sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cap. 16

16. A Nave Mãe

 Depois que a flecha explosiva de Isáby, acertou o gerador de energia, os resultados a seguir foram bastante notáveis.
– Esse Dennis é muito louco! – dizia Alice.
 Após uma explosão que comprometeu grande parte da estrutura da pirâmide, todos os arghatianos iniciaram um tumultuoso processo de evacuação.
– Oziel, já pode nos levar para a saída. – disse Dennis.
–Eu ja estava fazendo isso.
 Oziel selecionou a entrada da pirâmide e o elevador imediatamente os levou para lá, fazendo uma trajetória sinuosa e desengonçada. Mesmo precorrendo tuneis, os efeitos colaterias chegavam até eles, enquanto percorria a viagem, a luz do elvador piscava e toda a cabine tremia, todos ouviam sirenes e vozes de arghatianos soarem por toda a pirâmide. As portas do elevador se abriram no saguão da entrada da pirâmide, rachaduras surgiam por todo canto nas paredes e pedaços de concreto caiam do teto.
 Arghatianos corriam de um lado para o outro, mas nenhum deles deu atenção para Isáby, Oziel e os Feras Noturnas. Discos voadores, máquinas de desmatamento e naves espacias partiam pelo portão principal, os arghatianos estavam fugindo de sua própria base. Dennis, Anna, Alice, Pedrinho, Carolina, Isáby e Oziel, não perderam tempo e também fugiram. Eles pegaram uma "carona clandestina" em um dos veículos de desmatamento e partiram.
 Logo após saírem tiveram a opotunidade de verem a pirâmide, que acabaram de saírem explodir e desmoronar, as luzes das outras duas pirâmides se apagaram, todos os postes de luz do campo também se apagaram e o campo de força eletro-magnético se dicipou e naquele momento a base arghatiana não era mais nada além de um pedaço de terra no meio da escuridão da floresta de Animália. Por mais que a visão da ruína dos arghatianos fosse agradável, todos sabiam que o que estavam para enfretar era ainda pior. Discos voadores e todos os arghatianos sobreviventes estavam se dirigindo para a floresta de Animália.
 Todos os povos de Animália (câlinianos, felinianos, avianos, unglianos e outros), lutavam contra os arghatianos e os repitilianos no rio em frente à cachoeira. O plano de Dennis estava dando certo. Todos os inimigos foram atraídos para a floresta e os animalios estavam em vantagem. Por mais que os arghatianos tivessem armas e equipamentos avançados, não se davam muito bem com a floresta. Isáby, Oziel e os Feras Noturnas chegaran à batalha com a sua carona arghatiana e se alegraram com o que viram.
– Vitória de Animália! – Gritou Isáby ao seu povo.
 Que retribuiram com uivos, rugidos e urros. O rei Ezórius que estava lutando com um robô, no alto da cachoeira ouviu a voz de sua filha. Ele olhou paras máquinas que se aproximavam do rio, em uma delas viu Isáby, os Feras Noturnas e seu primogenito, que há anos estava desaparecido.
– Oziel... meu filho!
 Naquele momento o coração do rei, se encheu de prazer e alegria. Enquanto ele estava distraído e emocionado com a visão de seu filho, o android, com quem estava lutado, apontou o canhão de energia para Ezórius, que com sua espada decepou o braço do robô, depois cortou sua cabeça e o empurrou do alto da cachoeira, explodindo no rio. O rei Ezórius saltou da cachoeira e foi ao encontro de seu filho. Dennis, Anna, Alice, Pedrinho, Carolina, Isáby e Oziel saltaram de seu transporte, o rei Ezórius os recebeu.
– Pai? – Indagou Oziel.
 Isáby perguntou:
– Oi papai! Voltamos da missão, lembra dele aqui? – Isáby apontou para o seu irmão.
 O rei Ezórius se emocionou.
– Como eu poderia se esquecer do rosto do meu filho amado, o maior guerreiro que já existiu?
