sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cap. 15

15. Um Plano de Mestre

 Dennis abaixou os olhos.
– Talvez eu não esteja destinado a ser um herói – disse ele – não sou tão puro de coração assim.
– E por que acha isso?
– Eu já fiz coisas horríveis, coisas que herois não fazem. Tentei matar meus famíliares, tentei matar meus amigos!
– Meu jovem, você pediu perdão a eles?
– Sim, mas...
– Isso tudo foi no passado, não foi?
– Ahm, sim...
– Então não ah mais do que se lamentar. Já passou, já aconteceu. Somente pessoas puras de coração reconhecem seus erros e pedem perdão.
– E se sacrificão por aqueles que amam. – Completou Carolina, ao por sua mão no ombro de Dennis.
 Dennis ficou um momento em silêncio, conseguiu sorrir e disse:
– Bom, acho que temos um plano de batalha para elaborar.
 De volta à "superfie", Dennis, Carolina, Isáby e seu pai se reuniram com os Feras Noturnas na grande mesa do pátio principal, juntamente com todos os líderes animalios.
 O rei Ezórius apresentava um mapa com a localização da resistência de Animália e a base dos arghatianos. E todas as tentaivas de ataque.
– A 3,4 quilômetros e a sudeste daqui, Lorde Rázarac construiu sua base. E em volta, um campo com cerca cento e vinte quilômetros, suas máquinas derrubam mais de vinte árvores por dia, para expandir mais e mais seu imperio nesse planeta. Já tentamos invadir algumas vezes, mas toda a base é protegida por um campo de força.
– Eletrostático? – Perguntou Carolina.
– Magnético. – respondeu Ezóriu.
– Nada mal. – Carolina deu de ombros.
– Já tentaram raio laser? – Perguntou Pedrinho.
– Não temos raio laser. – Respondeu Isáby.
– Pensei que todo alienígena tivesse raio laser. – Alice murmurou:
– Quer parar de falar besteira, seu cara de rato?!
 Alguém cutucou Alice no ombro. Ela olhou para trás e viu uma senhora roedora lhe fuzilando com o olhar que lhe perguntou.
– O que você disse? – Alice forçou um sorriso.
– Ah, me desculpe, velha com cara de rato. – Dennis perguntou:
– Então quer dizer, que nunca conseguiram lutar com os arghatianos?
 O rei Ezórius respondeu:
 – Nunca conseguimos entrar armados, qualquer objeto metálico, nos faziam ser expelidos da base. Já tentamos por baixo da terra, mas a base também consiste no subsolo. Não importa qual o plano mais elaborado ou a estratégea de batalha que usassemos, os arghatianos estavam sempre na nossa frente. Principalmente, porque eles roubaram nossas armas e tecnologias, e as aprimoraram para eles.
– Sem ofenças, magestade – disse Carolina –, mas acho que é por isso que sempre fracaçam.
– Por quê acha isso, jovem sábia?
– Vocês confrontam os arghatianos em um lugar onde eles têm vatagens... Onde eles têm apoio tecnológico. Não é a toa que estão derrubando suas àrvores, porque o habitat deles não é na floresta.
– Exatamente. – Concordou Dennis. – Devemos enfrentá-los aqui, na floresta, onde eles são mais vulneráveis sem a tecnologia.
 A senhora com cara de rato, perguntou:
– E que horas vocês prentem partir para enfrentarem os arghatianos?
– De noite. – Respondeu Junior.
– Ao anoitecer? – Perguntou Ezórius – Muitos de nós não temos hábitos noturnos.
– Mas eles têm. – Respondeu Isáby.
 O rei Ezórius olhou para sua filha, confuso.
– É, eu também não entendi – disse Isáby –, mas vai por min, eles são muito abilidosos à noite. – Ezórius suspirou:
– Que o Grande Espírito do Céu esteja conosco.
Isáby perguntou:
– Tá, mas se vamos ao território deles enfrentá-los, com que armas vamos nos defender? Vamos usar arco e flechas contra armas de fogo?
– Vocês são animais! – Disparou Pedrinho – Quer dizer, todos nós somos, mas vocês têm garras, presas, sentindos aguçados... Alguns de vocês podem voar, outros saltar. Usem seus instintos para lutarem, porque ao que sabemos esses arghatianos, são apenas homenzinhos verdes.
– Pedrinho está certo – Concordou Carolina –, a força que todos vocês tem, pode ser a fraqueza deles.
 O rei Ezórius perguntou ao Dennis:
– E como você pretende confrontar os arghatianos e trazê-los até aqui?
 Dennis não respondeu, ficou um minuto em silêncio e então, com um sorriso sarcástico erespondeu:
– Eu tenho um plano.
 No cóvil do Lorde Rázarac, o plano que estava sendo executado, era o de Oziel, mas para isso, Anna gritava escandalosamente, com todo o despero possível na voz, ao lado de Oziel, aparentando estar inconcênte.
– Socorro, socorro! Alguém me ajuda!
 Anna não esperava que alguém viesse lhe ajudar, mas alguns minutos gritando, as portas da sala se abriram e o general arghatiano surgiu acompanhado de três réptilianos.
– Seus imoblizantes, estão matando ele! Por favor, o ajudem!
