12. Gatos
Intergaláticos
– Isaac o quê? –
Perguntou Junior.
– Isáby Kestet –
corrigiu ela – esse é o meu nome!
– E isso é nome de
gente? – Disparou Alice.
Isáby inclinou a cabeça, confusa. Alice deu
uma risadinha.
– Ah, desculpa! Eu
me esqueci, você não é gente. – Isáby perguntou:
– O que ela quis
dizer com...?
– O que a minha
amiga quis dizer – interroumpeu Dennis, – foi: muito obrigado por ter nos
livrado das vespas.
Isáby fez um movimento com a cabeça, que
Dennis entendeu como um gesto de honra.
– Você fala a
nossa língua. – Observou Carolina. – O... seu povo, fala o nosso idioma?
– Não. Nós
aprendemos todas as línguas terraqueas e muito mais, através da televisão.
– Ah, aqui tem
sinal de TV? – Perguntou Julie. – Que bom, porque eu quero ver o final da minha
novela.
– Isáby – disse
Pedrinho –, diz pra eles que eu não estava louco, que eu estava certo! Diz pra
eles que era você que estava nos seguindo.
Isáby pareceu ter ficado sem jeito.
– Então, é
verdade? – Perguntou Dennis. – Você estava nos seguindo?
– Ahm, sim. Estou
vigiando vocês desde que caíram aqui no planeta, naquela grande pássaro de
metal. Faz tanto tempo que esperamos por vocês, eu achava que nunca viriam.
Quando os vi, não consegui acreditar, então decidi tirar minhas próprias
conclusões, só pra ter certeza. Fiquei muito irritada quando vi vocês
machucarem os meus amigos, mas tudo bem, eu não tenho dúvida de que são mesmo
vocês!
– Espera um
pouco aí, gatinha curumim! – Falou Alice. – Espera aí. Você sabia que a gente
ia chegar? Como assim?
– Por causa da
profecia – Respondeu ela.
– Mas que
profecia? – Perguntou Dennis.
Isáby deu uma gargalhada.
– Ai, é uma longa
história. Mas tudo bem, eu explico tudo enquanto levo vocês até o meu pai.
– Seu pai? –
Perguntou Junior. – E quem é o seu pai?
– Hum, ninguém
menos do que o rei Ezórius. O rei de Animália.
– Não quis dizer
Nárnia? – Perguntou Pedrinho.
– Aquele mundo
mágico em que quatro crianças humanas descobrem através de um guarda-roupa?
Não. É Animália. E se estão com dúvidas sobre onde nós estamos não se
preocupem, vocês não estão tão longe de casa. Estamos na galáxia, que os terráqueos
chamam de Via Láctea. – Alice falou:
– Pra min, isso
era marca de leite.
– Isáby – chamou
Dennis –, sobre aquela profecia, o que ela dizia sobre nós?
– Exatamente tudo
que aconteceu. A profecia diz que vocês chegariam ao nosso planeta, em um gigantesco
pássaro de metal e que nos libertaria dos Aghartianos...
– Mas hein? –
Indagou Pedrinho.
–..., mas pelo
visto a profecia estava errada, pois ela dizia que apenas cinco terráqueos
viriam em um pássaro de metal para nos salvar, e vocês são seis.
Os feras trocaram olhares entre si.
– Hum, Isáby –
disse Dennis – na verdade essa profecia estava errada mesmo e nós não somos
seis, somos sete. Eu tenho uma prima, Anna, e ela foi sequestra por alguém do
seu planeta...
– Hãn? – Isáby
arrregalou os olhos.
– Hum, quer
dizer... raptada. Ahm, não, digo... levada. Ela foi levada, por alguém daqui e
não foi só ela, muitos habitantes da Terra têm sido abduzidos e acreditamos que
eles são trazidos pra cá e o motivo para estarmos aqui, é porque estavamos
tentando salvá-los.
– Ah...
Isáby olhou para o vázio, como se tivesse
descoberto algo triste.
– A sua prima foi
raptada por alguém que vive nesse lugar, sim, mas não por alguém desse planeta.
– Dennis entreitou os olhos.
– Como? Ah, não
importa. Será que o seu pai, o rei Ezórius, vai aceitar em nos ajudar a
encontrar a nossa prima e os outros terráqueos?
Isáby abriu um sorriso.
– Se vai? Faz anos
que o meu pai espera pelos terráqueos, que viriam para nos salvar e nos libertar
dos Aghartianos, é cláro que vai aceitar fazer esse favor por vocês.
– Ótimo – disse
Julie –, e então, onde mora o seu pai?
Isáby apontou para o horizonte.
– A minha tribo,
fica naquela direção, subindo o rio, mas vamos só amanhã de manhã. Vamos passar
à noite aqui.
– Por que temos
que esperar até amanhã? – Disparou Dennis.
