10. Feras
Noturnas em Outro Mundo
Carolina acordou assustada, com falta de ar.
– O que, que está
havendo? – Perguntou ela.
– Está nos levando
para uma altitude muito grande. – Alertou Pedrinho.
– Precisamos
soltá-lo!
– Não! – Ordenou
Dennis.
– Os trajes
pressurizados... – lembrou Carolina – vistam eles.
Nas parteleiras do jato, encontraram caixas
com roupas feitas sob medida.
– Bem que podia
ter um da cor rosa! – Murmurou Alice.
O disco voador lançou uma onda eletromagnética
a alguns metros, à sua frente e então, uma espécie de buraco negro, um
redemuinho luminoso de poeira e energia abriu-se no céu. O disco foi adiante e
entrou no buraco.
– Tudo bem,
Pedrinho – disse Dennis – pode soltar agora.
– Não consigo!
Respondeu ele enquanto apertava frenéticamente
no botão, para soltar a garra.
O disco voador havia desaprecido por completo,
dentro do buraco negro e o Jato Noturno estava prestes a ir junto. Ouve um
grande momento de turbulência, escuridão e mais um pane nos sistemas do jato, os controles não respondiam. E então, de
repente cessou, a turbulência acabou e os controles do jato voltaram a
funcionar.
Quando se deram de conta, estavam na orbita de
outro planeta. Era semelhante ao planeta Terra, tinha nuvens, continentes e
oceanos, mas todos tinham certeza que não era a Terra. A sua volta havia luas,
planetas semelhantes a vênus e saturno.
– Que planeta é
essa? – Perguntou Dennis
– Estamos... de
volta? – Perguntou Pedrinho confuso.
– Não... –
murmurou Julie – acho que esse não é o nossa planeta e com certeza, essa não é
nossa galáxia.
– Eu não acredito
– disse Carolina –, fomos teletransportados...
Antes que Carolina pudesse concluir sua tese,
o Jato Noturno mais uma vez foi puxado, por causa do disco voador no qual ainda
estavam âncorados. Mas aquele planeta, também possuia força gravitacional e
atmosfera, portanto, a queda tornou-se turbulênta. Dennis e Pedrinho se
seguraram firme em seus assentos. Alice, Junior, Carolina e Julie foram
arrastados para os fundos do jato.
– ...por um buraco
de minhoca! – Gritou Carolina.
– O quê? –
Perguntou Junior.
– Um
"atalho", através do tempo e do espaço, que foi aberto pelo disco
voador. Fomos transportados para outro planeta...
– Ai, Carolina? –
Murmurou Alice. – Esses são os meus, prováveis, últimos minutos de vida e eu não
quero passá-los ouvindo a sua teória nerd!
A corrente que prendia o disco voador ao jato,
se partiu, a aeronave caiu como um meteóro no planeta. Ouve um grande impacto,
mas os Feras Noturnas sobreviveram, ou quase.
Carolina acordou com fortes dores de cabeça. O
vidro de seu capacete estava rachado, o Jato Noturno estava inclinado para a
direita, em posição vertical e uma luz semelhante a luz solar, entrava através
de buracos pela fuzelagem. Julie estava caída, desacordada perto de Carolina e
Junior estava caído por cima de Alice, mas antes que Carolina se preocupasse
com eles, começaram a se mecher, mostrando sinal de vida.
– Gente? – Gemeu
Carolina.
– O que aconteceu?
– Perguntou Julie.
– É normal ver
estrelas? – Perguntou Junior.
– Junior? – Gemeu
Alice, sem folego. – Quer sair de cima de min?
– Ahm, desculpa.
Junior saiu de cima de Alice e se levantou, de
repente ouviram um rangido e a aeronave balançou de um lado para o outro.
– Não, não! –
Gritou Carolina. – Junior, senta!
– E eu tenho cara
de cachorro?