 O arghatiano compreendeu todas as palavras de Anna, ele olhou para Oziel ao seu lado, com os olhos revirados, mechendo a cabeça de um lado para o outro inconciente. O general percebeu a gravidade da situação e gritou um comando para os réptilianos, que foram imediatamente ajudar Oziel. Usando minúsculas pistolas, com grossas agulhas, nas pontas. Eles aplicaram uma substância nos imoblizantes, que imediatamente fizeram a gosma se dissolver.
 No momento em que uma das mãos de Oziel, ficou livre, ele arranhou o rosto de um réptiliano. O que estava do outro lado da mesa, tentou imobilizá-lo, mas Oziel conseguia ser bastante agilidoso e rápido com apenas uma mão. Ele socou o alien, tomou a pistola dele e libertou sua outra mão. Outro répitiliano tentou atacá-lo, mas Oziel enfiou a agulha de sua pistola, no olho dele e aplicou a substância. O alienígena gritou em agonia e caiu, os outros dois réptilianos e o general arghatiano ainda tentaram conter Oziel, mas usando uma série de movimentos sicronizados, com giros, golpes e arranhões em cima da mesa, ele conseguiu colocar todos no chão.
 Oziel olhou para Anna, que sorria admirada.
– Puxa... isso foi incrível.
– Obrigado – disse ele com preça –, agora fique quieta.
 E usando a pistola, Oziel soltou os pulsos e tornozelos de Anna. Assim, que os imobilizantes nervosos se dissolveram, liberando sua força vital, seus poderes, Anna sentiu uma onda de calor muito forte se formar dentro de seu corpo.
– Oziel se abaixa! – gritou ela.
 Oziel não compreendeu o motivo, mas mesmo assim se jogou de bruços no chão. O corpo de Anna explodiu, deixando todo ambiente em chamas. A sala de operações que era branca e iluminada se tornou escura.
 Oziel se levantou atônito. Os réptilianos e o arghatiano estavam carbonizados. Oziel procurou por Anna, ela se levantou atrás de trás da mesa. Em suas costas, asas com penas castanhas e uma calda de ponta dupla fluia de suas costas, seus anti-braços estavam cobertos por penas da mesma cor e em seu rosto, pequenas penas também brotavam.
 – Parece que atmosfera poderosa de Animália, lhe deu as boas vindas. – disse Oziel.
– Na verdade, acho que é porque estou sem meu dispostivo R.N.G. Devem ser só os meus genes aprisionados. Também já aconteceu com o meu primo.
 Enquanto conversavam, o arghatiano, que havia sobrevivido se erguia usando suas últimas forças e pressionou um botão de alarme na parede. Imediatamente um som agudo, soou por todo um ambiente e luzes vermelhas se assenderam na sala. Anna simplesmente apontou para o arghatiano, para que Oziel o visse, mas assim que Anna ergueu a mão em direção ao alien. Uma coluna de fogo brotou de sua mão, cremando por completo o alienígena.
 Oziel e Anna ficaram igualmente pasmados, Anna olhou para sua mão assustada, Oziel lhe perguntou:
– O que foi isso?
– Eu não sei. – disse ela fitando sua mão.
 O alarme ainda soava.
– Mas também não é hora pra saber – completou Anna – vamos logo sair daqui, antes que nos prendam de novo!
 Oziel e Anna sairam correndo daquela sala, com todo o prazer e fugiram sem nenhum rumo pelos corredores. Depois de pegarem algumas direitas e esquerdas, os dois se deram de cara com uma tropa armada de arghatianos. Oziel e Anna ficaram imóveis e puseram as mãos para cima.
– Odeio ter que matar seres intergaláticos, mas se eles não sairem do nosso caminho vou fulminar todos eles! – disse Anna.
– Não, Anna, espera. – Disse Oziel – Vou querer aquelas armas.
 O garoto feliniano avançou contra os arghatianos, que abriram disparos contra ele, mas Oziel era muito rápido. Nenhum raio disparado lhe antigiu, ele desarmou um soldado e usou sua arma, contra os arghatianos. Uma espécie de fuzil, com mira a laser.
 Enquanto isso, naquela mesma noite, a alguns quilômetros dali, Dennis voava em direção à base arghatiana, junto com cinco avianos que transportavam Isáby, Junior, Julie, Alice e Pedrinho, que estavam todos com os rostos pintados como indígenas. Carolina viajava nos braços de Dennis, levando consigo uma bolsa de água, nas costas. Abaixo deles, rei Ezórius, e todos os líderes de Animália e seus exercitos, os seguiam por terra.
 Algum tempo voando, Carolina avistou luzes no horizonte, como se estivessem se aproximando de uma cidade, mas logo depois percebeu que não havia cidade alguma.
– Chegamos – anúnciou Isáby –, esse é o território arghatiano.
 Um grande campo de terra desmatada, iluminado por postes de luz, todo o campo era cercado por algo grande e transparente, com o formato de uma cúpula. O campo de força eletromagnético. A frente dos limites do território arghatiano, veículos enormes, que lembravam tratores, eram tripulados por dois seres e derrubavam árvores com bastante facilidade. No meio do campo, Carolina havistou algo esplêndido e inesplicavél. No meio da base havia uma fileira de três pirâmides, assim como as de Gizé, no Egito. O quanto mais se aproximava, elas pareciam ficar cada vez maiores e eram iluminadas por milhares de pontos brilhantes, que deviam ser janelas.
– Pirâmides?! – Indagou Pedrinho – Achava que pirâmides só existissem no Egito.
– É o cóvil do Lorde Rázarc. – Explicou Isáby.
