sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Livro I - Feras Noturnas: A Chuva Mutante



DanielSousa2009®

Título original: 
Feras Noturnas

Sobre título: 
A chuva Mutante

Classificação: 
Não recomendado para menores de 10 anos

Gênero: 
Ficção-cientifica/Aventura

Apoio ortográfico: 
Thays Lopez

Imagem da Capa: 
Daniel Sousa

                                                      1.Prólogo


Com a força de vontade você pode conseguir qualquer coisa, basta ter vontade. A história que você vai ler, fala sobre cinco crianças, que ninguém na face da terra já imaginou ouvir, talvez de algum reino paralelo de um sonho de uma criança. O que eu posso lhe contar, sem estragar as surpresas dessa história é que algo muitíssimo inesperado na vida de Dennis, Anna, Carolina, Alice e Pedro aconteceram.


                               2.As Cinco Crianças

Música indicada para a leitura!
http://www.youtube.com/watch?v=9YfO1rpFYAA

Era uma linda manhã, ensolarada, do 1° dia do mês de Julho, na cidade de Fortaleza e um dos andares de um enorme prédio, em um apartamento morava um menino chamado Dennis, um garoto de 13 anos, alto, pele branca, olhos castanhos claros, cabelo liso e preto. Ele acordou muito empolgado para passar as férias na casa de sua prima Ana Beatriz, na qual ele não ia desde os 7 anos de idade. Ele pôs em sua mochila todos os seus conjuntos de roupas e calçados favoritos e Dennis também, levou o seu desenho, de um morcego, a lendária ave fênix, um porco-espinho branco, uma pantera cor-de-rosa e um golfinho azul, ele arranco do seu do seu caderno de desenhos, dobrou e colocou no seu bouço. E então o pai de Dennis foi deixa-lo, de carro, na casa de sua prima, não foi uma viagem muito demorada pelas ruas de Fortaleza. Ao chegar à casa de Anna, que fica na comunidade da Barra do Ceará, Dennis teve até dúvida se o local era aquele mesmo, pois estava muito diferente, a casa dela havia se transformado em uma lanchonete, com uma decoração tema de um casino e com muitas palmeiras na frente. Mas teve certeza depois que viu a Tia e a Prima dele esperando na calçada. O Pai de Dennis sempre animador gritou:
- Chegamos.
- Essa casa mudou muito. – Dennis comentou depois de ler o letreiro enorme escrito Lanchonete Srta. Tereza um nome da sua tia que se auto apelidou ela se chamava Tereza. Ele logo confirmou. – É, só pode ser aqui! – A mãe de Ana, que estava esperando junto com a sua filha, toda carinhosa falou:
- Até que enfim vocês chegaram, Anna e eu estávamos morrendo de saudades do Dennis! Mas e você Francisco, como você está? Quer entrar e tomar um café? – Francisco, o pai de Dennis sem um pouco de paciência para conversar, ignorou o convite e falou:
- Pois bem eu tenho que ir, qualquer coisa me liga Dennis! Tchau. – E ele acelerou o carro, cantando os pneus, passou por cima de uma possa de lama molhando Tereza da cabeça aos pés, assim que o pai de Dennis sumiu de vista, Tereza falou:
- Ô moleque? Se tá achando que vai ficar de moleza aqui, tá muito enganado! Agora vai logo guarda suas coisa lá encima e vá se lavar pra almoçar. – E saiu Tereza resmungando. A lanchonete ainda não estava aberta naquele horário e então Ana chamou Dennis para sentar em uma das mesas para conversarem um pouco. Dennis falou:
- A sua mãe é muito simpática não é? – Anna percebeu o sorriso sarcástico no rosto de Dennis e respondeu:
- Logo ela se acostuma com você. – Dennis jogou a mochila pesada na mesa e perguntou:
- Ana, qual é a da lanchonete?
- É que a minha mãe estava desempregada e então ela encontrou um emprego que envolvesse toda a família, mas infelizmente nós abrimos a lanchonete há alguns meses e já estamos falindo. As pessoas nem estão vindo mais para jogar pôquer, baralho e nem mesmo nas maquinas caça niques!
- Então vocês vão fechar? – Anna respondeu numa risada.
- Claro que não! Por isso a minha mãe teve a “ideia” de mandar construírem aquele palco, ali e fazer algum evento para atrair fregueses.
- Legal! Mas qual vai ser esse evento?
- Ainda não sabemos. Talvez um show de humor ou chamar algum cantor. – Respondeu Ana. Antes que você fique meio confuso com A Fantástica Casa da Anna. A casa dela é uma casa de três andares, o primeiro andar, que é o térreo, era todo usado para a lanchonete, exceto o quintal, já do segundo pra cima era a casa: Sala, cozinha, banheiros. No ultimo andar: Quartos e uma varanda.
- Dennis, lembra-se dos amigos que eu te apresentei no e-mail?
- Que amigos? – Sorriso sarcástico mais uma vez no rosto de Dennis.
- Como assim “que amigos?” – Os dois começaram a rir - Não se lembra da Alice, da Carolina e do Pedrinho?
- Lembro, lembro sim, mas onde eles estão?
- Devem estar na casa da Alice, ensaiando para o número musical.
- Como? – Perguntou Dennis.
- É que a Alice quer porque quer cantar uma música internacional aqui na lanchonete e tá obrigando a Carolina e o Pedrinho a serem cantores de coro pra ela.
- Então ela vai cantar?
- Não, mas ela não para de insistir pra minha mãe!
- Eu sempre achei que as músicas típicas de uma favela fosse o funk e o reage. – Anna fechou a cara e respiro fundo.
- Em 1° lugar A Barra do Ceará, não esta mais sendo considerada uma favela e sim um dos melhores bairros da cidade e em 2° e dai se algum nordestino goste de música internacional?
- Nada, só estava pensando alto. – disse Dennis – Agora Anna, vamos lá, na casa da Alice? Porque eu acho que as férias já vão acabar. – Anna, a prima de Dennis, era uma bela garota, de 12 anos de idade, Anna era a melhor amiga de Alice e de Carolina, no caso de Pedro, Anna tentava ter uma amizade normal, com ele depois que recusou um pedido de namoro feito por Pedro. Enquanto Dennis e Anna estavam, quase chegando da casa de Alice, que fica na mesma Rua de Anna, assim como Pedro e Caroline. Ao chegar na calçada de Alice Dennis logo percebeu que a casa da Ana não era a única a ser usada para negócios.

Música indicada para leitura
http://www.youtube.com/watch?v=s3i1kYGwC24

Onde Alice morava era um conjunto de quatro andares, onde seus pais alugavam casas. Antes que Anna e Dennis entrassem, Alice estava no meio de uma canção, pop bem agitada e Carolina e Pedro estavam cantando como solistas, a musica era de uma cantora brasileira que havia feito um CD com musicas de idioma inglês. Alice parou a música e falou cheia de arrogância:
- Será que da pra fazerem direito? Isso aqui é sério! – E esta é Alice, uma bela garota, de 12 anos, porém metida, ela tinha olhos verdes, cabelo liso e castanho e com duas mechas, loiras cacheadas dividindo ao meio o cabelo.
- Mas no fizemos certo! – respondeu Carolina.
- Não fizeram não, vocês nunca fazem e eu já estou cansada de aguentar vocês! – Pedro disse.
- Por que você não para de ficar dando ordens? Você ao menos nem sabe se vai cantar na lanchonete da Anna. – Alice respirou funda e falou um pouco mais calma.
- Pois fique você sabendo que quando, um produtor musical, me descobrir e... E eu ficar mundialmente famosa, não venha correndo atrás de min pedindo um autografo. Vamos começar mais uma vez do início! – Quando Alice reiniciou o playback no aparelho de som Anna entrou no quarto de Alice devagar lhe chamando numa vos suave.
- Aliceeeeeee? – Assim que Paulo vil Anna correu em direção a ela e lhe abraçou bem forte, dizendo:
- Anna meu amor, você veio me ver!
- Pedrinho, me solta e não me chame de meu amor, quantas vezes eu tenho que te dizer que vamos ser só amigos?
- Até você mudar de ideia.
- Então espere sentado porque vai demorar! – disse Anna enquanto removia os braços gordinhos de Pedro em volta dela.
- Ah então você promete que um dia você vai mudar de ideia! – Alice que já estava cansada de esperar falou:
- O que você quer Ana, estou ocupada? – Anna respondeu
- Não se preocupe vai ser bem rapidinho, eu só vim avisar que o meu primo – E ela puxou Dennis para dentro do quarto. – Vai passar as férias na minha casa, pessoal esse é o Dennis. Dennis esse o pessoal! – Alice deu um grito ao ver Dennis e falou toda contente:
- Olá Dennis! – Alice se virou para Ana e sussurrou: - Ele mais gato do que eu pensava! – Depois se voltou para Dennis e continuoua falar.
- Era você mesmo que eu precisava para o meu coro, eu vou ser cantora sabe... – Dennis interrompeu.
- Mas o meu talento não é bem cantar.
- Então qual é o seu talento?
- Bem, o que sei fazer de melhor é desenhar. – Dennis respondeu envergonhado.
- Então é isso – Ana teve uma ideia.
- O que foi Ana? – perguntou Alice aborrecida.
- Já que a maioria de nos não é favor do evento musical, por que não vamos fazer uma galeria de artes? – Carolina concordou.
- Ah! Eu topo. – Paulo também.
- Podem contar comigo! – Alice perguntou:
- Ana vem cá, por que você acha que eu vô concordar com isso?
- Porque você é a minha melhor amiga! – Alice murmurou:
- Lá se vai a minha chance de ser famosa!

3.Encontro Desagradável

Musica dedicada para leitura
http://www.youtube.com/watch?v=URyW5Z-bni4

Carolina e Pedro são os mais novos dos cinco, ambos de 10 anos de idade e eles também são os mais baixos da turma, eles tinham 2 ou 3 centímetros á menos de Alice e Ana. Caroline, além de baixinha é a mais inteligente de todos, ela é ótima em computadores e aparelhos eletrônicos, devido a sua idade, ela ainda não estuda biologia, mas sabe tudo sobre a matéria e quando conheceu Dennis ficou apaixonada por ele. Pedro, chamado carinhosamente por alguns de seus amigos de Pedrinho, ao contrario de Caroline ele era o mais ingênuo e o que ele fazia de melhor era jogar videogames, mas ele também era o mais esportivo da turma Pedro também jogava uma grande variedade de esportes, também tinha uma paixão interminável por Anna, mesmo que ela não gostasse dele Pedro nunca desistia de tentar conseguir conquistar Anna. Na lanchonete, Dona Tereza, depois de muita insistência de Anna, concordou com a ideia de fazer uma galeria de artes com a intenção de atrair pessoas ao restaurante e assim, a lanchonete Srta. Tereza ficou lotada e a galeria muito bem produzida com pinturas e esculturas feitas com materiais recicláveis, uma mais interessante que a outra, Tereza falou:
- Eu não acredito saímos da falência em menos de uma hora! E o meu restaurante ficou um luxo. – Dennis respondeu.
- Não foi nada a criatividade serve pra essas coisas mesmo, pelo menos a minha servil pra alguma coisa.
- Tá, mas não vai começar a ficar se gabando moleque, a lanchonete ainda não foi salva, metade das pessoas que estão vindo aqui só estão dando uma olhada e indo embora! – Dennis cochichou no ouvido de Ana:
- A sua mãe é sempre carinhosa assim? – Ana respondeu:
- Ela está feliz com você, na verdade ela quis dizer: “Dennis você não imagina como eu estou tão grata por você ter salvado a minha lanchonete!”
- Tem certeza que ela quis dizer isso? – Dennis perguntou.
- É claro que sim! É que a minha mãe não é muito sentimental.
- E parece que também não recebeu amor de mãe. – Desde esse momento tudo pareceu normal, mas de repente um estranho garoto entra na lanchonete, ele era magro e de pele morena, alto e fazia um sorriso maléfico e estava acompanhado com duas garotas que só em olhar pareciam ser mais patricinhas do que a Alice, uma era baixinha de cabelos castanhos cacheados e com uma franja que quase que escondia os olhos, a outra era ruiva e alta. O garoto estranho estava também acompanhado por um menino ele parecia ser o mais velho dos quatro, pois ele era incrivelmente alto e musculoso. Dennis, Alice, Pedro, Ana e Carolina já podiam imaginar as maldades que eles pretendiam fazer, observando o olhar em seus olhos, Alice era a única a estar com medo dos garotos que entraram na lanchonete. O menino moreno estalou os dedos e as duas garotas e o grandalhão começaram a enlouquecidamente destruir a galeria como piratas saqueando um navio, aproveitando que a dona do local não estava, e o garoto de pele morena que aparentemente parecia ser o líder ficou parado sorrindo para Alice, e os outros fazendo a destruição derrubaram as mesas e rasgaram as pinturas até que não sobrou mais nada.

           4.As Descobertas Sobre Alice

Música indicada para a leitura
http://www.youtube.com/watch?v=v5CmwsrT0cY

Furiosas pelo o que estava acontecendo Ana e Carolina ficaram com as caras avermelhadas de raiva ao ver o que estava acontecendo.
- Esses marginais devem ter uma boa razão para estarem fazendo isso! – exclamou Ana inspirada em sua mãe.
-É só espero que eles já tenham um plano de saúde! – Carolina concordou.
- Gente se acalmem! – interrompeu Alice - Não sabemos quem eles são, talvez sejam perigosos. – Ana respondeu raivosa.
- O que? Perigosos? Eles estão destruindo o nosso trabalho e espantando os clientes da minha mãe. Eu é que sou perigosa! – Dennis concordou com Alice e então falou.
- Ana espera, talvez eles sejam mesmo perigosos, eu falo com eles. – Ana deu uma risada e falou.
- Dennis ficou maluco? Você nem mora nessas áreas.
- É, mas acredite eu sei lidar em situações como essas. – Ana disse.
- Tá bom, espero que eles tenham um bom motivo para terem vindo aqui e feito tudo isso. – Então Dennis foi até o garoto moreno e falou.
- Tudo bem, será que da pra você pedir aos seus amiguinhos bagunceiros, pararem de destruir a lanchonete? É que deu muito trabalho para organizar tudo isso, então será que você podia... – O garoto deu duas batidas rápidas de palmas. E as meninas e o grandalhão pararam de fazer o que estavam fazendo e foram para o lado dele. O menino chamou o garoto alto e musculoso:
- Junior? Quero que você grave o rosto desse garoto, caso tenhamos problemas. – Dennis ficou sem intender nada e Ana perguntou impaciente:
- Quem são vocês? – Carolina também perguntou.
- E o que vocês querem? – O menino respondeu bem humorado:
- Ah! Perdoe por não ter se apresentado eu sou Janderson e esta é Priscilla [A menina alta e ruiva] aquela é Julie [A menina baixinha do cabelo cacheado] e este Junior, irmão de Priscilla. Eu me mudei para este bairro á alguns dias, agora se querem saber por que estou aqui perguntem a ela – Janderson apontou para Alice. De repente todos olham para ela e depois Ana lhe perguntou.
- Alice eu pensei que você tivesse dito pra min antes assim: “Nos não sabemos quem eles são?” – Alice respondeu:
- Eu... Não disse bem isso, Ana. – Janderson deu uma risada e perguntou a Alice.
- Aaaaaaaaah, você não contou? – Alice fechou os olhos e murmurou:
- Eu queria que esse dia nunca chegasse! – Dennis perguntou calmamente a Alice.
- Alice, por favor, quem são eles? – Alice respondeu envergonhada:
- Janderson é meu primo. – Ana exclamou.
- Ah tá tudo bem. – Alice continuou.
- E ele é meu ex-namorado. – E então todos gritaram chocados: O que? Carolina comentou.
- Por essa eu não esperava. – Pedro disse.
- Cala a boca, isso aqui tá melhor do que novela em ultimas semanas! – Janderson falou a Alice:
- Que coisa Alice! Eu achei que todo mundo já soubessem de min. Eu avisei pra você que um dia eu viria, lembra?
- Não! – Alice suspirou – Não falei á ninguém porque eu achei que já tinha acabado com você no dia do casamento da tia Rose, mas está parecendo que, você voltou e com capangas só pra se vingar, estou certa? – Janderson ficou um minuto calado e respondeu:
- Ok prima, a vontade que eu tinha era de vir aqui, destruir esse lugar e lixar você e seus amigos, mas façamos um trato, eu não gosto de você, nem você gosta de min então, nunca, jamais entre no meu apartamento, se não, seus amigos tão queridos vão sofrer as consequências! – Carolina perguntou:
- E porque agente iria à sua casa? – Janderson respondeu:
- Alice é imprevisível e cheia de armações, por isso para suas seguranças ou até se quiserem continuar tendo a saúde perfeita é melhor que não vão! Tenham uma boa noite. – E então Janderson saiu com seus amigos. Carolina perguntou a Alice:
- Mas Alice pra que, que o Janderson quer tanta privacidade na casa dele? O Apartamento dele fica no mesmo lugar onde você mora. – Alice respondeu num olhar pensativo.
- A privacidade, eu não sei! Mas não é a primeira vez que o meu primo age assim, de forma estranha.
- Sério? – Perguntou Dennis – Que tipo de forma estranha, seu primo costuma agir?
- Quando éramos crianças ele vivia dizendo que ia derrubar as torres gêmeas. – Ana perguntou:
- Que ridículo, e ele? – Alice respondeu:
- Eu não sei algumas semanas depois chegou a noticia de que as torres gêmeas foram derrubadas em ataques terroristas. – Dennis perguntou:
- Ah! Qual é você acha que ele...
- É claro que não! Bom eu não acreditei, mas desde então o meu primo começou a ser estranho.
- Mas o Janderson não disse nada sobre isso depois? – perguntou Carolina.
- Ele só me disse que pediu a um amiguinho dele. – Pedro comentou.
- Ao papai do céu é que não foi!
- Tá, mas você namorava com ele? – Perguntou Anna.
- Namorava, mas éramos só crianças, não sabia que ele gostava tanto de min. - Todos os fregueses já tinham ido embora e lanchonete estava uma bagunça, a mãe de Ana, que não fazia ideia do que havia ocorrido vil a destruição na lanchonete e perguntou fuzilando seu olhar em Dennis.
- Mas o que foi que aconteceu aqui!? – Todos começaram a gaguejar a procura de uma resposta que convencesse Tereza, para não culpar Janderson já que todos não queriam mais conflitos com ele, decidiram desvendar o mistério do primo da Alice. Pedro respondeu.
- Hmmm não foi nada não só... Um furacão que passou por aqui e todo mundo fugiu para suas casas. – Tereza não acreditou nem um pouco.
- Mas eu não escutei nada lá da cozinha!
- É que foi tudo muito rápido nem agente percebeu direito, num foi galera? – Todos concordaram tentando no máximo parecer sinceros. Dona Tereza respondeu:
- Não pensem que eu acreditei, porque eu não acreditei! Mas tem alguma coisa muito estranha acontecendo por aqui e eu vou descobrir. – Alice falou:
- Não se agente descobrir primeiro!
- Isso não faz sentido. – Alice cruzo os braços e respondeu:
- Não fuja do assunto! – A mãe de Anna trincou os dentes e apertou bem os olhos e disse:
- Olha aqui sua... – Anna a interrompeu dizendo.
- Pessoal já está ficando tarde acho melhor todo mundo ir pra casa antes que o furacão volte. – Pedro disse.
- Ô Dennis da próxima vez você bem que podia esculpir uma estatua minha! – Alice falou:
- Pedro a ideia da galeria é para atrair pessoas não espantar elas. – E assim Pedro, Carolina e Alice foram para casa discutindo uns com os outros.

                          5. Os Espiões

Música indicada para a leitura
http://www.youtube.com/watch?v=QuJ8FRzLba8

Na manhã seguinte Dennis e Anna estavam na varanda do terceiro andar estendendo roupas no varal, mas Dennis ficou distraído olhando para a rua e observando Janderson e seus amigos ameaçando um garoto na rua. Anna com sarcasticamente falou:
- Dennis? Pensei que você tivesse vindo pra min ajudar com as roupas aqui, mas já vi que vou ter que fazer tudo sozinha!
- Ah! Desculpe é aquele garoto o Janderson ele é muito estranho. – Anna comentou.
- Estranho foi a minha mãe ter caído na conversa do Pedro sobre o furacão!
- Mas ela não acreditou.
- Tá acreditando agora. – Dennis falou:
- Anna? Temos que chamar a Carolina, o Pedrinho e a Alice para vir aqui.
- Por quê?
- Precisamos conversar sobre o seu novo vizinho, o Janderson. - Carolina, Pedro e Alice voltaram à lanchonete e se reuniram no quarto de Anna para conversar sobre o ocorrido da noite passada. Alice estava péssima por seus amigos terem se tornado alvos de seu inimigo de infância então falou:
- Olha pessoal, me desculpem, eu não sabia que um dia ele poderia vir a nos! Mas bem que eu deveria ter imaginado minha mãe estava falando que ia receber inquilinos novos á uma semana. – Anna disse.
- Tá tudo bem, isso não é culpa sua. – Pedro fez um olhar assustado e perguntou a Anna:
- Meu amorzinho você acabou de defender essa sirigaita?
- Como é que é? Sirigaita? – Perguntou Alice enfurecida.
- Sirigaita! – Carolina começou a rir.
- Pessoal da pra parem com essa briga! Não é hora disso – falou Anna – Ontem a noite um garoto apareceu e destruiu a galeria que criamos o que poderia ajudar a minha mãe a tirar a lanchonete da falência e está acabada e deixamos o garoto sair em paz, temos que tomar uma atitude. – Carolina deu uma ultima risada. Dennis falou:
- Mas o que me deixa mais curioso é em saber o que o Janderson não quer que agente veja ou encontre na casa dele. – Carolina concordou.
- Isso com certeza indicam que Janderson está escondendo algo importante, pode ser que ele esconda até dos pais dele! – Anna concordou.
- É ele até disse: para sua própria segurança ou se quiserem continuar tendo a saúde perfeita, acho que foi isso.
- Se for saúde a preocupação então não é o problema pra min! – disse Pedro.
- Por quê? – perguntou Dennis.
- Por que eu já me vacinei contra a dengue na semana passada.
- Ah, Pedrinho quando ele disse se agente quiser continuar tendo a saúde perfeita. Não é com a dengue que ele estava nos ameaçando. – falou Dennis
- Não é? É com o que então? – perguntou Paulo
- Não sei talvez um olho roxo, umas costelas quebradas... Ele pode até chamar uma gangue e mandar no sequestrar!
- Posso falar oque eu acho? – perguntou Alice – Eu acho que quando o Pedro era bebê a mãe dele deixou ele cair de cabeça no chão e que o Dennis andou se informando muito mau sobre as pessoas daqui!
- O que é que tu tá falando ai de min Alice? – perguntou Pedrinho.
- Foi oque eu você ouviu meu querido!
- Então repete isso na minha cara se tu é... Mulher?
- Pessoal! – gritou Anna – Viemos aqui resolver um mistério, Alice e Pedrinho!
- Obrigado Anna eu sabia que você ia ficar do meu lado. – disse Pedrinho enquanto se agarrava em Anna.
- Você quer parar com isso! – disse Anna – Eu não estou do lado de ninguém eu estou mandando pararem.
- Tá! – respondeu Alice.
- Desculpe – respondeu Pedrinho.
- Será que agente podia continuar o que estávamos falando? – perguntou Alice.
- Voltando ao assunto – disse Dennis – Eu adoraria saber oque o Janderson está escondendo. – Rafael falou:
- Mas se houvesse um jeito de entrar no apartamento dele sem ser visto e escutar toda a conversa dele.
- É isso! – Dennis teve uma ideia – Pessoal escutem quem são as únicas pessoas que podem entrar e sair nos lugares fortemente protegido sem ser vistos por ninguém?
- Os penetras de casamentos? – respondeu Alice. – Eu li numa revista!
- Não espiões. – respondeu Dennis. – Se quisermos saber o que o Janderson esta tramando temos que ser espiões, o que vocês acham?
- Eu topo todo o meu fanatismo por jogos de espionagem tem que servir pra alguma coisa. – respondeu Pedrinho.
- Ah! Eu topo – respondeu Carolina. – Eu já sei como a novela vai acabar mesmo e também por que é o único jeito mais fácil e rápido de descobrir o que aquele garoto tem a esconder.
- E você Anna? – perguntou Dennis.
- É claro que eu topo, essas férias precisam mesmo de diversão.
- E você Alice, aceita viver uma aventura em que talvez seja a ultima da sua vida?
- Dennis – Alice forçou um sorriso. - Essa parasse ser uma ótima ideia, bancar os espiões e descobri o que o meu primo esconde, mas sabe espionagem não esta incluída na minha agenda de sucessos. – Dennis ficou um tempo calado pensando em um meio convencer Alice e então falou:
- Tá legal então, quando agente voltar da nossa missão, nos prometemos que vamos lhe contar tudo que agente descobrir. Sabe? Depois de vasculhar as coisas dele e encontrar objetos íntimos e pessoais. – Alice não resistiu e então aceitou.
- Quando vamos começar a missão?