– Não sabemos onde
jato aterriçou, podemos estar prestes a cair de algum precipicio!
Junior rápidamente se agachou e o jato parou
de balaçar. E então ouviram Dennis gritar:
– Pedrinho!
Todos foram tomados por um susto quando viram
que a cadeira de Pedrinho havia desaparecido. Onde o assento dele deveria
estar, havia um enorme tronco, que entrava pelo parabrisa e afundava no piso do
jato.
– Ah meu Deus! –
Murmurou Dennis, enquanto tirava o sinto desesperadamente.
– Dennis fique
calmo. – Advertiu Carolina. – Não sabemos onde jato aterriçou, não é seguro
fazer movimentos bruscos.
– Onde o Pedrinho
foi parar? – Indagou Alice.
– Será que ele foi
esmagado? – Perguntou Junior.
– Droga, ele era
só um garotinho! – Gemeu Julie.
– Gente, gente?
Vamos manter a calma – disse Carolina – se não sairmos logo daqui, nós é que
vamos morrer.
Alice berrou:
– AH, NÓS VAMOS
MORRER!
– O que foi que eu
falei sobre manter a calma?
Dennis murmurou:
– Mas também não
vamos ficar o dia inteiro aqui esperando um resgate, né?
Observando que
Julie estava mais próxima da porta lateral, Dennis ordenou:
– Julie, com
cuidado, vá até a porta a sua esquerda, se arrastando. Acha que consegue?
– Ahm... Sim.
Julie se deitou de bruços no chão e se
arrastou até a porta, ouviram um rangido, mas o jato não balançou.
– Ótimo – Aprovou
Dennis –, agora, se levante e abra a porta com cuidado.
Julie ficou de pé e puxou a alavanca da porta,
mas não abriu.
– Não consigo. Tá
emperrada.
– Tudo bem.
Junior, ajude ela a abrir, mas vá até a Julie se arrastando, como ela fez.
Junior se deitou no chão e fez o mesmo que
Julie, porém quando ficou de pé o jato se inclinou para a esquerda, Junior
conseguiu abrir a porta, mas o jato continuou a se inclinar e então ouviram um
grande rangido do lado de fora. Como se algo estivesse ruindo.
– Sujô! – murmurou
Dennis – Feras Noturnas, pra fora do jato, agora!
Junior e Julie se desequilibraram e caíram
para fora do jato, Alice e Carolina escurregaram para a esquerda e saíram pela
porta lateral, Dennis saiu da cadeira de copiloto, correu para a saída e pulou.
E então, perceberam que não estavam à mais de
três metros do chão, observando melhor, não estavam sobre o chão (em terra)
exatamente. Caíram sobre um piso àspero e humido de madeira. Quando
levantaram-se, perceberam que estavam, apenas em um galho enorme, de um ávore,
à ceca de 20 metros do chão. Logo atrás, no parabrisa do Jato Noturno, não era
um tronco que atravasseva o vidro e sim um galho menor que havia atravessado o
jato durante a queda, deixando a aeronave pendurava, mas devido ao movimento no
interior do jato, ele se partira.
– Ahm... –
Balbuciou Junior – Viemos parar na floresta amazônica?
Julie respondeu:
– Na floresta
amazônica tem árvores incríveis, mas isso aqui não é a Amazônia. –
Junior perguntou:
– Então onde nós
estamos?
– O que importa –
corrigiu Alice –, é como a gente vai descer daqui. Eu acho que essa árvore não
tem escada ou um elevador.
Dennis se levantou do chão.
– Pelo menos,
agora eu sei como uma formiga se sente.
Carolina olhou para ele e viu que o vidro no
capacete de Dennis estava quebrado, havia um buraco com cerca de 10 centímetros.
– Dennis o seu
capacete!
Ele percebeu o vidro quebrado.
– Você... consegue
respirar?
– Normalmente. –
Garantiu ele.