 Carolina falou:
– Pirâmides são obras de arquiteturas usadas por muitas civilizações antigas, não duvido que essas civilizações tenham aprendido com povos de outros planetas.
 Isáby apontou para frente.
– O campo eletromagnético!
 A grande barreira transparente e tremeluzente estava bem perto. Quando estava prestes a se chocarem, Carolina fechou os olhos e ouviu um zumbindo em seus ouvidos. Quando abriu os olhos, já estavam sobrevoando sobre o território inimigo.
 Dennis avistou as máquinas que derrubavam as árvores entrarem e sairem por um grande portão na primeira pirâmide da fileira.
– Já sei como vamos entrar. – disse Dennis.
– Mas como vamos passar por eles? – Isáby perguntou.
 Ela apontou para um grupo de arghatianos, que estavam no alto de uma plataforma vigiando o lugar. A alguns quilômetros próximos a primeira pirâmide, havia outro grupo de vigia. Dennis mergulhou em direção ao primeiro grupo e os avianos formaram uma fileira atrás dele e o seguiram. Sem pensar duas vezes, ou abordá-los, Dennis aterriçou na plataforma e os atacou.
 Isáby armou seu arco, Pedrinho eriçou seus espinhos, Julie e Alice esticaram suas garras, Carolina removeu a água de sua bolsa e Junior, com seus punhos, esmagou os capacetes dos arghatianos. Com a ajuda dos avianos e de Isáby, os Feras Noturnas venceram os arghatianos com facilidade e rápidez. Logo Dennis, ordenou que os seguissem para o outro posto de vigia, onde também não tiveram problemas em derrotá-los, mas um dos arghatianos estava ciente de que estavam em desvantagem. Então ele saltou da plataforma e com sua arma, começou a fazer disparos contra as bases da plataforma.
 Enquanto lutavam, um som agudo de alarme soou de algum lugar na pirâmide, Anna e Oziel tramavam seu plano de fulga, mas isso, os feras não sabiam.
– Acho que descobriam a gente! – disse Dennis.
– Ué, por quê? – Perguntou Isáby.
 A plataforma balançou de um lado para o outro, todos que estavam lá cambalearam, mas se conteram em pé. O arghatiano que estava no chão continuava a disparar contra as bases da plataforma, até que elas se arrebentaram e sederam. A plataforma caiu, os avianos voaram e os Feras Noturnas foram despejados no chão, junto com os arghatianos.
– Vocês estão bem? – Perguntou Dennis.
– Esses caras com asas não deviam ajudar a gente? – Perguntou Pedrinho.
 O alarme ainda soava. Carolina viu uma das máquinas de desmatamento, virem na direção deles.
– Gente, é hora ir!
 Um enorme automovel com farois altos parou de ante deles, outros dois surgiram em sua esquerda e direita formando uma meia lua em torno dos Feras Noturnas. Quando tentaram furgir, um exército de arghatianos armados vinha em sua direção e mais tropas saiam de dentro da pirâmide.
– Dennis o que vamos fazer agora? – Perguntou Isáby.
– Não vamos conseguir – alertou Carolina –, eles são muitos.
 Dennis viu que as outras máquinas de desmatamento, estavam se retirando para a pirâmide. Algo de grave estava acontecendo lá dentro, pensou Dennis, algo mais importante do que os invasores?
– Avianos! – Chamou Dennis – Sigam o plano, atraiam os arghatianos para a floresta, mas antes leve nos para um dos tratores.
 Os homens falcões ouviram e o obedeceram. Eles levantaram voo e pegaram Isáby, Junior, Julie, Alice e Pedrinho, Dennis pegou Carolina nos braços e juntos voaram, descrevendo um circulo completo no ar. Os arghatianos fizeram disparos contra eles, mas não foram atingidos. O Garoto-Morcego e os avianos mergulharam em direção a ultima máquina que estava se retirando, Os avianos largaram seu pássageiros na máquina e se foram em direção à floresta, com o exército arghatianos.
 Isáby, em cima do trator gigante, observou seu pai e toda sua tropa, escondidos na floresta aguardando o encontro com os arghatianos.
– Espero que tudo saia bem.
 Dennis a olhou nos olhos e disse:
– Nós vamos conseguir e eles também.
 Os arghatianos que estavam pilotando o automovel de desmatamento, não perceberam a presença dos Feras Noturnas e com isso, conseguiram pegar uma carona clandestina para dentro da pirâmide.
 No interior da pirâmide, o alarme ainda soava. Comandos para os arghatianos soavam por alto-falantes pelos corredores. Oziel e Anna colocavam todos os arghatianos que surgiam no chão. Oziel lutava com eles, usando sua arma de raios e Anna os fulminava com seu fogo. Depois de derrotarem a quinta tropa que encontraram pelo caminho, chegaram ao que parecia uma central de elevadores. Uma sala cercada por elevadores, que poderia levá-los para qualquer direção.
 Oziel murmurou alguma palavra em seu idioma, com bastante alegria.
– Anna, estamos livres!
– Essas coisas vão nos levar à saída? – Perguntou ela.
– Não, mas podem nos levar para algum lugar, que nos leve à saída.
– Que exclarecedor! Mas antes, temos que encontrar os humanos. Muitos deles ainda devem estar aqui, precisamos ajudá-los.
– Claro, tudo bem. Eu já vi para onde eles são levados, me lembro onde é que fica.
– Então nos leve pra lá.
