennis, Anna, Alice, Pedrinho, Carolina, Isáby e Oziel, não perderam
tempo e também fugiram. Eles pegaram uma "carona clandestina" em um
dos veículos de desmatamento e partiram.
Logo após saírem
tiveram a opotunidade de verem a pirâmide, que acabaram de saírem explodir e
desmoronar, as luzes das outras duas pirâmides se apagaram, todos os postes de
luz do campo também se apagaram e o campo de força eletro-magnético se dicipou
e naquele momento a base arghatiana não era mais nada além de um pedaço de
terra no meio da escuridão da floresta de Animália. Por mais que a visão da
ruína dos arghatianos fosse agradável, todos sabiam que o que estavam para
enfretar era ainda pior. Discos voadores e todos os arghatianos sobreviventes estavam
se dirigindo para a floresta de Animália.
Todos os povos de
Animália (câlinianos, felinianos, avianos, unglianos e outros), lutavam contra
os arghatianos e os repitilianos no rio em frente à cachoeira. O plano de
Dennis estava dando certo. Todos os inimigos foram atraídos para a floresta e
os animalios estavam em vantagem. Por mais que os arghatianos tivessem armas e
equipamentos avançados, não se davam muito bem com a floresta. Isáby, Oziel e os
Feras Noturnas chegaran à batalha com a sua carona arghatiana e se
alegraram com o que viram.
– Vitória de Animália! – Gritou Isáby ao seu povo.
Que retribuiram
com uivos, rugidos e urros. O rei Ezórius que estava lutando com um robô, no
alto da cachoeira ouviu a voz de sua filha. Ele olhou paras máquinas que se
aproximavam do rio, em uma delas viu Isáby, os Feras Noturnas e seu primogenito,
que há anos estava desaparecido.
– Oziel... meu filho!
Naquele momento o
coração do rei, se encheu de prazer e alegria. Enquanto ele estava distraído e
emocionado com a visão de seu filho, o android, com quem estava lutado, apontou
o canhão de energia para Ezórius, que com sua espada decepou o braço do robô,
depois cortou sua cabeça e o empurrou do alto da cachoeira, explodindo no rio.
O rei Ezórius saltou da cachoeira e foi ao encontro de seu filho. Dennis, Anna,
Alice, Pedrinho, Carolina, Isáby e Oziel saltaram de seu transporte, o rei
Ezórius os recebeu.
– Pai? – Indagou Oziel.
Isáby perguntou:
– Oi papai! Voltamos da missão, lembra dele aqui? – Isáby
apontou para o seu irmão.
O rei Ezórius se
emocionou.
– Como eu poderia se esquecer do rosto do meu filho
amado, o maior guerreiro que já existiu?
Oziel correu para
os braços de seu pai, os dois trocaram palavras em felinianês e
choraram. Ezórius olhou para Dennis, Anna, Alice, Pedrinho, Carolina e disse:
– Bem ditos sejam Feras Noturnas, a prenseça de vocês só
nos trouceram maravilhas.
Dennis se
aproximou de Ézorius.
– Majestade, o senhor tinha razão sobre a profecia. Julie
e Junior não estavam destinados a serem os heróis de Animália.
– Mas eles lutaram como herós pelo nosso planeta. – disse
Isáby.
– Meus pêsames, Dennis.
O momento de
sereniedade acabou, quando um trio de discos voou baixo sobre eles. Todos
ficaram em guarda.
Ezórius disse:
– Princesa Isáby, príncipe Oziel, Feras Noturnas... Estão
dispostos a lutarem pela liberdade até a morte?
– Até a morte! – Confirmou Oziel.