É óbviu, pensou Carolina. Onde quer que estejam,
para um planeta que abriga plantas, como uma árvore era mais do que próvavel
que ele possuísse oxigênio.
– Pessoal, tirem
os capacetes. – disse Carolina.
Sem hesitarem, todos retiraram os capacetes.
Carolina removeu o seu e respirou fundo. O ar que inspirou era completamente
diferente de tudo que já havia sentido na Terra. Assim que o ar entrou em seus
pulmões, Carolina se sentiu revigorada no mesmo instante, sua visão se tornou
mais definida, seus ouvidos se tornaram mais aguçados e uma onda de energia
percorreu o seu corpo, destruindo todo o cançaso e as dores que sentia. Até
mesmo seus sentidos mutantes, se renovaram. Carolina podia sentir um rio,
percorrer a 2 km dali.
– Eu nunca
gostei... – dizia Junior farejando como um cachorro – tanto de respirar... em
toda minha vida.
Julie falou:
– Acho que esse
capacete devia estar me sufocando, estou me sentindo tão leve agora.
– Não – disse
Carolina –, é a atmosfera desse planeta, ela é tão pura e rica... Com certeza,
esse é o ar que nunca sofreu com a poluição do homem.
– Ei – protestou
Junior –, nós não fizemos ninguém sofrer não!
Dennis estava com dificuldade em tirar o
capacete, quando conseguiu tirar, Carolina avistou um corte em sua sobrancelha,
que sangrava muito.
– Dennis você está
ferido!
– Estou? –
Perguntou ele.
– Está sim, e está
sangrando.
– Eu estou bem...
– Mas está sangrando.
Carolina sentiu uma poça d'água, em uma folha
com mais de um metro de comprimento. Com um jesto com a mão, ela fez a água
flutuar até eles, Carolina separou uma porção e pôs na testa de Dennis e em
três segundos, o ferimento já estava cicatrizado.
– Hum, obrigado. –
Agradeceu Dennis.
Carolina sorriu.
– Carolina aonde
nós devemos estar? – Perguntou Junior.
– Eu não sei.
Carolina começou a andar em direção a ponta do
galho em que estavam, e todos começaram a segui-lá.
– Aquele
alienígena, provávelmente usando sua tecnologia super avançada, conseguiu criar
um buraco de minhoca, que é uma espécia de portal, que pode levar á um lado
oposto do universo. Nós, com certeza, viemos parar em outro sistema solar... –
Alice a interropeu dizendo:
– Achei que existisse
só um Sol na galáxia.
– Não. Satellites
já comprovorarm a existência de estrelas semelhantes ao Sol pelo universo,
algumas menores e outras bem maiores do que ele. Também já comprovoram a
existem de planetas com água e possíveis formas de vida...
– Acha que estamos
em algum desses planetas? – Perguntou Dennis.
– Sem dúvida.
Enfim, esse planeta tem os mesmos elementos essenciais que o nosso planeta tem
para nos manter vivos, temperatura instável, gás oxigênio, água... – Carolina
chegou à ponta do galho – Deêm só uma olhada nisso!
Seguiram Carolina, afastaram as folhas do
caminho e conteplaram a vista daquele planeta. Uma imencidão verdejante, com
rios, vales e montanhas. Pássaros, ou criaturas voadoras de todoas as espécies
voavam em bando, circulando pelos pastos e sob o céu, nuvens gordas preenchiam
o céu azul e luas e planetas vizinhos eram visíveis a olho nu.
Alice gaguejou:
– Esse lugar é...
é...
– Lindo? – Sugeriu
Julie.
– É um horror! – discordou
ela. – Cadê as ruas, os prédios e os shoppings centers? – Dennis respondeu:
– Alice, Alice,
Alice. Será que não percebe que isso tudo, não significa nada comparado ao que
está à nossa volta?
– Não! – Carolina
falou:
– Se bem que,
quando eu imagino um planeta alienígena, não é isso que eu imaginava.