 Os dois entraram em um dos compatimentos, lá dentro havia um mapa completo da pirâmide. Oziel selecionou para onde queriam ser levados e o elevador, os levou para várias direções, fazendo curvas, subidas e descidas.
 No saguão da entrada da pirâmide, os Feras Noturnas executavam seu plano de ataque, fazendo uma perfeita confusão. Pedrinho havia conseguido dirigir uma das máquinas de desmatamentos, e a usava para destruir tudo que via pela frente, inclusive atropelar alguns arghatianos. Alice revesava a guarda de sua esquerda e direita, suas garras feriam os repitlianos ora de um lado, ora de outro, um repitiliano baixinho se atrepou em suas costas, como um macaco, deixando Alice um pouco desequilibrada, ela comçou a bater nele com os punhos, mas não teve sucesso. Então Alice, direcionou suas garras para suas costas e cravou-as nas costas do repitiliano, no mesmo instante outro avançou em sua direção pela frente, com a mão, ela descreveu um arco, ferindo a garganta do feliniano. Alice estava livre, mas não gostou do resultado, pois seu estômago, instantaneamente se embrulhou.
 Isáby usava suas flechas explosivas, explodindo flechas com bombas de gás venenosos, ácido e outros truques da natureza. Carolina usou a água em sua bolsa, para criar um punho de água, o qual usava para lutar, mas devido a um golpe que levou em cheio no rosto, deixou o punho de água desmanchar no chão ao mesmo tempo em que tombou desnorteada. Um repitiliano vinha em sua direção, mostrando-lhe as garras e as presas, Carolina começou a se rastejar para trás, quando de repente um vulto passou em sua frente e num piscar de olhos, o repitiliano estava no chão e Dennis estava em cima dele. O homem réptil começou a lutar enfurecidamente e mordeu o ombro de Dennis, que o socou e o mordeu no pescoço até que ele ficou quieto, logo depois, Dennis gruniu e cuspiu o sangue.
– Agh! – Murmurou ele, com nojo – Sangue de lagarto!
 Carolina riu.
 Junior, com seus fortes punhos, socava e esmagava todos os repitilianos que via pela frente. Julie era baixinha, mas lutava bravamente contra três repilianos ao mesmo tempo, sem ao menos se fatigar. Com suas garras, rasgou o rosto de um a sua esquerda, socou o que estava a sua frente e o agarrou, e o jogou no que estava lhe atacando pela direita. Outro vinha em sua direção por trás, mas Julie, ainda de costas, contorceu sua perna e chutou a cabeça do repitiliano. No saguão da entrada, além dos portões de entrada, havia apenas uma única porta que dava acesso para um corredor, que seguia para o interior da pirâmide. Dennis viu que essa passagem estava sendo obstruida, uma porta de metal descia do teto bloqueadondo a passagem.
– Querem impedir a nossa entrada. – Deduziu ele – Para o corredor principal! Corram!
 Isáby, Junior, Julie, Alice, Pedrinho e Carolina recuaram de seus oponentes, e foram para o corredor. Os repitilianos perceberam isso e tentaram impedi-los, mas a porta de metal descia lentamente, o que ainda lhe davam algum tempo para lutar.
 Dennis e Junior foram os primeiros a chegarem ao corredor, à porta de metal já estava a quase dois metros do chão e os outros ainda estavam tentando fujir das garras dos repitilianos.
– Precisamos ajudá-los. – disse Dennis.
– Mas vamos ficar presos do lado de fora! – Retrucou Junior.
– Então o que vamos fazer?
 Junior ficou surpreso e Dennis também, ele esperava nunca fazer essa pergunta a alguém, mas naquele momento estava sem ideia.
– Vou impedir que a passagem se feche. – Disse Junior.
 E Junior levantou as mãos e segurou a porta de metal, impedido que ela continuasse a descer. Dennis olhou para seus amigos lutando e disse:
– Junior, isso vai doer um pouco.
– Isso o quê?
 Sem responder, Dennis foi ao patiu e gritou:
– Galera, tampem os ouvidos!
 Sabendo do que estava por vir, taparam os ouvidos imediatamente. Dennis arreganhou mandíbula e soltou seu sonar. Poderosas ondas sonoras ecoaram e vibraram por todo o saguão. Os reptilianos sibilaram e se contorceram em agônia, Junior também sofreu com o som, por estar segurando a porta de metal, não podia se proteger do sonar. A maioria dos reptilianos cairam desacordados, mas alguns ainda resistiram, mas Dennis se encarregou de cuidar deles, para dar tempo aos seus amigos fugirem. Junior estava atordoado e com tontura, todos os sons ao seu redor pareciam distantes, suas pernas tremiam e a porta de metal começava a pesar. Então passou a segurar a porta de metal, com os lombos, mas ele não sedeu. Concentrou-se em sua força, seus músculos se enrijeceram e seu corpo cresceu mais dois metros, fazendo seu traje se rasgar nos braços, tórax e pernas.
 Pedrinho e Carolina passaram por Junior. Dennis socava os repitilianos, os que restaram tentavam pegar Isáby, Julie e Alice, mas Dennis os impedia. Isáby conseguiu passar por Junior, o garoto resistia, mas o quanto mais ele usava sua força, mais fraco ficava. Ele vacilou um pouco, mas ainda segurava. Logo em seguida, Julie passou por ele e Alice veio logo atrás. Junior começou a encurvar a coluna e com muito esforço, disse:
– Todos já foram Dennis... Vá!