 Oziel correu para os braços de seu pai, os dois trocaram palavras em felinianês e choraram. Ezórius olhou para Dennis, Anna, Alice, Pedrinho, Carolina e disse:
– Bem ditos sejam Feras Noturnas, a prenseça de vocês só nos trouceram maravilhas.
 Dennis se aproximou de Ézorius.
– Majestade, o senhor tinha razão sobre a profecia. Julie e Junior não estavam destinados a serem os heróis de Animália.
– Mas eles lutaram como herós pelo nosso planeta. – disse Isáby.
– Meus pêsames, Dennis.
 O momento de sereniedade acabou, quando um trio de discos voou baixo sobre eles. Todos ficaram em guarda.
 Ezórius disse:
– Princesa Isáby, príncipe Oziel, Feras Noturnas... Estão dispostos a lutarem pela liberdade até a morte?
– Até a morte! – Confirmou Oziel.
 Dennis, Anna, Alice, Pedrinho, Carolina, Isáby e Oziel se jutaram à luta. O rei Ezórius, com sua espada decaptou inumeros arghatianos e repitilianos, Oziel pegou duas pistolas de raios, Isáby recarregou seu arco, Dennis expôs suas asas e atacou os inimigos pelo ar, Alice lutava com suas espadas, Pedrinho atirava espinhos do tamanho de navalhas, Anna parecia um maçarico voador, carbonizando os inimigos do alto, os unglianos desceram uma colina fazendo formação de V e Carolina dobrou toda a água da cachoeira em direção do exercito arghatiano derrotado a grande maioria deles.
 Oziel enfrentava dois arghatianos ao mesmo tempo, ele estava desarmado, sua única ferramente de batalha eram seus reflexos. Um dos inimigos golpeou Oziel no rosto, lhe deixando desnorteado o suficiente para o outro lhe bater nas costas. Enquanto Oziel decaia em sua luta, um adroid mirou seu canhão de raios nele, mas o rei Ezórius viu isso e foi imediatamente impedi-lo. Oziel conseguiu se reerguer, ele neutralizou os dois arghatianos, mas mal sabia que estava na mira de um robô. O android fez o disparo, mas no último segundo o rei Ezóriu se pôs a sua frente recebendo uma descarga eletrica fatal.
 Oziel, Isáby e todos os outros, não conseguiram acreditar no que viram. O rei Ezórius sedeu, mas Oziel o segurou a tempo de ele não bater com a cabeça nas pedras no chão. Isáby correu em direção ao seu pai com lágrimas no rosto.
– Não, não, não! – disse Oziel – O senhor não pode nos deixar, por favor, fica com a gente!
 Ao lado dele, Isáby chorava.
– Papai, não morre, o Oziel acabou de chegar! Papai?
 Oziel e Isáby chorando, começaram a gemer frases em seu idioma, como se estivessem orando.
 Com esforço Ezórius disse:
– Está tudo bem, tá tudo bem.
 Dennis, Anna, Alice, Pedrinho e Carolina se aproximaram.
– Oziel – disse o rei Ezórius segurando a mão de seu filho –, mesmo quando criança, você sempre foi um guerreiro excelente, por isso será um ótimo rei.
 Isáby protestou.
– Mas você é o rei dos felinianos!
– Não mais. Isáby, você e seu irmão são os próximos na sucessão do trono.
– Não vamos conseguir sem o senhor! – disse Oziel.
– Não se preocupem, os Feras Noturnas irão ajudá-los.
 Oziel olhou em volta. A situação da batalha na floresta lhe dava agonía. Os animalios estavam perdendo, muitos estavam sendo mortos e o número dos arghatianos estava almentando. Uma duzia de discos voava sobre as árvores, disparando raios e mais androids entravam na floresta. Mas quando a esperança lhe pareceu perdida, ouviu sons selvagens vindo da floresta. Um bando de cinco tiranossauros surgiu na floresta, sem motivo algum, entram no campo de batalha. Qualquer arghatiano ou repitiliano que ficava em seu caminho, era abocanhado pelos dinossauros. Os outros que restavam tentaram fugir, alguns repitilianos mergulharam no rio, mas foram pegos de surpresa pela cobra gigante – a Sucuri com mais de 14 metros –, os arghatianos que se aventuraram pela floresta foram atacados por um inxame de vespas gigantes, um trio que se escondiam atrás de arbustos foram engolidos por três flores carnivoras gigantes.