– Mas só pode ser
esse o lugar – disse Dennis –, se aquele disco voador nos trouce até aqui é
porque todas aquelas pessoas... e gatos abduzidos, também são trazidos pra cá.
E então uma voz distante e famíliar ressuou
nos ouvidos de Dennis.
– Vocês ouviram
isso? – Alice e Julie responderam juntas.
– Eu ouvi.
Seus ouvidos felinos, superaguçados também
podia ouvir a mesma voz. Junior perguntou:
– Ouvir o quê? –
Carolina perguntou:
– O que vocês
ouviram? – Julie respondeu:
– A voz de alguém.
– Alice comentou:
– De alguém que
tenha um vocábulario ruim que nem presta!
– Vem daquela
direção – Disse Dennis apontando para algum lugar atrás do jato – Venham.
Carolina, Junior, Alice e Julie o seguiram,
eles deram a volta no Jato Noturno e então Carolina pôde ouvir a voz, da qual
Dennis, Alice e Julie falavam.
Oi? Na moral, será que dá pra alguém me tirar
desse troço? Alguém me tira desse troço! Oi, tem alguém aí? E Carolina
reconheceu perfeitamente aquela voz.
– Ei, esse voz...
– disse Carolina – é o Pedrinho!
Na região suldoeste da árvore, encontraram
Pedrinho, ainda sentado em sua cadeira de piloto, estava preso com o sinto de
seguraça. E o mais interessante é que ele estava no centro de uma rede enorme,
feita por fios entrelaçados e transparentes que refletiam a luz do Sol. A rede
se prendia de cima a baixo nos galho da árvore.
– Ah, Graças a
Deus! – Murmurou ele.
– Gente é o
Pedrinho! – Espantou-se Alice.
– Ô galera –
gritou Pedrinho –, o meu sinto tá emperrado, será que vocês podiam me ajudar?
Eu quero fazer xixi!
– Pedrinho não se
preocupe – respondeu Dennis –, vamos tirar você daí.
Dennis se voltou para os seus amigos.
– Alguém sabe como
tirar ele dali? – Julie perguntou:
– Como aquele garoto foi para ali? –
Carolina respondeu:
– Deve ter saído
pra fora do jato enquanto ele caia.
– E que negócio é
esse que ele está em cima? – perguntou Dennis –, nunca vi nada parecido.
Carolina se agachou e análisou a rede que se
prendia no galho aos seus pés.
– Parece algodão,
mas... é diferente.
– Que algodão o
quê garota? – Murmurou Alice. – Eu reconheceria isso em qualquer lugar.
Isso aqui é seda e da melhor qualidade.
Alice cutucou um fio.
– Mas tá tão
pegajosa!
– Ô pessoal –
Chamou Junior – A minha mão tá presa.
Disse ele com a mão agarrada em um fio, estava
completamente grudada. Dennis o ajudou puxando o punho dele, mas quando
conseguiu soltar, acabou arrebentando o fio, fazendo toda a rede estremecer e
então, ouviram um grunido.
– O que foi isso?
– Alice ficou alarmada.
– Junior – disse
Dennis –, me diz que isso foi seu estômago.
– Acho que não foi
não.
– Ô galera, o que
foi isso hein? – Perguntou Pedrinho.
Dennis olhou apara a ponta da rede, no alto
dos galhos. Quase escondido entre as folhas, havia um casulo, que lembrava um
iglu, feito com mesmo material que constituia a rede, porém parecia ser mais
velho e petrificado. Com a sua superaudição, Dennis conseguia ouvir algo grande
se movendo e grunindo lá dentro.
Dennis viu o morador daquele ninho sair. Era
nada mais do que uma aranha enorme, pouco maior do que uma Vam, sem contar com
o tamanho de suas pernas.
– Pedrinho – disse
Dennis com calma –, procure ficar calmo e não entre em pânico.