 Dennis socou mais um repitiliano, mas então, viu que os outros que estavam caídos começaram a se reerguer. Dennis olhou para Junior, todas as veias em seu rosto estavam salientes. Junior não resistiria conter a todos aqueles repitilianos, se o deixasse para trás para seguir o caminho, concluiu Dennis. Então ele voltou às costas para Junior e pegou uma arma de raios, de um dos repitilianos caídos.
– Vá você. Eu cuido deles.
 Todos que esperavam no corredor murmurarão entre si: "O Dennis enlouqueceu, o que ele está fazendo?", "Por que ele não vem logo pra cá?".
Junior franziu a testa.
– O quê?
 Os repitilianos avançaram e atacaram Dennis, mas ele os enfrentou.
– Você não vai conseguir resistir a todos eles. – disse Dennis.
– Dennis assim que eu soltar isso, essa porta vai cair. Não vai dar tempo. Anda logo!
 Dennis atirava nos repitilianos.
– Dennis – chamou Carolina, em baixo da axila de Junior –, não ah tempo a perder! Os repitilianos e os arghatianos foram para floresta, mas ainda a muitos aqui, precisamos encontrar a Anna e ir logo embora lembra?
 Dennis, lembrou-se do plano. Aqueles repitilianos eram persistentes, mas eles não eram seu alvo, ainda precisava encontrar a sua prima que devia estar em uma daquelas pirâmides e sair de lá com vida, precisava seguir para a batalha na floresta, para defender Animália. Dennis teve que tomar a seguinte decisão: abrir mão de um dos seus. Depois de descarregar sua arma de raios em todos os repitilianos que pôde, Dennis foi até Junior e disse-lhe:
– Eu sinto muito.
 Com esforço Junior disse:
– Olha pelo lado bom, pelo menos uma vez eu estou fazendo algo de útil por essa equipe.
 Os repitilianos corriam logo atrás, sibilando e fazendo disparos. Dennis passou por Junior e foi de encontro aos seus amigos. Logo em seguida, Junior desabou. Ele rendeu suas forças e imediatamente a porta de metal caiu sobre seu corpo, impedindo que os repitilianos entrassem no corredor.
– Junior! – gritou Julie.
 Se esforçando para não olhar pra trás, Dennis ordenou:
– Vamos, não a tempo a perder.
 Isáby, Pedrinho, Alice, Carolina e Julie (em choque), seguiram Dennis pelo corredor.
 Oziel e Anna saíram na entrada de uma sala com grandes portas e aparelho na parede ao lado delas, Oziel foi examinar o pequeno aparelho no lado direito das portas.
– Essa não – murmurou ele –, aqui pede uma complexa combinação de letras e algarismos arghatianos. Nunca vamos conseguir entrar...
– Com licença?
 Anna lhe deu um empurrãozinho para o lado, estendeu a mão para o aparelho e o encinerou. As portas se abriram automaticamente, liberando uma nuvem de fumaça de nitrogênio.
– Ah – disse Oziel –, a menos que você fizesse isso.
 Anna e Oziel entraram na sala, esperando verem milhares de rostos aflitos de seres humanos aprisionados à decadas naquele lugar, mas o que viram foi algo muito pior. Ao entrarem na sala, notaram que ela era muito fria e silênciosa. Anna pôs a mão no rosto ao ver centenas de humanos de todas as idades, deitados em fileiras e fileiras de estantes. Todos sem vida. Como se fosse um grande estoque de carne humana.
– Ah meu Deus! – Anna soluçou.
– Anna eu sinto muito – Oziel pôs sua mão no ombro dela –, não ah nada que a gente possa fazer por eles.
– Você disse que já tinha visto os humanos serem trazidos pra cá, certo? Mas por acaso você já viu algum sendo trazido com vida?
– Sempre que passava por aqui, eu estava sobre efeitos de rémedios. Me desculpe Anna, eu nunca reparei que eles já estavam mortos.
 Antes que Anna dissesse "tudo bem", o chão tremeu, ouviram um estrondo, disparos de armas de fogo e em seguida uma gritaria.
– O que foi isso? – Perguntou Anna.
– Ou os arghatianos acabaram de sofrer um acidente ou a base está sofrendo um ataque. – Anna franziu a testa.
– Quem você acha iria tentar invadir essa fortaleza?
 Os olhos de Oziel se iluminaram ao imaginar a resposta. Seria sua tribo vindo lhe resgatar? Oziel saiu disparado do lugar.
– Vem comigo. – Chamou ele com empolgação.
– O que foi?
– Venha!
 Dennis, Carolina, Isáby, Julie, Pedrinho e Alice chegaram numa especie de oficina, onde se deram de cara com mais repitilianos. Era um grande armazém com máquinas enormes, discos voadores em construção e alguns em pedaços.
 Alice era uma máquina de destruição, a garota rodopiava e girava com suas garras, derrubava muitos, Julie lutava com garra, literalmente, suas unhas apesar de curtas e pequenas, cortavam as armaduras dos reptilianos, Carolina usava o seu punho d'agua, Dennis lutava com uma ferocidade que jamais tivera antes e Isáby combinava sua superagilidade felina com seu arco e flecha e se tornava uma poderosa guerreira, não havia um repetiliano que passasse vivo ou ileso por ela.