Dennis, Anna,
Alice, Pedrinho, Carolina, Isáby e Oziel se jutaram à luta. O rei Ezórius, com
sua espada decaptou inumeros arghatianos e repitilianos, Oziel pegou duas
pistolas de raios, Isáby recarregou seu arco, Dennis expôs suas asas e atacou
os inimigos pelo ar, Alice lutava com suas espadas, Pedrinho atirava espinhos
do tamanho de navalhas, Anna parecia um maçarico voador, carbonizando os
inimigos do alto, os unglianos desceram uma colina fazendo formação de V e
Carolina dobrou toda a água da cachoeira em direção do exercito arghatiano
derrotado a grande maioria deles.
Oziel enfrentava
dois arghatianos ao mesmo tempo, ele estava desarmado, sua única ferramente de
batalha eram seus reflexos. Um dos inimigos golpeou Oziel no rosto, lhe
deixando desnorteado o suficiente para o outro lhe bater nas costas. Enquanto
Oziel decaia em sua luta, um adroid mirou seu canhão de raios nele, mas o rei
Ezórius viu isso e foi imediatamente impedi-lo. Oziel conseguiu se reerguer,
ele neutralizou os dois arghatianos, mas mal sabia que estava na mira de um
robô. O android fez o disparo, mas no último segundo o rei Ezóriu se pôs a sua
frente recebendo uma descarga eletrica fatal.
Oziel, Isáby e
todos os outros, não conseguiram acreditar no que viram. O rei Ezórius sedeu,
mas Oziel o segurou a tempo de ele não bater com a cabeça nas pedras no chão.
Isáby correu em direção ao seu pai com lágrimas no rosto.
– Não, não, não! – disse Oziel – O senhor não pode nos
deixar, por favor, fica com a gente!
Ao lado dele,
Isáby chorava.
– Papai, não morre, o Oziel acabou de chegar! Papai?
Oziel e Isáby
chorando, começaram a gemer frases em seu idioma, como se estivessem orando.
Com esforço
Ezórius disse:
– Está tudo bem, tá tudo bem.
Dennis, Anna,
Alice, Pedrinho e Carolina se aproximaram.
– Oziel – disse o rei Ezórius segurando a mão de seu
filho –, mesmo quando criança, você sempre foi um guerreiro excelente, por isso
será um ótimo rei.
Isáby protestou.
– Mas você é o rei dos felinianos!
– Não mais. Isáby, você e seu irmão são os próximos na
sucessão do trono.
– Não vamos conseguir sem o senhor! – disse Oziel.
– Não se preocupem, os Feras Noturnas irão ajudá-los.
Oziel olhou em
volta. A situação da batalha na floresta lhe dava agonía. Os animalios estavam
perdendo, muitos estavam sendo mortos e o número dos arghatianos estava
almentando. Uma duzia de discos voava sobre as árvores, disparando raios e mais
androids entravam na floresta. Mas quando a esperança lhe pareceu perdida,
ouviu sons selvagens vindo da floresta. Um bando de cinco tiranossauros surgiu
na floresta, sem motivo algum, entram no campo de batalha. Qualquer arghatiano
ou repitiliano que ficava em seu caminho, era abocanhado pelos dinossauros. Os
outros que restavam tentaram fugir, alguns repitilianos mergulharam no rio, mas
foram pegos de surpresa pela cobra gigante – a Sucuri com mais de 14 metros –,
os arghatianos que se aventuraram pela floresta foram atacados por um inxame de
vespas gigantes, um trio que se escondiam atrás de arbustos foram engolidos por
três flores carnivoras gigantes.
– Vocês dois tinham razão – disse Isáby para Dennis e
Carolina–, nossos inimigos não tem vantagem na floresta.
Os animalios não
faziam nada, além de observar a derrota dos arghatianos e dos repitilianos,
pois a própria natureza fazia isso por eles. Os discos voadores reagiram
fazendo disparos com raio laser, mas as árvores ergueram seus cipós e puxaram as
espaço-naves para o chão, eles perderam o controle e cairam na floresta. Alguns
que restaram ainda tentaram escapar pela floresta, mas ficaram presos em teias
e acabaram servindo como refeição para uma pequena aranha.