– Vocês dois tinham razão – disse Isáby para Dennis e Carolina–, nossos inimigos não tem vantagem na floresta.
 Os animalios não faziam nada, além de observar a derrota dos arghatianos e dos repitilianos, pois a própria natureza fazia isso por eles. Os discos voadores reagiram fazendo disparos com raio laser, mas as árvores ergueram seus cipós e puxaram as espaço-naves para o chão, eles perderam o controle e cairam na floresta. Alguns que restaram ainda tentaram escapar pela floresta, mas ficaram presos em teias e acabaram servindo como refeição para uma pequena aranha.
 Quando o último disco voador caiu, o sol já estava nasendo e todos os animalios levataram as mãos (ou patas), gritaram e urraram em comemoração a sua vitória.
– Vencemos? – Inagou Isáby – Vencemos. Vemcemos!
– E a profecia se realizou, afinal de contas. – disse Carolina.
– Eu sabia que a gente ia vencer – disse Pedrinho –, mas sinceramente pensei que a gente ia morrer.
– Ai, eu quase senti pena dos duendes! – falou Alice.
– Agora eu tenho certeza que vão pensar duas vezes antes de invadirem esse planeta. – disse Anna.
– Em algum lugar, a Julie e o Junior devem estar comemorando. – falou Dennis.
– Pai o senhor tinha razão – disse Oziel –, nós vencemos!
 Oziel olhou para o seu pai, mas ele estava quieto de olhos fechados.
– Papai? – Isáby voltou a chorar.
– Tá tudo bem Isáby – disse Oziel –, nosso pai pode descançar em paz agora.
 Durante o resto daquele dia, foi algo estranho para Carolina, pois o povo estava triste e feliz ao mesmo tempo. Naquela mesma manhã, os animalios realizaram um ritual funebre para o rei Ezórius. Puseram ele em um caixão e deixarm que as águas do rio o levasse. Mas também comemoram pelo resgate de Anna e pela volta de Oziel, fizeram uma cerimônia de coroação para Oziel e Isáby, tonando-os rei e rainha de Animália e durante o resto do dia comemoram a vitória dos animalios.
 Os líderes dos calinianos, unglianos, avianos e todos os outros povos, convocaram os Feras Noturnas para uma reunião de agradecimento nos aposentos reais.
– Garoto-Morcego, Fênix, Garota-Pantera, Espinho-Branco e Aquática – dizia Oziel –, o povo de Animália tem uma divida de gratidão com todos vocês.
 Isáby prosseguiu:
– Por isso pedimos que aceitem nossas ofertas de retribuição...
 Alice perguntou:
– E por acaso, essas ofertas são em dinheiro, ou em ouro e diamantes...?
 Dennis tapou a boca de Alice.
– Não precisam retribuir nada! Somos os Feras Noturnas, tudo que fizemos foi por obrigação.
– Mesmo assim, nós insistimos. – Disse Oziel – Pode lhes ser útil algum dia.
 Isáby se voltou para uma mesa, que havia atrás deles.
– Os arghatianos roubaram uma grande porcentagem da nossa técnologia, mas algumas armas, as mais poderosas, foram escondidas. Pois só seriam usadas, em momentos de grande necessidade, mas agora com a liberdade restaurda de nosso planeta, decidimos dá-las a vocês.
 Quando virou para frente estava segurando uma arma. Parecia um fuzíl, mas o cano era tão grosso quanto o de um canhão e onde deveria ser a boca do cano, havia um disco cônvaco. Isáby falou:
– Para o Espinho Branco...
– Não...! – Pedrinho arregalou os olhos – Não, não, não!
– Um canhão de ondas 38, lança ondas eletromagnéticas. Neutraliza cem por cento o alvo.
 Isáby entregou a arma nas mãos de Pedrinho.
– Cara que demais! Valeu aí majestade!