 Tudo parecia sob controle. Estavam conseguindo derrotar rápidamente os repitilianos, mas um deles ligou uma máquina de guerra poderosa, um robô. O chamou tremeu, todos cambelaram com o susto e viram um android corcunda, com três metros de altura, vindo em sua direção, seu braço esquerdo era uma metralhadora giratoria e o seu braço direito era um canhão de raios. Os Feras Noturnas bateram em retirada e se esconderam na presença do robô, que destruia tudo que estava vivo ou se movendo no armazém, incluíndo os repitilianos.
– Feras Noturnas – chamou isáby –, a sáida fica logo ali!
 Isáby apontou para o outro lado do armazém, havia uma porta dupla. Depois que viu todos tentarem ir para aquela direção, mas o android era mais rápido e àgil do que pensavam. Ele os interceptou em alguns metros próximo à saída e fez disparos contra eles. Isáby subiu em cima de um disco voador, que estava pendurado no teto, ela apontou para o robô uma de suas flechas, mas antes de atirar o android lhe viu, ele disparou raios contra o disco voador que explodiu e caiu, mas Isáby saltou dele antes que isso acontecesse.
– Vamos vê se esse robô é aprova d'água! – disse Carolina.
 Ela removeu a água de sua bolsa e com ela, formou um cobertor em volta do android, que não demostrou encomodo algum.
– É, parece que ele é aprova d'água.
 O android lançou uma chuva de balas em Carolina, que se escondeu dentro de uma caixa.
 Dennis e Isáby se esconderam atrás de um caixote.
– Ele não vai nos deixar sair. – Murmurou Dennis.
– Talvez eu possa destruí-lo. – Disse Isáby mostrando-lhe uma flecha, com um dispositivo de baixo da ponta.
– O que é isso?
– Flecha explosiva – respondeu Isáby com um pouco de excitação –, pode destruir ele, mas preciso de um lugar para mirar, o que vai ser meio difícil, já que esse robô tem uma boa visão.
– Eu posso fazer isso. – disse Julie que saltou para trás do caixote, se juntando a eles.
– Não, você não pode – discordou Iáby – Logo depois de acionado, o dispositivo irá explodir em alguns segundos, não vai dar tempo pra você fugir.
 Julie a encarou.
– Não importa. Aquela máquina não vai nos deixar sair e a Anna não tem todo o tempo do mundo.
 Dennis pôs a mão no ombro dela.
– Agradeço por estar fazendo isso pela minha prima, mas nós já perdemos um fera noturna muito importante, não podemos perder mais um!
 Julie sorriu.
– Veja isso como um gesto de retribuição, Dennis. Eu já tentei matar a sua prima uma vez e aí depois, ela simplesmente me perdoou e me deu uma família. Agora eu estou fazendo isso por ela.
 Dennis sorriu com gratidão.
– Isso é que é ser uma Fera Noturna.
– Mande lembraças pra Anna por min, tá?
 O android explodiu a caixa em que Carolina estava escondida, logo depois que ela saiu. Isáby entregou a flecha para Julie, o dispositivo começou a piscar uma luz vermelha.
– Então – Julie hesitou –, alguns segundos depois e...
– Vai explodir. – Completou Isáby.
– Ok – disse Julie, com ferocidade –, eu estou pronta!
– Feras Noturnas – Chamou Dennis –, corram para a saída ao meu sinal!
– Mas ele vai matar a gente! – falou Alice chorando.
– Confie em min!
 Dennis olhou para o robô, pastorando a saída. Dennis olhou para Julie, que estava incrivelmente tranquila e determinada.
– Agora. – Disse Dennis a Julie.
– AGORA! – Julie gritou.
 Carolina, Alice e Pedrinho saíram de seus esconderijos e foram em direção à saída, Isáby e Dennis também foram. O sistema de mira do robô ficou confuso, ao ver todos todos os cinco vindo em sua direção e não soube em quem atirar. Dennis, Isáby, Carolina, Alice e Pedrinho passaram por ele ilesos, logo em seguida, veio Julie que saltou em cima do robô e cravou a flecha em sua cabeça.
 Isáby abriu as portas e assim que todos passaram, ela as fechou imediatamente e a última coisa que viram, foi o robô explodir em uma bola de fogo. Antes que o choque da explosão os antingisse, as portas se fecharam. A pirâmide inteira tremeu com a explosão. Oziel e Anna sentiram a explosão enquanto fugim pelos corredores. Os dois cambelearam quando o chão tremeu.
– Ouviu isso? – Perguntou Oziel.
– Acho que alguma coisa explodiu. – Disse Anna.
 Os sons que ouviram em seguida foram gritos, berros e rugidos que soaram muito famíliares para Anna. Ela ouviu um:
Wuaaargh!
– Dennis? – Surrou Anna. Logo em seguida, ouviu um rugido felino. – Alice...?! Impossível.
 Oziel apontou para o corredor a esquerda e disse:
– Veio naquela direção, vamos!
 Oziel disparou pelo corredor, correndo de quatro como um gato domestico e Anna, foi seguindo logo atrás. No final do corredor, havia mais uma porta dupla, acima dela havia uma placa com um triângulo e Anna, avistou mais um elevador, mas Oziel passou por ele sem nenhum interesse. Pouco antes de chegarem ao final do corredor, ouviram ao que parecia ser uma briga. Oziel parou de correr hesitando e então, viram o corpo de um repitiliano ser arremeçado contra a parede.
 Oziel se aproximou com curiosidade e então se deu de cara com Dennis. Os dois ficaram imóveis encarando um ao outro, sem expressarem alguma palavra ou gesto até que a voz de Anna quebrou o silêncio.
