sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cap. 10

10. Feras Noturnas em Outro Mundo

  Carolina acordou assustada, com falta de ar.
– O que, que está havendo? – Perguntou ela.
– Está nos levando para uma altitude muito grande. – Alertou Pedrinho.
– Precisamos soltá-lo!
– Não! – Ordenou Dennis.
– Os trajes pressurizados... – lembrou Carolina – vistam eles.
 Nas parteleiras do jato, encontraram caixas com roupas feitas sob medida.
– Bem que podia ter um da cor rosa! – Murmurou Alice.
 O disco voador lançou uma onda eletromagnética a alguns metros, à sua frente e então, uma espécie de buraco negro, um redemuinho luminoso de poeira e energia abriu-se no céu. O disco foi adiante e entrou no buraco.
– Tudo bem, Pedrinho – disse Dennis – pode soltar agora.
– Não consigo!
 Respondeu ele enquanto apertava frenéticamente no botão, para soltar a garra.
 O disco voador havia desaprecido por completo, dentro do buraco negro e o Jato Noturno estava prestes a ir junto. Ouve um grande momento de turbulência, escuridão e mais um pane nos sistemas do jato, os controles não respondiam. E então, de repente cessou, a turbulência acabou e os controles do jato voltaram a funcionar.
 Quando se deram de conta, estavam na orbita de outro planeta. Era semelhante ao planeta Terra, tinha nuvens, continentes e oceanos, mas todos tinham certeza que não era a Terra. A sua volta havia luas, planetas semelhantes a vênus e saturno.
– Que planeta é essa? – Perguntou Dennis
– Estamos... de volta? – Perguntou Pedrinho confuso.
– Não... – murmurou Julie – acho que esse não é o nossa planeta e com certeza, essa não é nossa galáxia.
– Eu não acredito – disse Carolina –, fomos teletransportados...
 Antes que Carolina pudesse concluir sua tese, o Jato Noturno mais uma vez foi puxado, por causa do disco voador no qual ainda estavam âncorados. Mas aquele planeta, também possuia força gravitacional e atmosfera, portanto, a queda tornou-se turbulênta. Dennis e Pedrinho se seguraram firme em seus assentos. Alice, Junior, Carolina e Julie foram arrastados para os fundos do jato.
– ...por um buraco de minhoca! – Gritou Carolina.
– O quê? – Perguntou Junior.
– Um "atalho", através do tempo e do espaço, que foi aberto pelo disco voador. Fomos transportados para outro planeta...
– Ai, Carolina? – Murmurou Alice. – Esses são os meus, prováveis, últimos minutos de vida e eu não quero passá-los ouvindo a sua teória nerd!
 A corrente que prendia o disco voador ao jato, se partiu, a aeronave caiu como um meteóro no planeta. Ouve um grande impacto, mas os Feras Noturnas sobreviveram, ou quase.
 Carolina acordou com fortes dores de cabeça. O vidro de seu capacete estava rachado, o Jato Noturno estava inclinado para a direita, em posição vertical e uma luz semelhante a luz solar, entrava através de buracos pela fuzelagem. Julie estava caída, desacordada perto de Carolina e Junior estava caído por cima de Alice, mas antes que Carolina se preocupasse com eles, começaram a se mecher, mostrando sinal de vida.
– Gente? – Gemeu Carolina.
– O que aconteceu? – Perguntou Julie.
– É normal ver estrelas? – Perguntou Junior.
– Junior? – Gemeu Alice, sem folego. – Quer sair de cima de min?
– Ahm, desculpa.
 Junior saiu de cima de Alice e se levantou, de repente ouviram um rangido e a aeronave balançou de um lado para o outro.
– Não, não! – Gritou Carolina. – Junior, senta!
– E eu tenho cara de cachorro?
– Não sabemos onde jato aterriçou, podemos estar prestes a cair de algum precipicio!
 Junior rápidamente se agachou e o jato parou de balaçar. E então ouviram Dennis gritar:
– Pedrinho!
 Todos foram tomados por um susto quando viram que a cadeira de Pedrinho havia desaparecido. Onde o assento dele deveria estar, havia um enorme tronco, que entrava pelo parabrisa e afundava no piso do jato.
– Ah meu Deus! – Murmurou Dennis, enquanto tirava o sinto desesperadamente.
– Dennis fique calmo. – Advertiu Carolina. – Não sabemos onde jato aterriçou, não é seguro fazer movimentos bruscos.
– Onde o Pedrinho foi parar? – Indagou Alice.