 Pedrinho deu um abraçoem Isáby com um só braço.
 – Ahm, majestade – disse Anna – Acho que não é uma boa ideia dar uma arma desse porte para o Espinho Branco.
 Dennis concordou.
– Vocês não teriam um estilingue ou uma baladeira...?
 Pedrinho encarou os dois.
– Qual é galera? Tão me tirando? É claro que eu vou usá-lo para o bem e com responsábilidade.
 Isáby voltou-se mais uma vez para mesa e trouce em suas mãos luvas de couro negras, com as palmas feitas por um tercido esverdeado.
– Para a Garota-Pantera, luvas de cerda. Com essas luvas, você poderá escalar paredes e em qualquer tipo de superficie.
 Isáby entregou as luvas para Alice.
– Ai que tudo! Adorei. Até combina com uma jaqueta nova.
 Isáby voltou-se para a mesa e pegou um miniarco e uma aljava negra, com flechas de ferro negro.
– Fênix – disse Isáby –, são para você.
 Anna recebeu o presente.
– Nossa! Eu não tenho boa pontaria, mas... Obrigada.
 Isáby apontou uma das flechas para Anna e a advertiu seriamente.
– Essas flechas, são muito poderosas e perigosas. Portanto use apenas uma em cada batalha.
– Ahm... Entendi.
 Quando Anna pegou a flecha da mão de Isáby, a ponta da flecha produziu um brilho azul. Isáby pegou uma pistola laser e a pôs nas mãos de Carolina.
– Para Aquática.
 Carolina imediatamente recusou.
– Ah, não! Eu não curto muito armas, são muito perigosas.
– Mas na luta contra os arghatianos, você demostrou ser uma guerreira tão poderosa. Não vejo perigo em uma arma tão simples, perto de você.
 Carolina sorriu tímida.
– Isso foi um elogio, tá? – Acrescentou Isáby.
– Obrigada. – Carolina aceitou a arma.
 A mesa atrás de Isáby estava completamente vazia, exceto por um único objeto pequenino que Isáby o pegou em suas mãos. Ela deu um passo em direção a Dennis e disse:
– Garoto-Morcego, de todas essas armas, essa é a mais poderosa. Use-o com sabedoria, na hora certa e no momento certo.
 Isáby pôs nas mãos de Dennis, um pequeno frasco de 13 cm de cristal, com um formato de um prisma. Ele era tampado por uma rolha e detro dele, havia um líquido azul. Dennis observou o objeto com uma sobrancelha erguida.
– Perfume? A sua arma mais poderosa é um perfume? Valeu. – disse Dennis de forma menos grosseira possível.
– Isso não é um perfume! – Protestou Isáby franzindo a testa. – Isso é uma amostra rara da água das fontes das montanhas do norte.
 Oziel acrescentou:
– Acredita-se que é o sangue do Grande Espirito dos Céus.
– E o que isso faz? – Isáby respondeu:
– Lhe dará intêligencia, cura instântanea, uma força e velocidade que jamais viu! Antigamente davam isso para os nossos guerreiros, mas paramos.
– Por quê?
– O nosso estoque esvaziou e as fontes, são quase impossíveis de encontrar. Essa é a última gota que nós temos. – Respondeu Isáby.
– E também, por que é uma bebida muito perigosa. – Acrescentou Oziel – Para lhe dar poder, a água o destroi de dentro para fora, não foram muitos que sobreviviam a um gole.
 Dennis encarou o líquido azul, engoliu em seco e guardou o frasco.
– Pode deixar que eu vou pensar muito bem antes de beber.
 De repente, ouviram-se um zumbido ao longe, mas tão potente que fez toda a caverna estremecer. As claraboias escureceram, como se algo grande ouvesse tampado a luz do sol e ouviram vozes de animalios em pânico pelos túneis. Os lídres animalios, que estavam presentes, começaram a murmurar assustados.
– O que está havendo? – Perguntou Isáby.
– Acho que tem algo muito grande lá fora. – Respondeu Oziel.