                           6.O Acidente

Música indicada para a leitura

E assim então foram Dennis, Pedrinho e Alice estavam no telhado da casa da Carolina as 07h45min da noite. Pedrinho perguntou:
- Alguém pode me explicar por que subimos na casa da Carolina? – Dennis respondeu:
- Como você ver, conjunto dos pais da Alice fica bem enfrente a casa da Carolina... – Alice continuou. –... E em cima do segundo andar da casa dela, que é onde nos estamos, fica na altura exata do apartamento do Janderson. – Pedrinho perguntou:
- Mas porque Ana e Carolina não vieram? – Dennis respondeu.
- Anna ficou ajudando a mãe dela na lanchonete e a Carolina teve que estudar para uma prova. Então façam silêncio pra ninguém na casa dela suspeitar que estamos aqui. – Pedrinho perguntou:
- Mas o que aconteceria se eles descobrissem?
- Se eles descobrissem... Fim de jogo. Fim de jogo né? – Respondeu Dennis.
- Dennis? Eu já entendi por onde vamos entrar, mas você não me explicou como vamos entrar, já que não podemos entrar pela porta da frente. – Perguntou Alice.
- Eu tenho a solução. – E então Dennis enfiou a mão no bolço e tirou um yoyo vermelho com verde. Alice exclamou.
- Dennis! Não é hora de brincar de yoyo.
- E não vou, olhem isso pode parecer um yoyo não é? – Alice perguntou:
- E não é um yoyo? – Dennis respondeu:
- É claro que é um yoyo e também a nossa porta de entrada para a casa do Janderson, por isso eu coloquei 1 km de cabo de aço no yoyo, creio que pode aguentar nos três ou alguém que pese mais de 40 kg, agente só precisa prender uma ponta na antena parabólica da casa da Carolina e a outra ponta em alguma coisa na casa do Janderson e depois colocar as luvas e escorregar até lá.
- Pera ai! – disse Pedrinho. – Agente precisa se segurar nesse fio a mais de 2 m do chão só pra entrar na casa do outro lado da rua? – Alice respondeu.
- Por acaso você não sabe voar? Sabe ô Dumbo?
- Acho que posso aprender improvisado. – Respondeu Pedrinho á Alice.
- Muito bem pessoal – disse Dennis. – Agora vamos do mais leve ao mais pesado, que é claro isso só vai depender se eu fizer um bom arremesso. – Pedrinho tomou o yoyo da mão de Dennis e falou:
- Deixa comigo, eu já fui campeão do tornei de yoyo lá da escola três vezes seguidas! – Então Pedrinho arremessou o yoyo, mas a janela de vidro que seria a entrada estava fechada. Então o impacto do yoyo quebrou a janela fazendo com que a mãe de Janderson que estava tranquila assistindo novela, correu gritando da sala assustada. Vendo o que aconteceu Alice falou:
- É deu pra perceber que tipo de campeão você foi. – Pedrinho respondeu dando risadas.
- Que engraçado, acho que acho que estou enferrujado!
- Pelo menos ele abriu a janela. – Falou Dennis. – Ok, agora é a minha vez. – Dennis pegou o yoyo da mão de Rafael e puxou o fio, Dennis arremessou o yoyo e ele se enrolou na perna do sofá. – Ótimo agora é só prender a outra ponta na antena da casa da Carolina. Alice, você vai primeiro. – Alice exclamou.
- Porque eu?
- Como eu falei, não sei o quanto o cabo de aço aguenta, então precisamos ir do mais leve ao mais pesado. – Pedrinho disse:
- E como diz o ditado, primeiro as damas. – Alice falou meio nervosa.
- Então tá! – Ela se atrepou no fio e escorregou até o apartamento de Janderson, entrou pela janela e se esborrachou no chão. Dennis tentou sussurrar e gritar pelo nome da Alice ao mesmo tempo.
- Alice você esta bem? – Pedrinho achou estupida à atitude de Dennis e então falou.
- Ei Dennis? Qual é cara ela vai morrer de tentar te escutar! – De repente Alice se alevanta mostrando sinal de vida.
- Precisam experimentar, é muito legal! – Dennis falou:
- Rafael é a sua vez agora. – Pedrinho olhou para a altura em que estava e engoliu o seco. – Dennis disse:
- Talvez seja melhor eu ir primeiro! – Pedrinho respondeu quase que gaguejando.
- É, é melhor! – Dennis se segurou bem firme no fio e escorregou para a casa de Janderson também se esborrachando no chão. Dennis gritou:
- Pedrinho é a sua vez agora, quanto mais rápido melhor.
- Tá eu já estou indo! – Respondeu Pedrinho. Ele se segurou no fio e escorregou, mas quando estava bem no meio do caminho, o cabo de aço não aguentou o seu peso, por ser gorducho. O fio que não era muito firme fez com que Pedrinho afundasse no ar, Pedrinho entrou em desespero, o seu peso era tão grande que a antena parabólica onde o yoyo estava amarrado entortou. Dennis falou a Alice:
- Alice, Precisamos puxar o Pedrinho pra cá!
- Por quê? O seu cabo de aço não é tão firme?
- Sim! – Dennis respondeu. – O cabo está firme, mas a antena não vai segurar por muito tempo. – Então Alice e Dennis começaram a puxar o fio rapidamente. Alice murmurou.
- Não acredito que estou fazendo isso pelo balofo do Pedro! – Depois de muito esforço Dennis e Alice conseguiram trazer Pedrinho para dentro do apartamento são e salvo. Pedrinho disse:
- Ufa! Obrigado por me salvarem, eu vi a minha vida inteira de ante dos meus olhos. Alice falou:
- Mas que fique bem claro que está é a primeira e ultima vez que eu ajudo a salvar sua pele ô gorducho! – Dennis ordenou.
- Menos conversa e mais ação pessoal! Agora vamos procurar... Hmmm o quarto do Janderson e encontrar alguma coisa suspeita. Enquanto Dennis, Alice e Pedrinho estavam cruzando a sala, indo em direção ao corredor, à porta se abriu de repente e eles gritaram de susto. Mas para o espanto de todos, quem estava entrando não era Janderson e seus amigos, era Anna e Carolina que murmurou:
- Droga! Eles chegaram primeiro que agente! – Pedrinho correu choramingando aos braços de Anna e disse-lhe:
- Oh Anna! Enquanto eu estava pendorado naquele cabo da morte pensei que nunca mais fosse te ver! – Anna confusa e irritada, por Pedrinho está novamente agarrado nela, respondeu:
- Pedrinho me largue, e que cabo? – Dennis respondeu:
- Usei um yoyo pra fazer agente chegar até aqui, mas tive que substituir a linha por um cabo de aço, para nos aguentar enquanto escorregávamos do telhado da casa da Carolina até aqui – Alice exclamou:
- Mas espera! Esperem um pouco ai, quem deveria estar respondendo perguntas aqui são vocês.
- É como foi que vocês conseguiram entrar aqui? – Exigiu Dennis.
- Ah, nos só fomos pedir a mãe da Alice as chaves reservas daqui! – Respondeu Anna.
- E ela simplesmente deu pra vocês? – Perguntou Alice
- Nos dissemos que queríamos fazer uma surpresa pro Janderson. – Respondeu Carolina. Ao escutar o que Carolina disse, Pedro murmurou:
- É afinal de contas nem foi necessário agente se segurar em um fio a mais de 2 m do chão só pra entrar na casa do outro lado da rua! Não é Alice?
- Ah não reclama pra min a ideia foi do Dennis!
- Mas Anna. – Perguntou Dennis - Achei que você tinha que ajudar a sua mãe na lanchonete? – Pedro também perguntou.
- É e você Carolina? Pensamos que você tinha que estudar para uma prova? – Carolina respondeu:
- Era o que agente queria que vocês pensassem, então admitam nos somos ou não somos boas espiãs? – Alice respondeu.
- Se estiver referindo a você e a Anna, não são! Eu, o Dennis e o Pedro chegamos, muito antes de vocês. – Carolina abriu a mochila e tirou uma câmera de segurança e falou:
- De todas as casas a do Janderson é a única que possui uma câmera na porta de entrada, isso não é suspeito? – Anna perguntou toda orgulhosa.
- Nos encontramos uma pista antes de vocês, isso não faz de nos boas espiãs? – Respondeu Dennis
- Ainda não Anna. Como é que vocês sabem que essa câmera é do Janderson? Pode ser dos pais dele que instalaram! - Alice comemorou.
- Escutaram meninas? A nossa equipe arrasa! – Pedro tentou consolar Anna apesar dela não estar triste.
- Não fique assim Anna pra min você sempre vai ser a numero 1#! – Anna respondeu:
- Pedrinho? Cala a boca! – Dennis falou:
- Vamos logo terminar essa missão? Alice você acha que deve ter alguém em casa? A Tv tá ligada.
- Claro que não tem ninguém! E o meu primo e os seus companheiros estão brincando de Verdade ou Desafio na casa da Julie e o pai dele esta trabalhando.
- Mas e a mãe dele? – Carolina perguntou e enquanto eles andavam pela casa Alice respondeu.
- A mãe do Janderson, bem que, deveria estar aqui agora, talvez ela tenha saído e esqueceu-se de desligar a TV.
- Isso quer dizer que devemos ter pressa com isso! Alice onde será que fica o quarto do Janderson? – disse Dennis.
- Fica no fim do corredor. – Pedro perguntou:
- Pera um pouco ai, como é que você tem certeza disso Alice?
- Porque todas as casas do conjunto são do mesmo jeito, assim como a minha, e o quarto menor que sempre fica para os filhos fica no fim do corredor e então só pode ser o quarto no fim do corredor! – Alice, Pedro, Dennis, Anna e Carolina entraram no quarto que realmente não era muito grande, havia um computador, uma cama beliche, um enorme guarda-roupa e no fim do quarto uma janela pequena. Dennis disse:
- Muito bem agora vamos procurar tudo de anormal que tiver por aqui. – Carolina falou:
- Dennis, só que tem um problema!
- O que?
- Não a nada de anormal por aqui. - Respondeu Anna
- Isso aqui é bem anormal. – Falou Pedro apontando para um pôster com imagens de alienígenas. Alice disse:
- Pois é gente, parece que o meu primo Janderson é um garoto bem esquisito, mas acima de tudo, normal! – Enquanto Alice falava, ela se apoiou na porta do guarda-roupa e de repente o quarto inteiro começou a tremer as luzes se apagaram e das brechas, das postas do guarda-roupa subia uma forte luz como se estivesse subindo um elevador de luz, Dennis abriu as duas portas do guarda-roupa e a grande luz cobriu a todos e então eles entraram de um por um no guarda-roupa. Pedro disse amedrontado:
- E... Eu já vi isso antes! – Quando todos se deram de conta estavam realmente em um elevador, fazendo uma decida bem lenta, as portas se abriram e então puderam notar que estavam em um laboratório enorme. Carolina perguntou ainda impressionada.
- Mas que lugar deve ser esse!? – Anna comentou.
- Nada que uma boa reforma não resolva! – Alice concordou.
- É que coisa caída! – Dennis falou:
- Com essas jaulas e camarás eu diria que é um laboratório experimental. – Anna pensou alto:
- Um laboratório secreto, escondido no guarda-roupa do Janderson. Alice acho, melhor você retirar o que disse sobre o seu primo ser normal! – Alice falou:
- É que o pai dele, meu tio trabalha numa clinica ele meche muito com essas coisas de genética. – Carolina falou:
- Mas isso não é motivo pra ele esconder um laboratório no quarto do filho. – Dennis alertou:
- Agente faz o nosso debate sobre o laboratório misterioso mais tarde! Agora precisamos saber quem tem andado por aqui. – Pedro disse:
- Vocês já notaram que esse lugar se parece com o laboratório do Duende Verde, o inimigo do Homem-Aranha? – Carolina murmurou:
- Pedrinho, você nunca larga o mundo da fantasia?
- Vamos ver qual foi os últimos experimentos a serem feitos. – Dizia Dennis enquanto ligava o computador, em uma mesa ao lado havia vários livros jogados. Carolina perguntou:
- Mas que tantos livros são esses? – Ela pegou alguns deles e em todos os livros estavam escrito coisas do tipo, Transgênicos: A nova raça e Leis da genética. Carolina se espantou:
- Uma coisa é certa, esse lugar deve pertencer ao pai do Janderson. Porque quem frequenta ou esta frequentando esse lugar, está planejando experiências genéticas.
- Se é que não já fizeram. – falou Dennis, Anna comentou:
- Vocês já perceberam que os amigos do Janderson são meio estranhos? Como a Priscilla ela faz um som estranho com a boca tipo um rosnado. – Pedrinho concordou.
- É, e vocês também perceberam que a Julie tem uma mania estranha de ficar se lambendo? – Alice continuou.
- E vocês já notaram como o Junior tem um corpinho tão...
- Pessoal? – Dennis interrompeu. – Olhem o que eu e Carolina encontramos nos arquivos do computador.
- Uma foto do Janderson quando ele era um bebê? – Chutou Alice a resposta.
- Não! – Respondeu Carolina. – O pai do Janderson esta construindo uma máquina de alta-tecnologia, que altera instantaneamente o gene de qualquer criatura usando algum tipo de composto químico! – Pedro falou:
- Ah tá, agora você pode repetir? Que eu num intendi nada do que você disse! – Em quanto isso Janderson estava entrando em sua casa com Priscilla, Julie e Junior. Ele olhou para a Janela quebrada, que na perna do sofá estava um fio metálico e brilhoso que vinha da casa do outro lado da rua, ele reconheceu a casa era a casa da Carolina e desconfiado Janderson disse:
- Tem alguma coisa muito estranha acontecendo por aqui! – Priscilla falou delicadamente.
- Fiquei com sede depois do que agente cabo de fazer, posso bebê um copo d’água? – Logo depois Junior disse que precisava ir ao banheiro e então todos foram a cozinha. Janderson percebeu uma sombra estranha em baixo da mesa ele foi ver o que era e se assustou ao ver sua mãe apavorada em baixo da mesa de jantar. Janderson preocupado perguntou:
- Mãe! O que a senhora esta fazendo ai? – Apavorada a mãe dele alertou:
- Janderson, você e seus amigos, escondam-se e finjam que não estão em casa. Eles devem estar em qualquer lugar! – Janderson confuso perguntou:
- Quem mãe?
- Os invasores! – Respondeu a mãe de Janderson.
- Mas que invasores!?
- A minha irmã Carmem cobrando o aluguel quem mais seria? – Janderson fez uma cara de espanto e cochichou:
- Talvez não seja a cobradora.
- O quê? – perguntou a mãe dele, Janderson se levantou e ordenou:
- Pessoal? Para vamos para o laboratório gora!
Em quanto isso no laboratório secreto, Dennis e Carolina estavam procurando mais informações no computador, enquanto Anna, Pedro e Alice observavam as jaulas, correntes, camas com amarras e outros instrumentos que eram usados em experiências ou em torturas. Pedro achou um controle-remoto e como ele adorava videogames, começou a apertar todos os botões e na parede ao lado abriu uma passagem para um hangar onde havia uma enorme aeronave e um pequeno jatinho. Quando todos menos esperavam Janderson e os seus amigos apareceram, Dennis, Anna, Pedro, Alice e Carolina imediatamente esconderam-se, mas, o local onde estavam escondidos era justamente a máquina que altera o material genético que Carolina e Dennis encontraram no computador, lá sofreram uma mutação, que os deixaram desacordados e sem memória do que aconteceu.