– Será que ele foi esmagado? – Perguntou Junior.
– Droga, ele era só um garotinho! – Gemeu Julie.
– Gente, gente? Vamos manter a calma – disse Carolina – se não sairmos logo daqui, nós é que vamos morrer.
 Alice berrou:
– AH, NÓS VAMOS MORRER!
– O que foi que eu falei sobre manter a calma?
 Dennis murmurou:
– Mas também não vamos ficar o dia inteiro aqui esperando um resgate, né?
Observando que Julie estava mais próxima da porta lateral, Dennis ordenou:
– Julie, com cuidado, vá até a porta a sua esquerda, se arrastando. Acha que consegue?
– Ahm... Sim.
 Julie se deitou de bruços no chão e se arrastou até a porta, ouviram um rangido, mas o jato não balançou.
– Ótimo – Aprovou Dennis –, agora, se levante e abra a porta com cuidado.
 Julie ficou de pé e puxou a alavanca da porta, mas não abriu.
– Não consigo. Tá emperrada.
– Tudo bem. Junior, ajude ela a abrir, mas vá até a Julie se arrastando, como ela fez.
 Junior se deitou no chão e fez o mesmo que Julie, porém quando ficou de pé o jato se inclinou para a esquerda, Junior conseguiu abrir a porta, mas o jato continuou a se inclinar e então ouviram um grande rangido do lado de fora. Como se algo estivesse ruindo.
– Sujô! – murmurou Dennis – Feras Noturnas, pra fora do jato, agora!
 Junior e Julie se desequilibraram e caíram para fora do jato, Alice e Carolina escurregaram para a esquerda e saíram pela porta lateral, Dennis saiu da cadeira de copiloto, correu para a saída e pulou.
 E então, perceberam que não estavam à mais de três metros do chão, observando melhor, não estavam sobre o chão (em terra) exatamente. Caíram sobre um piso àspero e humido de madeira. Quando levantaram-se, perceberam que estavam, apenas em um galho enorme, de um ávore, à ceca de 20 metros do chão. Logo atrás, no parabrisa do Jato Noturno, não era um tronco que atravasseva o vidro e sim um galho menor que havia atravessado o jato durante a queda, deixando a aeronave pendurava, mas devido ao movimento no interior do jato, ele se partira.
– Ahm... – Balbuciou Junior – Viemos parar na floresta amazônica?
 Julie respondeu:
– Na floresta amazônica tem árvores incríveis, mas isso aqui não é a Amazônia. – Junior perguntou:
– Então onde nós estamos?
– O que importa – corrigiu Alice –, é como a gente vai descer daqui. Eu acho que essa árvore não tem escada ou um elevador.
 Dennis se levantou do chão.
– Pelo menos, agora eu sei como uma formiga se sente.
 Carolina olhou para ele e viu que o vidro no capacete de Dennis estava quebrado, havia um buraco com cerca de 10 centímetros.
– Dennis o seu capacete!
 Ele percebeu o vidro quebrado.
– Você... consegue respirar?
– Normalmente. – Garantiu ele.
 É óbviu, pensou Carolina. Onde quer que estejam, para um planeta que abriga plantas, como uma árvore era mais do que próvavel que ele possuísse oxigênio.
– Pessoal, tirem os capacetes. – disse Carolina.
 Sem hesitarem, todos retiraram os capacetes. Carolina removeu o seu e respirou fundo. O ar que inspirou era completamente diferente de tudo que já havia sentido na Terra. Assim que o ar entrou em seus pulmões, Carolina se sentiu revigorada no mesmo instante, sua visão se tornou mais definida, seus ouvidos se tornaram mais aguçados e uma onda de energia percorreu o seu corpo, destruindo todo o cançaso e as dores que sentia. Até mesmo seus sentidos mutantes, se renovaram. Carolina podia sentir um rio, percorrer a 2 km dali.
– Eu nunca gostei... – dizia Junior farejando como um cachorro – tanto de respirar... em toda minha vida.
 Julie falou:
– Acho que esse capacete devia estar me sufocando, estou me sentindo tão leve agora.
– Não – disse Carolina –, é a atmosfera desse planeta, ela é tão pura e rica... Com certeza, esse é o ar que nunca sofreu com a poluição do homem.
– Ei – protestou Junior –, nós não fizemos ninguém sofrer não!
 Dennis estava com dificuldade em tirar o capacete, quando conseguiu tirar, Carolina avistou um corte em sua sobrancelha, que sangrava muito.
– Dennis você está ferido!
– Estou? – Perguntou ele.
– Está sim, e está sangrando.