– Porque, já está
entardecendo e à noite é perigoso.
– Dennis.
Carolina pôs a mão no ombro dele e falou o
mais suave possível
– Precisamos
descançar. Se quisermos estar preparados para enfrentar alguma fera selavagem
amanhã, precisamos estar bem dispostos, amanhã de manhã.
– Ok. – Murmurou
ele – Feras Noturnas, reunião.
Depois do anúncio, Dennis, Carolina, Pedrinho,
Alice, Junior e Julie se reservaram um pouco distante de Isáby Kestet e
debateram.
– O que vocês
acham? – Perguntou Dennis – Nos juntamos a essa gata humanoide india e ao seu,
estranho povo ou vamos logo atrás da Anna e acabamos logo com isso?
– Só um instante.
– Pediu Junior – Vocês acreditam nela?
– Bem – respondeu
Carolina –, ela nos salvou das vespas e demostrou querer o nosso bem, nos
aconselhando em acampar, acho que podemos confiar nela.
– Eu confio nela –
disse Julie –, apesar de ela parecer que não bate muito bem.
– Ela é um alien!
– Resmungou Junior – Com certeza, o povo dela é responsável pelo
desaparecimento da Anna e dos outros em nosso planeta.
– É mesmo –
concordou Pedrinho – e a vaga de "menina gata" já está cheia demais
nesse grupo.
– Eu achei ela uma
desmiolada! – Falou Alice.
Todos olharam para Isáby que estava dançando e
cantarolando. Depois de rodopiar algumas vezes, a garota, caiu tonta no chão.
– Ahm, Ok – disse
Dennis – Se ela quizesse fazer algum mal à nós, é óbvio, que já teria feito e
Carolina tem razão, para vocês sobreviverem mais um dia aqui, precisam
descançar, portanto eu quero que durmam.
– Se vamos dormir
aqui – falou Alice – vai ser em algum lugar bem longe daquelas vespas!
Ignorando a argumentação da Alice, Dennis se
voltou para Isáby e disse:
– Isáby, aceitamos
ficar com você. Vamos passar à noite aqui e libertar o seu povo dos sei lá
quem, se, você, seu pai e o seu povo nos ajudar a encontrar a minha
prima e todos os terráqueos.
– Podem contar
comigo.
Isáby rodopiou para a esquerda, mas acabou se
esbarrando em uma ávore e caiu no chão dando risadinhas.
***
Anna acordou, estava confusa, assustada e
atordoada. Anna estivera sobre efeitos de fortes sedativos, mas conseguiu ficar
conciente. Estava deitada sobre uma mesa de metal, em uma sala grande, vazia e
muito iluminada, com uma forte luz branca, que a deixava com dor de cabeça.
Seus pulços e tornozelos estavam presos, sobre a mesa, mas o que lhe chamou a
atenção, foi o material que lhe aprisionava, uma gosma verde e gelatinosa
mantinha seus pulços e tornozelos fixos na mesa de mental.
Anna tentou se levantar, mas não conseguiu se
mexer. A gosma tinha uma aparencia mole, mas era tão duro e forte, como um
elástico. Anna percebeu que não estava com seu dispositivo R.N.G., o que
significava que a qualquer momento, se seus níveis de extresse aumentassem mais
um pouco, seu corpo poderia entrar em combustão, mas por outro lado poderia lhe
dar sua liberdade. Ela cocentrou em sua mão esquerda, com a intenção de
derreter aquela gosma com uma bola de fogo.
Mas o fogo que brotou de sua mão, não era
muito maior do que a de um palito de fóforo.
– Mas o quê? –
Anna se indgnou – Não pode ser!
Anna se esforçou para almentar a chama, mas o
fogo acabou se apagando. Ela se concentrou na mão direita, mas apenas conseguiu
criar algumas fagulhas.
– O que tá
acontendo comigo? – Murmurou ela.
***
Antes que percebessem, à noite caiu, mas ao
contrário do que imaginavam a noite na floresta não era tão sombria e escura,
pois três luas e zilhões de estrelas iluminavam o céu.
Desde que os Feras Noturnas, conheceram Isáby
Kestet e tiveram uma breve conversa com ela, muitos outros argumentos havia se
formado na mente de Carolina. Ela estava afastada dos outros, na margem do rio
pensando: o fato de Kestet ser semelhante a um gato não explica o motivo para
abduzirem a gatos da Terra. Segundo a história de Maria Gertrudes, eles estavam
procurando alguém na Terra. Alguém semelhante a um gato. Então um humanoide
gato estaria vivendo, escondido na Terra, há anos? Seria ele quem teria trazido
à ordem dos felinos do planeta? Ou será que foi ele o motivo para existir a
história do E.T. de Varginha?
– É, até que você
tinha razão.