 Todos saíram dos aposentos reais. Ao chegarem ao patio principal. Os animalios corriam e outros voavam de um lado para o outro, estavam muito agitados para poder abordar algum para perguntar o que estava acontecendo. Isáby, Oziel e os Feras Noturnas foram para o lado de fora da caverna. Passando pela cachoeira, não viram um animal na floresta e então notaram uma sombra que estava cobrindo a floresta, quando olharam para o céu. Um susto. Um disco voador gigantesco pairava sobre a floresta, tão grande que obstruia a luz do sol.
– Não é possível! – Murmurou Dennis – Achei que tinhamos acabado com todos eles!
– Não. – Disse Oziel com traquilidade – Essa é a base espacial dos arghatianos e a residência do lorde Rázarac.
 Isáby olhou para Oziel preocupada.
– Essa é a...? – Oziel em um tom sombrio respondeu:
– Sim. – Anna pergutou:
– É o que?
– A Nave Mãe.
 Todos observaram a imensa espaçonave sobrevoar lentamente sobre a floresta.
– Não estão atacando. – falou Alice.
– Estão passando direto. – Comentou Pedrinho.
– Pra onde devem estar indo? – Perguntou Oziel.
 Dennis lembrou-se do que lorde Rázarac havia dito em seu encontro com ele. "Ao acabarmos com o que restou dos animalios, vamos destruir aquele grão de poeira espacial que é o seu planeta..."
– Brasília. – Sussurou Dennis.
– O que disse? – Perguntou Oziel.
– Lorde Rázarac quer atacar a Terra também, devem estar indo pra lá agora mesmo.
– Mas como vamos para o nosso planeta? – Perguntou Carolina – O nosso único meio de transporte, foi destruido.
– Na verdade. – disse Isáby – Nós o concertamos nessa manhã.
– É sério?
 Isáby os levou para a oficina dos animalios e lhes mostrou o Jato Noturno, estava intacto. Parecia até mais novo do que quando o adquiriram.
– Vocês concertaram o nosso Jato Noturno?! – Pedrinho se emocionou.
– Puxa – murmurou Dennis –, obrigado!
– Os primatianos o encontraram na noite passada, na floresta – disse Isáby –, trouceram pra cá e concertaram. Bom, não a tempo a perder!
– Vão logo! – Ordenou Oziel – Usem suas armas e boa sorte.
– Não vem com a gente? – disparou Anna.
– Adorariamos, mas os animalios não são compátiveis com a atmosfera da Terra.
 Anna correu em direção a ele e o abraçou, e imediatamente começou a chorar.
– Não vamos conseguir sem vocês! – Oziel afagou seus cabelos.
– Anna, é cláro que vão conseguir. Vocês são os Feras Noturnas! Eu me lembro dos feitos que realizaram quando eu era só um gato.
– Eu vou sentir tanto a sua falta! – Gemeu Anna.
 Pedras começaram a despencar do teto da caverna, a Nave Mãe ainda pairava lá fora. Dennis pôs a mão no ombro de sua prima.
– Anna, venha, precisamos ir.
 Anna largou Oziel.
– Adeus Xandre... Oziel.
– Você foi uma boa dona. – disse ele.
 Anna voltou a chorar, mas dessa vez não olhou para trás. Ela entrou no jato, junto com os outros que lhe indicaram vestir o traje adequado para voar em grandes altitudes.
 Uma corrente eletrica percorreu por toda a Nave Mãe, emitindo um roncado, como se a espaçonave fosse soltar um arroto. Ela lançou uma onda eletromagnética a alguns metros a sua frente e então, um imenso buraco negro se abriu no céu. Não era tão grande o suficiente para a Nave Mãe passar de imediato, mas lentamente a espaçonave foi se expremendo pelo redemoinho.
– Eles estão indo. – Comentou Carolina.
– E agora? – Perguntou Anna – Não podemos deixá-los fugirem!
– Relaxa, vamos pegar uma carona – disse Dennis sarcasticamente – Pedrinho?
– Deixa comigo!

 Pedrinho acionou a garra mecânica, que foi disparada contra a Nave Mãe, agarrando-a e logo o Jato Noturno foi levado por ela.

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