– Dennis?
 Anna entreitou os olho, achou estar enlouquecendo. Então, a certeza veio sobre si.
– Dennis! – Gritou Anna.
 Dennis viu uma garota correndo em sua direção, vestida com uma saia social, blazer vermelho e seu cabelo, todo assanhado e preso em algo que devia ter sido um coque. Em seu rosto, lágrimas de emoção escorriam.
– Anna! – Gritou Dennnis, depois de correr para sua prima.
 Os dois se abraçam e choraram como um só.
– Não é possível... – Anna suspirava – Como você me encontrou...? E os outros... Que roupa é essa e como você chegou aqui?
 Dennis soltou uma risada froucha.
– É uma história, muito, mais muito longa!
 Dennis olhou para trás, estranhando a presença do garoto felino, lhe observando.
– Ah, Dennis – disse Anna – quero te apresentar alguém, se bem que você já o conhece.
– Eu sei quem ele é. Você é deve ser o príncipe...
– Xandre. – Interrompeu Anna.
 Dennis franziu a testa.
– Xandre?
– Como já deve ter notado as coisas por aqui são meio loucas. Ele, no nosso planeta era um gato, mas aqui ele é...
– Oziel, o príncipe dos felinianos. – disse Dennis com uma cara de pasmo e choque.
 Oziel se aproximou e fez um gesto com a cabeça.
– Não sabe o quanto eu ansiava que fossemos apresentados de forma civilizada. E se eu posso se lhe confeçar uma coisa, eu amava o geito como você coçava atrás da minha orelha!
– É mesmo? Hum... Obrigado!
 Isáby, Alice, Carolina e Pedrinho entraram no corredor. Eles viram Annna, e foram até ela, Isáby viu Oziel e correu para os seus braços.
– Minha irmã! – disse Oziel – Eu pensei que nuca mais fosse te ver... Está tão crescida!
– Eu sei. Papai, eu e todo o reino, sofremos muito com a sua falta!
– E como eles estão?
 Alice abraçou a Anna, soltando gritinhos.
– Mentira!
– Alice, senti sua falta! – Anna voltou a chorar.
 Alice soltou uma risada.
– Anna, grande amiga minha! Tmabém senti sua falta. A gente estava te procurando menina, onde é que tu tava?
 Anna parou de chorar e encarou Alice nos olhos.
– Onde é que eu tava? Ah, eu fui abduzida por alienígenas, fui drogada, fiquei presa em uma mesa de experiências, dei umas voltinhas por aí, mas tá tudo bem. Eu tô legal! – Uma fagulha saiu das narinas de Anna.
– Eu ficaria longe dela, se fosse você. – Advertiu Oziel.
– Anna, meu amor! – Pedrinho agarrou Anna e lhe deu um beijo na bochecha.
 Mas Anna, apenas sorriu.
–Pedrinho, também senti sua falta.
– Anna. – disse Carolina.
– Carolina – Anna lhe abraçou –, você não vai acreditar nas coisas que eu descobri...
– Anna – Carolina voltou a falar –, o que fizeram com você? Você está muito quente! E têm penas crescendo no seu corpo.
– Ah, é verdade – Anna mostrou o pulso nu –, estou sem meu dispositivo R.N.G., por isso, como o Oziel disse, é melhor ficarem longe de min.
– Muito bem, vamos embora daqui – disse Dennis –, o povo de Animália precisa da nossa ajuda nesse exato momento.
 A porta dupla, no final do corredor se abria atrás de Dennis e de lá, alguém disse:
– Vocês não vão a lugar algum.
 Alice soltou um grito, Dennis se voltou para trá imediatamente e viu uma tropa de arghatianos, todos armados, com armaduras tecnologicas e capacetes, mas havia um no meio deles que se destacava. Ele era o mais alto de todos, devia ter mais ou menos três metros de altura, além disso, sua aparência demostrava poder e altoridade, ele não usava armadura e sim, uma roupa, feita com o que parecia ser couro sintético e de seus lombos pendia uma capa negra.
– Quem é você, coisa feia? – Interrogou Alice.
 O arghatiano, maior de todos, demostrou regozijo em Alice. Ele sorriu e disse:
– Eu sou lorde Rázarac.
 Ao ouvirem aquele nome todos ficaram imóveis, no entanto, que a única coisa que se ouvia, era a voz de Rázarac ecoar naquele corredor.
– Eu sei de tudo que acontece nessa base, não ah nada que aconteça nessa pirâmide sem que eu fique sabendo. Vocês; instrusos, fugitivos, achavam mesmo, que podiam fazer o que bem entenderem por aqui?
 Lorde Rázarac, ao contrário de Isáby, Oziel e do rei Ezórius, ele falava em um perfeito inglês, sem sotaque. Como se fosse um brasileiro nativo.
– Seu império chegou ao fim, Rázarac! – Declarou Isáby – Sei que nunca se importou com o povo de Animália e suas crenças, mas você sabe quem eles são?
 Isáby apontou para Dennis, Anna, Alice, Pedrinho e Carolina. Lorde Rázarac, por um momento demostrou espanto. Isáby sorriu.
– Eles, são os cinco terraqueos da profécia feliniana. Os humanos que vão trazer a paz e a liberdade a Animália e também, a sua derrota.
 Anna olhou em volta e sussurou para Dennis.