Quando o último
disco voador caiu, o sol já estava nasendo e todos os animalios levataram as
mãos (ou patas), gritaram e urraram em comemoração a sua vitória.
– Vencemos? – Inagou Isáby – Vencemos. Vemcemos!
– E a profecia se realizou, afinal de contas. – disse
Carolina.
– Eu sabia que a gente ia vencer – disse Pedrinho –, mas
sinceramente pensei que a gente ia morrer.
– Ai, eu quase senti pena dos duendes! – falou Alice.
– Agora eu tenho certeza que vão pensar duas vezes antes
de invadirem esse planeta. – disse Anna.
– Em algum lugar, a Julie e o Junior devem estar
comemorando. – falou Dennis.
– Pai o senhor tinha razão – disse Oziel –, nós vencemos!
Oziel olhou para o
seu pai, mas ele estava quieto de olhos fechados.
– Papai? – Isáby voltou a chorar.
– Tá tudo bem Isáby – disse Oziel –, nosso pai pode
descançar em paz agora.
Durante o resto
daquele dia, foi algo estranho para Carolina, pois o povo estava triste e feliz
ao mesmo tempo. Naquela mesma manhã, os animalios realizaram um ritual funebre
para o rei Ezórius. Puseram ele em um caixão e deixarm que as águas do rio o
levasse. Mas também comemoram pelo resgate de Anna e pela volta de Oziel,
fizeram uma cerimônia de coroação para Oziel e Isáby, tonando-os rei e rainha de
Animália e durante o resto do dia comemoram a vitória dos animalios.
Os líderes dos
calinianos, unglianos, avianos e todos os outros povos, convocaram os Feras
Noturnas para uma reunião de agradecimento nos aposentos reais.
– Garoto-Morcego, Fênix, Garota-Pantera, Espinho-Branco e
Aquática – dizia Oziel –, o povo de Animália tem uma divida de gratidão com
todos vocês.
Isáby prosseguiu:
– Por isso pedimos que aceitem nossas ofertas de
retribuição...
Alice perguntou:
– E por acaso, essas ofertas são em dinheiro, ou em ouro
e diamantes...?
Dennis tapou a
boca de Alice.
– Não precisam retribuir nada! Somos os Feras Noturnas,
tudo que fizemos foi por obrigação.
– Mesmo assim, nós insistimos. – Disse Oziel – Pode lhes
ser útil algum dia.
Isáby se voltou
para uma mesa, que havia atrás deles.
– Os arghatianos roubaram uma grande porcentagem da nossa
técnologia, mas algumas armas, as mais poderosas, foram escondidas. Pois só
seriam usadas, em momentos de grande necessidade, mas agora com a liberdade
restaurda de nosso planeta, decidimos dá-las a vocês.
Quando virou para
frente estava segurando uma arma. Parecia um fuzíl, mas o cano era tão grosso
quanto o de um canhão e onde deveria ser a boca do cano, havia um disco
cônvaco. Isáby falou:
– Para o Espinho Branco...
– Não...! – Pedrinho arregalou os olhos – Não, não, não!
– Um canhão de ondas 38, lança ondas eletromagnéticas.
Neutraliza cem por cento o alvo.
Isáby entregou a
arma nas mãos de Pedrinho.
– Cara que demais! Valeu aí majestade!
Pedrinho deu um
abraçoem Isáby com um só braço.
– Ahm, majestade –
disse Anna – Acho que não é uma boa ideia dar uma arma desse porte para o
Espinho Branco.
Dennis concordou.
– Vocês não teriam um estilingue ou uma baladeira...?
Pedrinho encarou
os dois.
– Qual é galera? Tão me tirando? É claro que eu vou
usá-lo para o bem e com responsábilidade.
Isáby voltou-se
mais uma vez para mesa e trouce em suas mãos luvas de couro negras, com as
palmas feitas por um tercido esverdeado.