                            7.A Fuga


Música indicada para a leitura
http://www.youtube.com/watch?v=xz_QUQ0C1NQ

Dennis ficou por algumas horas sem poder sentir, escutar, se mexer e enxergar. Ele enxergava somente um clarão. Até que um momento a visão de Dennis voltou ao normal e todos os seus outros sentidos, ele notou que estava deitado numa maca com um aparelho, preso no dedo, medindo seus batimentos cardíacos, ele também percebeu que seus amigos também estavam deitados em macas, não em um hospital, mas no laboratório ainda e Priscilla estava lendo uns papéis escutando música alta nos fone de ouvido. Sem se lembrar de nada Dennis não sabia nem o que fazer. A pessoa mais próxima dele era Alice que tentou acorda-la empurrando seu ombro. Alice que acordo atordoada perguntou:
- Estamos mortos! – Dennis a fim de ordenar que ela fizesse silêncio, pois o dedo no meio da boca e fez:
- Shhhhhh, não faça barulho a Priscilla esta bem aqui!
- Aqui? – Perguntou Alice sem se lembrar do que ouve. – Onde nos estamos?
- No laboratório.
- E os outros?
- Hmmm a nossa volta desacordados ainda. – Alice murmurou:
- Que ótimo minha chapinha tá acabada e o meu cabelo tá fedendo a vinagre! – Dennis falou a Alice.
- Acorde o Pedrinho ele está bem ai do seu lado... – Alice murmurou mais uma vez.
- Porque tinham que me colocar logo do lado do pateta do Pedro? – Dennis falou:
- Vamos tentar ir embora desse lugar enquanto ainda só tem a Priscilla por aqui.
- Isso eu gostei de ouvir! – Do lado de Dennis estava Alice e Pedro no outro lado Anna e Carolina. Dennis foi acordar Anna ele lembrava o quanto ela era difícil de acordar e começou a dar tampinhas no rosto dela, Anna acordou desorientada e falou.
- O que aconteceu?
- Sobrevivemos a seja lá o que tiver acontecido com agente e ainda estamos no laboratório. Agora acorde Carolina e façam silencio! – Alice chamou a Dennis.
- Dennis? O Pedro quer falar com você.
- Ei? Então Dennis, qual é o plano? – Dizia Pedro, mas antes que Dennis dissesse o elevador voltou a descer. Dennis então falou.
- Escutem! Finjam que ainda estão desacordados e só se levantem ao meu sinal! Ok? – O elevador desceu e dele saiu Janderson, Julie e Junior. Janderson perguntou a Priscilla:
- Então, eles sobreviveram à simulação?
- Sim. – Respondeu Priscilla.
- E como está o DNA deles?
- Estão geneticamente modificados, todos eles. – Ao escutar isso, Carolina abriu os olhos e depois fechou rapidamente.
- E eles vão obedecer as minhas ordens? – Perguntou Janderson.
- Bom. Eles não participaram da chuva mutante, então, não vão!
- E isso é bom? – Perguntou Junior.
- Não! Eles vão acabar com os nossos planos se não agirmos logo.
- Então, o que faremos? – Disse Janderson.
- Eu sugiro que devemos implantar um desses microchips nos cérebros deles – Priscilla mostrou um tubo de ensaio com um chip minúsculo dentro. - Eles vão te obedecer e não se lembraram de mais nada, ao mesmo tempo.
- Faça isso! – Disse Janderson em voz alta. – Apaguem as memórias deles. - Dennis gritou:
- Agora! - E então todos os cincos pularam de suas macas e se prepararam para a luta. Janderson tentou acalma-los.
- Pessoal Escutem, não vamos tomar atitudes precipitadas, certo?
- Carolina, quais são as nossas vantagens? – Perguntou Dennis.
- Somos cinco contra quatro e se o Junior não for tão forte o quanto parece ser, podemos derrotá-lo!
- Escutem vocês não são mais o que pensam o que são! Mas se unirem a nos podemos ajudá-los! – Exclamou Janderson.
- É mentira! – Interrompeu Pedro. - É claro que eu ainda sou o que penso que sou! – Os outros ficaram se entreolharam confusos.
- Tem certeza? Devem se considerar em perigo, principalmente porque um de vocês é uma ameaça a todos que o cercam! – Falou Priscilla olhando para Dennis.
- Não se preocupe galera, neste bairro é bem comum ouvir noticias de crimes bárbaros não seria grande coisa se souberem de um assassinato de cinco crianças! – Disse Julie.
- Espiões! – Disse Dennis em voz alta. – Atacar! - E então Anna foi lutar contra Julie, Alice foi lutar com Priscilla, Dennis foi com Junior, Carolina foi com Janderson e Pedro saiu de fininho. Enquanto Dennis lutava com Junior, Dennis tentava lhe dar socos, mas Junior desviava de todos os golpes até que Junior deu-lhe um chute no peito fazendo com que Dennis praticamente voa-se para trás. Junior falou ironicamente.
- Este lugar é não recomendado para menores de 13 anos, pivete! – Junior se espantou ao ver Dennis se levantar do chão como se nada tivesse acontecido.
- É não recomendado certo? Você não disse que é proibido! – Disse Dennis. Enquanto isso Alice e Priscilla brigavam tanto verbalmente quanto fisicamente. Alice falou:
- Sua testa é tão grande que as moscas se esbarram nela! – Priscilla respondeu:
- Pelo menos o meu cabelo é tudo e esses seus cachos que parecem fios de macarrão grudados na sua cabeça!
- Retire o que disse obre as mechas da sorte! – Exclamou Alice. Priscilla empurrou Alice fazendo com que ela se jogasse na parede e dela se abrindo uma passagem secreta para um arsenal de armas. Alice fugiu para dentro e pegou duas espadas, e falou:
- Chega perto que eu te passo a faca, vagabunda!
- Vagabunda!? – Priscilla pegou um bastão de aço e começou lutar com Alice. E em quarto isso Julie perseguia Anna por todo laboratório até que em um momento Julie agarrou Anna e a jogou dentro do elevador, deixando-a sem saída. Julie disse:
- Garota você e seus amigos se meteram aonde não deviam! – De repente Anna puxou violentamente Julie para dentro do elevador e saiu de lá, depois apertou o botão, para subir. Julie tentou sair, mas as portas se fecharam e o elevador subiu. Anna respondeu.
- É e agora você está num lugar aonde não deve. – Janderson estava perseguindo Carolina, até que a deixou encurralada.
- Vamos lá, sem estresse! Faça igual nos filmes de luta – Quando Carolina ficou sem saída, decidiu ter coragem para lutar e começou a falar consigo mesma. – Uma, duas, meia e já! Socar e chutar, socar e chutar, socar e chutar – Janderson apenas observava Carolina gritando e se esperneando e quando ela fez o último “chutar” Janderson segurou a perna dela.
- É parece que eu preciso praticar ao invés de só assistir filmes. – E então Carolina começou a correr e gritar enlouquecidamente e a perseguição continuou. Pedro que estava tentando sair de perto da confusão, pegou o controle remoto e começou a apertar os botões.
- Por favor. Faça algo útil! – Disse Pedro, que apertou o botão que fez abrir um enorme portão para um hangar, onde estava a gigantesca aeronave. Em quanto isso Anna que estava toda despreocupada é surpreendida ao ver Julie saindo do elevador. Que disse:
- Está contente em me ver? – Anna nervosa respondeu:
- Não sabe o quanto! – Anna correu imediatamente, Alice e suas espadas estavam em uma batalha épica contra Priscilla, que lutava com um bastão de ferro, Alice recuo para perto de uma estante onde havia umas bombas de fumaça, Alice por ser ingênua confundiu uma bomba de fumaça com uma latinha de refrigerante.
- Hum Refrigerante! - Pedro correu para o elevador e gritou:
- Pessoal? Venham todos pra cá. Rápido! – E todos foram para o elevador exceto Alice, que respondeu:
- Já estou indo. – Alice socou a o rosto de Priscilla fazendo com que ela ficasse atordoada.
– Que estranho uma latinha de refrigerante com uma chave. – E então Alice puxou o pino liberando a fumaça. Que murmurou:
- Ai que espuma é essa? Não gostei, fica pra vocês! – Alice jogou a bomba de fumaça para o meio deles, deixando todo o laboratório sob uma enorme nébula de fumaça e Janderson, Julie, Priscilla e Junior ficaram completamente desorientados. Carolina falou:
- Vamos deixar ela ai! – Carolina apertou botão de elevador para subir, quando as portas já estavam se fechando, Alice passou entre ela. E disse:
- Vil só? É por essas e outras que devemos ter um corpinho como o meu, escuto Pedro? – Pedro apertou um dos botões de controle remoto ligando a aeronave no hangar. Janderson murmurou:
- Essa não! Pessoal se abaixa. – E então veio à aeronave fazendo decolagem dentro do hangar, mas Pedro utilizando o controle fez com que ela desviasse da pista de voo, destruindo a parede e invadindo o laboratório, Priscilla começou a gritar quando vil a gigantesca aeronave voando sobre eles. Quando ela atingiu a outra parede fez todo o apartamento tremer, a mãe de Janderson, que estava de baixo da mesa da cozinha começou a gritar, e os cinco que já estavam dentro, do guarda-roupa, novamente, o tremor fez com que saltassem de lá. Em quanto todos estavam caídos no chão. Dennis perguntou:
- Pedrinho! O que foi que você fez?
- A mesma coisa que eu fiz no jogo “Salve a princesa da torre”. Só que eu usei um dragão ao invés de uma aeronave - E então naquela noite Dennis, Anna, Carolina, Pedro e Alice conseguiram sair da casa de Janderson a qual tentaram tanto entrar. Dennis e Anna estavam indo para casa quando, chegaram na lanchonete perceberam alguns vizinhos estavam lá. Quando a mãe de notou a presença dos dois, gritou:
- Ali estão eles! – Um dos vizinhos murmurou.
- Até que enfim! Podemos ir embora? – Tereza resmungou:
- Dennis seu pestinha! Aonde foi que você meteu a minha filha? – Anna respondeu:
- Mãe, mãe! Tá tudo bem, eu chamei o Dennis para ver um filme na casa da Carolina com os outros! Só isso.
- Mas eu liguei pra mãe da Carolina e ela disse que vocês estavam na casa da Alice! – Dennis falou:
- Pois é agente estava assistindo um filme no apartamento da Alice! - A mãe de Anna falou:
- E eu fui ao apartamento da Alice e a mãe dela me falou que vocês entraram no apartamento da irmã dela a Dona Rosa! Mas ninguém saiu de lá depois que vocês entraram. – Anna explicou.
- Foi isso que o que aconteceu nós íamos ver um filme na casa da Alice, mas primeiro fomos falar com o Janderson, o filho da Dona Rosa, pedir um filme. – Dennis estava começando a ficar com sono. – Mas quando chegamos à casa da Alice o pai dela nos falou que o aparelho de DVD estava com defeito e então fomos ver o filme na casa da Carolina. – Tereza sem palavras falou:
- Ah! Eu... Esqueci-me de perguntar pra mãe do Pedrinho. – Anna correu para abraçar o seu irmão, João Mateus, que havia acabado de voltar de um intercambio. Anna falou:
- João que bom que você voltou! Estava com tantas saudades!
– Eu também, maninha. Dennis, á quanto tempo você não anda por aqui! – Esse é João Mateus irmão mais velho da Anna ele era um jovem bem alto, assim como Pedro sua pele era morena, mas ao contrário de Pedro ele não era gordo e sim magro. Dennis respondeu:
- Oi João eu só vim passar as férias desse mês de julho aqui... E de onde você voltou?
- Eu acabei de voltar de uma viagem de intercambio e se você quiser pode me ver na competição de Skate, no final desse mês! – Respondeu João.
- Competição? Tipo para o melhor do bairro? Da cidade? – Anna respondeu:
- De todo o estado do Ceará bobinho! – João perguntou ao Dennis:
- E quando você vai para o concurso de artes?
- Eu!? – Dennis exclamou.
- É você! Eu vi as fotos da galeria à mãe disse que as maiorias das coisas foram feitas por você. – Tereza confirmou.
- É... Foi, foi.
- E também eu me lembro de que você quando era menor fazia uns desenhos bem legais. – Tereza voltou a suspeitar.
- Hmmm não sei não, Esperem ai? Acabei de me lembrar da Dona Rosa me falou que não viu ninguém entrar apartamento dela e a mãe da Alice me contou que a Anna pediu a chave do apartamento e ainda não foi devolvida. Algo para dizer em sua defesa senhorita Anna? – Anna respondeu gaguejando.
- Eu não sei do que a senhora tá falando.
- E você nobre Dennis pode me dizer algo a respeito disso?
- Disso o que? – Dona Tereza revirou os olhos e falou:
- Não me obrigue a te fazer falar! – João interrompeu dizendo:
- Mãe! Não acredito que a senhora acha que essas crianças iriam planejar invadir a casa de alguém, como argentes secretos? – Anna e Dennis olharam um para o outro.
- Não é da Anna e do Dennis que eu estou suspeitando, é só do Dennis mesmo! – Respondeu Tereza.
- Tia Tereza! – exclamou Dennis com uma voz de decepção.
- Ô moleque? Não vem com essa de “Tia Tereza” eu não nasci ontem, tá?
- Isso tá na cara! – Dennis respondeu numa risada. Tereza deu uma gargalhada em voz alta.
- Eu sei o que está fazendo... – Quando a Tereza disse isso Dennis fez uma careta de confuso. -... Eu não sei como o povo do bairro costuma fazer, mas não é muito difícil adivinhar que você e aquela sonsinha da Alice estão ensinando a minha pobre, filha ingênua e aquelas outras crianças a entrarem no mundo do crime! – Dennis falou nervoso.
- Tia Tereza! Espera um pouco ai, a senhora está me chamando de criminoso por causa do bairro que eu moro? – Tereza fez beicinho e disse:
- Como eu posso dizer, sim! – João falou:
- Já chega! Sem discursão por hoje, hora de dormir. – E então todos naquela casa foram dormir. Uma chuva forte estava chegando, fazendo o céu escuro da noite se transformar em um grande cobertor cinza. Quando Anna já havia saído do banho Dennis bateu na porta do quarto de Anna para conversar com ela.
- Anna, você tá ai? – Anna abriu a porta e estava com um ridículo pijama, uma camisola laranja, com um desenho de um pato, e uma calça de algodão rosa. Dennis vendo a roupa que Anna iria usar para dormir, começou a segurar o riso para não ofende-la porém Anna já havia notado o esforço que ele fazia para não rir. Dennis então perguntou em quanto segurava sua pesada mochila.
- Anna será que eu posso dormir no seu quarto?
- Por quê?
- Por favor? Não quero dormir naquele sofá de novo! – Antes que Anna respondesse João respondeu enquanto saia do seu quarto.
- Pode ficar no meu quarto.
- É sério? – Perguntou Dennis com um enorme sorriso de alivio no rosto.
- Claro cara, enquanto você estiver aqui este quarto é seu! – Ao ouvir isso Tereza correu até eles e gritou:
- Eu ouvi direito!? Você vai deixar esse pestinha dormir no seu quarto?
- Mãe o Dennis não é pestinha, tá? – disse João. – E sim, eu vou deixar ele dormir no meu quarto, por enquanto, é o que as pessoas fazem quando tem hospedes.
- E se sumir uma coisa de valor? Quem você acha que poderia ter pegado? – Perguntou Tereza.
- Eu não tenho nada de valor no meu quarto e se tivesse eu sei que o Dennis não pegaria, ele não é nenhum ladrão! – João virou-se para Dennis e falou. – Dennis pode ir lá, dormir. Boa Noite! – Dennis entrou no quarto ligeiramente, mas mesmo se não quisesse ainda continuo escutando a discursão de sua tia e seu primo no corredor até altas horas da noite até que todos naquela casa sossegaram. E neste momento um forte temporal despencou do céu trazendo raios, trovões e outros fenômenos trazidos pela chuva. Em quanto Dennis, Pedro, Alice, Anna e Carolina dormiam tranquilamente em suas casas, em seus quartos, sem quem percebessem, estavam passando por transformações genéticas devido ao acidente na câmara de Transmutação, no laboratório de Janderson, a máquina aonde se esconderam jorrou um liquido sobre eles, era o composto químico que Janderson usara para alterar o DNA de quem tivesse contato com o liquido. O sofrimento da transformação era terrível, Dennis, Anna e os outros passavam pelo mesmo, eles sentiam fortes dores, rolavam pela cama e chegavam a gemer, mas nada disso fazia com que eles acordassem. No quarto de Anna uma leve nuvem de vapor saia da cama dela e seu corpo soavam muito, neste mesmo momento no quarto de Dennis, ele se contorcia de dor, até que, em um momento ele parou e seus olhos se abriram, que normalmente eram castanhos estava explodindo em um tom vermelho e suas pupilas contraíram-se. Em quanto isso, quando Pedro e Alice dormiam, dores e gemidos tomavam conta deles, mas nada disso fazia com que eles saíssem do sono, com Carolina o caso era diferente, ela dormia tranquilamente, mas de repente o copo d’água que estava do lado dela – Carolina sempre sentia sede a noite – A água que estava no copo começou a flutuar, como se não houvesse gravidade e a água que estava nos encanamentos, que cercavam o quarto dela, se movia com velocidade e vazava dos canos deixando as paredes com manchas de umidade, Pedro e Alice gemiam de dores de repente garras enormes cresceram nos dedos de Alice, que rasgava sem querer seus cobertores, os esporos na pele de Pedro se abriram de um jeito estranho e então vários espinhos brancos cresceram em todo o seu corpo. Em quanto isso Anna não fazia a menor ideia do perigo que estava passando, pelo menos que ia passar Dennis se levantou devagar de sua cama depois se virou rapidamente para a janela assustado com os trovões, pois sua audição estava muito aguçada. E naquela escuridão da casa, só os flashes de luz dos relâmpagos iluminavam os corredores e o barulho dos trovões fazia as paredes da casa toda estremecer. No quarto de Anna, um relâmpago flagrou Dennis no meio da escuridão, ao lado de sua prima. Dennis curvou sobre os joelhos, arreganhando a boca e de repente seus dentes caninos cresceram e dava um rugido meio roco. Assim que Dennis estava á alguns centímetros perto do pescoço de Anna, um brilho laranja, meio avermelhado acompanhado de um imenso calor saiu do corpo dela, os olhos de Dennis se irritaram, imediatamente de ante da luz que fluía do corpo de Anna. E então Dennis deu um grito desumano, pois as mãos na frente do rosto e saltou sobre a cama de sua prima.

                8.Os Primeiros Sintomas.

Música indicada para a leitura
http://www.youtube.com/watch?v=IiCkmVHscGg

Como todas as manhãs, da semana, até mesmo nos feriados, o despertador de Carolina lhe acordou as 06h30min da manhã e assim que ela abriu os olhos se espantou ao perceber que seu reflexo estava no teto de seu quarto. Ela ficou pasma ao ver aquele estranho espelho sobre a sua cama, e então Carolina se levantou de sua cama bem devagar, para ter certeza do que ela estava vendo no teto era mesmo real, mas antes que Carolina colocasse o pé no chão uma gota d’água caiu em seu rosto, neste momento Carolina percebeu que aquele espelho misterioso tinha se formado por água, que de algum jeito havia se acumulado no teto do quarto. Quando ela pôs o pé no chão de repente o espelho se desmanchou em ondas tremulas, com medo de que aquela água toda caísse sobre ela, voltou o pé de volta na cama, ela então pensou, que se talvez ela corresse bem rápido pra fora do quarto ela poderia sair sem se molhar, mas não deu nem tempo de se alevantar assim que ela colocou o pé de volta no chão o espelho se desfez em milhares de gotas inundando todo o seu quarto e deixando Carolina toda ensopada. Em outro quarto na casa da frente, Acordou esticando os braços e bocejando, quando logo depois percebeu que todos os seus cobertores estavam agressivamente rasgados. Alice ficou pasma, Depois ela olhou para seus dedos e se espantou ao ver as enormes garras ao invés de lindas unhas delicadas e pintadas de esmalte rosa com glitter. Alice perdeu completamente a preocupação nos cobertores rasgados e começou a gritar:
- O que aconteceu com a minha manicure? – Depois do grito as unhas encolheram e voltaram ao normal. – Ah, assim é melhor. Desde que suas unhas estejam perfeitas, Alice, não se importou em saber o que ouve com os seus cobertores. Depois do pânico ocorrido Alice perdeu o interesse em tudo depois de ouvir sua barriga roncar, nesse momento Alice pulou da cama, correu para a cozinha e abriu a geladeira e furiosamente começou a revirar a geladeira a procura de algo para comer até que sentiu o cheiro do frango numa bandeja coberto por papel alumínio, ela pegou a bandeja e com as próprias mãos começou a comer o frango, o pai da Alice que havia acabado de chegar da padaria com uma sacola cheia de pães para o café da manhã se assustou a ver a sua filha sentada no chão, de frente para geladeira desesperadamente comendo frango. Ele nem a reconheceu direito, pois Alice nunca havia feito aquilo, mas por outro lado pensou que ela apenas tinha acordado com muita fome. O pai de Alice ainda assustado perguntou:
- Alice, está com fome? Eu já trouce os pães. – Mas Alice não respondeu, ele então chegou um pouco mais perto e perguntou outra vez.
- Prefere frango? – Alice não estava dando nem pouco de atenção. Até o pai da Alice chegou bem, mas perto dela e pôs a mão no ombro dela e perguntou:
- Alice, está me ouvindo? – Mas quando ele pôs a mão no ombro dela, levou um susto muito maior, Alice se virou e deu um grito enfurecidamente, mas não um grito de uma garota raivosa, um grito de um animal selvagem, quase como um rugido. Depois de gritar (ou rugir) Alice voltou a comer. Outra que estava gritando, mas não por mutação e sim por natureza era Tereza, a mãe de João e Anna, que estava acordando Dennis e os outros dois. Mas Anna acordou alegremente ouvindo o canto dos pássaros, quando ela se levantou, Anna percebeu sua cama estava úmida, devido ao calor que sentiu na noite passada, Anna encharcou os seus cobertores de suor. Sem se lembrar de tudo que sentiu, Anna pensou: “Ou eu fiz xixi na cama ou suei feito um porco”, Anna desejou muito que aquilo fosse suor, pois só em imaginar que se enrolou em cobertores molhados de urina lhe dava muito nojo. Antes que ela fosse cheirar os lençóis Anna ficou toda arrepiada de medo quando sentiu uma respiração em seu cabelo, como se alguém estivesse bem atrás dela, Anna era do tipo que se assustava fácil, mas não era medrosa. E então se virou imediatamente para saber que estava atrás dela, mas quando olhou não havia ninguém foi ai que ela ficou apavorada, ficou mais ainda quando voltou a sentir a respiração, mas não só sentiu ela ouviu foi quando olhou para cima e então ela ficou assustada, apavorada, amedrontada, arrepiada e traumatizada quando viu seu primo Dennis pendorado no teto de cabeça para baixo dormindo, sua pele branca parecia morto. Anna cochichou: “Dennis?” E de repente ele abriu os olhos vermelhos como sangue. Fazendo com que Anna gritasse de susto que é o que ela estava se segurando para não fazer a muito tempo. Dennis então depois de acordado deu um salto-mortal ficando de pé.
- Como conseguiu... Como você foi parar no teto? – Anna tão assustada nem sabia como perguntar. – E por que você tá tão pálido?
- Anna está um belo dia. Vamos tomar café? Estou faminto. – Respondeu, parecendo ignorar as perguntas de sua prima. Na verdade Dennis não estava acordado, ali não era ele mesmo falando com sua prima. Acontece que na noite passada quando seu DNA foi completamente transformado, Dennis se levantou no meio da noite, mas não estava sonambulo, era os seus extintos de um morcego que havia lhe dominado e estava à procura de sua primeira presa. Quando Anna, João e Dennis estavam a caminho – Ainda de pijama. - da cozinha Tereza estava lá em baixo na escada com um sorriso enorme no rosto e disse:
- Oh o meu queridinho, Acabou de acordar! Dormiu bem? – Dennis que era o primeiro que estava descendo a escada pensou que fosse com ele e também pensou que talvez ela já houvesse se acostumado com a presença dele.
- O que? Quer dizer... É eu dormi bem!
- Cala boca moleque, não falei com você, foi com o meu bebê! - Ela abriu os braços para abraçar João. Que disse:
- Mãe eu não sou mais um bebê! E Não acredito que você ainda tá falando com ele assim depois da nossa conversa ontem!
- Ah João! Vamos tomar café e deixar essa besteira de lado. - Dennis intendeu que ela se referia a ele com a palavra besteira, mas não ligo e João também não queria começar outra discussão no começo do dia. Todos foram para a mesa e assistiam a um Telejornal que começava na televisão que havia na cozinha. A jornalista falava sobre o clima: “Mas que chuva foi aquela que caiu ontem hein? Se preparem, pois aquilo é pouco comparado com que tem previsto para Fortaleza, segundo aos meteorologistas parece que a cidade vai receber a chuva do século! Enormes nuvens carregadas vindas do norte do país estão se dirigindo em direção a todo o estado do Ceará. Então se preparem porque o clima vai fechar!” Tereza ficou revoltada.
- Arre égua! Eu tava doida pra pegar um bronze na praia, mas não vô poder ir porque vou ter que ficar em casa cobrindo os móveis com plástico e colocando baldes embaixo das goteiras! É só esse menino vir pra cá que essas coisas acontecem. – João olhando pra a xicara de café resmungou:
- Mãe!
- Tá bom já parei! – Tereza pegou a caixa de cereal e levou para Ana. – Aqui filha quer mais um pouquinho? – Mas quando tocou o ombro de Anna percebeu que a pele dela estava muito quente.
- Garota você tá queimando! Você tá bem?
- Estou.
- Meu Deus! Mas você está ardendo em febre. – Tereza colocou a mão sobre a testa, pescoço e nas orelhas de Anna.
- Mãe eu estou ótima, não estou com febre. – João percebeu que Dennis não estava comendo seu cereal. Ele estava de olhos fechado apoiando a cabeça.
- E você Dennis tá tudo bem? – Perguntou João.
- Estou. – Respondeu Dennis com uma voz bem baixa.
- Não é o que parece. Esta com dor de cabeça?
- Um pouco... É impressão minha ou o sol está muito forte?
- Não, está normal.
- Está queimando os meus olhos! – Tereza tossiu dizendo: “Que frescura!”
- Mãe eu estou me sentindo muito bem não estou com febre. – disse Anna.
- Tá com febre sim! Já sei, vou prepara um banho bem gelado pra você.
- Mas mãe, tá de manhã e tá fazendo frio, E eu não estou com febre! – Depois do café da manhã e do banho frio Anna desceu até a lanchonete, pois Alice aparecera para conversar com ela, junto com Carolina e Pedro. Anna abriu o portão e sentou-se junto com os amigos numa mesa, enquanto a lanchonete não estava aberta.
- Oi! Porque vocês vinheram tão cedo? – Alice respondeu:
- Eu vim aqui pra falar com você. Já esses dois ai eu não sei. Vai ver, eles não devem ter mais o que fazer vinheram pra encher o saco! – Carolina que estava trazendo uma mochila, jogou-a em cima da mesa e murmurou:
- Estou aqui para conversar sobre os fatos que ocorreram na noite passada! E também sobre... – Alice a interrompeu dizendo:
- Bom eu não vim pra falar sobre isso mais já que cheguei primeiro eu decido sobre o que vamos conversar! Muito bem, hoje de manhã aconteceu uma coisa muito estranha comigo eu gritei com o meu pai. – Anna falou:
- Alice, não é nada estranho nós discutirmos com os nossos pais. Principalmente nessa faze da adolescência.
- É eu sei, mas eu não estava discutindo com ele eu, soltei um grito estranho pra ele porque ele me interrompeu enquanto eu comia. – Pedro comentou:
- Ah isso acontece comigo sempre! Na hora que estou comendo alguma coisa bem gostosa ai alguém aparece e me interrompe. Ah isso me dá tanta raiva!
- Enfim eu... Eu não sei o que tinha na minha cabeça, eu apenas estava com muita fome hoje de manhã e devorei o resto do frango frito, do jantar de ontem na geladeira, nem sei por que fiz aquilo eu, joguei fora dois meses de ginástica!
- Então... – Analisou Anna. – Você teve um ataque de fome?
- Ai, mas não foi só isso. – Continuou Alice. – Assim que eu havia acabado de acordar os meus lençóis estavam todos rasgados sabe? Tipo, só os farrapos? E então eu olhei para as minhas mãos e... Eu podia jurar ter visto garras enormes e feias! Ai foi horrível. – Carolina perguntou:
- Você disse que viu garras em suas mãos e onde elas estão? Você cortou. Alice respondeu:
- É claro que não! Eu ordenei que elas voltassem ao normal. Eu sou Alice minha filha eu não ando com feiura! – Anna perguntou:
- E você Caroline, o que te aconteceu?
- Bom, eu havia acabado de me acordar e eu simplesmente vi no meu teto algo que parecia ser um espelho.
- Um espelho?
- É eu pensei que estava sonhando, mas não estava. Quando tentei sair da cama o espelho começou a se tremer fazendo ondulações, foi ai que eu descobri que o espelho era feito de água. Eu sei que pode parecer loucura! Mas de algum jeito havia água no meu teto, com se não houvesse mais gravidade e por mais louco que pareça eu acho que sentia a água, como se a água só se movesse a cada sentimento meu.
- Você não estava tendo uma alucinação? – Perguntou Anna.
- Claro que não! Eu sei bem o que eu vi. - Pedro perguntou curioso:
- E o que aconteceu? Como você realmente teve certeza que era água no seu teto?
- Bom, eu tentei sair do meu quarto para... Ter mostrar para os meus pais, antes que aquela água todo caísse sobre min. Mas quando eu tentei sair da cama a água derramou toda sobre min.
- E você mostrou pro seus pais?
- Não. Eu disse que as goteiras molharam o meu quarto, ontem à noite, enquanto eu dormia. – Anna voltou a perguntar:
- E você Pedro que coisa estranha aconteceu com você?
- Ah, saca só. – Ele apontou para o cabelo que estava todo espetado. – E podem acreditar isso aqui não é gel! – Ninguém se entenreço no que ele disse então Carolina falou:
- Bom pessoal, uma grande coincidência aconteceu. Todos vieram aqui para falar sobre o mesmo assunto: algo de anormal que aconteceu conosco nesta. Mas e você Anna, oque aconteceu com você?
- Hmmm outra coisa além de eu estar supostamente febril, nada.
- Tem certeza? Cadê o Dennis? – De repente o olhar de Anna ficou com uma aparência preocupada e sussurrou:
- Bem, era sobre ele que eu falar.
- Por quê? – sussurrou Carolina.
- Porque ele é a coisa estranha que me aconteceu hoje. Acho que agora sei o que a Priscilla quis dizer com “um de vocês é uma ameaça a todos que o cercam!”.
- Como assim?
- É que hoje de manhã ele acordou com um comportamento muito esquisito.
- Quem tá com um comportamento esquisito? – Todos se assustaram quando Dennis havia feito essa pergunta. Pois ele estava bem próximo da mesa, porém ninguém notou que ele estava lá. Anna gaguejou bem nervosa.
- Você... Faz que, que você tá ai?
- Ainda não responderam a minha pergunta? – A pergunta de Dennis suou bem arrogante mais ele estava com o seu sorriso sarcástico no rosto.
- Ahn, nos estávamos falando sobre o comportamento estranho Janderson, não é pessoal?
Os outros concordaram.
- É e também sobre o que aconteceu ontem à noite na casa dele. – Falou Carolina.
- Ok. Então vamos para um local mais seguro para falar sobre esse assunto. – E então todos foram para o quarto de Anna. Chegando lá comentaram com Dennis sobre os estranhos acontecimentos.
- Então pessoal vocês viram o Janderson por ai? – Perguntou Dennis.
- Dennis, precisamos conversar sobre outro assunto muito sério com você. – disse Anna.
- Sobre o que?
- Hoje de manhã, sintomas e fenômenos diferentes aconteceram com agente. – respondeu Carolina.
- Que tipo de Sintomas? – E então Anna, Carolina, Alice e Pedro contaram suas histórias. Dennis disse:
- E então porque hoje de manhã nada de estranho aconteceu comigo?
- Tá legal, não pode ter acontecido algo de estranho com você. – Falou Anna. - Mas você está agindo de uma forma bem esquisita. - Dennis soltou uma risada bem sonolenta.
- Como assim Anna? Eu estou supernormal.
- Dennis hoje de manhã você acordou de cabeça para baixo, no teto do meu quarto! Sua pele está pálida e você está todo sensível a luz do sol.
- Não estou sensível à luz do Sol. – Anna suspirou, foi em direção a sua cômoda, abriu a gaveta, tirou uma lanterna e acendeu a luz bem na cara de Dennis. Todos se espantaram com o que viram Dennis se esquivou fazendo um ruído com a garganta, como se Anna tivesse jogado alguma coisa ardente no rosto de Dennis. Achando que seu rosto estava em chamas Dennis se olhou num espelho e viu olhos vermelhos como sangue, seus dentes canino estavam enormes e lentamente começaram a encolher, foi quando, ele voltou a si. Ana percebeu que Dennis estava agora, mais assustado do que todos os outros.
- Dennis você esta bem? – Dennis olhou confuso em volta e perguntou:
- Porque estamos todos aqui no seu quarto? – Todos começaram a olhar preocupados para o rosto de Dennis.
- O que esta acontecendo comigo? – Dennis voltou a se olhar no espelho e voltou a perguntar dessa vez desesperado. – O que esta acontecendo comigo?
- Está tudo bem Dennis. – Disse Anna tentando acalma-lo. – Vai ficar tudo bem.