– Eu estou bem...
– Mas está sangrando.
 Carolina sentiu uma poça d'água, em uma folha com mais de um metro de comprimento. Com um jesto com a mão, ela fez a água flutuar até eles, Carolina separou uma porção e pôs na testa de Dennis e em três segundos, o ferimento já estava cicatrizado.
– Hum, obrigado. – Agradeceu Dennis.
 Carolina sorriu.
– Carolina aonde nós devemos estar? – Perguntou Junior.
– Eu não sei.
 Carolina começou a andar em direção a ponta do galho em que estavam, e todos começaram a segui-lá.
– Aquele alienígena, provávelmente usando sua tecnologia super avançada, conseguiu criar um buraco de minhoca, que é uma espécia de portal, que pode levar á um lado oposto do universo. Nós, com certeza, viemos parar em outro sistema solar... – Alice a interropeu dizendo:
– Achei que existisse só um Sol na galáxia.
– Não. Satellites já comprovorarm a existência de estrelas semelhantes ao Sol pelo universo, algumas menores e outras bem maiores do que ele. Também já comprovoram a existem de planetas com água e possíveis formas de vida...
– Acha que estamos em algum desses planetas? – Perguntou Dennis.
– Sem dúvida. Enfim, esse planeta tem os mesmos elementos essenciais que o nosso planeta tem para nos manter vivos, temperatura instável, gás oxigênio, água... – Carolina chegou à ponta do galho – Deêm só uma olhada nisso!
  Seguiram Carolina, afastaram as folhas do caminho e conteplaram a vista daquele planeta. Uma imencidão verdejante, com rios, vales e montanhas. Pássaros, ou criaturas voadoras de todoas as espécies voavam em bando, circulando pelos pastos e sob o céu, nuvens gordas preenchiam o céu azul e luas e planetas vizinhos eram visíveis a olho nu.
 Alice gaguejou:
– Esse lugar é... é...
– Lindo? – Sugeriu Julie.
– É um horror! – discordou ela. – Cadê as ruas, os prédios e os shoppings centers? – Dennis respondeu:
– Alice, Alice, Alice. Será que não percebe que isso tudo, não significa nada comparado ao que está à nossa volta?
– Não! – Carolina falou:
– Se bem que, quando eu imagino um planeta alienígena, não é isso que eu imaginava.
– Mas só pode ser esse o lugar – disse Dennis –, se aquele disco voador nos trouce até aqui é porque todas aquelas pessoas... e gatos abduzidos, também são trazidos pra cá.
 E então uma voz distante e famíliar ressuou nos ouvidos de Dennis.
– Vocês ouviram isso? – Alice e Julie responderam juntas.
– Eu ouvi.
 Seus ouvidos felinos, superaguçados também podia ouvir a mesma voz. Junior perguntou:
– Ouvir o quê? – Carolina perguntou:
– O que vocês ouviram? – Julie respondeu:
– A voz de alguém. – Alice comentou:
– De alguém que tenha um vocábulario ruim que nem presta!
– Vem daquela direção – Disse Dennis apontando para algum lugar atrás do jato – Venham.
 Carolina, Junior, Alice e Julie o seguiram, eles deram a volta no Jato Noturno e então Carolina pôde ouvir a voz, da qual Dennis, Alice e Julie falavam.
 Oi? Na moral, será que dá pra alguém me tirar desse troço? Alguém me tira desse troço! Oi, tem alguém aí? E Carolina reconheceu perfeitamente aquela voz.
– Ei, esse voz... – disse Carolina – é o Pedrinho!
 Na região suldoeste da árvore, encontraram Pedrinho, ainda sentado em sua cadeira de piloto, estava preso com o sinto de seguraça. E o mais interessante é que ele estava no centro de uma rede enorme, feita por fios entrelaçados e transparentes que refletiam a luz do Sol. A rede se prendia de cima a baixo nos galho da árvore.
– Ah, Graças a Deus! – Murmurou ele.
– Gente é o Pedrinho! – Espantou-se Alice.
– Ô galera – gritou Pedrinho –, o meu sinto tá emperrado, será que vocês podiam me ajudar? Eu quero fazer xixi!
– Pedrinho não se preocupe – respondeu Dennis –, vamos tirar você daí.
 Dennis se voltou para os seus amigos.
– Alguém sabe como tirar ele dali? – Julie perguntou:
Como aquele garoto foi para ali? – Carolina respondeu:
– Deve ter saído pra fora do jato enquanto ele caia.