– Cadê a Julie e o Junior?
 Dennis a olhou nos olhos aprensivo e sussurou de volta.
– Somos só nós agora.
 Anna não lhe fez mais perguntas. Naquele momento, Dennis percebeu o quão real era profecia que os animalios acreditavam. Estava havendo um desequilivrio no destino, como Ezórius havia dito. Julie e Junior não faziam parte da profecia dos cinco terraqueos e então, morreram. Concluíu Dennis.
– Eu sei exatamente, quem são esses jovens extraordinários. – Disse Rázarac, mais uma vez com regozijo no rosto – A equipe de mutantes heróis do planeta Terra, os Feras Noturnas.
– Você nos conhece? – Indagou Dennis.
– É claro, vocês fazem tanto parte dos nossos planos para a Terra, como para todo o universo.
 Dennis quis saber mais, mas Isáby não havia terminado.
– Mas se por acaso, eles não lhe assustam. Saiba que agora mesmo, todas as suas tropas de arghatianos e repitilianos, estãos sendo mortos a fio de espada pelos os animalios agora mesmo.
 Lorde Rázarac deu um passo a frente.
– Eu tenho que admitir. Isso realmente me assusta, pensei que os animalios estavam extintos. – Rázarac se curvou para Isáby – Mas acredite minha cara, logo, logo vocês vão ficar. – Os globos negros óculares de Rázarac, se voltaram para Dennis – E eu digo o mesmo para os terraqueos, afinal, nós já vivemos tempo demais escondidos dos humanos. – Rázarac se aproximou de Dennis – Ao acabarmos com o que restou dos animalios, vamos destruir aquele grão de poeira espacial que é o seu planeta, começando pelo seu país, naquele palácio do seu rei.
 Carolina deu um chute.
– O Congresso Nacional? – Mas logo percebeu que falou alto demais.
– Isso mesmo – Rázarac confirmou –, Brasília.
– Então, você vai destruir Brasíla? – Perguntou Pedrinho. – Bom, então vá em frente!
 Pedrinho começou a rir, mas logo percebeuque ele era o único.
– Não teve graça?
 Dennis olhou para Rázarac e disse entredentes
– Você não vai destruir o nosso planeta!
 Rázarac gargalhou.
– É o que vamos ver. – Ele endireitou a coluna – Eu poderia eliminar vocês, eu mesmo, mas não está a altura para isso.
 Rázarac se voltou para os arghatianos e disse:
– Mantem-nos.
 Lorde Rázarac gritou um comando em seu idioma, para suas tropas e se foi. Os arghatianos avançaram. Eram muitos, apesar de o corredor não ser bem espaçoso, a tropa arghatiana lotava o ambiente. Eles avançaram contra os Feras Noturnas, mas apenas Anna, Pedrinho e Isáby contra-atacaram. Anna ergueu as mãos e lançou colunas de fogo, carbonizando dezenas na linha de frente, Pedrinho lançava espinho e Isáby atirava flechas. Mas não importa o quanto derrubassem, mais e mais arghatianos surgiam.
– Nada vão adiantar – disse Oziel –, eles são muitos.
– Ele tem razão – concordou Dennis – temos que fugir.
– Pra onde vamos? A saída fica naquela direção. – Disse Carolina apontando para a direção dos arghatianos.
– Talvez tenha um atalho. – Disse Oziel.
 Ele olhou para trás e viu o elevador e os chamou.
– Sigam-me!
 Anna criou uma parede de fogo, separando eles dos arghatianos, o que não os segurou por muito tempo já que seus trajes eram a prova de fogo. Dennis, Anna, Isáby, Oziel, Alice, Pedrinho e Carolina entraram no elevador, as portas se fecharam, mas os arghatianos continuaram a atirar do lado de fora. Dennis observou o painel no elevador, mostrando um mapa da pirâmide e viu que a base arghatiana também consistia no subsolo, com uma pirâmide de cabeça para baixo.
– Oziel nos leve para a saída, agora! – Ordenou Anna.
– Não. – Disse Dennis.
– Por que não? – Perguntou Isáby.
– Todas as tropas estão sendo encaminhadas para a floresta, certo? Então vamos aproveitar para deixar um lembrete de que estivemos aqui e garantir que os arghatianos nunca mais vão voltar a esse planeta.
– E você quer aprontar o que Dennis? – Perguntou Alice.
 Dennis observou o mapa da base arghatiana, e apontou bem entre a pirâmide, no centro do mapa.
– O que tem aqui? – Oziel respondeu.
– O núcleo – respondeu Oziel – o gerador de energia de toda a base, por quê?
 Dennis olhou para Isáby.
– Você ainda tem alguma flecha explosiva?
– Só uma, por quê...?
– Ótimo, vamos precisar só de uma. Oziel nos leve para o núcleo.
 Sem fazer perguntas, Oziel o obedeceu e os levou para onde queria, pois já tinha ideia do que Dennis pretendia fazer. Chegando lá, as portas do elevador se abriram em um salão no subsolo, no centro dele havia um enorme e ofuscante globo de vidro, dentro, mais de duzentos e vinte mil volts corriam em correntes elétricas e em volta do globo, centenas de fios, saiam de todoas as direções nas paredes e se conectavam ao globo.
– Aí deve ter energia suficiente para iluminar metade do planeta Terra! – disse Carolina boquiaberta.
 Dennis olhou para Isáby.
– Isáby, prepare o seu arco e mire naquilo.

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