   9. O Que Está Acontecendo Com Dennis?

Música indicada para a leitura
http://www.youtube.com/watch?v=9UpOV-qfyBM

Se um gene de um animal fosse implantado do DNA de uma pessoa, seria provável que essa pessoa começasse a ter hábitos e características desse animal. Era o que estava acontecendo com Dennis e alguns dos seusamigos. Dennis estava no seu quarto. – emprestado por João. – Ana entrou no quarto, e percebeu que o lugar estava escuro, com as curtinhas fechadas e as luzes apagadas. Ana também percebeu que Dennis estava na cama, mas não estava descansando, estava sentado numa posição rígida, assustado, tampando os ouvidos.
- Dennis tá tudo bem com você? – perguntou Anna.
- Shhhhh. – sussurrou Dennis inquieto. – Fale mais baixo, fale mais baixo!
- Mas eu estou... Mas eu estou falando baixo! O que você tem?
- Eu não sei, mas está piorando a cada hora.
- O que você está sentindo?
- Toda vez que eu olho para a luz do sol meus olhos, começam a arder e eu... Consigo escutar tudo.
- Como assim o que você consegue escutar?
- Simplesmente tudo. Você e os outros conversando ai no corredor, a sua mãe lá em baixo, as crianças brincando na tudo! Até os seus batimentos cardíacos.
- Consegue ouvir os meus pensamentos Também? – Ana tentou fazer Dennis sorri, mas não deu certo. – Desculpe... Ahn Dennis?
- Oque?
- O que houve com você hoje de manhã?
- Anna eu não me lembro de nada que aconteceu comigo hoje de manhã, nem mesmo como eu acordei ou que eu comi no café da manhã. Só me lembro de você com a lanterna na minha cara e os outros olhando assustados para min.
- Tá mais por acaso você lembra se fez alguma coisa ontem de madrugada?
- Não. Por quê?
- Por nada. Só pra saber. – Anna retirou do quarto e fechou a porta, com muito cuidado para não fazer barulho.
- Como é que ele está? – Perguntou Carolina preocupada.
- Está piorando. – Sussurrou Anna.
- O que ele tem? – Sussurrou Alice.
- Ele não pode ver a luz do sol e a audição dele está muito apurada.
- Anna você vil a cor dos olhos dele? – perguntou Carolina.
- Sim. Estavam vermelhos e a pele tá mais branca do que o normal. – Paulo perguntou:
- Porque estamos sussurrando?
- Porque qualquer som machuca os ouvidos dele, até se uma formiga der grito, ele consegue ouvir.
- Anna? – disse Carolina. – Você acha que o seu primo pode está se transformando em um... – Alice a interrompeu gritando:
- UM VAMPIRO! – todos fizeram “shhhhhhh”
- Alice fale baixo! – disse Anna.
- Desculpe mais em toda minha vida eu sempre me imaginei conhecendo um vampiro de verdade!
- Vampiros não existem aqui sua boa, estamos no nordeste, aqui existe mesmo é lobisomem! – disse Pedro
- Ah, bando de cabeça de minhocas! – murmurou Carolina. – Não existem vampiros e lobisomens e Dennis não esta se transformando em um vampiro ele esta virando algum tipo de meio humano e meio morcego. Sei lá. – Alice falou:
- Hello? E os vampiros são meio humanos e meio oque? Dã!
- Anna eu não sei oque está acontecendo com Dennis e com agente. – Carolina tirou da mochila uma caixinha de cotonete e cinco saquinhos plásticos. – Mas eu posso saber se conseguir uma amostra de DNA. – Pedro perguntou:
- Você sempre anda com isso na sua mochila?
- Nunca se sabe quando você vai precisar de uma amostra de DNA. – Como eu já disse antes Carolina é uma garota muito inteligente para a idade. Carolina com os cotonete pegou um pouco de saliva de cada um, depois os colou em saquinhos e os etiquetou com os nomes de Anna, Pedro e Alice.
- Agora falta o Dennis. – Disse Carolina.
- Quer que eu te leve até ele? – Perguntou Anna.
- Claro que não! Quer dizer é o Dennis ele não vai me fazer mal.
- Tudo bem, mas faça licencio – Disse Ana. Quando Carolina entrou no quarto Dennis estava fora de si. Estava agora numa posição mais relaxada na cama, com as pernas cruzadas e o seu sorriso sarcástico no rosto.
- Carolina você veio me ver! – Disse Dennis com a voz sonolenta.
- Anna me disse que, que você estava péssimo. – falou Carolina confusa.
- Estava mais agora não estou mais sabe por quê?
- N-não sei.
- Por que você está aqui. – Carolina ainda não havia contado a ninguém, mas ela era apaixona por Dennis. Então começou a rir desnecessariamente e logo depois percebeu o seu comportamento anormal e então parou, sentou se na cama e disse:
- Eu vim pra, pra pegar uma amostrar de DNA. – Dizia Carolina nervosa enquanto pegava um cotonete. – Pode abri a boca? – Carolina passou o cotonete, envolta dos lábios de Dennis, e se assustou vil que os caninos estavam crescendo.
- Está com medo? – Disse Dennis sorrindo.
- Não.
- Devia ter. – Com a expressão perversa.
- Não vai me machucar. – Disse Carolina confiante.
- Será mesmo. – Depois que Carolina vil o tamanho, que os dentes caninos na boca de Dennis estavam, correu imediatamente para a porta, mas num piscar de olhos Dennis estava em cima de Carolina deitados no chão. Carolina começou a gritar, Dennis arreganhou a boca fazendo aquele mesmo ruído com a garganta. Quando Anna ouviu os gritos de Carolina abriu a porta do quarto imediatamente e vil Dennis em cima de Carolina segurando os pulsos dela no chão. Anna gritou:
- Dennis, largue ela! – Mas assim que a luz invadiu o quarto, rápido como uma flecha Dennis saiu de cima de Carolina e se escondeu. Carolina se levantou atordoada e correu para fora do quarto.
- A mutação dele é mais instável do que pensei. – Disse Carolina.
- Me desculpe. – Disse Anna. – Não devia ter deixado você entrar lá sozinha.
- Tá tudo bem eu consegui a amostra de DNA dele. Ana, seu primo precisa que você cuide dele, deixe a porta trancada quando anoitecer. – Pedro disse:
- Depois dessa não sabemos mais o que ele é capaz de fazer.
- Mas Carolina. – Disse Anna. – Meu turno na lanchonete começa ao meio-dia e acaba às sete da noite Não posso trabalhar na lanchonete e ficar tomando conta dele.
- Tudo bem Anna. – Disse Pedro. – Eu e Alice vamos tomar conta dele, por você eu faço tudo!
- O que? – Gritou Alice. – E porque eu faria isso?
- Porque você é a minha melhor amiga! – Disse Anna sorrindo.
- Ainda bem que o Dennis é bonito.
Carolina ódio o que Alice disse sobre o Dennis. E assim, Anna foi trabalhar na lanchonete, Pedro e Alice ficaram na sala vendo televisão brigando pelo controle-remoto, discutindo e xingando um ao outro, e Carolina se infiltrou em um colégio militar, no qual seu irmão mais velho estudava, para usar o laboratório e analisar as amostras de DNA coletadas de seus amigos.

               10. O Dispositivo R.N.G.

Música indicada para a leitura

Já era 6:40 PM quando Carolina havia chegado na lanchonete, foi até Anna bem empolgada e sorridente e lhe disse:
- Oi Anna, Eu preciso que você me leve até o Dennis! – Anna lhe olhou confusa.
- Carolina? Nem pensar! Isso é muito perigoso, ainda mias agora que está anoitecendo. Ele pode fugir. E eu estou muito ocupada, o meu turno só acaba daqui a 20 minutos.
- Eu sei, mas eu preciso que você veja o que eu trouce aqui!- Disse Carolina saltitando.
- Carolina que alegria é essa?
- Por favor, Anna eu finalmente consegui uma coisa que pode solucionar o problema do Dennis e com o nosso. Seja lá o que esteja acontecendo com agente. – E então Anna foi até sua mãe e lhe explicou que precisava largar o turno mais cedo, porque precisava muito resolver um assunto com os amigos. É claro que qualquer mãe não deixaria sua filha largar suas obrigações tão facilmente, mas a mãe de Anna era diferente, ela tinha adoração pela sua filha. Assim que ela ouviu Anna dizer: “Mamãe posso sair da lanchonete mais sedo?” Ela já havia deixado, sem nem quere ouvir explicações.
- Dennis? – Chamava Anna batendo na porta do quarto. - Pode vir aqui, por favor? – Dennis abriu a porta e sua aparência estava péssima, pálido, com manchas envoltas dos olhos que lembravam hematomas ou olheiras.
- Você tá bem?
- Não estou muito melhor – Respondeu Dennis numa voz fraca. Logo apareceram Pedro e Alice, fazendo um sorriso para esconder as caras de culpados.
- Onde vocês estavam? – Perguntou Carolina.
- Anna minha querida. – Disse Pedro. – Agente estava...
- Vocês fizeram o que prometeram fazer? – Perguntou Anna friamente.
- Ah nos fizemos. – Respondeu Alice.
- Fizemos? – cochichou Pedro.
- Vocês ficarão aqui olhando o Dennis? – Anna Voltou a perguntar.
- Bom agente tentou. – Respondeu Alice. – Só que teve um problema.
- E o que foi?
- É que a porta estava fechada e não dava pra enxergar ele pela fechadura da porta.
- Faz sentido. – Comentou Dennis.
- É foi isso, foi isso mesmo, que... Que aconteceu! – Disse Pedro.
- Ai vocês foram ver televisão? – Disse Anna olhando para o controle-remoto na mão de Alice.
- Foi. – Falou Alice com a maior tranquilidade.
- Eu não acredito! Vocês fazem ideia do que poderia ter acontecido?
- Eu sei agente poderia ter perdido o programa. Que foi demais hoje! Não foi Pedro.
- Não! – Continuo Anna. – Vocês fazem ideia de que horas são? Já esta escurecendo, o Dennis poderia ter saído e ter machucado alguém lá embaixo na lanchonete.
- Ah, qual é Anna? Você sabe que eu não machucaria nem uma mosca.
- Dennis!
- Foi mau.
- Bem pessoal. – Disse Carolina. – Tenho uma coisa pra dizer a vocês. Todos já sabem muito bem que coisas estranhas aconteceram conosco hoje de manhã, coisas estranhas e diferentes aconteceram com cada um de nós e principalmente com Dennis que apresenta estranhos sintomas e comportamentos, mas a verdade é que ele não está doente, nenhum de nós está. Não a febre-alta, ataque de fome, alucinações com água, transtorno de personalidade e muito menos gel de cabelo. Invadi o colégio em que o meu irmão estuda e usei o laboratório secretamente para analisar as amostras de saliva que coletei da gente e...
- Espera um pouco ai. – Interrompeu Dennis. – Você disse que invadiu o colégio do seu irmão?
- É foi para usar o laboratório de lá, é o único lugar em que eu conheça que eu poderia examinar as amostras.
- Você é sem dúvida uma excelente espiã!
- Ah, obrigada. – Carolina começou a soltar sua risada frouxa.
- E... Essa dai, andou usando produto químico nesse laboratório. – Disse Paulo.
- Ah, voltando ao assunto. – Carolina voltou à postura séria. – Eu examinei as amostras de saliva, e os resultados foram bem espantosos, e para ter certeza os enviei, para um laboratório de análise clínica.
- Mas o que deu nos resultados dos exames que você fez? – Perguntou Anna.
- Os resultados mostravam que nos estávamos supostamente... Geneticamente modificados. – Todos se assustaram com o que Carolina tinha dito.
- Quer dizer que estamos virando, tipo assim, em mutantes? – Disse Paulo
- Mas como? – Perguntou Anna.
- Não sei. – Respondeu Carolina
- Pelo menos agora eu sei que o que esta acontecendo comigo - Comentou Dennis. - É uma modificação genética e não mais “sintomas” da minha puberdade.
- Adoro garotos em fase de puberdade. – Cochichou Carolina.
- O que você disse? – Perguntou Dennis.
- Ahn eu disse que tenho uma novidade.
- Outra? – Perguntou Alice.
- Eu trabalhei o dia inteiro em uma invenção minha. – Dizia Carolina enquanto tirava de sua mochila algo que parecia um relógio, mas era enorme. – Eu chamo isso de dispositivo R.N.G. (Relógio Neutralizador de Gene) faz com que com que a nossa mutação fique neutralizada e que seja possível controla-la.
- Quer dizer que pode curar o Dennis e a todos nós. – Perguntou Anna.
- Infelizmente não Anna, apenas esconde os sintomas.
- E Dennis eu gostaria muito testar o dispositivo em você.
- Ah seria uma honra. – Dennis estendeu o braço e Carolina pôs o relógio em seu pulso, Dennis percebeu que embaixo do relógio havia três pequenas agulhas, que lhe machucou um pouco.
- Pra que serve essas agulhas?
- Para o dispositivo funcionar ele precisa ter contato com o seu organismo. – Carolina abriu a parte do relógio que mostra as horas e começou a apertar, minúsculos botõezinhos que havia lá. Dennis de repente começou a sentir o corpo formigar e todos ficaram olhando atenciosos para ele. Até que Dennis falou:
- Carolina me desculpe, mas não funcionou. – Todos ficaram com a expressão triste.
- Ah, tudo bem talvez só precise de alguns ajustes.
- Carolina. – Perguntou Paulo. – O que você intende de mecânica?
- Eu intendo de muitas coisas na qual você não intende. – Respondeu Carolina cheia de orgulho.
- Alguém intendeu o que ela disse?
- Era disso que eu estava falando.
- Anna? – Perguntou Dennis. – A lanchonete fechou mais sedo hoje?
- Não por quê?
- É de repente começou a fazer um silêncio.
- É por que não estamos fazendo barulho... Espera um pouco ai. Você disse que esta fazendo silêncio?
- É.
- Dennis o seu rosto! – E então as manchas que lembravam hematomas no rosto de Dennis começaram a sumir, a postura dele começou a ficar mais ereta, o olhos dele que eram vermelhos começaram a ficar castanhos de novo, mas não como o castanho que era realmente, mas num castanho dourado, cor de mel e aquela expressão horrível no rosto dele começou a sumir.
- O meu aparelho... Funciona! – Disse Carolina gaguejando de tanta felicidade.
- Dennis! – Anna deu abraço apertado em Dennis. – Graças a Deus o aparelho da Carolina funciona.
- Mas e agora Carolina, eu vou ter que ficar andando pra cima e pra baixo com essa coisa enorme no meu pulso.
- É só um protótipo, eu ainda estou criando um modelo menor.
- Ah, do que eu estou reclamando? Muito obrigado Carolina, mesmo.
- Ah de nada, é pra isso que servem os amigos.
- É, mas se não fosse por você eu não sei o que seria de min. – E então Carolina foi surpreendida por um abraço de Dennis. Alice suspirou:
- Ai, que lindo! – Mas Anna lhe uma cotovelada e murmurou:
- Cala a boca! – Depois que Dennis a soltou, Carolina ficou meio sem jeito e começou a sorrir como se tivesse feito algo humilhante na frente dos amigos.
- Muito bem pessoal agora eu preciso ir pra casa explicar para os meus pais onde eu estive o dia inteiro. – Carolina desmaiou.
- Ei. – Disse Pedrinho. – Por que a Anna não desmaia quando eu abraço ela?