– E que negócio é esse que ele está em cima? – perguntou Dennis –, nunca vi nada parecido.
 Carolina se agachou e análisou a rede que se prendia no galho aos seus pés.
– Parece algodão, mas... é diferente.
– Que algodão o quê garota? – Murmurou Alice. – Eu reconheceria isso em qualquer lugar. Isso aqui é seda e da melhor qualidade.
 Alice cutucou um fio.
– Mas tá tão pegajosa!
– Ô pessoal – Chamou Junior – A minha mão tá presa.
 Disse ele com a mão agarrada em um fio, estava completamente grudada. Dennis o ajudou puxando o punho dele, mas quando conseguiu soltar, acabou arrebentando o fio, fazendo toda a rede estremecer e então, ouviram um grunido.
– O que foi isso? – Alice ficou alarmada.
– Junior – disse Dennis –, me diz que isso foi seu estômago.
– Acho que não foi não.
– Ô galera, o que foi isso hein? – Perguntou Pedrinho.
 Dennis olhou apara a ponta da rede, no alto dos galhos. Quase escondido entre as folhas, havia um casulo, que lembrava um iglu, feito com mesmo material que constituia a rede, porém parecia ser mais velho e petrificado. Com a sua superaudição, Dennis conseguia ouvir algo grande se movendo e grunindo lá dentro.
 Dennis viu o morador daquele ninho sair. Era nada mais do que uma aranha enorme, pouco maior do que uma Vam, sem contar com o tamanho de suas pernas.
– Pedrinho – disse Dennis com calma –, procure ficar calmo e não entre em pânico.
 Infelizmente, Dennis também não disse o mesmo para Alice.
– AAAAAH! – Alice berrou apontando para o aracnídeo que começava a descer, o que deveria ser a sua teia.
– O que, que deu nela? – Perguntou Pedrinho.
 Ele olhou para trás e viu a aranha gigante vindo atrás dele.
– Ah! Socorro, socorro! Alguém me tire daqui!
– O que vamos fazer? – Perguntou Julie.
– Cortem a teia. – Respondeu Dennis.
– Mas Dennis, Pedrinho está lá! – Disse Carolina.
– Eu cuido dele. – Garantiu Dennis.
 Dennis, Carolina e Junior se atrapalhavam muito arrebenatando a teia, pois a seda era grudenta e pegajosa, mas Alice e Julie, com suas garras felinas, cortavam com muita facilidade e velocidade.
– Galera! – Gritou Pedrinho. – O que, que cês tão fazendo?
 E então, cortaram todos os fios que prendiam a teia, nos galhos de baixo, e Pedrinho e a aranha cairam. Dennis se despiu da parte superior de seu traje e expôs suas asas de morcego, ele se atirou do galho da árvore e voou com uma incrível rapidez e agarrou Pedrinho em pleno ar.
– Te peguei.
– Valeu cara! – Agradeceu Pedrinho.
 Carolina, Junior, Alice e Julie agarraram um fio de teia e desceram a árvore.
– Ah, agora eu sei por que o Homem-Aranha gosta tanto de fazer isso! – Comentou Alice.
 Dennis aterriçou e colocou Pedrinho no chão, ele arrancou o sinto de segurança o libertando de sua cadeira de piloto. De repnte, Pedrinho arregalou os olhos e apontou para algo atrás de Dennis.
– Dennis, atrás você!
 Dennis girou imediatamente, mas não viu nada atrás dele.
– O que foi? – Perguntou ele confuso.
 Pedrinho se lavantou e apontou, para uma árvore próxima.
– Tinha alguma coisa, no galho daquela árvore... uma pessoa!
– Uma pessoa?
– É! Quer dizer, cláro que não, era um alien. Estava observando a gente e quando eu o vi, ele se escondeu. – Alice falou:
– Se eu visse um maluco, com cara de javali que nem você apontando pra mim eu também fugiria!
 Pedrinho eriçou todos os espinhos de seu corpo.
– Como é que é sua víbora?!
– Ei, ei, ei parem! – Ordenou Dennis.
 Dennis se voltou para Carolina, entreitando os olhos e fazendo um sorrisinho sarcástico.
– Então, Carolina? O que você dizia sobre a existência de seres alienígenas.
 Carolina odiava ter que adimitir, mas odiava mais ainda ver que estava enganda a respeito de algo. Ela chegou bem perto de Dennis, o máximo que já chegou, apontou um dedo no rosto dele e disse:
– Eu não vou admitir algo que eu já sei, entendeu Dennis?
 Dennis sorriu. Ela se voltou para os seus amigos e continuou.