Infelizmente, Dennis também não disse o mesmo
para Alice.
– AAAAAH! – Alice
berrou apontando para o aracnídeo que começava a descer, o que deveria ser a sua
teia.
– O que, que deu
nela? – Perguntou Pedrinho.
Ele olhou para trás e viu a aranha gigante
vindo atrás dele.
– Ah! Socorro,
socorro! Alguém me tire daqui!
– O que vamos
fazer? – Perguntou Julie.
– Cortem a teia. –
Respondeu Dennis.
– Mas Dennis,
Pedrinho está lá! – Disse Carolina.
– Eu cuido dele. –
Garantiu Dennis.
Dennis, Carolina e Junior se atrapalhavam
muito arrebenatando a teia, pois a seda era grudenta e pegajosa, mas Alice e
Julie, com suas garras felinas, cortavam com muita facilidade e velocidade.
– Galera! – Gritou
Pedrinho. – O que, que cês tão fazendo?
E então, cortaram todos os fios que prendiam a
teia, nos galhos de baixo, e Pedrinho e a aranha cairam. Dennis se despiu da
parte superior de seu traje e expôs suas asas de morcego, ele se atirou do
galho da árvore e voou com uma incrível rapidez e agarrou Pedrinho em pleno ar.
– Te peguei.
– Valeu cara! –
Agradeceu Pedrinho.
Carolina, Junior, Alice e Julie agarraram um
fio de teia e desceram a árvore.
– Ah, agora eu sei
por que o Homem-Aranha gosta tanto de fazer isso! – Comentou Alice.
Dennis aterriçou e colocou Pedrinho no chão,
ele arrancou o sinto de segurança o libertando de sua cadeira de piloto. De
repnte, Pedrinho arregalou os olhos e apontou para algo atrás de Dennis.
– Dennis, atrás
você!
Dennis girou imediatamente, mas não viu nada
atrás dele.
– O que foi? –
Perguntou ele confuso.
Pedrinho se lavantou e apontou, para uma
árvore próxima.
– Tinha alguma coisa,
no galho daquela árvore... uma pessoa!
– Uma pessoa?
– É! Quer dizer,
cláro que não, era um alien. Estava observando a gente e quando eu o vi, ele se
escondeu. – Alice falou:
– Se eu visse um
maluco, com cara de javali que nem você apontando pra mim eu também fugiria!
Pedrinho eriçou todos os espinhos de seu
corpo.
– Como é que é sua
víbora?!
– Ei, ei, ei
parem! – Ordenou Dennis.
Dennis se voltou para Carolina, entreitando os
olhos e fazendo um sorrisinho sarcástico.
– Então, Carolina?
O que você dizia sobre a existência de seres alienígenas.
Carolina odiava ter que adimitir, mas odiava
mais ainda ver que estava enganda a respeito de algo. Ela chegou bem perto de
Dennis, o máximo que já chegou, apontou um dedo no rosto dele e disse:
– Eu não vou admitir
algo que eu já sei, entendeu Dennis?
Dennis sorriu. Ela se voltou para os seus
amigos e continuou.
– Estamos em outro
planeta, com formas de vida que nunca vimos, com certeza, aquela aranha... e o
que Pedrinho deve ter visto, foram só amostras do que vamos encontrar por aí.
Os feras ouviram um grunido atrás deles e viram
a aranha gigante ressurgir atrás de um arbusto.
Carolina concluiu:
– Ou do que vamos
reencontrar.
– Corram! – Gritou
Dennis.
Furiosa, a aranha avançou para eles. Com suas
oito pernas, ela era tão rápida que os seis, não poderam pensar em nada a não
ser correr. A aranha cospiu teia em Carolina, que caiu no chão, ficando para trás.
Dennis voou para cima da aranha e comçeou a socar o seu abdomem (aquela parte
grande de trás das aranhas que todos acham que é o bumbum).