           11. O Exame Prático no Matagal


- Pessoal eu sei que, já esta ficando tarde e vocês precisam ir para casa, mas o que esta acontecendo com agente é muito sério e temos que conversar sobre isso. – Dizia Dennis em uma reunião de ultima hora, na sala de estar na casa da Anna. – Mas Carolina se você não estiver se sentindo bem, você pode ir tá?
- Não. Eu estou ótima. – Respondeu Carolina sorridente.
Vocês já pararam para se perguntar, por que essas coisas que estão acontecendo com agente só depois do que nos fizemos na noite passada?
- Não Dennis. – Disse Pedro. – Essas coisas começaram a acontecer com agente hoje de manhã não na noite passada. – Dennis revirou os olhos e perguntou:
- Alguém aqui se lembra do que fizemos na noite passada, quando invadimos a casa do Janderson.
- Eu não. – Respondeu Alice. - É só um borrão na minha cabeça.
- Agora que você nos perguntou Dennis eu esqueci. – Respondeu Carolina.
- Caramba, eu também não! – Falou Anna chocada. – Tudo que eu lembro, é o Dennis me acordando e eu deitada numa maca e antes de disso agente entrando no laboratório. O que aconteceu com agente depois eu não lembro.
- Essa é questão, o que aconteceu com agente depois que entramos no laboratório?
- É, mas essa não é a única questão, Dennis. – Disse Anna. - Como o Janderson, um garoto daquela idade, conseguiu um laboratório secreto? – Pedrinho continuou.
- E todas aquelas aeronaves? - Carolina perguntou:
- E então Alice será que você pode falar para nós, se você faz ideia de que como o Janderson conseguiu aquele laboratório e o que ele pode está aprontando?
- E eu tenho cara de que sei alguma coisa da vida daquele infeliz, minha filha? – Carolina suspirou:
- Você sabe ao menos como é que o seu primo arranjo aquele laboratório secreto?
- Bom, o pai do Janderson ele trabalha numa clinica, ele é algum tipo de médico e a mãe dele é uma metrologista .
- Você quis dizer, uma meteorologista?
- É isso mesmo. - Anna falou:
- Isso explica todos aqueles equipamentos. Mas pessoal francamente, um laboratório daqueles não é o tipo de presente que um pai da para um filho.
- Anna, eu acho que os pais do Janderson nem fazem ideia que aquele laboratório existe. – Disse Carolina.
- Anna você conhece algum lugar aqui nesse bairro, que ninguém ande por lá? – Perguntou Dennis.
- Não. Por quê?
- Precisamos de um lugar com privacidade que não seja aqui e nem na casa de ninguém.
- Pra quê? – Perguntou Alice.
- É óbvio que o Janderson fez alguma experiência com agente, então precisamos nos descobri sabe? Descobrir do que somos capazes.
- Um exame prático. É uma ótima ideia – Concluiu Carolina.
- Agente podia usar o campo de areia. – Disse Pedrinho.
- Pedro? – Falou Alice. – Acorda. Lá é muito movimentado.
- Bom tem um lugar... – Disse Anna. - Não esqueçam, deixa pra lá.
- Fala. – Insistiu Dennis.
- No final da Rua Larga, tem um morro e lá embaixo, desse morro tem um matagal. Aposto que ninguém anda, por lá.
- É ninguém anda por lá. – Dizia Alice. – Só os traficantes, os usuários de drogas e os estupradores esperando por uma vítima.
- Era o que eu ia dizer.
- Bom, mas eu tenho certeza que todos esses traficantes, usuários de drogas e estupradores não andam por lá durante o dia não é? – Perguntou Dennis.
- É eu acho que sim. – Disse Pedro.
- E então está combinado vamos todos amanhã, no morro no final da Rua Larga, bem cedo de manhã.
- O que? – Gritou Alice. – Dennis. Nem pensar acordar cedo me da olheira.
- Então durma cedo.
- Nem pensar.
- Vai sim senhora! – Disse Anna. – Se quiser que a sua crise de fome não volte. – E então, como combinaram, todos foram a Rua Larga, e desceram o morro indo em direção ao matagal, que a Anna mencionou, todos levaram mochilas, exceto Alice levou suas espadas, que conseguiu no laboratório de Janderson, presa nas costas formando um “x”.
- É foi difícil, mas conseguimos. – Disse Dennis exausto. Pedro havia pegado uma gripe e não parava de espirrar, o que estava deixando Alice bem irritada.
- Ai, para de espirrar catarrento!
- Se incomoda com a tua vida patricinha! – Gritou Pedro.
- Alice você disse que, ontem você acordou superfaminta e devorou o frango frito na sua geladeira e depois soltou um grito estranho para o seu pai?
- Ai, pirralha! Porque você tinha que me lembrar dessa história horrível hein? Na noite passada eu tive um pesadelo que eu devorava uma rosquinha e virava uma baleia.
- Você é contra distúrbios alimentares, eu já intendi! Mas será que você pode me falar em detalhes das coisas estranha que te aconteceu naquela manhã?
- Você quis dizer coisas perturbadoras que me aconteceram não é?
- É Alice!
- Tudo bem por onde eu começo? – E então Alice explicou a todos o que aconteceu desde as garras enormes em suas mãos até a hora de sua mudança de comportamento.
- Hmmm garras que entram e saem dos dedos, apetite por carne e som desumano emitido pela voz. – Analisou Carolina. – É faz sentido.
- O que faz sentido? – Perguntou Anna.
- No teste de DNA, que fiz da amostra de saliva da Alice, dizia que em seu material genético havia o DNA de um animal, pertencente à classe dos felinos, a pantera.
- Wuatis? Pantera. A-DO-RO! – Falou Alice toda orgulhosa.
- Carolina você tem certeza disso? – Perguntou Dennis.
- Na verdade não, por isso enviei as amostras para um laboratório profissional para serem examinadas por alguém com mais prática do que eu. Mas depois de ouvir todos os sintomas da Alice não tenho duvida que ela esteja se tornando uma mutante.
- Mutante essa palavra eu não gostei. – Murmurou Alice.
- Não importa Alice, agora você é uma mutante, assim como agente. – Disse Anna.
- Alice você pode mostrar as garras, por favor? – Pediu Carolina
- Nem pensar, minha manicure foi cara!
- Alice, por favor? – Insistiu Dennis
- Claro Dennis, por você eu faço tudo. – A cabeça da Carolina soltou vapor de tanta raiva. Alice olhou para os dedos com um olhara de pena, como se ela estivesse abandonando um filho, ela enrijeceu os dedos e as unhas começaram a esticar, se tornando garras pontiagudas. Alice olhou para as unhas e disse contente:
- Ei até que não são tão ruins assim. Agora eu nunca mais preciso corta-las, ou colocar unhas postiças... – Alice de repente parou de falar, pôs a mão na boca e gemeu.
- Ai! Mordi a língua. – Quando Alice tirou a mão da boca, todos se assustaram com o que viram. Seus dentes Caninos estavam enormes, como os de Dennis.
- Alice, os seus dentes! – Gritou Anna
- O que foi, tem alguma coisa presa neles?
- Não, eles estão enormes. – Respondeu Carolina, lhe oferecendo um espelho. Alice arrancou o espelho de suas mãos e ficou impressionada com o que vil, dentes felinos, enormes e pontiagudos.
- Olha Alice, - Disse Pedro. – Agora você não vai mais precisar das suas espadas, você tem garras.
- É Claro que eu ainda vou precisar das minhas espadas! Não quero estragar as minhas unhas lindas e maravilhosas de pantera na pele nojenta de alguém que agente encontrar por ai. – Carolina continuou:
- A pantera é um animal que é hibrido com várias outras espécies de felinos, entre elas o leopardo, isso significa que seu corpo é projetado para correr em grandes velocidades sem ao menos se cansar.
- Mas será que é mais veloz do que um vampiro? – Perguntou Dennis.
- Dennis você não é um vampiro. – Corrigiu Anna. - Você só tem genes de morcego. – Dennis e Alice ignoraram o que Anna disse.
- Isso tá me cheirando a desafio. – Disse Alice.
- Topa uma corrida? – Perguntou Dennis.
- Vamos ver se um morceguinho é mais rápido do que uma pantera! – E então Dennis desativou o R.N.G. e correu em alta velocidade junto com Alice, subindo o morro, deixando em seu lugar uma nuvem de poeira.
- E você Pedrinho? – Prosseguiu Carolina.
- Eu tô bem.
- Quais foram os seus sintomas, percebeu algo de estranho quando acordou?
- Não, nada. Mas já que nos estamos falando de coisas estranhas no nosso corpo. Ontem eu acordei com as roupas... Tipo assim, esburacadas.
- Com certeza, devem ter sido os espinhos.
- Os o que?
- Os exames mostram que você contem genes de Hysrix cristata no seu DNA.
- E que diabo é isso.
- É um animal com pelos, de pontas brancas, os pelos dele são tão duros quanto espinhos e ele pertencente a uma família de roedores chamada de Hystricidae, mas são mais conhecidos como porcos-espinho.
- O que, eu to virando um porco espinho!?
- É.
- Isso é ah-ah-ah-aaaaaatchin! – Espirrou Pedro, curvando a cabeça quando voltou à postura normal, não encontrou mais Anna e Carolina apenas espinhos brancos espalhados por todos os lados. Logo depois Anna e Carolina apareceram estavam escondidas de trás das árvores.
- O que vocês estavam fazendo ai? – Perguntou Pedro confuso.
- Paulo... Você... A-a-a sua pele. – Disse Anna assustada. Quando Pedro olhou para se mesmo viu em seu corpo uma enorme camada de espinhos, sobre o corpo, na parte das costas, de trás dos braços e das pernas, na cabeça e envolta do rosto que fazia lembrar uma juba. Dennis estava ultrapassando Alice, em sua corrida, de repente soltou seu animal interior e começou a correr de quatro que impressionou muito a Dennis, pois ela estava correndo mais veloz do que nunca, mas quando Dennis saiu das sombras das árvores e se deparou com a luz do sol, parou imediatamente e voltou para baixo das árvores, fazendo o seu ruindo monstruoso de morcego gigante.
- Eu ouvi um gritinho? – Perguntou Alice sarcástica.
- Eu vi alguém correr de quatro patas? – Perguntou Dennis.
- É eu corri. De quatro! Patas? – Alice imediatamente olhou para as mãos. – Minha manicure, não!
- Antes que agentes que agente vá embora, Carolina é a sua vez. – Dizia Anna enquanto tirava uma garrafinha d’água de sua mochila.
- O que é isso? – Perguntou Carolina confusa.
- É a sua vez descobrir os seus poderes.
- Não Anna, o meu DNA está intacto, não tem nem um animal dentro de min.
- Alguém que vê água flutuando em cima do próprio corpo não é uma pessoa normal.
- E com certeza não está com o DNA intacto. – Confirmou Pedro.
- Não pessoal, deixa que eu vou tentar isso em casa.
- Não pode tentar aqui? – Disse Anna enquanto tirava a tampa da garrafa.
- Tudo bem vou tentar, mas depois vai ser você Anna! – Anna ergueu a garrafa em direção à Carolina ela ergueu a sua mão em direção a garrafa, ela começou a enrijecer a mão e pôs bastante força, porém nada aconteceu.
- Não consigo! – Disse Carolina ofegando. – Acho que não tenho poder nenhum.
- Ah, qual é? Todo mundo tem um poder, porque você não teria? – Disse Pedro.
- Tenta mais uma vez. – Encorajou Anna. Carolina voltou a enrijecer, a mão, fezendo forma de garra e pôs bastante força chegando a gemer.
- Cuidado pra não soltar um pum hein! – Disse Pedro. E então Carolina fechou os olhos, respirou fundo e começou a entrar numa espécie de transi. A mão começou a ficar menos rjida e sair da forma de garra. Carolina abriu os olhos e de repente a água começou a sair da garrafa como uma serpente. Anna ficou tão impressionada que largou a garrafa, porém a garrafa ficou flutuando, com a água saindo dando giros e acrobacias nos ar. Dennis e Alice estavam voltando de sua corrida.
- Ai, Dennis você pode ser um gatinho, mas é um tremendo de um amarelão! – Alice começou a soltar sua gargalhada desafinada.
- Não sou Amarelão! Foi o Sol, que me incomodou, mas tudo bem espera só a noite chegar que vamos ver quem é que ganha essa corrida.
- Não quero acabar com a sua fantasia, mas sabe? Eu sou Alice meu bem, eu sou uma campeã em tudo que...
- SHHHH! – Fez Anna, mandando Alice e Dennis fazerem silêncio, pois Carolina estava muito concentrada, foi quando Alice e Dennis se depararam com o que Carolina estava fazendo, como se a água fosse marionete, Carolina manipulava a água com os movimentos da mão, mas quando ele viu Dennis, se desconcentrou e a água e garrafa despencaram do ar caindo no chão. Carolina ficou muito envergonhada pelo que fez. - Por ter se distraído quando vil Dennis. Mas todos ficaram impressionados e boquiabertos.
- Isso, isso foi impressionante! – Disse Anna fascinada.
- Como você fez isso pirralha? – Perguntou Alice.
- Incrível! – Disse Dennis.
- Você acha? – Disse Carolina sorrindo descontrolada.
- Se eu achei? Isso foi demais, o que você fez Carolina!
- Obrigada.
- Parece que você consegue fazer mover as coisas com a mente, não é? – Disse Anna, interrompendo a troca de olhares.
- Não acho que é só a água mesmo. – Carolina discordou.
- Mesmo assim foi incrível. – Disse Dennis.
- Você devia ter visto o Pedrinho. – Falou Carolina. - Ele conseguiu fazer espinhos na pele dele como um porco-espinho!
- É sério? – Perguntou Dennis.
- É mais porco-espinho é uma palavra bem humilhante, prefiro ser chamado de mutante mesmo. – Disse Pedro.
- Então Anna, você disse que ontem de manhã você acordou com febre. – Perguntou Carolina.
- Foi, mas na noite anterior, quando agente invadiu a casa do Janderson, eu estava ótima! Quer dizer... Eu me sinto ótima a minha pele é que esta quente.
- Anna. – Disse Pedro. – Eu não sou bombeiro, mas se você quiser eu posso apagar o seu fogo.
- Sai fora!
- Tá, mas quando você acordou você não percebeu nada de estranho? – Carolina voltou a perguntar.
- Fora o fato de encontrar o meu primo dormindo de cabeça para baixo, feito um vampiro. Não.
- Ok, mas eu estou perguntando: Você não teve nenhuma sensação estranha com o seu corpo?
- Bem, os lençóis da minha cama estavam molhados, acho que era de suor. Você tem certeza que não encontrou nada no meu DNA?
- Pelo o que eu vi nada Anna. Você acha que... Sei lá, de repente se você tentar se concentrar você não consegue fazer alguma coisa que nem eu?
- Eu não sei, vou tentar. – Anna começou, a fazer o mesmo que Carolina fez, ela fechou os olhos e as mãos, tentou se concentrar no que aconteceu depois que saiu da casa do Janderson, foi quando se lembrou da sensação da noite da mutação, a sensação de calor intenso, o sangue queimando sobre as veias e a pele ardendo, Anna começou a gemer, mas ninguém sabia o que estava acontecendo ou que ela estava sentindo. Foi quando Anna havia parado de gemer que labaredas de fogo cobriram o seu corpo. Dennis ficou muito preocupado.
- Essa não! – Ele correu em direção a Anna a fim de tentar salva-la. Mas Pedro segurou seu braço dizendo:
- Não Dennis, olha. – O que era Anna pegando fogo, se transformou em uma bola flamejante e explodiu. Anna estava intacta nenhum fio de cabelo chamuscado nem mesmo as suas roupas estavam queimadas, Anna estava normal exceto o fato de ter enormes e castanhas asas de ave e uma cauda de duas pontas. Anna não pensou duas vezes bateu as asas e vou, sobrevoou sobre todo o bairro sem acreditar que possuía asas.
- Carolina, você disse que não tinha encontrado nada no DNA da Anna. – Disse Dennis.
- E não encontrei, nem no meu também. Acho que a nossa mutação é do tipo indetectável. – Anna voltou ao matagal e todos contemplaram as suas asas. Carolina falou:
- Acho que vou ter fazer mais quatro dispositivos R.N.Gs
- Anna, adorei o seu poder! Você tem asas, e é fogo na roupa!
- Na verdade as minhas roupas estão intactas, mas obrigado pelo elogio amiga!
- Mas Anna mostra ai, como é que você é que você faz o fogo? – Perguntou Pedro.

               12. Alice Deixa o Grupo.

Música indicada para a leitura
http://www.youtube.com/watch?v=Y9tTJ0oIGZY

- Eu não sei, apenas o sinto dentro de min. – Anna levantou uma mão e uma pequena chama brotou na palma de sua mão, a chama aumentou de tamanho como uma tocha. Anna começou a rodopiar a mão fazendo com que o fogo aumentasse de tamanho, até que então a cima de Anna havia um enorme tornado de fogo, todos ficaram contemplados observando as labaredas gigantescas rodopiando, que não parava de crescer, exceto Caroline que sabia que se as chamas continuassem a crescer poderia tocar nas copas das arvores, e poderia causar um terrível incêndio no matagal.
- Tá bom Anna, pode parar. – Disse Carolina, porém Anna não escutava.
- Anna, já chega você vai causar um incêndio! – Disse Carolina outra vez, Anna parecia estar no mesmo transi de Carolina, não parava de olhar para as chamas em suas mãos e o tornado de fogo continuava a crescer.
- Anna! – Dessa vez Anna finalmente voltou a si, mas quando ouviu Carolina gritar se assustou, fazendo com que o gigantesco furacão de fogo explodisse, todos correram para se proteger, mas Carolina era a única que estava mais próxima, sabendo que não dava mais tempo para correr, resolveu colocar os braços sobre o rosto. Carolina não estava tão perto para que o fogo lhe cobrisse, mas as chamas alcançaram os seus braços queimando lhe e o impulso da explosão lhe jogou para traz. Vendo o que aconteceu Anna correu imediatamente até Caroline tentou ajudá-la e disse:
- Carolina, por favor, me desculpa, eu não fiz por que quis! – Carolina não ficou irritada com Anna, mas a dor das queimaduras era demais para suportar.
- Não me toque! – Gritou Carolina, que correu matagal adentro indo em direção ao mar. Anna tentou correr atrás dela mais foi interrompida pelo seu primo e os outros.
- Deixa ela Anna, essa dai se acalma sozinha. – Disse Alice. Anna desesperada falou:
- Mas eu não fiz por que eu quis. – Depois de sair do matagal e passar discretamente por perto de algumas casas, Carolina havia conseguido chegar até o mar, que na verdade era uma parte do Rio Ceará, entre a praia e a ponte.
- Eu sou uma destruidora. – Disse Anna para si mesma, sentada embaixo de uma árvore.
- O que disse? – Falou Dennis aproximando-se.
- Eu sou uma aberração, destruidora e incendiaria. – Disse Anna numa voz calma e tranquila.
- Anna não diga isso! Você tem asas, pode voar para onde quiser, sabe quantas crianças desejam isso? E você controla o fogo literalmente, uma coisa que nenhuma pessoa na face da terra conseguiu. Por que você acha que é uma aberração?
- Por que eu controlo o fogo, não há nada de bom no fogo! Ele só foi feito para queimar e destruir, foi o que eu fiz com a pele da Carolina e provavelmente devo fazer coisa muito pior daqui pra frente.
-Então você acha que virou uma aberração? – Perguntou friamente Dennis.
- Acho.
- Se eu tiro esse troço aqui, do meu pulso, eu me torno uma das criaturas mais perigosas do mundo! – Disse Dennis numa voz rígida apontando para o dispositivo R.N.G. – Eu não posso mais andar no sol, sem ferir os meus olhos, não posso mais sair por ai sem machucar alguém sem está com essa coisa no meu braço. Eu não posso mais ser normal como vocês Anna! Como acha que eu me sinto?
- Eu intendo. – Disse Anna.
- Eu só posso ser normal se estiver na escuridão da noite, Deus não vai aceitar uma criatura como eu no Céu.
- Bobagem Dennis! Tá você é uma criatura bem sombria, mas eu tenho certeza que as criações do homem também são criações de Deus. Por que você não seria aceito no céu? Você é tão honesto, puro e gentil.
- E por que uma garota tão linda, meiga e inofensiva como você seria uma aberração? – O rosto deprimido de Anna sumiu imediatamente com um sorriso.
- Tá, você produz fogo, mas, o fogo também é usado para o bem, não é mesmo? – Anna e Dennis se abraçaram, Dennis cochichou. - Não é certo uma garota como você odiar a si mesma. Nos te amamos Anna.
- Isso inclui a min também! – Disse Pedro, que surgiu e beijou na mão de Anna. – Anna meu anjo de fogo, vou te amar por cada dia da minha vida. – Gritou Alice.
- Ai, que nojo, o balofo do Pedro tá beijou a sua mão! – Dennis falou:
- Converse com a Carolina Anna, ela vai te dizer a mesma coisa.
- Que o Paulo é um gorducho?
- Não! Que você não é uma aberração. - Carolina começou a lavar as queimaduras, a água salgada, ardia muito sobre os ferimentos, mesmo assim Carolina continuava a lava-los. Quando parou, estendeu a mão sobre a água, dela saiu um tentáculo de água, que se enrolou em seu braço, sobre as queimaduras, que de uma hora pra outra começaram a se regenerar. Anna vinha correndo em direção de Carolina, para conversar com ela, mas se distraiu ao ver a cena impressionante, da água do mar cicatrizando os ferimentos nos braços e nas mãos de Carolina.
- Como é que você consegue fazer isso? – Perguntou Anna curiosa.
- Parece que além de eu conseguir manipular a água, também posso usar os seus nutrientes ao meu favor. – Respondeu Carolina impressionada. Outro tentáculo surgiu da água e curou o outro braço.
- Carolina isso é incrível você cura qualquer ferida, poderia salvar muitas pessoas!
- Apenas, qual quer ferida Anna, não sei se poderia salvar alguém da morte.
- Carolina, me desculpa por ter queimado as suas mãos e os seus braços. Você sabe como eu sou desastrada!
- Tudo bem Anna eu sei que foi um acidente. – Carolina e Anna se abraçaram.
- Ou você deveria dizer: Foi mais um acidente. – Anna e Carolina começaram a rir.
Já estava chegando o meio-dia quando todos deixaram o matagal e foram até a Lanchonete Srta. Tereza comentando sobre os poderes uns dos outros. Quando chegaram lá, a lanchonete ainda não estava aberta e então os cincos sentaram-se em uma mesa para tomar um suco. Anna trouce para Alice um enorme Cheeseburger, para tentar saciar o seu apetite por carne, mas Alice não estava interessada no Cheeseburger por inteiro, e com as próprias mãos retirou a carne e a devorou. Todos ficaram boquiabertos olhando para ela.
- Que é? Eu tô com fome!
- Sabe pessoal? Eu andei pensando. – Dizia Anna. - Agora que vamos sair por ais disfarçados, em missões supersecretas, para investigar sobre o mistério do Janderson, nos não podemos simplesmente sair por ai dizendo quem nos somos... Quer dizer além de espiões nos somos mutantes e precisamos guardar segredo disso. E precisamos de codinomes. Intendem? – Carolina disse:
- É uma boa ideia! – Alice falou.
- Ah, eu quero ser chamada de Pantera-Rosa. – Anna Disse.
- Eu quero ser chamada de...
- Quente, Ardente, Apimentada? – Falou Paulo.
- Fênix! – Gritou Anna. - A ave que renasce das cinzas. E você Carolina?
- Aquática.
- Nome perfeito para uma nerd! – Falou Alice.
- E você Pedrinho, qual codinome que você escolheu? – Perguntou Anna.
- Eu não sei, Porco-espinho é tão constrangedor.
- Que tal bujão de gás? – Comentou Alice.
- E que tal, Piriguete da Favela pra você em Alice?
- Piriguete da Favela é a tua...
- Alice, por favor? – Interrompeu Anna.
- Ah! Já sei, Espinho-branco. E você Dennis qual vai escolher?
- Que Coincidência!
- Maneiro! Esperai o que?
- É que eu acabei de me lembrar de um desenho que eu fiz.
- Um desenho? – Perguntou Alice.
- Depois que a Anna me apresentou vocês pelo e-mail eu fiz um desenho de cada um de nos, sem ofensas, mas eu faço isso pra me refletir sobre o que eu penso das pessoas e a minha posição diante delas.
- Isso é maneiro! – Disse Pedro.
- Mas e onde é que tá esse desenho? – Perguntou Anna.
- Bom eu ia amostrar pra vocês, mas eu perdi, mas não sei aonde.
- Como você desenhou agente?
- Eu desenhei vocês exatamente como os animais, que os seus materiais genéticos foram introduzidos no nosso DNA, e foi isso me deixou surpreso.
- Espera um pouco ai, Dennis, você tá dizendo que nos estamos nos transformando nas criaturas que você desenhou? – Perguntou Anna.
- Exceto a Carolina, eu a desenhei como um golfinho azul. Eu sei que é estranho, mas não passa de coincidência.
- Ah, Dennis você podia ter me desenhado como uma Pop-star assim eu me transformava em uma! – Lamentou Alice. De repente o celular de Carolina começou a tocar, ela imediatamente o retirou de sua mochila. Quando viu o número de quem estava chamando, sua expressão rapidamente ficou séria.
- É do laboratório de análise! – Disse Carolina vibrando de alegria.
- Alô? – Falou Carolina forçando uma voz bem matura ao telefone. – Sim sou eu mesma. – E então o rosto de Carolina ficou bem serio, deixando a todos bastante curiosos.
- Você tem... Você tem certeza disso? – Perguntou Carolina. – Tá, obrigada tenha um bom dia. – Carolina imediatamente desligou o celular.
- Carolina fala o que foi? – Perguntou Pedro.
- Os resultados... Os exames... São positivos! – Dizia Carolina chocada.
- Do que você esta falando? – Perguntou Dennis.
- Os exames das amostras de DNA estão geneticamente modificados! Eu sei que é óbvio, mas nos somos mutantes.
- Carolina e porque você tem tanta certeza disso? – Perguntou Alice.
- O que eu estou querendo dizer é: Gente a nossa natureza foi alterada, nos não somos mais humanos! Simplesmente mudaram o nosso ser, e isso é uma coisa, que cientistas de anos e anos de carreira conseguiriam e mesmo que conseguissem seria um crime! – Anna falou:
- Alguém que conseguiria fazer uma experiência dessas, com certeza, não foram o Janderson e os amigos dele. – Dennis disse:
- Mas eles foram às únicas pessoas que nos encontramos quando entramos e saímos daquele laboratório.
- É verdade! – Gritou Pedro.
- Então pessoal será que nos podemos voltar naquele assunto?
- Qual Dennis? – Perguntou Carolina.
- Sobre o que aconteceu com agente no laboratório do Janderson. O que aconteceu mesmo naquele lugar? E por que nos não nos lembramos de nada?
- Mas já não está claro? – Perguntou Anna. - Nos invadimos a casa do Janderson, encontramos a passagem secreta do laboratório no guarda-roupa e entramos, Janderson e os amigos dele pareceram e nos doparam com alguma coisa e quando acordamos fugimos e destruímos o laboratório.
- Não Anna, isso é o que agente acha que aconteceu. Tenho certeza que aconteceram outras coisas naquela noite.
- Tipo o que? – Perguntou Alice.
- Vocês não acham que o Janderson está escondendo algo além do laboratório? Nossos poderes são provas de que ele está aprontando alguma coisa, para o que ou para alguém eu não sei, mas ele está. Por que com certeza ele não deve fazer experiências genéticas em intrusos.
- Dennis eu acho que você está exagerando com as evidências. – Disse Alice.
- Alice, não foi você que disse o seu primo andava se comportando de um jeito estranho?
- Ele é estranho e sempre foi!
- Eu estou querendo dizer é que ele deve estar tramando algo como... Como derrubar as Torres Gêmeas, você lembra?
- Estou intendo. – Disse Carolina.
- Existe um intervalo nas nossas lembranças da noite em que invadimos o laboratório, Só nos lembramos de ter: Ter invadido a casa do Janderson as 7:00hs da noite, encontramos o laboratório secreto dele e entramos.
- Confere. – Disse Anna.
- Entramos no laboratório, ai depois. Borrão na memoria. Não nos lembramos de mais nada. Apenas de acordar em macas, lutar com Janderson e os seus comparsas, destruir o laboratório dele e depois fugir.
- É foi isso. – Falou Anna.
- Me lembro de que quando acordamos Janderson e os amigos dele comentarem, algo sobre, nos termos sobrevivido uma simulação e... E que nos não participamos de uma chuva mutante eu acho. E que nos não vamos obedecer às ordens dele. – Comentou Carolina.
- É eu também me lembro disso. – Concordou Alice.
- É pessoal o Dennis tem razão, alguma coisa foi feita com agente. – Disse Paulo.
– Eu não sei vocês mais eu quero descobrir. – Falou Dennis.
- Também queremos saber Dennis. – Disse Anna. - Mas como vamos fazer isso?
- Indo até ele e conversando civilizadamente.
- Aaaaaaaah ah-ah-ah! Isso foi piada né? – Perguntou Alice.
- E por que seria?
- Por que isso é loucura! Já invadimos a casa dele, depois destruímos o laboratório secreto dele e você ainda quer ir até ele na maior cara de pau e perguntar o que ele fez com agente?
- E você tem ideia melhor?
- Ahan não. Mais fala serio! Viramos mutantes quando invadimos a casa dele, o que você acha que pode acontecer com agente se formos até o Janderson e confrontarmos ele?
- Alice, o que você tem tanto medo no Janderson? – Perguntou Anna.
- Eu não tenho medo dele, ele não é nada pra min.
- Então por que você sempre tem alguma desculpa quando gente quer agir contra ele? Sempre que pensamos em um plano que nos ajude a desvendar os segredos do Janderson, você sempre diz alguma coisa para nos interromper.
- Se evitar uma confusão é interromper planos para você. Então você está certa!
- Alice só querendo desvendar um mistério. – Disse Dennis.
- Ah, cala a boca! Você é um garoto que veio de um bairro xick, você não sabe nada sobre as pessoas daqui.
- Então, você não vem? – Perguntou Anna.
- Não! E pra canto nenhuma também. – Alice se levantou.
- Pra onde você vai?
- Vou pra casa, tô indo embora. Anna se você diz tanto que é minha amiga, porque você nunca fica do meu lado?
- Eu sempre estive do seu lado, acontece que você sempre quer que eu faça o que você quer mais quando eu te peço alguma coisa, a resposta sempre é “não”. Eu não sei mais o que você significa sua amizade pra min.
– Beleza. – Murmurou Alice.
- Alice, por favor, fica? – Implorou Dennis.
- Não Dennis! Eu só interrompo não é? - Alice saiu indignada, mas voltou e disse:
- E sobre a investigação, podem me esquecer, não ajudo mais vocês.
- Alice então finalmente saiu, ouve um minuto em silêncio até que Dennis disse:
- Bem, podemos criar um plano para a missão hoje à noite?