– Estamos em outro planeta, com formas de vida que nunca vimos, com certeza, aquela aranha... e o que Pedrinho deve ter visto, foram só amostras do que vamos encontrar por aí.
 Os feras ouviram um grunido atrás deles e viram a aranha gigante ressurgir atrás de um arbusto.
 Carolina concluiu:
– Ou do que vamos reencontrar.
– Corram! – Gritou Dennis.
 Furiosa, a aranha avançou para eles. Com suas oito pernas, ela era tão rápida que os seis, não poderam pensar em nada a não ser correr. A aranha cospiu teia em Carolina, que caiu no chão, ficando para trás. Dennis voou para cima da aranha e comçeou a socar o seu abdomem (aquela parte grande de trás das aranhas que todos acham que é o bumbum).
– Solta, ela, agora! – Ordenava ele.
 Alice e Julie foram ajudar a Carolina a se soltar da teia. Pedrinho olhou para Junior ao seu lado e se assustou. O corpo dele, os braços e as pernas, estavam inflando como um balão, chegando a ficar com mais de dois metros. Ele procurou a menor árvore mais próxima, deu um murro nela, rachando o tronco.
– Dennis, sai de baixo! – Gritou Junior.
 Dennis olhou para cima e viu o tronco de árvore, que estava prestes a cair em sua cabeça. Ele imediatamente bateu as asas e voou. Antes que a árvore caisse, ouviram um gritinho e o tronco de madeira caiu por cima da aranha fazendo o chão tremer, mas quando acharam que tinham vencido o aracnídeo surgiu em cima do tronco de árvore.
 Seus quatro olhos, pareciam dizer: “Acham que podem me vencer? Eu vou comer vocês, no meu jantar! Pedrinho se pôs na frente de seus amigos e eriçou os espinhos em todo o seu corpo.
– Tá legal, Dona Aranha – disse ele –, hora de nos conhecermos melhor!
 Pedrinho ergueu as mãos em direção à aranha e começou a atirar seus espinhos. Isso só deixou a aranha, mais irritada, que começou a segui-los, mas Pedrinho não desistiu, continuou a lançar seus espinhos, pelo menos deixá-la ferida fazia com que ficasse mais lenta. Ele sacou seu yoyo de cabo de aço, que Dennis lhe dera, o yoyo que se enroscou no galho de uma árvore e Pedrinho se balançou no fio metálico e começou a atirar espinhos na aranha. Carolina lembrou-se do rio que havia rastreado, seus sentidos diziam que estava bem perto.
– Pessoal, por aqui. – Carolina chamou. – Eu tenho um plano, me sigam.
 Todos seguiram Carolina, que os guiou aonde seus sentidos a levavam, quando chegou ao local, era apenas um riancho raso, porém largo. Mas talvez seja tudo que precisava, pensou ela, quem sabe aranhas não gostam de água, mesmo que sejam gigantes e dez vezes mais resistentes que as outras. Todos entraram no riacho. No começo, não molharam mais do que o joelho, mas Junior que era o mais alto de todos, quando chegou ao meio do riacho a àgua começou a subir sua cintura.
 A aranha chegou à margem do riacho. Com um gesto com as mãos, Carolina redirecionou a correnteza da água para os pés... as pernas da aranha. Carolina tinha apenas a intenção de fazer a aranha recuar com uma pequena onda, mas ao invés disso, o riacho explodiu em um turbilhão de bolhas, como um geiser, fazendo com que a aranha fosse arremeçada pelos ares, indo cair em algum lugar bem distante naquele planeta.
 Pedrinho quase ficou com pena da aranha.
– Carolina – disse ele –, isso foi... Irado! Faz comigo também?
  Carolina ficou perplexa olhando para suas mãos, se perguntando desde quando adiquirira tanta força, será que a onda que criou na Ponte do Rio Ceará lhe proporcionou tudo isso?
– Carolina tá tudo bem? – Perguntou Dennis.
 Julie estava com a água do rio batendo na cintura, sentiu algo e gritou.
– Ah!
– O que foi? – Perguntou Pedrinho.
– Senti alguma coisa passando entre os meus pés!
– Ô garota, isso não tem graça! – Advertiu Alice com a voz trêmula.
– Eu tô falando sério! – Justificou-se Julie.
 E então, viram uma correnteza em sentido contrário ao rio dar uma volta completa, em torno deles. Alice olhou para Junior e viu se erguer atrás dele, uma serpente enorme, sem presas, com manchas semelhantes à de uma onça.
– ANACONDA!

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