Carolina pulou de susto e viu uma garota loira
ao seu lado.
– Esse planeta é
uma arraso – comentou Alice. –, só não chegue perto de umas florsinhas
gigantes, porque elas não são nada amigáveis.
Carolina segurou na garganta uma afronta, mas ela
sorriu e disse:
– Muito obrigada,
pelo conselho.
Carolina deu as costas, mas antes que se fosse,
Alice lhe chamou.
– Carolina,
espera.
Carolina parou, mas se recusou em olhar para
Alice.
– O que você tem?
Carolina olhou para Alice com a testa
franzida.
– Eu? Nada.
– Ah, não é
verdade! Não fala mais comigo, quando fala é só para soltar farpas e só me olha
de cara feia. O que foi que eu fiz?
Carolina ficou surpresa com o tom suave e
gentil na voz de Alice, mas ela apenas forçou um sorriso e respondeu:
– Eu não tenho
nada, Alice, agora se me der licença...
– Sabe o que eu
mais amava na minha amizade com a Anna? – Interrompeu Alice. – Ela era
verdadeira, em tudo que fazia ou que dizia. Ela era sincera, e ao mesmo tempo
respeitava e compreendia os outros, coisa que eu nunca aprendi a fazer.
Alice sorriu.
– Eu me lembro que
antes de ela ser abduzida, ela pediu pra min e para o Pedrinho te ajudar a...
– Conquistar o
Dennis. – Carolina murmurou aquilo com certo desgosto.
Se sentia envoergonhada em ter se comportado
daquele geito, só por causa de um sentimento.
– Mas independete de você conseguir
conquistá-lo ou não – acrescentou Alice –, Anna nos pediu para te fazer feliz.
Carolina, por favor, em algum lugar desse planeta a Anna está aprisionada e nem
sabemos se ela ainda está viva, tudo que eu queria fazer é realizar o pedido da
minha amiga.
Carolina entendeu o que Alice estava querendo
dizer, mas não conceguia esquecer a imagem de Alice beijando Dennis. Por isso
ela fechou o rosto e voltou a dar as costas, mas antes que se fosse Carolina
percebeu que já era hora de resolver isso, se não falasse com Alice naquele momento
iria acabar enlouquecendo, por causa do ciúme.
– Você beijou o
Dennis! – Disparou Carolina.
– Hãn? O quê?
Quando? Onde? – Alice ficou desesperada.
– Eu não consigo
entender, como alguém é capaz de fazer uma coisa dessas! O combinado era que
você iria me ajudar a conquistar o Dennis, não roubar ele de min eu ia
sentar do lado dele pra gente assistir Titanic, mas antes do filme
começar o que eu vejo? Alice beijando o Dennis!
Quando Carolina terminou de falar, Alice
estava batendo a cabeça em uma árvore.
– Amiga, olha só,
respira, se acalma. Por favor, não dá a louca pra min não. Escuta: eu
não beijei o Dennis, ele me beijou, foi tudo um mal entendido.
– Argh! Você acha
que eu sou o quê? Que eu sou burra ou que eu sou cega? Ah não, você deve achar
que eu sou burra e cega. Eu vi Alice, eu vi, você bijando ele.
– Porque ele
me beijou! Foi um mal entendido, garota, e também o bocó do Pedrinho teve
culpa, ele não sabe fazer nada direito! Contou uma história sem pé e sem cabeça
pro Dennis e o garoto acabou achando que tinha que ficar comigo e não com você.
– Ah... – Carolina
cutucou o queixo – é mesmo?
– Eu juro pelos feats
da Nicki Minaj! – Carolina disse bem devagar.
– Ah, agora faz
sentido.
– Lembra da festa
de aniversário que fizemos pro Dennis? – Perguntou Alice. – Eu admiti pra você
que eu já fui afim do Dennis e que eu tenha uma pequena quedinha por ele, mas
ele não faz o meu tipo. É sério, ele foi feito pra você.
– Alice, eu... –
Carolina gaguejou – Eu... não sei nem o que dizer.
Alice sorriu.
– Tá tudo bem
amiga, não diga nada.
– Não! Eu agi
feito uma idiota, preferi dar atenção aos meus sentimentos do que a voz da
razão, o que é estranho, porque eu não sou de fazer isso.
– Hum, agora, se
eu posso te dar um conselho. Se eu fosse você, eu ia correndo cuidar do seu
Garoto-Morecego.
– Por quê? –
Carolina piscou.
– Ahm, digamos que
enquanto você se cobre de culpa e de vergonha, certo alguém está se
aproveitando que a "barra tá limpa".
Alice apontou para Julie que segurava a mão de
Dennis, enquanto conversava com ele.
Carolina fez um sorriso diabólico.
– Ah, mas isso não
vai ficar assim. – Alice se alegrou.
– Ai, barraco! A-DO-RO.