              13. Penetrando na Festa.

Música indicada para a leitura
http://www.youtube.com/watch?v=UGgofKqmnVM

O já estava começando a anoitecer quando todos começaram a se preparar para a missão, além dos codinomes todos escolheram uma cor para identificar cada uma, por exemplo, Anna estava vestida de vermelho com uma blusa aberta nas costas para facilitar a passagem de suas asas, Carolina estava vestida de azul, Paulo estava de branco e Dennis estava de preto.
- Você tem uma jaqueta de couro!? – Disse Anna, chocada.
- É eu tenho, por quê?
- Nada não, é que isso é tão “badboy” pra você. – Disse Anna segurando o riso.
- Mas eu sou badboy!
- Tá, me engana que eu gosto! – Dennis, Anna, Carolina e Pedro haviam preparado um plano para Janderson, mas para isso precisavam localiza-lo então Carolina teve a ideia de usar o sonar de Dennis para saberem o local exato de onde Janderson estava, o sonar, dos morcegos, um som emitido pelos morcegos de altíssima frequência inaudíveis pelo homem. Esses impulsos de ultrassom, ao atingirem um objeto, são refletidos em forma de ecos e captados pelos ouvidos. Eles forma para a varanda Dennis retirou o dispositivo R.N.G. do pulso, arreganhou a boca e soltou um grito agudo e muito potente que se espalhou por todo o quarteirão o som voltou toda para o ouvido dele causando lhe muita dor, Dennis tentou fazer outra vez, dessa vez o sonar foi transmitido mais baixo, e Dennis conseguiu ouvir uma conversa de Janderson com seus amigos, eles estavam a caminho de uma festa de aniversário. Por volta das 7:00hs da noite, nas ruas da Barra do Ceará, quatros crianças foram vistas correndo em alta-velocidade em bicicletas, subindo e descendo as ruas, pois as quatro crianças. (Apenas quatro, porque Alice havia deixado aos seus amigos.) estava em sua segunda missão. Naquela noite estava acontecendo uma festa de aniversário, de 14 anos, de um garoto chamado Lucas, um velho conhecido de Janderson, e então Dennis, Anna, Carolina e Pedro planejaram se infiltrarem nessa festa afim de “bater um papo” com Janderson.
- O quê? Nem pensar! Vocês querem que eu entre numa festa disfarçada, com peruca loira, como se fosse a Hanna Montana? – Gritou Anna jogando uma peruca loira para Dennis, em frente à casa de Lucas.
- É só um disfarce! O que você tem que fazer é só fingir que é uma acompanhante do Janderson. – Disse Dennis devolvendo a peruca a Anna.
- Uma das acompanhantes dele? Dennis, os servos do Janderson vão estar lá! Eles vão estragar tudo. A Carolina não pode ir?
- Não. Eu vou ficar de vigia aqui fora fazendo contato com dispositivo R.N.G. Ah! Já ia me esquecendo. – Carolina tirou a mochila das costas e pôs no guidom da bicicleta e tirou três caixinhas cada uma estava escrita com o nome de Dennis, Anna e Pedro. Eles abriram, e dentro estava um relógio digital, as cores dos relógios combinavam com as roupas de cada um.
- Como você sabia que vermelho é a minha cor favorita? – Disse Anna.
- Carolina porque você esta nos dando esses relógios hein? – Perguntou Pedro.
- Por que isso não são relógios são os novos dispositivos R.N.G. só que bem menores.
- Ah, finalmente eu não preciso mais andar com essa coisa enorme no meu braço! – Disse Dennis.
- Só que dessa vez eu fiz umas alteraçõezinhas esses aparelhos não só, nos permitem controlar os nossos poderes como também nos possibilitam de se comunicar uns com os outros e nos localiza caso alguém acabe se perdendo.
- Bom agora será que podemos iniciar logo a nossa missão? – Disse Dennis.
- Tá então eu entro, lá na festa, e obrigo o Janderson a falar comigo. Mas quem garante que os amigos deles não me impeçam e se ele revelar quem eu sou?
- É por isso que eu e o Pedrinho vamos entrar depois de você, vamos ficar observando tudo. – Disse Dennis. – E se ele revelar o nosso segredo ele vai revelar o dele também e com certeza ele também não é tão doido pra fazer isso.
- E eu vou ficar aqui fora passando as instruções.
- É isso ai, não precisa se preocupar querida eu e o meu cunhado vamos te proteger, né Dennis?
- Desde quando eu virei cunhado? – Perguntou Dennis.
- Vamos logo com isso! – Murmurou Anna. E assim eles fizeram como planejado esconderam as bicicletas. Anna colocou a peruca loira, que lhe caiu muito bem, ela tocou a campanhinha foi quando apareceu um homem enorme de roupa preta com uma prancheta que lhe assustou um pouco, mas quando disse que era uma acompanhante do Janderson, ele logo a deixou entrar. Quando Anna entrou percebeu que não era uma festa simples como pensou que fosse, a casa era enorme, estava cheia de adolescentes, dançando ao som de uma musica alta e também havia muitos jogos de luz, o que dificultava Anna de enxergar, depois que ela saiu do meio da multidão, do barulho e das luzes foi para outra sala onde a musica tocava mais calma e onde as pessoas dançavam com mais devagar, e nessa sala avistou Janderson - como imaginava - junto com seus amigos, Junior, Julie e Priscilla. Janderson estava conversando com um garoto, alto, branco e com o cabelo todo espetado que Anna não reconheceu era Lucas.
- E porque você acha que eu vou aceitar trabalhar pra você? – Perguntou Lucas.
- Por que eu posso te dar algo em troca. – Cochichou Janderson.
- Ah é, tipo o que?
- Hmmm eu posso te dar habilidades que você sempre quis. Você já se imaginou como o garoto mais rápido do mundo, ou o mais forte ou talvez o mais inteligente? – De repente Lucas ficou com expressão séria no rosto.
- E você poderia fazer isso?
- Claro que sim, eu só preciso que faça algo pra min. – Janderson fez um sorriso malicioso.
- O que? – Antes que Janderson respondesse Anna o interrompeu gritando:
- Janderson meu amor!
- Mas quem é você? – Janderson perguntou. – Anna?
- Quem é Anna? – Perguntou Lucas confuso.
- Ah, é que ele confunde meu nome, o meu nome é... É Lana! É isso Lana. – Respondeu Anna interrompendo Janderson.
- E quem é você?
- Eu sou a namorada, do Janderson meu bem!
- Você namora? – Lucas perguntou a Mateus.
- Eu não! – Anna soltou uma risada alta que chamou a atenção de todo mundo na sala.
- Ele é tímido. Coitadinho! – Disse Anna.
- Espera um pouco ai eu acho que te conheço de algum lugar. – Disse Lucas.
- Sabe como é que sou que nem dinheiro eu passo pela mão de todo mundo, já namorei com quase todos os meninos aqui da vizinhança sabe, tá a fim de ser o próximo?
- Anna!
- É Lana! Querido. – Rosnou Anna. – Janderson será que você pode vir conversar comigo?
- Nem pensar. E vê se vai embora daqui Anna!
- Qual é Janderson não precisa falar assim com a garota desse jeito. – Disse Lucas.
- Preciso sim!
- Tá tudo bem. É que às vezes ele tem um chilique.
- Eu tenho chilique coisa nenhuma e essa garota, a Anna, não a minha garota!
- O meu nome é Lana meu amor.
- Ah qual é o nome dela é Lana ou é Anna?
- É Anna!
- É Lana, seu idiota! – Anna gritou com Janderson.
- Mentira, o nome dela é Anna! – Lucas gritou:
- Será que alguém pode me explicar o que é que tá acontecendo aqui? – Janderson suspirou.
- Lucas se lembra das pessoas que querem estragar os meus planos? Essa garota é uma delas. – Mateus gritou:
- Galera! – E então três garotos que estavam dançando largaram seus pares e se juntaram a Lucas. Provavelmente os seus parceiros.
- Essa garota é uma dos “vacilões”. Levem lá daqui! – Anna cochichou:
- Essa não! – Dennis que observava tudo de longe apertou um botão no seu, dispositivo R.N.G., como se fosse um pequeno estojo de maquiagem, a parte do relógio que mostra as horas se levantou, embaixo havia um minúsculo teclado e uma tela.
- Pedrinho, venha para a segundo pista de dança a Anna precisa da gente agora! – Disse Dennis para o dispositivo, Pedro respondeu:
- Ok. Já estou indo.
- Já aguentei demais, essa garota e seus amigos xeretas! – Disse Janderson segurando Anna pelo braço.
- Então ela não é a sua namorada. – Falou Lucas.
- É claro que não! – Gritou Janderson. – E o nome dela não é Lana é Anna e nem loira ela é. – Anna rapidamente colocou as mãos na cabeça, mas já era tarde, Janderson já havia arrancado a sua peruca deixando ela apenas de toca.
- Ah! Você é careca? – Gritou Lucas.
- Isso! É eu sou careca, eu tenho câncer e... E... É do tipo bem contagioso então é melhor mandar ele me largar! – Disse Anna.
- Espera um pouco ai? Ah, já sei quem é você! Você é Anna. – Falou Lucas.
- Você me conhece?
- Claro. Você não se lembra de min?
- Fizemos o Jardim de Infância juntos, eu andava com você e a sua amiga a... A Alice lembra? Eu vivia dizendo que eu ia se casar você não lembra?
- Ah meu Deus! Lucas é você mesmo, mas tá tão crescido, tão bonito!
- Você vai ficar ai batendo um papinho com ela ou vai se livrar logo dela? Os amiguinhos dela estão aqui e é melhor pensar rápido. – Disse Janderson.
- Sabe Janderosn acontece que eu já pensei. Cansei de ser seu brinquedinho! – Falou Lucas.
- Ah é mesmo? – Dennis e Pedro finalmente haviam chegado para o resgate.
- Anna está tudo bem? – Perguntou Pedro.
- Anna? Vá embora pegue os seus amigos e fuja daqui. – Anna sorriu para Lucas pela ultima vez e se foi junto com Dennis e Pedro.
- Então vai ser assim não é? – Disse Janderson.
- É! – Gritou Lucas. Janderson, Junior, Priscilla e Julie puxaram de dentro das roupas pistolas, assim que todos na sala viram aqueles adolescentes com aquelas pistolas, todos começaram a correr e a gritar. Os Amigos de Lucas tentaram correr, mas era tarde todos haviam levado um tiro.
- Janderson, calma você não está pensando direito. – Disse Lucas.
- Sabe Lucas acontece que eu já pensei. – Disse Janderson enquanto apontava a arma para Mateus, depois puxou o gatilho acertando-lhe no peito. Anna ficou muito preocupada, já sabia que Janderson havia feito alguma coisa quando ouviu os gritos das pessoas desesperadas e os comentários sobre alguém ter levado um tiro.
- Agora vamos atrás dos xeretas! – Disse Janderson para os seus amigos. Dennis através dos dispositivos se comunicou com Carolina.
- Carolina a missão está sendo cancelada, pegue a bicicleta e fuja! – Disse Dennis enquanto corria segurando a mão de Anna.
- Tá todo mundo correndo desesperado, o que houve? – Perguntou Carolina, tentando esconder o dispositivo das pessoas.
- Depois agente conversa! – Quando Dennis havia dito isso já estava fora da casa de Lucas. Anna, Pedro e Dennis pegaram as bicicletas, montaram-se e se foram.
- Quem era o garoto que falou com você Anna? – Perguntou Dennis.
- É! Quem era o outro garoto, que falou com você? – Interrogou Pedro.
- Era só um amigo, que provavelmente não vou ver nunca mais. – Respondeu Anna, desejando que nada de ruim tenha acontecido com Lucas. Depois que, praticamente todos, haviam saído da festa, Janderson e seus amigos saíram da residência.
- Peguem eles! Mas eu os quero vivos. – Disse Janderson sorrindo maliciosamente para os seus amigos. Junior e Priscilla saíram correram pela rua, Julie deu salto e escalou a parede de uma casa até que chegou ao teto e se foi. Quando Janderson ouviu as viaturas da policia fugiu para o beco mais próximo que encontrou. Os quatro, Dennis, Pedro, Anna e Carolina estavam andando em tranquilidade, indo de volta para suas casas, quando foram surpreendidos por Julie saltando de um telhado sobre Anna, que a derrubou no chão. Anna não perdeu tempo se levantou, sentou se na bicicleta e acelerou as pedaladas os outros fizeram a mesma coisa, Julie começou a correr de quatro que chamou muito a atenção das pessoas na rua, Junior e Priscilla haviam pegado um atalho e num piscar de olhos também estavam prosseguindo junto os outros com Julie. Dennis gritou:
- Separem-se! – Anna entrou em uma rua e continuou a ser perseguida por Julie, Carolina entrou em um beco que foi perseguida por Priscilla. Mas Dennis e Pedro continuaram na mesma rua sendo perseguidos por Junior.
- Pedrinho por você não entrou em alguma outra rua? – Gritou Dennis.
- Eu não vou deixar o meu parceiro! – Gritou Pedro de volta. Carolina entrava nos becos mais estritos e cheios de degraus, mas continuava a lhe seguir como um cão de caça, até que Carolina entrou em uma rua que estava cheia de poças d’água. Carolina sentia a água de todas as poças daquela rua e quando sentiu que Priscilla estava passando por cima de uma fez com que a água daquela poça segurasse o pneu da frente da bicicleta dela, como se ela houvesse apertado o freio da frente, a parte de trás da bicicleta de Priscilla se levantou, jogando a para frente, Priscilla esborrachada no chão gritou:
- Eu te pego sua pestinha! – Anna, que estava sendo seguida por Julie, havia entrado em uma rua que a levou para uma avenida, Anna passava pelas fendas mais estreitas entre carros e caminhões, ela era muito veloz na bicicleta, mais Julie era muito mais, mesmo correndo de quatro. Até teve uma ideia, Anna apertou um botão no seu dispositivo R.N.G. E de suas costas saíram as suas asas jogando penas para todos os lados, Julie ficou impressionada ao ver aquelas enormes asas, com uma cauda de duas pontas castanhas, Julie disse para si mesma.
- Não é toa que eu quero tanto matar essa garota, felinos gostam de caçar aves. – O sinal ainda não estava aberto, e uma multidão de carros passava sem acabar, então Anna distraiu Julie com suas assas levando-a para o transito pesado, quando Anna percebeu que já estava bem próxima do cruzamento bateu asas e voo, Julie percebeu que estava prestes a ser atropelada, gritou de medo e fugiu para a calçada. Dennis e Pedro continuavam a ser perseguidos por Junior, ele não se cansava nunca corria como se fosse uma máquina, Junior consegui chegar bem perto de Dennis e se segurou no canote da bicicleta dele, um tubo de metal que fica abaixo da sela, fazendo com que Dennis diminuísse a velocidade. Vendo isso Pedro apertou um botão no R.N.G. liberando a sua mutação pelo corpo, e então aquela mesma camada de espinhos brancos cresceram sobre o corpo de Pedro, na parte das costas, em volta do rosto e na parte de trás dos braços e das pernas. Pedro se virou, levantou a mão em direção a Junior e lhe lançou espinhos, mas a pele dele era tão dura, que nenhum espinho se penetrou em sua pele. Então Dennis se virou para Junior, ergueu uma das pernas e chutou Junior bem no rosto, ele soltou a bicicleta e caiu para traz.
- Cara? Você mandou muito bem. – Disse Pedro impressionado. Logo depois, Carolina entrou na mesma rua, juntando-se a Dennis e Pedro, atrás dela vinha Priscilla, em sua bicicleta, Julie e Junior, que estava de pé outra vez. Mas Anna apareceu, lançando chamas pelas mãos fazendo uma enorme curtinha de fogo, protegendo aos seus amigos. Dennis, Carolina e Pedro então frearam as bicicletas.
- Anna? – Gritou Dennis para Anna no ar. – Fuja para casa, imediatamente, perseguimos o Janderson outro dia. – Anna assentiu, e voo. Logo depois que Anna se foi, Julie, Priscilla e Junior saltaram sobre as labaredas, sem que os outros vicem, em suas mãos estava às pistolas, quando Dennis se virou Julie já estava mirando em Anna. Dennis gritou:
- Não! – Mas já era tarde, Julie havia acertado a coxa de Anna, que despencou do céu, Junior atirou em Pedro e Priscilla atirou em Carolina Janderson apareceu, e cochichou para Julie:
- Só falta mais um minha querida. – Julie apontou para Dennis, ele não fugiu, nem tentou lutar, apenas começou a andar em direção a Julie esperando o tiro. Julie puxou o gatilho, e atirou no ombro esquerdo de Dennis, que logo descobriu que as balas eram de dardos tranquilizantes, ele começou a sentir, dormência correr pelo seu corpo, mas a raiva que sentia por aquelas pessoas era tanta, que permanecia em pé. Julie e os outros ficaram muito assustados. Janderson falou para Julie.
- O que está esperando? Atire de novo. – Julie atirou outra vez, acertando o ombro direito de Dennis, ele nem se importou apenas, arrancou o dardo do ombro e jogou no chão, Julie atirou outra vez acertando-lhe no meio do peito e Dennis nada de adormecer. Quando Dennis já estava bem perto deles Julie tentou atirar outra vez, mas as balas haviam acabado foi quando Dennis, não aguentou mais e desmoronou, caindo no chão ainda de olhos abertos. Dennis ainda pode ouvir um pouco Julie dizendo impressionada.
- Eu nunca vi alguém como esse como esse garoto.
- Bobagem! – Disse Janderson com repugnância. – Ele é só mais um idiota que acabar com os nossos planos.