– Solta, ela,
agora! – Ordenava ele.
Alice e Julie foram ajudar a Carolina a se
soltar da teia. Pedrinho olhou para Junior ao seu lado e se assustou. O corpo dele,
os braços e as pernas, estavam inflando como um balão, chegando a ficar com
mais de dois metros. Ele procurou a menor árvore mais próxima, deu um murro
nela, rachando o tronco.
– Dennis, sai de
baixo! – Gritou Junior.
Dennis olhou para cima e viu o tronco de
árvore, que estava prestes a cair em sua cabeça. Ele imediatamente bateu as
asas e voou. Antes que a árvore caisse, ouviram um gritinho e o tronco de
madeira caiu por cima da aranha fazendo o chão tremer, mas quando acharam que
tinham vencido o aracnídeo surgiu em cima do tronco de árvore.
Seus quatro olhos, pareciam dizer: “Acham
que podem me vencer? Eu vou comer vocês, no meu jantar!” Pedrinho se pôs na frente de
seus amigos e eriçou os espinhos em todo o seu corpo.
– Tá legal, Dona
Aranha – disse ele –, hora de nos conhecermos melhor!
Pedrinho ergueu as mãos em direção à aranha e
começou a atirar seus espinhos. Isso só deixou a aranha, mais irritada, que
começou a segui-los, mas Pedrinho não desistiu, continuou a lançar seus espinhos,
pelo menos deixá-la ferida fazia com que ficasse mais lenta. Ele sacou seu yoyo
de cabo de aço, que Dennis lhe dera, o yoyo que se enroscou no galho de uma
árvore e Pedrinho se balançou no fio metálico e começou a atirar espinhos na
aranha. Carolina lembrou-se do rio que havia rastreado, seus sentidos diziam
que estava bem perto.
– Pessoal, por
aqui. – Carolina chamou. – Eu tenho um plano, me sigam.
Todos seguiram Carolina, que os guiou aonde
seus sentidos a levavam, quando chegou ao local, era apenas um riancho raso,
porém largo. Mas talvez seja tudo que precisava, pensou ela, quem sabe aranhas
não gostam de água, mesmo que sejam gigantes e dez vezes mais resistentes que
as outras. Todos entraram no riacho. No começo, não molharam mais do que o
joelho, mas Junior que era o mais alto de todos, quando chegou ao meio do
riacho a àgua começou a subir sua cintura.
A aranha chegou à margem do riacho. Com um
gesto com as mãos, Carolina redirecionou a correnteza da água para os pés... as
pernas da aranha. Carolina tinha apenas a intenção de fazer a aranha recuar com
uma pequena onda, mas ao invés disso, o riacho explodiu em um turbilhão de
bolhas, como um geiser, fazendo com que a aranha fosse arremeçada pelos ares,
indo cair em algum lugar bem distante naquele planeta.
Pedrinho quase ficou com pena da aranha.
– Carolina – disse
ele –, isso foi... Irado! Faz comigo também?
Carolina ficou perplexa olhando para suas
mãos, se perguntando desde quando adiquirira tanta força, será que a onda que
criou na Ponte do Rio Ceará lhe proporcionou tudo isso?
– Carolina tá tudo
bem? – Perguntou Dennis.
Julie estava com a água do rio batendo na
cintura, sentiu algo e gritou.
– Ah!
– O que foi? –
Perguntou Pedrinho.
– Senti alguma
coisa passando entre os meus pés!
– Ô garota, isso
não tem graça! – Advertiu Alice com a voz trêmula.
– Eu tô falando
sério! – Justificou-se Julie.
E então, viram uma correnteza em sentido
contrário ao rio dar uma volta completa, em torno deles. Alice olhou para
Junior e viu se erguer atrás dele, uma serpente enorme, sem presas, com manchas
semelhantes à de uma onça.
– ANACONDA!
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