– Para a Garota-Pantera, luvas de cerda. Com essas luvas,
você poderá escalar paredes e em qualquer tipo de superficie.
Isáby entregou as
luvas para Alice.
– Ai que tudo! Adorei. Até combina com uma jaqueta nova.
Isáby voltou-se
para a mesa e pegou um miniarco e uma aljava negra, com flechas de ferro negro.
– Fênix – disse Isáby –, são para você.
Anna recebeu o
presente.
– Nossa! Eu não tenho boa pontaria, mas... Obrigada.
Isáby apontou uma
das flechas para Anna e a advertiu seriamente.
– Essas flechas, são muito poderosas e perigosas.
Portanto use apenas uma em cada batalha.
– Ahm... Entendi.
Quando Anna pegou
a flecha da mão de Isáby, a ponta da flecha produziu um brilho azul. Isáby
pegou uma pistola laser e a pôs nas mãos de Carolina.
– Para Aquática.
Carolina
imediatamente recusou.
– Ah, não! Eu não curto muito armas, são muito perigosas.
– Mas na luta contra os arghatianos, você demostrou ser
uma guerreira tão poderosa. Não vejo perigo em uma arma tão simples, perto de
você.
Carolina sorriu
tímida.
– Isso foi um elogio, tá? – Acrescentou Isáby.
– Obrigada. – Carolina aceitou a arma.
A mesa atrás de
Isáby estava completamente vazia, exceto por um único objeto pequenino que
Isáby o pegou em suas mãos. Ela deu um passo em direção a Dennis e disse:
– Garoto-Morcego, de todas essas armas, essa é a mais
poderosa. Use-o com sabedoria, na hora certa e no momento certo.
Isáby pôs nas mãos
de Dennis, um pequeno frasco de 13 cm de cristal, com um formato de um prisma.
Ele era tampado por uma rolha e detro dele, havia um líquido azul. Dennis
observou o objeto com uma sobrancelha erguida.
– Perfume? A sua arma mais poderosa é um perfume? Valeu.
– disse Dennis de forma menos grosseira possível.
– Isso não é um perfume! – Protestou Isáby
franzindo a testa. – Isso é uma amostra rara da água das fontes das montanhas
do norte.
Oziel acrescentou:
– Acredita-se que é o sangue do Grande Espirito dos Céus.
– E o que isso faz? – Isáby respondeu:
– Lhe dará intêligencia, cura instântanea, uma força e
velocidade que jamais viu! Antigamente davam isso para os nossos guerreiros,
mas paramos.
– Por quê?
– O nosso estoque esvaziou e as fontes, são quase
impossíveis de encontrar. Essa é a última gota que nós temos. – Respondeu
Isáby.
– E também, por que é uma bebida muito perigosa. –
Acrescentou Oziel – Para lhe dar poder, a água o destroi de dentro para fora,
não foram muitos que sobreviviam a um gole.
Dennis encarou o
líquido azul, engoliu em seco e guardou o frasco.
– Pode deixar que eu vou pensar muito bem antes de beber.
De repente,
ouviram-se um zumbido ao longe, mas tão potente que fez toda a caverna
estremecer. As claraboias escureceram, como se algo grande ouvesse tampado a
luz do sol e ouviram vozes de animalios em pânico pelos túneis. Os lídres
animalios, que estavam presentes, começaram a murmurar assustados.
– O que está havendo? – Perguntou Isáby.
– Acho que tem algo muito grande lá fora. – Respondeu
Oziel.
Todos saíram dos
aposentos reais. Ao chegarem ao patio principal. Os animalios corriam e outros
voavam de um lado para o outro, estavam muito agitados para poder abordar algum
para perguntar o que estava acontecendo. Isáby, Oziel e os Feras Noturnas foram
para o lado de fora da caverna. Passando pela cachoeira, não viram um animal na
floresta e então notaram uma sombra que estava cobrindo a floresta, quando
olharam para o céu. Um susto. Um disco voador gigantesco pairava sobre a
floresta, tão grande que obstruia a luz do sol.