    13. Todas as Perguntas são Respondidas.

Música indicada para a leitura
http://www.youtube.com/watch?v=LOH7CkLxJok

Depois de algum tempo desacordados Dennis, Pedro, Anna e Carolina acordaram, ouvindo a um som de bip, mas não era de seus batimentos cardíacos era de uma bomba que estava fazendo contagem regressiva bem em frente a eles. Todos estavam acorrentados em cadeiras, no laboratório secreto de Janderson, notaram também que a parede ainda estava destruída.
- Ah, que bom que acordaram! – Disse Janderson fazendo não só a cabeça de Dennis, mas latejando a cabeça de todos com a sua voz. Dennis, Anna, Carolina e Pedro já havia acordados, mas os dardos tranquilizantes ainda estavam sobre efeito.
- É mais divertido matar pessoas acordadas do que desmaiadas. – Brincou Julie.
- Vocês são muito audaciosos mesmo, não é? Vocês atrasaram os meus planos, e pra melhorar destruíram as chances de uma futura parceria minha!
- O que... Você fez com agente, dessa vez? – Anna perguntou sonolenta.
- E por que eu faria alguma coisa com vocês? – Disse Janderson.
- Da ultima vez que acordamos aqui... - Dennis se esforçando para falar - Descobrimos, no outro dia, que o nosso DNA foi alterado. Então... - Janderson riu ironicamente.
- Vocês invadem a minha casa, invadem os meus arquivos, usam a minha máquina transmutadora e destroem o meu laboratório! – Gritou Janderson.
- O mínimo que podiam receber em troca era se tornarem em mutantes. Eu avisei que se quiserem continuar a ter a saúde perfeita não deveriam invadir a minha casa. – Dennis protestou já bem melhorado:
- Espera um pouco ai Janderson! Nós invadimos a sua casa e entramos no seu laboratório, isso é verdade. Mas você e os seus amigos apareceram e nos doparam com alguma coisa, e então destruímos o seu laboratório com a aeronave para termos uma oportunidade de fugir, mas agora dizer que invadimos os seus arquivos e usamos a sua maquina de sei lá o que. É uma grande mentira!
- Como assim, uma grande mentira? Vocês não se lembram da máquina e de terem acessado o meu computador?
- Claro que não! – Respondeu Carolina. Janderson fez um olhar confuso.
- Priscilla, pensei que agente não tinha conseguido implantar os microchips neles?
- E não implantamos nenhum microchip... A fórmula! – Priscilla arregalou os olhos lembrando-se de algo. – Talvez, tenha provocado uma amnésia na ora da alteração genética! É a única explicação para não se lembrarem. – Janderson, Julie, Priscilla e Junior fizeram um sorriso pervenço.
- Ok, será que podem me explicar qual o motivo para me procurarem na festa e como sabiam que eu estava lá?
- Sonar, uma técnica que os morcegos usam para caçar sua presa. – Respondeu Dennis.
- Estávamos à procura de respostas. – Continuo Anna.
- Por que vocês nãos se lembram do que aconteceu? – Concluiu Janderson. Os outros concordaram.
- Tudo bem vocês querem saber o que aconteceu? Certo, logo depois de terem entrado no meu laboratório, vocês acessaram o meu computador e entraram nos meus arquivos. – Quando Janderson começou a falar, todos estavam começando a se lembrar o que houve naquela noite. Pedro estava fascinado olhando para as aeronaves que descobriu em um hangar.
- Maneiro ai! - Dennis que estava com Carolina olhando os arquivos do computador viu uma foto que lhe pareceu familiar e então falou:
- Carolina, abri aquela imagem? Acho que vi alguma coisa. – Carolina clicou na foto e a expandiu.
- Eu não acredito nisso! – disse Dennis espantado, Alice curiosa perguntou:
- O que? O que encontraram dessa vez? – Pedro olhou para a foto que na verdade era o desenho de Dennis e então comentou.
- Mas que desenho esquisito um pássaro pegando fogo, um morcego, um porco-espinho branco, um golfinho azul e aquilo é um gato rosa? Que mente tão sem noção faria isso?
- Eu! – Respondeu Dennis e explicou aos amigos a história do seu desenho.
- Então você fez isso? – perguntou Anna a Dennis.
- Fiz, eu tinha colocado no meu bolso antes de vir pra cá só que eu não encontrei depois ai eu achei que tinha perdido no carro do meu pai. – Alice falou numa risada.
- Uma pantera cor-de-rosa é. Isso sim é a minha cara! – De repente o elevador começou a descer era Janderson e seus amigos. Anna exclamou:
- Essa não! Tem alguém vindo! – Dennis falou:
- Escondam-se! – Carolina perguntou:
- Mas aonde? – Pedro respondeu:
- Nas jaulas? – Alice murmurou:
- Nem morta eu entro ali dentro lá é nojento!
- Que tal ali? – Perguntou Pedro enquanto apertava um botão do controle remoto que havia achado. E então no fim do laboratório acenderam se mais luzes e lá havia uma câmara de vidro esverdeado com um tranca eletrônica no meio das duas portas, Pedro apertou outro botão e as portas se abriram e as luzes de dentro da câmara se acenderam. Dennis falou.
- Todos pra dentro rápido, rápido! – A câmara de vidro que tinha um formato de um cilindro, quase que não cabia todos lá dentro. Alice falou para Pedro.
- Desligue as luzes daqui de dentro! Ô Mané
- Tá bom! – Respondeu Pedro. O elevado em sua decida vagarosa finalmente chegou ao chão às portas se abriram todos ficaram chocados ao ver Janderson e seus comparsas. Julie percebeu o computador ligado e perguntou:
- Por que será que o computador está ligado? – As portas da câmara não tinha se fechado quando as luzes se apagaram. Dennis percebeu que Janderson e seus amigos estavam se aproximando e então cochichou ao Pedro:
- Pedro? Fecha as portas! – Pedro apertou o botão e as portas de vidro se fecharam, mas o que todos não sabiam é que a câmara em que estava era a máquina que altera a genética de qualquer criatura e estava programada para fazer uma experiência e quando Pedro apertou para fechar as portas sem querer ele acionou a programação. De repente computador fez uma voz dizendo: “Simulação iniciada” As luzes da câmara se acenderam e do teto começou soltar água como um alarme de incêndio. Mas a água não era igual a que os outros conheciam era diferente, estava esverdeada e fazia um cheiro amargo. Janderson murmurou:
- Eu não acredito! Mas o que vocês estão fazendo aqui? – Alice respondeu:
- Isso não importa agora, tire agente daqui! – Janderson falou.
- Eu avisei oque aconteceria a vocês se virem aqui. Agora sofram as consequências!
- Janderson. O processo de transmutação já foi iniciado não da pra parar vamos ter que esperar terminar. – Falou Priscilla. Enquanto isso Carolina sentiu tontura e desmaio, Pedro perguntou:
- Carolina, você esta bem? – Mas Pedro também estava ficando tonto e acabou desmaiando. Dennis também ficou sentindo tontura e todos os pontos de iluminação começaram a ficar ofuscante em sua vista, mas ele se aguentou em pé. Janderson perguntou a Julie.
- O que esta havendo com eles? – Julie respondeu:
- Acho que já esta fazendo efeito! – Alice falou:
- Acho que eu vou... – Alice desmaio, Dennis ainda permanecia em pé. Anna disse-lhe:
- Dennis não se preocupe, aconteça o que acontecer, vai ficar tudo bem. – Anna acabou desmaiando. E Dennis já não aguentava mais, de repente o seu corpo inteiro adormeceu e caiu no chão, mas ainda estava de olhos abertos até que um grande clarão dominou a sua visão sem poder enxergar nada, nem as gotas d’água caindo em seu rosto.
- Quando acordaram – Dizia Janderson. - Eu tentei conversar e tentei ajudar vocês, mas fugiram feito um bando de loucos.
- Não tentaram, nos ajudar! Lembro-me perfeitamente de vocês estarem conversando, sobre implantar microchips pra gente obedecer às ordens de vocês. – Disse Carolina.
- É, mas como nada sai do jeito que eu quero!
- Mas pra que serve mesmo essa tal máquina transmutadora? – Perguntou Anna.
- Como o nome já fala, ela serve para alterar o DNA, através de uma formula química chamada Eau mutant, que do francês, Água mutante, nessa formula contém o DNA de várias espécies de animais, de todas as classes, caninos, felinos, répteis e etc. Quando essa formula entra em contato com a pele, ela entra pelos esporos, transformando o material-genético da pessoa em que a fórmula foi aplicada. Mas nunca se sabe no que você vai se transformar. No entanto essa máquina é apenas utilizada para simular a Chuva Mutante.
- Janderson, você disse que nessa fórmula contém o DNA de varias espécies de animais não é? – Perguntou Dennis.
- Exato!
- Mas então porque a Anna controla o fogo e a Carolina controla a água? Porque pelo o que eu sei isso são coisas que nenhum animal pode fazer.
- Tem razão. – Janderson colocou a mão no bolço e tirou um papel. - lembra-se disso Dennis? – Perguntou Janderson. Amostrando-lhe o seu desenho.
- O meu desenho! – Lembrou-se Dennis, imediatamente. – Achei que tinha perdido. Porque o pegou?
- A ideia de implantar genes de animais em pessoas explodiu como uma bomba em min. Mas quando eu encontrei o seu desenho naquela noite da galeria na lanchonete eu pensei que já que um dia todas as pessoas vão estar sobre o meu controle por que transforma-las em embrido de animais se as posso transforma-las em armas? O poder de Anna e Carolina foi complicado, mas com certeza eu consegui criar ótimas telepatas.
- Telepatas? – Perguntou Carolina.
- Sim. O seu poder de controlar a água e o da Anna de controlar o fogo, são poderes telepáticos. Na Anna eu só tive que acrescentar o gene de ave para poder fazer ela se tornar uma autentica mutante fênix.
- Ô Janderson? – Perguntou Pedro. - Que outras pessoas são essas que você quer transformar em mutantes? – Janderson e os seus amigos caíram em gargalhadas.
- Essas pessoas são apenas, toda a raça humana! – Disse Janderson com o tom perverso.
- E como você pretende fazer isso? – Perguntou Dennis.
- Através da Chuva Mutante. Que vocês ouviram falar, a nossa cidade vai receber a maior chuva de todos os tempos e é ai que eu entro, eu coloquei a fórmula Eau mutant em capsulas na minha aeronave, que vocês usaram para fazer aquele vandalismo aqui no meu laboratório. Quando a chuva chegar, eu vou despejar a fórmula nas nuvens contaminando toda a chuva, transformando as pessoas em mutantes obrigando-as a me obedecerem em troca de cura para elas. E como todo água de chuva, evapora e vira nuvem, A Chuva Mutante, vai se espalhar por cada cidade do estado e do país e em seguida por todo o mundo! Ah-ah-ah-aaaaaaaaah!
- Eu não acredito pela primeira vez na vida eu estou conhecendo um super vilão de verdade! – Disse Pedro que de repente apareceu ao lado de Janderson. – Me dá um autografo?
- Mas quem deixou esse garoto Souto? Acorrentem-no!
- Mas Janderson assim você vai alterar toda a vida animal e vegetal do planeta! – Disse Dennis.
- Essa é a intenção, garoto! Fazer o mundo com uma nova imagem.
- Brincar de ser Deus pode ter serias consequências sabia?
- Por quê?
- Porque você acha que só porque vai transformar todo mundo em mutante, as pessoas vão te obedecer, você não acha que elas vão querer te matar primeiro? – Perguntou Anna.
- Eu fiz um purificador de gene, caso as coisa saiam do controle e porque as pessoas vão me obedecer? Porque elas vão ora eu sou cruel, maligno e muito autoritário!
- E então vai escravizar até os seus próprios pais? – Perguntou Dennis.
- Eles já estavam na minha lista negra mesmo.
- Maluco! – Disse Carolina.
- O que disse!? – Gritou Janderson.
- Ah, nada! Você não acha que vai se sentir um pouquinho solitário sabe, Sendo o único humano na face da terra?
- Minha cara, eu nunca estarei sozinho! – Disse Janderson sorrindo para Julie. Que logo que percebeu ficou muito enojada.
- Ah me desculpe, mas eu acabei de entrar em um relacionamento! – Disse Julie saindo de perto dele.
- Enfim meus queridos filhos A Chuva Mutante ira começar essa noite, mas vocês se tornaram mutantes antes dela, então fiquem com a bomba!
- Então é isso? – Exclamou Carolina.
- O quê? – Murmurou Janderson.
- O motivo pra você nos querer mortos, é porque viramos mutantes antes do tempo e você sabia que não podemos participar do seu plano de dominação do mundo!
- Muito esperta Carolina, mas agora só a esperteza de vocês é que vai salva-los agora, faltam poucos minutos para a bomba explodir. A garota pantera que vocês odeiam tanto foi a única a fazer um ato de inteligência saindo do meu caminho, afinal de contas.
- Alice! – Cochichou Anna. Janderson foi até Dennis, segurou o seu queixo e falou:
- Que pena você ter que morrer Dennis, mau nos conhecemos e já somos inimigos.
- É dever de qualquer um deter pessoas como você! – Rosnou Dennis. Janderson deu uma risada.
- Vamos galera. – Disse Janderson aos seus amigos indo em direção ao hangar.
- Não! Nunca vão nos capturar vivos! – Gritou Pedro.
- Já nos capturaram vivos, Pedrinho! – Murmurou Carolina.
- Cala a boca! - A aeronave começou a fazer decolagem, as elicies nas pontas das asas começaram a girar e o laboratório inteiro começou a tremer. Um alçapão se abriu no teto do hangar, como o hangar e o laboratório ficavam no subterrâneo, o que era um quintal da casa de uma senhora, se transformou em uma enorme cratera quadrada e dela saindo uma gigantesca aeronave, lançando poeira para todos os lados. E a senhora que ia estender roupas ficou muito apavorado e começou a reza. Todos do bairro ficaram admirados, olhando para enorme aeronave que subia os céus, e começaram a se perguntar de onde ela surgiu e pra onde ela vai. Quando Janderson chegou acima das nuvens liberou as capsulas derramando a fórmula Eau mutant sobre as nuvens.
- Não tem como se soltar dessas correntes, estão presas com um cadeado! – Disse Anna.
- Temos quanto tempo? – Perguntou Dennis.
- Seis minutos! – Gritou Carolina.
- Dennis, porque você não usa sua força e quebra essas correntes? – Pergunto Pedrinho.
- Eu sou o Garoto Morcego não o Garoto Hulk! E mesmo se eu pudesse, eu não consigo alcançar o dispositivo R.N.G.
- Anna você não acha que conseguiria derreter as correntes com o seu fogo? – Perguntou Carolina.
- Não, eu não treinei direito os meus poderes e eu não quero queimar ninguém!
- Eu sei Anna, eu sei o quanto você se sente culpada pelo que fez comigo, mas só temos quatro minutos até aquela bomba explodir, você precisa tentar!
- Tá, mas eu não alcanço o meu R.N.G.
- Ele só serve para nos ajudar a controlar os nossos poderes, não precisamos soltar a nossa mutação sempre.
- Tudo bem. – Disse Anna. Ela respirou fundo e fez o corpo inteiro ficar em chamas.
- Agora você precisa concentrar todo o calor dentro de você! – Disse Dennis.
- Vou tentar. – As labaredas começaram a diminuir, mas o corpo de Anna começou a brilhar mais forte e a produzir muito mais calor. Quando ela se deu de conta, estava sentada em uma cadeira carbonizada com metal derretido em volta. Anna imediatamente se levantou e soltou aos seus amigos faltavam apenas cinco segundos para a bomba explodir, sem um pingo de paciência para desativa-la eles colocaram a bomba no elevador mandaram-na para cima e se afastaram o mais de pressa possível. A bomba explodiu destruindo todo o quarto de Janderson.
- Ufa. Ainda bem, pensei que ia virar carne assada! – Disse Pedrinho.
- Ou melhor, churrasco de porco! – Disse Carolina.
- Não é hora pra isso pessoal, precisamos impedir que Janderson domine o mundo. – Disse Dennis.
- Mas como, ele já deve estar a trinta mil pés agora, como vamos alcança-lo?
- Espera! Eu me lembro de ter visto uma coisa. – Disse Pedroo indo em direção ao hangar.
- Ali está. – Pedro apontou para o um pequeno jato, cinzento que havia visto antes.
- ótimo. Alguém sabe pilotar jatinho? – Perguntou Carolina.
- Não importa se alguém sabe ou não, é a nossa única chance! – Disse Dennis.
- Antes eu consegui ligar a aeronave do Janderson utilizando uns controles remotos, mas eu não os tenho agora. – Disse Pedro.
- Talvez não deva ser tão difícil pilota-lo. Vamos! – Disse Dennis.
- Não podem ir sem min. – Disse uma voz familiar, era Alice, vestida com uma guerreira de calça jeans, botas, luvas deixando aparecer os dedos, uma camiseta rosa, uma mascara preta de gato com fitinhas rosa nos lados e com suas espadas. Porém as suas roupas estavam meio chamuscadas.
- Alice? – Pedro não havia lhe reconhecido direito.
- Caramba o que foi que vocês fizeram? – Perguntou Alice. – Eu vim aqui para confrontar o Janderson, mas quando eu fui pegar o elevador o guarda-roupa explodiu, eu voei pelos ares e fiquei toda queimadinha. Eu hein!
- Alice, estamos muito ocupados indo matar o seu primo! Porque você quer vir com agente? – Disse Anna.
- Porque você é a minha melhor amiga, todos você são!
- Até eu? – Perguntou Pedro.
- É claro que com exceção de você e da Carolina. – Respondeu Alice.
- Continue! – Disse Anna.
- Ah sim! Anna eu sei que você esta muito irritada comigo, mas eu quero muito ser sua amiga e eu te acho linda e descolada não tanto quanto eu né, mas eu ainda posso ser sua amiga?
- É claro Alice eu também quero muito continuar a ser sua amiga, me perdoe pelo o que eu te disse naquela hora, eu amo você, mesmo sendo bem defeituosa!
- Ai, eu te adoro! – Alice levantou os braços e correu para abraçar Anna.
- Espera! Não tá esquecendo-se de nada não?
- De que?
- Eu te pedi desculpas pelo o que eu falei, mas e você?
- Ai! Anna você sabe o que eu penso sobre pedir desculpas, isso queima o meu filme!
- Alice! – Rosnou Anna.
- Tá bom! – Alice suspirou. – Me desculpa amiga. – Alice e Anna se abraçaram, em verdadeira amizade.
- Você é impossível, hein? – Murmurou Anna.
- Muito bem pessoal, mas agora vamos. Temos alcançar o Janderson. – Em quanto Dennis dizia isso uma enorme trovoada despencou do céu, fazendo todo o laboratório tremer. Carolina falou:
- A Chuva Mutante começou.