***
Enquanto isso, no cárcere alienígena, as
portas da sala se abriram e Anna viu entrar um Aghartiano. Um humanoide, alto,
com cerca de dois metros de altura, pele pálida-esverdiada, vestindo couro
sintético, cabeça grande e em seu rosto, não havia nariz ele tinha olhos
grandes, negros e redondos.
– All terráquea (Olá, terráquea!) –
Murmurou ele.
– O que fizeram
comigo? – Perguntou Anna.
– Somairaoda rezaf moc cêvo o mosme ki somefiz
moc so sotrous sam cêvo i tenrefide sod
ki aj somarutpica edrol iav ratsog otium ed recenho cêvo (Adorariamos fazer
com você, o mesmo que fizemos com os outros, mas você é diferente dos que já
capturamos, o Lorde vai gostar muito de conhecer você.)
– Vai pro inferno!
– Anna o insultou.
O Arghatiano gritou algo em seu idioma e dois homens
com rosto de largato entraram, junto com outro humanoide, também de espécie
diferente que Anna não soube reconhecer. Sua estarua física era de um garoto
entre 16 ou 17 anos, seus pulços estavam presos com algum tipo de algema, logo
depois Anna percebeu que a mesma gosma que lhe prendia estava em volta dos
pulços do garoto.
– An edadrev le iav ratsogi ed recenhoc cêvo’s
isode (Na verdade, ele vai gostar de conhecer vocês dois.) – Acrescentou o
Arghatiano.
O garoto humanoide, não estava vestindo
roupas, mas seu corpo era coberto de pelos brancos, suas orelhas eram pontudas,
sua face tinha um aspecto felino e seus olhos eram grandes, tristes e azuis,
mas ao mesmo tempo muito famíliares. Anna não tinha certeza de quem ele era,
mas ele a olhou como se já lhe conhecesse.
– Oi Anna. – Disse
o garoto.
Anna então, se lembrou de quem ele era. Um alguém
muito espécial, mas que Anna apenas conhecia em outra forma.
– Xandre?
***
Na floresta, decidiram acender uma fogueira,
não foi fácil sem a Anna, por perto para criar fogo em um estalo de dedos, mas
esfregando alguns gravetos e batendo algumas pedras Dennis conseguiu criar
fogo. Julie se agachou ao lado dele e disse:
– Dennis você é
tão inteligente.
E de repente, Carolina se agachou entre eles
dois e disse:
– É mesmo?
Obrigada, fui eu que ensinei pra ele.
– Na verdade –
disse Dennis – eu aprendi a acender fogueira, no...
– Não acho uma boa
ideia acender uma fogueira. – Advertiu Isáby. – Podem atrair animais.
– Se aparecer
algum animal – Pedrinho falou –, não vai querer se meter com a gente.
– Por quê?
– Porque, minha
cara – respondeu Alice – essa floresta pode ser perigosa durante o dia...
– Mas a noite, nós
é quem tocamos o terror! – Completou Julie.
Isáby gemeu um miado.
Usando um graveto, Pedrinho assava alimentos
na fogueira que Isáby havia lhe dado, mas alguns ele preferia comer cru.
Pedrinho não fazia ideia do que era aquilo, mas todos tinham sabores doces e
salgados que nunca esperimentara antes.
– Hum, que
delicia! – Murmurou ele. – Isáby o que é isso?
Isáby sorriu.
– Ah, obrigada.
São só algumas frutinhas do mato e uns bixinhos, que eu andei cançando nessa
manhã.
Alice cuspiu tudo que estava comendo.
– Argh, que nojo! Por
que não disse isso antes? Sou vegetáriana! – Pedrinho Perguntou:
– Então, porque
você come um cachorro quente todo dia na escola?
– Ahm... eu coloco
um pepino no lugar da salsicha... um pepino de cor vermelha.
– Isáby – Dennis
se sentou –, explica pra gente: o que está havendo em Animália? Quem são esses
Arghatianos? E que profecia é essa?
– Tudo bem – ela
suspirou. –, foi tudo muito de repente. Antes do meu irmão se for e da minha
mãe... antes de tudo. Há cerca de quatro anos, nós os felinianos, viviamos em
paz com os outros povos...
– Ahm, desculpe...
– disse Carolina.
– Não interrompe,
garota, ela tá contando a história! – Murmurou Alice.
– Você por acaso
disse, felinianos?
– Sim – respondeu
Isáby – essa é a minha raça, mas por quê...?
– Eu achei que
você fosse uma ThunderCat. – Disse
Pedrinho.
– Tudo bem Isáby,
continue. – Pediu Carolina.
– Como eu dizia,
nós, os felinianos sempre viviamos em paz com os outros povos. Os câlinianos,
os reptilianos, os avianos... Até que um dia, conhecemos os arghatianos.
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