– Não é possível! – Murmurou Dennis – Achei que tinhamos
acabado com todos eles!
– Não. – Disse Oziel com traquilidade – Essa é a base
espacial dos arghatianos e a residência do lorde Rázarac.
Isáby olhou para
Oziel preocupada.
– Essa é a...? – Oziel em um tom sombrio respondeu:
– Sim. – Anna pergutou:
– É o que?
– A Nave Mãe.
Todos observaram a
imensa espaçonave sobrevoar lentamente sobre a floresta.
– Não estão atacando. – falou Alice.
– Estão passando direto. – Comentou Pedrinho.
– Pra onde devem estar indo? – Perguntou Oziel.
Dennis lembrou-se
do que lorde Rázarac havia dito em seu encontro com ele. "Ao acabarmos
com o que restou dos animalios, vamos destruir aquele grão de poeira espacial
que é o seu planeta..."
– Brasília. – Sussurou Dennis.
– O que disse? – Perguntou Oziel.
– Lorde Rázarac quer atacar a Terra também, devem estar
indo pra lá agora mesmo.
– Mas como vamos para o nosso planeta? – Perguntou
Carolina – O nosso único meio de transporte, foi destruido.
– Na verdade. – disse Isáby – Nós o concertamos nessa
manhã.
– É sério?
Isáby os levou
para a oficina dos animalios e lhes mostrou o Jato Noturno, estava intacto.
Parecia até mais novo do que quando o adquiriram.
– Vocês concertaram o nosso Jato Noturno?! – Pedrinho se
emocionou.
– Puxa – murmurou Dennis –, obrigado!
– Os primatianos o encontraram na noite passada, na
floresta – disse Isáby –, trouceram pra cá e concertaram. Bom, não a tempo a
perder!
– Vão logo! – Ordenou Oziel – Usem suas armas e boa
sorte.
– Não vem com a gente? – disparou Anna.
– Adorariamos, mas os animalios não são compátiveis com a
atmosfera da Terra.
Anna correu em
direção a ele e o abraçou, e imediatamente começou a chorar.
– Não vamos conseguir sem vocês! – Oziel afagou seus
cabelos.
– Anna, é cláro que vão conseguir. Vocês são os Feras
Noturnas! Eu me lembro dos feitos que realizaram quando eu era só um gato.
– Eu vou sentir tanto a sua falta! – Gemeu Anna.
Pedras começaram a
despencar do teto da caverna, a Nave Mãe ainda pairava lá fora. Dennis pôs a
mão no ombro de sua prima.
– Anna, venha, precisamos ir.
Anna largou Oziel.
– Adeus Xandre... Oziel.
– Você foi uma boa dona. – disse ele.
Anna voltou a
chorar, mas dessa vez não olhou para trás. Ela entrou no jato, junto com os
outros que lhe indicaram vestir o traje adequado para voar em grandes
altitudes.
Uma corrente
eletrica percorreu por toda a Nave Mãe, emitindo um roncado, como se a
espaçonave fosse soltar um arroto. Ela lançou uma onda eletromagnética a alguns
metros a sua frente e então, um imenso buraco negro se abriu no céu. Não era
tão grande o suficiente para a Nave Mãe passar de imediato, mas lentamente a
espaçonave foi se expremendo pelo redemoinho.
– Eles estão indo. – Comentou Carolina.
– E agora? – Perguntou Anna – Não podemos deixá-los
fugirem!
– Relaxa, vamos pegar uma carona – disse Dennis
sarcasticamente – Pedrinho?
– Deixa comigo!
Pedrinho acionou a
garra mecânica, que foi disparada contra a Nave Mãe, agarrando-a e logo o Jato
Noturno foi levado por ela.
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