        14. A Tempestade Contaminada.

Música indicada para a leitura

As pessoas de toda a cidade, de Fortaleza, ficaram muito assustadas com as enormes nuvens negras e tempestuosas que estavam cobrindo a cidade trazendo relâmpagos e trovões. Todos paravam até de fazer o que estavam fazendo para, sair para as calçadas para observar as nuvens monstruosas que fazia o céu estrelado desaparecer lentamente. Francisco, o pai de Dennis, que estava em seu carro “preso” em um congestionamento, se assustou quando olhou para o céu e viu a tempestade vinda em sua direção.
- E caramba, tem chuva vindo ai! – Logo depois que ele disse isso, de repente, viu um clarão azulado ao seu lado acompanhado de um estrondo muito forte, que fez o chão tremer e então uma arvore em chamas caiu. Um raio havia acertado uma árvore a poucos metros dele, o que fez ficar com um calafrio na espinha. Até que então os carros acabaram e o sinal, abriu, Francisco pisou fundo no acelerador e seguiu em frente, quando foi surpreendido outra vez, um carro estacionado a sua esquerda foi atingido por um raio e depois outro carro em movimento bem perto a sua direita, lhe deixando muito apavorado. Não havia uma gota d’água caindo do céu, mas raios caiam de um por um, acertando automóveis, casas, postes e árvores. Tereza estava muito preocupada, uma parte era porque se aproximava uma tempestade à outra parte era porque Anna estava desaparecida a noite toda.
- Anna! Anna cadê você? – Gritava Tereza.
- Mãe se acalma, ela vai ficar bem, ela deve estar na casa de algum amigo dela? – Disse João tentando acalma-la.
- Não estou preocupada se ela está bem, eu quero saber onde foi que o Dennis se meteu com a minha filha! – E saiu Tereza gritando pela rua:
- Anna, Anna? Vem pra casa agora! – Tereza percebeu que as pessoas na rua estavam assustadas olhando para o céu, quando ela levantou os olhos se deparou com um redemoinho de nuvens, fazendo trovoadas no céu. E então gotas de chuva esverdeadas começaram cair, Tereza continuava a gritar e João continuava a tentar acalmar sua mãe. Quando de repente, Tereza sentiu uma sensação desconfortável sobre o corpo e parou de gritar, todos que estavam levando aquela chuva sentiram a mesma sensação de Tereza. Sobre a pele da mãe de Anna começou a crescer escamas esverdeadas, seus olhos ficaram mais claros e sua pupila ficou vertical, se tornando uma fenda em seu olho, sua língua ficou mais fina e com ponta dupla. Tereza estava se transformando em uma mutante-lagarto e todos os outros que estavam sobre aquela chuva estavam também se transformando em mutantes, de tipos variados. Janderson em sua aeronave que assistia a tempestade acima das nuvens comemorando a sua vitória falou:
- Uma nova era começa! – Junior, que estava pilotando a aeronave, o interrompeu.
- Janderson?
- O que é? – Murmurou Janderson.
- Tem alguma coisa se aproximando muito rápido de nos. – Mostrou-lhe no radar.
- Deve ser algum jato da força aérea, disfarça, disfarça! – Disse Janderson.
- Mas Janderson. – Disse Priscilla, que era a copiloto. – É o nosso jato!
- Não pode ser! – Gritou Janderson. A alguns quilômetros atrás da aeronave de Janderson, nas nuvens da tempestade surgiu, o Jato de Janderson, o seguindo a toda velocidade.
- Onde você aprendeu a pilotar isso, Pedrinho? – Perguntou Dennis.
- É igualzinho à “Adrenalina nas Alturas”. – Respondeu Pedro.
- Ai meu Deus, se eu soubesse que agente ia se matar, vocês bem que podiam ter me avisado né! – Murmurou Carolina. Em quanto isso na aeronave de Janderson, Julie falou:
- Janderson eles querem falar com você. – Janderson pegou os fones e disse:
- É parece que uma bomba, não foi o suficiente! – Dennis respondeu.
- Você não acha que já nos subestimou demais? – Janderson falou.
- É eu acho. Não sei o que vocês querem mais saiba que não adianta mais, A Chuva Mutante, já começou não a como para-la! – Alice falou:
- Vamos aterrissar Janderson e ter uma conversa em algum lugar, que não seja no laboratório, ou será que é covarde demais pra isso? – Janderson explodiu de raiva, mas sorriu e falou:
- Tá legal, mas eu tenho uma ideia, eu faço tudo que vocês quiserem se vocês me alcançarem.
- Ok. – Disse Alice. Janderson mandou Junior e Priscilla aumentarem a velocidade. Quando Dennis, percebeu que Janderson estava se distanciando, mandou fazerem a mesma coisa. As turbinas do jato eram tão potentes, que todos dentro do jato que estavam em pé ou sentados foram puxados para trás.
- Pena que estão competindo com um jato! – Disse Pedro.
- Dennis, precisamos parar essa corrida ridícula, precisamos atacá-lo!
- Mas assim, sem avisar? – Perguntou Dennis.
- Dennis eles tentaram nos matar! – Exclamou Anna.
- Tudo bem, Pedrinho quais são as armas que temos?
- Ah... Temos misseis. – Disse Pedro.
- Acionem eles. – E então dois misseis, partiram do jato indo em direção à aeronave de Janderson.
- Janderson, lançaram dois missei pra nos. – Disse Junior.
- Lancem mais doía para eles! – Respondeu Janderson. E então a aeronave, lançou dois missei bem maiores para trás, Pedro sabia que aqueles missei iriam acertar as asas do jato, então gritou:
- Galera se segura ai! – Pedro torceu o volante para a esquerda, fazendo o jato girar voltas e voltas no ar, como se fosse um ventilador, fazendo com que os misseis não acertassem o jato. Agora o jato dos cinco estava bem perto da aeronave de Janderson, mas assim que ele percebeu, mergulhou nas nuvens em meio a tempestade, os outros não perderam tempo e o seguiram com o jato, desviando-se dos raios.
- Lancem os misseis de contra-ataque! – Gritou Janderson. E a sua aeronave lançou milhares de misseis brilhosos, mas Pedro desviou de todos eles.
- Pedrinho pra que serve esse botão? – Perguntou Dennis apontando para um botão amarelo com uma legenda em inglês.
- Esse botão serve para lançar alguma coisa, como um arpão.
- Eu tive uma ideia! – Disse Dennis. Ele ordenou que Pedro subisse o jato, deixando-o acima da aeronave, assim como Dennis mandou Pedro colocou o jato acima da aeronave.
- O que eles estão fazendo? – Perguntou Janderson.
- Pedro aperte aquele botão. – Ordenou Dennis. Pedro apertou o botão, e então algo como uma garra presa a uma corrente, foi lançado acima da aeronave.
- De novo! – Pedroo lançou outra garra mecânica que dessa vez atingiu a asa esquerda, como se fosse um peixe presa num anzol, a aeronave de Janderson foi puxada para baixo do jato.
- Estão em cima de nos! – Gritou Julie. Um raio-laser começou a perfurar a aeronave fazendo um circulo no teto, deixando um buraco e desse buraco saíram cinco cordas e dessas cordas desceu Dennis, Anna, Carolina, Pedro e Alice. Deixando Janderson boquiaberto.
- A aposta era vocês fazerem tudo que agente quiser não é? Rendam-se! – Ordenou Dennis. Julie, Junior e Priscilla levantaram-se de seus lugares e se juntaram a Janderson.
- Mas nem pensar! – Falou Priscilla.
- Janderson, eu sei que você tem uma amostra do Purificador de Genes limpe a chuva agora!
- Vão ter que passar por cima dos meus capangas primeiro.
- A qual é Janderson isso é covardia. – Disse Pedro. – Você quer que agente. Cinco mutantes lutem com três humanos. – Junior, Priscilla e Julie começaram a rir.
- Como você tem certeza que eles são humanos, quando estavam fugindo de bicicleta não notaram nenhum comportamento estranho neles? – Perguntou Janderson.
- Agora que parei pra reparar, você tem razão. – Respondeu Pedro. Janderson deu uma risada.
- Ah, meus caros acho que eu me esqueci de falar pra você, mas a verdade é que vocês não foram os primeiros mutantes a serem criados no meu laboratório.
- Suspeitei desde o principio! – Alice o insultou.
- A Julie, assim como Alice, ela tem o gene de um animal da classe dos felinos, o gato. – Disse Janderson.
- Gatinha malvada! – Murmurou Anna.
- A Priscilla. – Continuo Janderson. – Ela tem o gene de um animal, da família dos caninos, o lobo. E vocês conhecem aquele ditado, “Cão que ladra não morde”? Com ela podem esquecer isso! – Priscilla rosnou concordando.
- O Junior, eu achei que ele ia nos atrapalhar, mas eu acabei me enganando ele se mostrou um ótimo vilão, apesar de ser o mais novo entre-nos, só tem apenas dez anos. – Todos se espantaram.
- Priscilla? – Perguntou Alice. – O seu irmão Junior ele é mais novo do que você?
- É, é que quando eu saia com o Janderson e a Julie, ele sempre queria vir junto, então o Janderson transformou ele em mutante também.
- Mas o que foi que você deu pra ele, a vitamina do Arnold Schwarzenegger? – Perguntou Pedro.
- É por ai, eu dei a ele a força, esse garoto é mais forte do que um toro e muito mais resistente do que o aço! Agora, meus queridos, pensem melhor o que é covardia, Ah-ah-ah-aaaaaaaaaah! – Janderson começou a gargalhar e voltou ao comando da aeronave.
- Carolina procure o Purificador de Genes. – Cochichou Dennis para Carolina.
- Tá legal. - As unhas nas mãos de Julie começaram a crescer e os dentes caninos dela começaram a esticar.
- Iai queridinha tá a fim de brincar de pega-pega de novo? – Disse Julie tentando intimidar Anna, porém Anna cheia de coragem respondeu:
- Eu estou sim, mas dessa vez tá comigo! – Anna começou a gritar e pulou encima de Julie e começou a estrangula-la. Priscilla começou a rosnar feito um cão.
- Não devia ter voltado pro seu grupo gatinha! – Falou Priscilla.
- Porque, vai encarar? – Perguntou Alice.
- Lembra-se da ultima vez que nos vimos você me chamou de vagabunda e eu não gostei nem um pouco disso!
- É, mas eu estava enganada, você é uma cachorra um vira-lata! – Priscilla começou a rosnar mais alto ainda, e os seus dentes caninos começaram a crescer. Alice puxou as espadas e começou a golpear Priscilla, mas ela desviava de todos os ataques.
- Vem sua cachorra me ataca! – Gritou Alice. Priscilla pulou sobre Alice, mas ela chutou-lhe no tórax, jogando Priscilla para trás. Dennis e Pedro lutavam de todo jeito com Junior, mas nada que faziam o derrubava. Junior trincou os dentes, e então de repente, o braço esquerdo de Junior inchou rasgando a manga de sua camisa, logo em seguida o outro e então o peito dele começou inchar como um balão transformando sua camisa em retalhos, Junior estava crescer mais ainda.
- É como o Hulk, só que sem a pele verde! – Disse Pedro, tremendo de medo. – Junior começou dar seus passos pesados em direção a eles. Pedro lançou espinhos no peito de Junior, mas sua pele era tão maciça que nenhum espinho se quer encravou em sua pele.
- É estamos perdidos!
- Não Pedro espera, quanto mais alto for mais forte é o tombo não é? – Disse Dennis.
- Que diabo você tá falando? – Exclamou Pedro.
- Presta atenção. – Dennis começou a chamar a atenção de Junior.
- Junior! Vem cá, vem.
- O que você quer ô Mané quer que eu faça você voar pelos ares que nem da ultima vez? – E então Dennis explodiu de raiva.
- Pedrinho, esquece o que eu falei! – Dennis colocou os seus dentes para fora e partiu pra cima de Junior e ele que já esperava por isso, socou o Dennis, jogando-lhe para o lado. Pedro Gritou:
- Ei cara deixa ele em paz! – Junior foi dar um soco em Pedro, mas ele se abaixou e Junior acertou Dennis no estomago que havia acabado de se levantar.
- Dennis, qual é? – Disse Pedro, que logo em seguida voltou-se para Junior e disse:
- Isso foi muito atrevimento seu! – Junior chutou Pedro no peito empurrando-o para traz. Quando Dennis viu aquilo rapidamente levantou-se.
- Não Dennis ele é forte demais! - Disse Pedro. Porém Dennis o ignorou. Junior falou.
- Ah, qual é garoto, você não se cansa de apanhar? – Dennis respondeu.
- Posso deixar que você me humilhasse, pode me quebrar em pedaços, pode acabar comigo, mas não vou ficar sentado vendo alguém machucar os meus amigos!
- Era tudo que eu queria ouvir! – Junior deu outro soco em Dennis, mas dessa vez ele segurou a sua mão e torceu o seu braço.
- Não, não para, por favor, por favor! – Implorou Junior.
- Isso foi pelo o que você fez com Dennis! – Pedro, sabia que um soco em Junior quebraria a sua mão, então ele deu uma joelhada no estomago de Junior.
- Muito obrigado Pedrinho, mas eu ainda não terminei. – Dennis deu uma mordida no pescoço de Junior, derramando sangue por todo o seu corpo. Até que Dennis o largou e Junior caiu sangrando paralisado no chão.
- Quero é ver, ele mexer com você agora! – Disse Pedro. Dennis sorriu assustando Pedro, com os seus dentes ensanguentados. Carolina foi até o posto onde Julie estava ela viu no painel de controle que os reservatórios de Eau Mutant estavam vazios, mas os de Purificador de Genes estavam cheios, quando Carolina ia apertar o botão de liberar, de repente Janderson segurou o seu braço assustando-a.
- O que pensa que está fazendo pirralha! – Gritou Janderson.
- Salvando o mundo de você! – Carolina pisou bem forte em seu pé, fazendo Janderson pular de dor.
- Ei seus imprestáveis? – Gritou Janderson, para os seus capangas. – Será que alguém pode vim e impedir essa garotinha! – Quando Carolina viu Julie, Priscilla e Junior indo pra cima dela, não perdeu tempo e apertou o botão.
- Não! – Gritou Janderson. As capsulas nas asas da aeronave, começaram a soltar a segunda fórmula, o Purificador de Gene, nas nuvens e então a chuva que era verde, ficou amarela, fazendo as pessoas voltarem a ser humanas de novo. Dennis Falou:
- Já era Janderson! O seu plano foi por água abaixo, literalmente, renda-se! - Janderson virou-se para Dennis e lhe apontou uma arma.
- É melhor tomar cuidado, essa aqui atira balas de chumbo. – Alice murmurou.
- Ai, Janderson uma pistola, isso é tão primitivo pra alguém como você!
- Querem sabe de uma coisa? – Janderson pegou uma maleta, com cinco seringas dentro dela.
- Janderson você não vai fazer o que eu estou pensando, vai? – Perguntou Priscilla preocupada.
- Ah, vou sim! – Respondeu Janderson.
- Nessas seringas, está à mutação deles, se aplicar todas em você, não sabemos o que pode acontecer!
- Se quiser um bom mutante, Priscilla, seja ele então. – Janderson pegou as seringas e de uma por uma, começou aplica-las em seu braço. Depois de secar todas as seringas, em se mesmo Janderson falou.
- Cansei de ter mutantes... Trabalhando... Para min! – A pele de Janderson começou a cobrir de suor.
- Agora eu... Eu... – Sua respiração começou a enfraquecer.
- Janderson tá tudo bem? – Perguntou Priscilla.
- Não toque em min! Agora eu vou ser o meu próprio mutan... – Janderson pareceu ter se engasgado, depois começou a gemer e em seguida a gritar. Janderson começou a crescer, suas roupas se rasgaram, e labaredas de fogo azul cobriram o seu corpo, de suas costas haviam crescido enormes asas de morcego, que ainda queimavam o fogo azul, nos seus braços e em suas pernas havia espinhos, em suas mãos enormes garras afiadas, seus dentes caninos estavam enormes e seus olhos, estavam azuis assim como o seu próprio fogo. Janderson disse:
- Não foi tão ruim como pensei! – Todos ficaram apavorados com Janderson.
- E então, estão preparados para sofrer as consequências?
- Sempre estivemos prontos pra te derrotar Janderson! – Disse Carolina.
- Hum, estou com um apetite por carne!
- Janderson! – Gritou Alice. – Esqueça eles. É a min que você quer.
- Isso! – Rosnou Janderson. Alice puxou suas espadas e enfrentou seu primo, mas Janderson desviava-se de todos os golpes. Alice tentou feri-lo no seu ombro, mas Janderson desviou e lançou um espinho no braço de Alice, fazendo com que ela largasse a espada, Janderson fez a mesma coisa no outro braço dela, deixando-a desarmada, Janderson lhe deu uma rasteira derrubando-a no chão. Anna percebeu que Janderson iria ataca-la então lançou uma bola de fogo no rosto dele.
- Fique longe dela! – Gritou Anna.
- Não sabe onde está se metendo Anna Beatriz!
- Não machuque a minha amiga! – Anna soltou suas asas, deu saltou e com os dois pés chutou Janderson no peito. Janderson caiu pra traz, mas soltou espinhos nas asas de Anna, que gritou de dor e caiu. Ao ver isso Pedro, explodiu de Raiva e disse:
- É de espinhos que você gosta não é?
- Cai fora gorducho! – Disse Janderson.
- Ninguém toca na minha mulher! – Pedro lançou milhares de espinhos no rosto de Janderson. – Que grunhiu de dor, ele fez o corpo entrar em chamas, destruindo os espinhos.
- Maldito! – Janderson com suas garras arranhou o rosto de Pedrinho.
- Ei Janderson, porque não pega alguém do seu tamanho? – Gritou Dennis.
- Tem razão! – Como uma flecha Janderson desparrou na direção de Dennis, sem nem poder acompanhar os seus movimentos, Janderson arranhou o rosto de Dennis, espirrando sangue no chão. Dennis socou o rosto de Janderson e chutou-lhe no estomago. Dennis aproveitou-se que Janderson estava caído no chão e correu para o painel de controle onde Janderson estava, quando Dennis se virou de repente Janderson estava atrás dele e então Dennis apontou o revolver de Janderson no rosto dele.
- Espero que seja aprova de balas! – Gritou Dennis.
- Você não tem coragem. – Falou Janderson.
- Você não acha que está já nos subestimou demais? – Janderson ficou sem resposta. Dennis fechou os olhos, tirou a arma do rosto de Janderson e aperto o gatilho. Ouviu-se um papoco. Quando Dennis abriu os olhos Janderson estava caído no chão, mas Dennis não havia acertado ele foi Priscilla que havia atirado em Janderson com um dardo tranquilizante.
- Obrigada por não atirar nele! – Priscilla agradeceu a Dennis. A asa da aeronave que, a garra mecânica estava presa, começou a pegar fogo e explodiu as eles param de funcionar e a aeronave começou a cair.
- O motor dois, não está funcionando! – Gritou Junior.
- Pessoal hora de ir embora! - Disse Dennis. Ele, sua prima e seus amigos subiram na corda e voltaram para jato, de onde vieram.

  15. Epílogo: O Mal Foi Realmente Vencido?

Música dedicada para a leitura

- Não há um local para aterrisagem temos que pular fora daqui! – Gritou Julie. A aeronave começava a cair mais rápido, puxando o jato consigo.
- Pedro, solte agente e ligue os motores imediatamente! – Disse Dennis.
- É pra já! – Respondeu Pedro.
- Rápido gorducho, ou agente vai cair junto com eles! – Gritou Alice. 
- Já estou indo! – Pedro, soltou as garras mecânicas, mas a que estava presa na asa da aeronave estava muito fixa, por tanto ela teve que ser arrancada. Priscilla não perdeu tempo, pegou um paraquedas e saltou, Junior fez a mesma coisa. Julie pegou o seu paraquedas e antes de saltar lembrou-se de Janderson e o quanto estava odiando ele então pegou o paraquedas que sobrava e jogou para fora, no momento em que estava fazendo isso Janderson havia acordado.
- O que pensa que esta fazendo!? – Gritou Janderson.
- Me desculpe, mas otários como você não merecem viver. – Julie saltou, deixando Janderson para a morte. O jato, depois de se soltar da aeronave, estava em uma altura muito baixa, para subir então fez uma aterrisagem bem desastrosa na beira do Rio Ceará, naquele mesmo ponto entre a ponte e a praia, já a aeronave condenada de Janderson, caiu no oceano explodindo, deixando à gigantesca fumaça negra, subindo para o céu e depois afundou. Junior, Julie e Priscilla haviam pousado com os seus paraquedas do outro lado do rio, próximo às barracas. Quando Priscilla tinha chegado a terra esperava por Janderson, mas percebeu que ele jamais chegaria, quando olhou para Julie e Junior que estavam sorrindo para a aeronave, afundando no mar. Priscilla gritou:
- O que foi que vocês fizeram!? – Julie pôs a mão no ombro de Priscilla e falou:
- Acabou Priscilla, chega de receber ordens de um egoísta. – Priscilla retirou a mão de Julie do seu ombro e disse:
- Isso ainda não acabou. – A grande chuva já havia passado e a noite também, o sol começava a surgir no horizonte. Depois que todos saíram do jato, Anna percebeu que Alice estava olhando para a aeronave, Alice estava de costas, mas Anna pode perceber que ela estava com a mão no rosto e estava soluçando.
- Alice. Sinto muito pelo o seu primo, sei que esse não foi um jeito muito bom de pagar pelos seus erros, ele não merecia tanto morrer assim. – Alice ainda estava de costa com a mão no rosto.
- Então, por favor, não chore! – Consolava Anna, que logo se espantou ao ver que estava enganada sobre Alice estar triste. Alice se virou com um enorme sorriso no rosto e disse:
- Chorar, porque eu choraria num momento como esse, meu amor?
- Alice. Pensei que você estava chorando. – Disse Anna chocada.
- Chorando oque? Finalmente estou livre daquele idiota que perseguia a minha vida! É claro que vamos precisar de uma história, por que ele sumiu, porque as pessoas nunca mais vão ver ele, essas coisas. – Alice abraçou Anna. Que estava boquiaberta.
- Ai, eu estou tão feliz! – Cochichou Alice.
- Imagino. – Respondeu Anna. Pedroo que ainda não acreditava no que aconteceu disse:
- Eu não acredito nos conseguimos! – Dennis Falou.
- Não conseguiríamos se não fosse por você Pedrinho, parabéns você foi um ótimo piloto. – Pedro sem graça respondeu.
- Ah, que é isso não foi nada.
- Não conseguiríamos se não tivéssemos um bom líder. – Disse Carolina.
- Ah, obrigado Carolina, mas eu não conseguiria fazer nada se você não tivesse inventado os dispositivos R.N.G. Devemos tudo a você.
- Principalmente uma certa pessoa aqui deve uma coisa a você. – Disse Anna olhando para Alice que perguntou:
- Quem eu, o que eu devo? – Anna falou.
- Ah, você sabe!
- Mas Anna essa vai ser a segunda vez!
- Alice! – Rosnou Anna.
- Tudo bem! – Suspirou Alice. – Carolina e Pedro me perdoem pelo modo que tratei... Que trato vocês, eu tenho inveja da inteligência e da esperteza de vocês. Mais alguma coisa? – Alice perguntou.
- Ok, agora seja menos falsa! – Respondeu Anna.
- Rggg! – Rosnou Alice. – Me desculpa gente era errado o modo que eu falava com vocês, me perdoem. – Carolina falou:
- Tá tudo bem Alice. – Pedro confirmou. Um gato branco, com o pelo volumoso se aproximava deles, quando Anna o viu se “apaixonou” por ele e o segurou em seus braços.
- Ai gente que fofo! Eu acho que ele não tem dono. – Disse Anna.
- Ai, eu não consigo acreditar nas coisas boas que estão me acontecendo! – Todos começaram a subir o morro. - O meu primo se foi de uma vez e agora eu vou me tornar uma super-heroína muito famosa!
- Ah Alice? – Dennis chamou.
- Oque?
- Eu sinto muito, mas as nossas identidades vão continuar sendo secretas assim como a nossa existência.
- O que!? – Gritou Alice.
- É as pessoas não devem saber que algumas horas atrás elas eram mutantes, mas se descobrirem que existem mutantes aqui no bairro, todos vão entrar em pânico! – Disse Carolina.
- Mas isso é horrível, eu... Eu... Já estava começando a gosta da carreira da espionagem, de proteger as pessoas. – Dennis falou.
- Alice eu falei que as nossas identidades vão ser secretas, eu não disse que não vamos ser super-heróis.
- É sério? – Perguntou Alice.
- É. – Confirmou Anna. - E depois, nos não vamos ser supersecretos vamos ser discretos afinal, quando começarmos a sair por ai e combatendo o crime vai haver relatos sobre a nossa existência. – Alice perguntou.
- Então quer dizer que a Pantera-Rosa pode, de repente, ficar famosa?
- Claro! – Disse Pedro.
- Ai isso é demais! Ah, mas que graça vai ter se as pessoas não vão saber que a Pantera-Rosa sou eu? – Anna respondeu.
- Ah, você pode seguir a carreira da música, sabe? A nossa Galeria foi destruída, de repente você pode cantar lá. – Alice falou.
- É mesmo. Pera ai é mesmo? É mesmo!
- Ah de novo não! – Carolina e Pedro murmurarão.
- Tá tudo bem vocês não precisam mais ser os meus cantores de coro.
- É sério? – Perguntou Pedro.
- É claro. Afinal se algum “caça-talentos” me descobrir quem vai ficar famosa sou não vocês! – Respondeu Alice.
- Ai Alice muito obrigada! – Disse Carolina que ficou muito feliz junto com Pedro.
- É assim que devemos ser unidos e amando uns com os outros por que nos somos os... Os... Pessoal nos demos codinomes pra nos, mas não demos um nome pro nosso grupo. – Disse Dennis.
- Hmm que tal As Panteras da Barra? – Falou Alice.
- Ah sem chance! – Disse Pedro. – Tem que ser um nome tanto pra homem como pra mulher, um nome bem selvagem, bem feroz! – Anna falou:
- Que tal, Feras Noturnas? Afinal só saímos à noite e provamos pra nos mesmos que somos ferozes.
- Feras Noturnas. É eu gostei! – Aprovou Dennis.
- Super-legal! – Disse Pedro.
- É perfeito pra nos. – Falou Carolina.
- É, simples, básico, gostei! Eu sou uma pantera muito feroz! – Falou Alice. E então naquela manhã. – Porque já havia amanhecido. – Todos foram para suas casas e naquela mesma noite, Alice cantou uma música dedicada aos seus amigos, no palco da lanchonete da mãe da Anna e todos passaram o resto das férias combatendo o crime e como Anna havia razão, vários boatos sobre cinco mutantes do bem estarem ajudando a policia a prender criminosos e salvando pessoas de assassinatos e assaltos se espalharam pelo país. Com a força de vontade você pode conseguir qualquer coisa, basta ter vontade, foi oque Dennis, Anna, Carolina, Alice e Pedro descobriram nessas férias e a importância da amizade e da união. Semanas se passaram e o mês de julho estava chegando ao fim e o pai de Dennis havia retornado ao bairro para buscar Dennis. Francisco esperava por ele no carro, enquanto ele se despedia de todos.
- Tia Tereza. Vou sentir saudades. – Disse Dennis.
- Oh Dennis eu e seus primos vamos sentir muito a sua falta por aqui! – Disse Tereza toda carinhosa.
- Vai embora pirralho! – Cochichou ela enquanto abraçava Dennis.
- Tchau João, não brigue com a sua mãe, sei que ela é uma boa pessoa no fundo.
- Tá. – Disse João confuso. – Se cuida Dennis.
- Tchau Anna! – Dennis e Anna se abraçaram.
- Tchau Dennis! Você ainda vai voltar aqui não é?
- Claro! E você promete ser um bom vice-líder enquanto eu não estiver aqui?
- Com certeza.
- Tchau Alice. – Dennis e Alice se abraçaram.
- Tchau gatinho, prometo cuidar das coisas por aqui!
- Tá e vê se toma cuidado com o que vai dizer tá? Não quero você magoando ou irritando ninguém enquanto eu estiver fora. Lembre-se que você não é melhor do que ninguém.
- Infelizmente vou me lembrar.
- Tchau Carolina. – Carolina abraçou Dennis bem apertado.
- Até as próximas férias tá?
- Tá Dennis. – Respondeu Carolina sorrindo.
- Carolina? – Chamou Dennis.
- O que?
- Já pode me soltar. – Foi quando Carolina percebeu que ainda estava abraçada com Dennis, ficou muito envergonhada quando percebeu e o soltou.
- Ah desculpe, Tchau Dennis.
- Tchau Pedrinho. – Dennis se despediu de Pedro.
- Tchau Dennis.
- Obrigado por me receber tão bem aqui. Promete cuidar das garotas por min?
- Claro, claro Dennis, você é o cara! – Respondeu Pedro.
- Ah e Pedrinho, não precisa fingir que gosta de min, só pra eu te libera pra namorar com a minha prima, a Anna não gosta de você. – Depois de despedir-se de todos Dennis entrou no carro e foi pra casa com o seu pai.
- Então Dennis, o que você fez nas férias? – Perguntou Francisco.
- Nada de mais, mas sem duvida me tornei uma nova pessoa. – longe da li, da casa de Anna, Junior, Julie e Priscilla assistiram todo o momento da despedida de Dennis. Priscilla disse:
- Eles estão sem o mutante morcego agora. – Julie falou.
- Esqueça eles Priscilla, eles não nos servem pra nada. – Priscilla gritou.
- Não vou esquecê-los, isso ainda não acabou! – Priscilla saiu, com os seus amigos lhe seguindo para a vingança.

                    


                              Continua...




Agradecimentos.

Agradeço a minha prima, Thays Lopez e aos seus amigos Yanaely Silva, Maria Monalisa e Rafael, pois se não fosse por vocês essa história não existiria e eu não seria esse garoto alegre e com amigos tão especiais como vocês. Também agradeço por deixarem que eu baseie cada personagem em vocês e em seus familiares.

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